Dia 27/12: 361.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1571, nascia Johannes Kepler, astrónomo e matemático alemão. Foi uma figura-chave na revolução científica do século XVII, conhecido principalmente pelas suas leis do movimento planetário.
Em 1968, a Apollo 8 amara no Oceano Pacífico, terminando a primeira missão tripulada à Lua.
Em 2004, radiação de uma explosão no magnetarSGR 1806-20 alcança a Terra. Foi o evento exosolar mais brilhante alguma vez observado até ao aparecimento do GRB 080319B em 2008. Observações: Sirius, a estrela mais brilhante de Cão Maior, nasce baixa a este-sudeste pelas 19:30, dependendo da localização do observador. Procyon, a estrela mais brilhante de Cão Menor, brilha a este a cerca de dois punhos à distância do braço esticado para a esquerda de Sirius.
Mas diretamente para a esquerda? Isso depende. À latitude 30º, as duas estrelas caninas estarão à mesma altura acima do horizonte pouco depois de nascerem. Se o observador estiver para norte dessa latitude, Procyon estará mais alta. Se o observador estiver para sul dessa latitude, então Sirius é a que está mais alta das duas. O horizonte a este inclina-se de modo diferente em relação às estrelas dependendo da latitude.
Dia 28/12: 362.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1612, Galileu Galilei torna-se no primeiro astrónomo a observar o planeta Neptuno, embora o catalogue erradamente como uma estrela fixa.
Em 1798, nascia Thomas Henderson, astrónomo escocês, conhecido por ter sido o primeiro a medir a distância até Alpha Centauri.
Em 1895, Wilhem Röntgen publica um artigo no qual descreve a sua descoberta de um novo tipo de radiação, que mais tarde se veio a chamar raios-X.
Em 1882, nascia Arthur Eddington, astrofísico que confirmaria a previsão de Einstein de encurvamento do espaço-tempo no célebre eclipse de 1919 observado na ilha de Príncipe (território português nessa época).
Foi quem desenvolveu o modelo da pulsação das cefeidas e trabalhou a par de Einstein na tentativa de unificação das forças fundamentais.
Em 1973, o cometa Kohoutek atingia o periélio. Observações: Vénus e Mercúrio estão separados por apenas 2º, hoje e amanhã, bem baixos a sudoeste ao lusco-fusco. Mercúrio está para cima e para a direita de Vénus.
Dia 29/12: 363.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1923 nascia Yvonne Choquet-Bruhat, física e matemática francesa, cujo trabalho se situou na interseção da matemática com a física, nomeadamente na teoria da relatividade geral de Einstein. O seu trabalho foi aplicado na deteção das ondas gravitacionais. Observações: Tente repetir a observação dos planetas Vénus e Mercúrio de ontem e verifique que a sua posição é diferente.
Já de noite, aviste a Lua, que deverá estar alta a sul. O ponto brilhante para a sua direita é o planeta Júpiter.
Rover Perseverance deposita a sua primeira amostra à superfície de Marte
Um tubo de titânio contendo uma amostra de rocha está já a descansar à superfície do Planeta Vermelho após ter sido lá colocado no dia 21 de dezembro pelo rover Perseverance da NASA. Durante os próximos dois meses, o rover irá depositar um total de 10 tubos no local chamado "Three Forks", construindo o primeiro depósito de amostras da humanidade noutro planeta. O depósito marca um passo histórico no início da campanha MSR (Mars Sample Return).
O Perseverance tem vindo a recolher amostras duplicadas de alvos rochosos que a missão seleciona. O rover tem atualmente as outras 17 amostras (incluindo uma amostra atmosférica) alojadas na sua "barriga". Com base na arquitetura da campanha MSR, o rover entregaria amostras a um futuro "lander" robótico. Este módulo, de aterragem, por sua vez, utilizaria um braço robótico para colocar as amostras numa cápsula de contenção a bordo de um pequeno foguetão que descolaria para a órbita de Marte, onde outra nave espacial capturaria o contentor de amostras e o enviaria em segurança para a Terra.
O rover Perseverance da NASA depositou o primeiro de vários tubos de amostras à superfície marciana no dia 21 de dezembro de 2021, o 653.º dia marciano, ou sol, da missão.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
O depósito vai servir de reserva caso o Perseverance não consiga entregar as suas amostras. Nesse caso, um par de helicópteros marcianos seriam chamados para terminar o trabalho.
A primeira amostra a ser deixada cair foi um núcleo de rocha ígnea do tamanho de um giz informalmente chamada "Malay", que foi recolhida no dia 31 de janeiro de 2022, numa região da Cratera Jezero chamada "South Séítah". O complexo sistema de amostragem e armazenamento levou quase uma hora para recuperar o tubo de metal do interior da "barriga" do rover, vê-lo uma última vez com o seu instrumento CacheCam interno e para o largar de uma altura de cerca de 89 centímetros sobre uma zona cuidadosamente selecionada da superfície marciana.
Mas o trabalho não foi dado como concluído para os engenheiros no JPL da NASA no sul da Califórnia, que construiu o Perseverance e lidera a missão. Uma vez confirmada a queda do tubo, a equipa posicionou a câmara WATSON localizada na ponta do braço robótico com 2 metros de comprimento para espreitar de baixo do rover, verificando se o tubo não tinha rolado para perto das suas rodas.
Também queriam certificar-se de que o tubo não tinha pousado de tal forma que ficasse de pé (cada tubo tem uma peça plana na extremidade chamada "luva" para facilitar a sua recolha por futuras missões). Isso ocorreu menos de 5% do tempo durante os testes com o gémeo terrestre do Perseverance no campo marciano de testes do JPL. No caso de acontecer em Marte, a missão executará uma série de comandos para que o Perseverance derrube cuidadosamente o tubo com a extremidade do seu braço robótico.
Nas próximas semanas, terão outras oportunidades para ver se o Perseverance precisa de usar a técnica à medida que o rover deposita mais amostras no local de armazenamento "Three Forks".
"Ver a nossa primeira amostra no chão é um ponto alto da missão principal, que termina no dia 6 de janeiro", disse Rick Welch, gerente adjunto do projeto Perseverance no JPL. "É um bom alinhamento, estarmos a começar o nosso armazenamento à superfície ao mesmo tempo que encerramos este primeiro capítulo da missão".
Assim que a equipa do Perseverance confirmou que o primeiro tubo de amostras estava à superfície, os engenheiros do JPL posicionaram a câmara WATSON localizada na ponta do braço robótico com 2 metros de comprimento para espreitar de baixo do rover, verificando se o tubo não tinha rolado para perto das suas rodas.
Crédito: NASAJPL-Caltech/MSSS
Mais sobre a missão Perseverance
Um objetivo principal da missão do Perseverance em Marte é a investigação astrobiológica, incluindo a busca por sinais de vida microbiana antiga. O rover vai caracterizar a geologia do planeta e o clima passado e será a primeira missão a recolher e a armazenar rochas e rególito marciano, abrindo caminho para a exploração humana do Planeta Vermelho.
As missões subsequentes da NASA, em cooperação com a ESA, vão enviar naves a Marte para recolher estas amostras armazenadas à superfície e trazê-las para a Terra para uma análise mais profunda.
A missão Mars 2020 do rover Perseverance faz parte da abordagem da exploração da Lua e de Marte da NASA, que inclui as missões Artemis à Lua que vão ajudar a preparar a exploração humana do Planeta Vermelho.
Desde que a nave espacial DART (Double Asteroid Redirection Test) da NASA colidiu intencionalmente com o asteroide Dimorphos, no passado dia 26 de setembro - alterando a sua órbita em 33 minutos -, que a equipa de investigação tem vindo a investigar as implicações de como esta técnica de defesa planetária poderá ser utilizada no futuro, se tal necessidade alguma vez surja. Isto incluiu uma análise mais aprofundada do material ejetado - as muitas toneladas de rochas deslocadas e lançadas para o espaço pelo impacto -, o recuo do qual aumentou substancialmente o "empurrão" da DART contra Dimorphos.
As observações contínuas da evolução desse material ejetado deram à equipa de investigação uma melhor compreensão do que a nave espacial DART alcançou no local de impacto. Os membros da equipa DART forneceram uma interpretação preliminar das suas conclusões durante a Reunião de Outono da União Geofísica Americana no passado dia 15 de dezembro em Chicago.
Esta composição foi construída a partir de várias imagens tiradas no dia 30 de novembro de 2022 por astrónomos no MRO (Magdalena Ridge Observatory) no estado norte-americano do Novo México. Mantém Didymos ainda no campo de visão e assim as estrelas de fundo são vistas como rastos. Imagens como esta podem fornecer detalhes adicionais aos astrónomos que estudam estruturas fracas na cauda do material ejetado. Esta imagem abrange cerca de 32.000 quilómetros em todo o campo de visão, à distância de Didymos.
Crédito: MRO/NM Tech
"O que podemos aprender com a missão DART faz parte do trabalho geral da NASA para compreender os asteroides e outros pequenos corpos no nosso Sistema Solar", disse Tom Statler, cientista do programa DART na sede da NASA em Washington e um dos apresentadores da palestra. "O impacto do asteroide foi apenas o começo. Agora utilizamos as observações para estudar de que são feitos estes corpos e como foram formados - bem como para defender o nosso planeta no caso de um asteroide vir na nossa direção".
No centro deste esforço estão as análises detalhadas de ciência e engenharia pós-impacto dos dados da primeira demonstração mundial de tecnologia de defesa planetária. Nas semanas após o impacto, os cientistas viraram o seu foco para a medição da transferência de momento da colisão a cerca de 22.530 km/h da DART para o seu asteroide alvo.
Os cientistas estimam que o impacto da DART deslocou mais de um milhão de quilogramas de rochas para o espaço - o suficiente para encher seis ou sete vagões ferroviários. A equipa está a utilizar estes dados - bem como novas informações sobre a composição da lua asteroidal e sobre as características do material ejetado, obtidas a partir de observações telescópicas e imagens do LICIACube (Light Italian CubeSat for Imaging of Asteroids) da Agência Espacial Italiana, que veio "à boleia" da DART - para aprender exatamente quanto o impacto inicial da DART moveu o asteroide e a contribuição do recuo.
"Sabemos que a experiência inicial funcionou. Agora podemos começar a aplicar este conhecimento," disse Andy Rivkin, colíder da equipa de investigação da DART no APL (Applied Physics Lab) da Universidade Johns Hopkins. "O estudo do material ejetado aquando do impacto cinético - tudo derivado de Dimorphos - é uma forma fundamental de obter mais conhecimentos sobre a natureza da sua superfície".
Observações antes e depois do impacto revelam que Dimorphos e o seu maior asteroide parente, Didymos, têm uma composição semelhante - material que foi ligado aos condritos comuns, parecido ao tipo de meteorito mais vulgar que impacta a Terra. Estas medições também aproveitaram o material ejetado de Dimorphos, que dominou a luz refletida do sistema nos dias após o impacto. Mesmo agora, as imagens telescópicas do sistema de Didymos mostram como a pressão da radiação solar esticou a corrente de material ejetado para uma cauda semelhante à de um cometa com dezenas de milhares de quilómetros de comprimento.
A última imagem completa da lua Dimorphos, tirada pelo DRACO da missão DART da NASA a 12 quilómetros do asteroide e 2 segundos antes do impacto. A imagem mostra uma área do asteroide que abrange 31 metros. O norte de Dimorphos está na direção do topo da imagem.
Crédito: NASA/JHUAPL
Juntando essas peças, e assumindo que Didymos e Dimorphos têm as mesmas densidades, a equipa calcula que o momento transferido quando a DART atingiu Dimorphos foi aproximadamente 3,6 vezes maior do que se o asteroide tivesse simplesmente absorvido a nave espacial e não tivesse produzido qualquer material ejetado - indicando que este material contribuiu para mover o asteroide mais do que a própria nave espacial.
A previsão precisa da transferência de momento é central para o planeamento de uma futura missão de impacto cinético, caso alguma vez seja necessária, incluindo a determinação do tamanho da nave espacial e a estimativa do tempo necessário para assegurar que uma pequena deflexão irá desviar um asteroide potencialmente perigoso do seu percurso.
"A transferência de momento é uma das coisas mais importantes que podemos medir, porque é informação que precisaríamos para desenvolver uma missão de impacto com o objetivo de desviar um asteroide perigoso", disse Andy Cheng, líder da equipa de investigação da DART no APL da Universidade Johns Hopkins. "A compreensão de como o impacto de uma nave espacial muda o momento de um asteroide é fundamental para conceber uma estratégia de mitigação no caso de um cenário de defesa planetária".
Nem Dimorphos nem Didymos representam qualquer perigo para a Terra antes ou depois da colisão controlada da DART com Dimorphos.
Novo estudo confirma que a luz exterior à nossa Galáxia é mais brilhante do que o esperado
Os cientistas analisaram novas medições mostrando que a luz emitida pelas estrelas fora da nossa Galáxia é duas a três vezes mais brilhante do que a luz de populações conhecidas de galáxias, desafiando pressupostos sobre o número e ambiente de estrelas que se encontram no Universo. Os resultados deste estudo liderado por investigadores do Instituto de Tecnologia de Rochester foram publicados no site ArXiv e aceites para publicação na revista The Astrophysical Journal.
A equipa de investigação analisou centenas de imagens da luz de fundo obtidas pelo instrumento LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager) a bordo da sonda New Horizons da NASA para calcular o fundo ótico cósmico - o somatório da luz emitida pelas estrelas para lá da Via Láctea ao longo da história do Universo. Se o brilho do fundo ótico cósmico não for igual à luz das galáxias que conhecemos, então isso sugere que podem haver fontes de luz ótica em falta no Universo.
Impressão de artista da sonda New Horizons da NASA.
Crédito: NASA/APL/SwRI e NASA/JPL-Caltech
"Vemos mais luz do que deveríamos ver com base nas populações de galáxias que entendemos existirem e na quantidade de luz que estimamos devem produzir", disse Teresa Symons, doutorada em ciências astrofísicas e tecnologia, que liderou o estudo para a sua dissertação e que é agora investigadora pós-doutorada na Universidade da Califórnia, Irvine. "A determinação do que está a produzir essa luz pode mudar a nossa compreensão fundamental de como o Universo se formou ao longo do tempo".
No início deste ano, uma equipa independente de cientistas relatou, na revista The Astrophysical Journal Letters, que o fundo ótico cósmico era duas vezes maior do que se pensava originalmente. Esses resultados não foram por acaso, como corroborado utilizando um conjunto muito mais amplo de observações LORRI no novo estudo por Symons, pelo professor Michael Zemcov e por investigadores do JPL, da UC Irvine, UC Berkeley e pela Universidade Johns Hopkins.
Enquanto que uma medição desobstruída do fundo ótico cósmico e difícil de conseguir a partir da Terra devido à poeira entre planetas, a sonda New Horizons está perto do limite do nosso Sistema Solar onde este primeiro plano é mínimo e proporciona uma visão muito mais clara para este tipo de estudo. Os cientistas esperam que possam ser desenvolvidas futuras missões e instrumentos para ajudar a explorar a discrepância.
"Isto chegou ao ponto em que é um mistério real que precisa de ser resolvido", disse Zemcov, professor do Centro para Detetores e Escola de Física e Astronomia do Instituto de Tecnologia de Rochester. "Espero que algumas experiências em que estamos envolvidos aqui, incluindo a CIBER-2 e a SPHEREx, possam ajudar a resolver a discrepância".
O mais forte sismo marciano foi 5 vezes maior do que detentor anterior do recorde (via União Geofísica Americana)
No final da noite de 4 de maio, ou durante o sol 1222 da missão do InSight da NASA, o sismómetro detetou um sismo no Planeta Vermelho, com reverberações que duraram muitas horas. O sismo foi pelo menos cinco vezes maior do que o seguinte maior sismo registado no planeta, de acordo com novas investigações publicadas na revista Geophysical Research Letters. Ler fonte
Álbum de fotografias - NGC 1365: Majestoso Universo-Ilha
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Martin Pugh
A galáxia espiral barrada NGC 1365 é verdadeiramente um majestoso universo-ilha com cerca de 200.000 anos-luz de diâmetro. Localizada a uns meros 60 milhões de anos-luz na direção da ténue mas aquecida constelação da Fornalha, NGC 1365 é um membro dominante do bem estudado enxame galáctico da Fornalha. Esta nítida imagem a cores mostra intensas regiões de formação estelar nas extremidades da barra central da galáxia e ao longo dos seus braços espirais. Vistas em detalhe, correntes de poeira escura que atravessam o brilhante núcleo galáctico. No centro encontra-se um buraco negro supermassivo. Os astrónomos pensam que a proeminente barra de NGC 1365 desempenha um papel crucial na evolução da galáxia, atraindo gás e poeira para um redemoinho de formação estelar e alimentando o buraco negro central com material.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231 | Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.