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Edição n.º 965
04/06 a 06/06/2013
 
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28/06/13 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - 23:00
Preço: 1€ (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 920/22
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu nocturno com telescópio (dependente da meteorologia favorável)

29/06/13 - DESCOBRINDO O SOL
16:00 - 17:00 (actividade incluída na visita ao Centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro - crianças até 12 anos grátis)
Nesta actividade os participantes poderão observar os fenómenos visíveis na "superfície" do Sol e participar em experiências que ajudam a conhecer melhor o astro-rei.

 
EFEMÉRIDES

Dia 04/06: 155.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 781 a.C. era registado pela primeira vez um eclipse solar total na China. 
Em 1769, um trânsito de Vénus é seguido cinco horas depois de um eclipse solar total, o intervalo de tempo mais curto para tais eventos na História.
Em 1783, os irmãos Montgolfier elevavam-se pela primeira vez no ar a bordo do seu balão de ar quente. 

Em 1996, o primeiro lançamento do Ariane 5, que explode após 20 segundos de voo. Transportava o satélie Cluster.
Em 2010, voo inaugural do Falcon 9, o foguetão da companhia SpaceX, lançado a partir de do Complexo de Lançamento Espacial 40, em Cabo Canaveral.
Observações: Olhe para Noreste após o anoitecer e procure bem a Ursa Maior, apoiada na sua "pega da frigideira". Consegue ver a pequena estrela Alcor, perto de Mizar, a estrela do meio da "pega"? Uma linha de Mizar, passando por Alcor, aponta sempre para Vega.

Dia 05/06: 156.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1995, é criado pela primeira vez um concentrado Bose-Einstein.

Observações: Vega é a estrela mais brilhante a Este por estas noites. A parte principal da sua pequena constelação, Lira, está para a sua direita e para baixo.

Dia 06/06: 157.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1971 era lançada a Soyuz 11, a primeira e única missão tripulada que acoplou com a primeira estação espacial, a Salyut 1.

A missão acabou em desastre a 30 de Junho, quando a cápsula ficou despressurizada durante a reentrada, matando os cosmonautas a bordo.
Observações: Será que ainda consegue avistar Vénus, pouco tempo depois do pôr-do-Sol? Já está muito baixo no horizonte a Oeste-Noroeste. A 4,5º para cima e um pouco para a esquerda temos o mais ténue planeta Mercúrio.

 
CURIOSIDADES


No equador somos cerca de 3% mais leves do que nos pólos, devido à força centrífuga da rotação da Terra.

 
OBTIDA IMAGEM DO EXOPLANETA MAIS LEVE ENCONTRADO ATÉ À DATA?

Uma equipa de astrónomos utilizou o VLT (Very Large Telescope) do ESO para obter a imagem de um objecto ténue que se desloca próximo de uma estrela brilhante. Com uma massa estimada em quatro a cinco vezes a massa de Júpiter, este pode bem ser o planeta com menos massa a ser observado fora do Sistema Solar de forma directa. A descoberta é uma contribuição importante ao estudo da formação e evolução de sistemas planetários.

Embora quase um milhar de exoplanetas tenham sido até agora detectados indirectamente - a maioria dos quais pelo método dos trânsitos ou das velocidades radiais - e muitos mais candidatos aguardem confirmação, apenas para cerca de uma dúzia de exoplanetas foi possível obter imagens directamente. Nove anos depois do VLT ter capturado a primeira imagem de um exoplaneta, o companheiro planetário da anã castanha 2M1207, a mesma equipa obteve agora a imagem do que parece ser o mais leve destes objectos observado até agora.

"Obter imagens de planetas de forma directa requer técnicas extremamente complexas, utilizando os instrumentos mais avançados, estejam eles no solo ou no espaço," diz Julien Rameau, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, França, autor principal do artigo científico que descreve a descoberta. "Apenas alguns planetas foram até agora observados directamente, o que faz de cada descoberta destas um importante marco no caminho da compreensão dos planetas gigantes e da sua formação."

Esta imagem obtida pelo Very Large Telescope do ESO (VLT) mostra o planeta recém descoberto HD 95086 b próximo da sua estrela progenitora. As observações foram feitas no infravermelho com o NACO, instrumento de óptica adaptativa montado no VLT, e com o auxílio de uma técnica chamada imagem diferencial, que aumenta o contraste entre o planeta e a sua estrela hospedeira ofuscante. A estrela propriamente dita foi removida da imagem durante o processamento, embora a sua posição se encontre marcada. Deste modo, o planeta aparece-nos mais destacado, em baixo à esquerda. A circunferência azul corresponde ao tamanho da órbita de Neptuno no Sistema Solar.
Crédito: ESO/J. Rameau
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Nas novas observações, o provável planeta aparece como um ponto ténue mas bem definido próximo da estrela HD 95086. Uma observação posterior mostrou também que o objecto se desloca lentamente com a estrela ao longo do céu, o que sugere que este corpo, designado por HD 95086 b, está em órbita em torno da estrela. O seu brilho indica igualmente que terá uma massa de apenas quatro a cinco vezes a massa de Júpiter.

A equipa usou o NACO, o instrumento de óptica adaptativa montado num dos telescópios principais do VLT do ESO. Este instrumento permite obter imagens muito nítidas, ao corrigir os efeitos de distorção na imagem devido à turbulência atmosférica. As observações foram feitas no infravermelho com uma técnica chamada imagem diferencial, que faz aumentar o contraste entre o planeta e a ofuscante estrela hospedeira.

O planeta recém-descoberto orbita a jovem estrela HD 95086 a uma distância de cerca de 56 vezes a distância entre a Terra e o Sol, o que corresponde a duas vezes a distância entre o Sol e Neptuno. A estrela propriamente dita tem um pouco mais massa do que o Sol e encontra-se rodeada por um disco de detritos. Estas propriedades permitiram aos astrónomos identificá-la como um candidato ideal a possuir planetas jovens de grande massa em sua órbita. O sistema situa-se a cerca de 300 anos-luz de distância da Terra.

A juventude da estrela, com apenas 10 a 17 milhões de anos, levou os astrónomos a pensar que este novo planeta se formou muito provavelmente no interior do disco gasoso e poeirento que a circunda. "A sua posição actual levanta questões relativas ao processo de formação. O planeta pode ter crescido ao assimilar rochas que formaram o núcleo sólido e depois acumulando lentamente gás do meio circundante de modo a formar a atmosfera densa ou então, começou a formar-se a partir de uma acumulação de matéria gasosa com origem em instabilidades gravitacionais no disco," explica Anna-Marie Lagrange, outro membro da equipa. "Interacções entre o planeta e o disco propriamente dito, ou até outros planetas, podem ter feito deslocar o planeta do local onde nasceu."

Outro membro da equipa, Gaël Chauvin, conclui: "O brilho das estrelas dá a HD 95086 b uma temperatura à superfície estimada de cerca de 700 graus Celsius, o que é suficientemente frio para que vapor de água e possivelmente metano existam na atmosfera. Este será um belo objecto para estudar com o futuro instrumento SPHERE, a ser montado no VLT. Talvez possamos até revelar planetas interiores no sistema - se eles existirem."

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
PHYSORG
redOrbit
tvi24

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

ESO:
Página oficial
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

 
SEIXOS COMPROVAM ANTIGO LEITO DE RIO EM MARTE

Análises e avaliações detalhadas cimentaram a interpretação inicial dos cientistas de rochas que contêm seixos, investigadas o ano passado pelo rover Curiosity: são parte de um antigo leito.

As rochas são as primeiras encontradas em Marte que contêm cascalhos arroios. Os tamanhos e formas dos cascalhos incorporados nestes conglomerados de pedras - desde o tamanho de grãos de areia até bolas de golfe - permitiram aos investigadores calcular a profundidade e a velocidade da água que fluiu neste local.

O rover Curiosity da NASA descobriu evidências de um antigo fluxo de água em vários locais, incluindo no afloramento visto aqui na imagem, a que a equipa científica chamou de "Hottah", com o nome do Lago Hottah nos Territórios Noroeste do Canadá.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nós completámos quantificações mais rigorosas dos afloramentos para caracterizar a distribuição do tamanho e a forma dos seixos e da areia que compõem estes conglomerados," afirma Rebecca Williams do Instituto de Ciência Planetária, em Tucson, no estado americano do Arizona, autora principal de um artigo na revista Science da semana passada. "Ficámos com um cálculo semelhante à estimativa inicial do passado Outono. No mínimo, o leito corria a uma velocidade equivalente ao andar de uma pessoa - um metro por segundo - e tinha uma profundidade que variava entre o tornozelo e a anca.

As três rochas semelhantes a pavimentos, examinadas com a capacidade telefoto do Mastcam do rover durante os primeiros 40 dias em Marte, são a base do novo artigo. Uma delas, "Goulburn", é imediatamente adjacente ao local de aterragem do rover, "Bradbury Landing". As outras duas, "Link" e "Hottah," estão a 50 e 100 metros para Sudeste, respectivamente. Os cientistas também usaram o instrumento a laser, ChemCam, para investigar a rocha Link.

Este conjunto de imagens comparam o afloramento Link em Marte (esquerda) com rochas parecidas cá na Terra (direita).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS e PSI
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"Estes conglomerados são incrivelmente parecidos com depósitos de rios cá na Terra," afirma Williams. "A maioria das pessoas conhece o aspecto dos seixos arredondados dos rios. Talvez já tenha pegado numa destas rochas redondas e tenha atirado para a água, vendo-a saltar à superfície. Encontrar algo tão familiar noutro mundo é emocionante e também gratificante."

As pedras maiores não estão distribuídas uniformemente nas rochas. Em Hottah, os pesquisadores detectaram camadas alternantes de cascalho ricas em seixos e em areia. Isto é comum nos depósitos de rios cá na Terra e fornece evidências adicionais para o fluxo de correntes em Marte. Além disso, muitos dos seixos tocam uns nos outros, um sinal de que rolaram ao longo de um ribeiro.

Esta imagem em alta-resolução obtida pelo Curiosity mostra uma área conhecida como Goulburn Scour, um conjunto de rochas atingidas pelos jactos dos motores do estágio de descida do rover.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
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"A nossa análise da quantidade de arredondamento dos seixos fornece mais informações," afirma Sanjeev Gupta do Imperial College, em Londres, co-autor do artigo. "O arredondamento indica fluxo sustentado. Ocorre à medida que os seixos batem uns nos outros várias vezes. Este não foi um fluxo único. Foi sustentado, certamente durante mais que semanas ou meses, embora não possamos dizer exactamente quanto tempo."

Os cientistas estimam que a corrente transportou os cascalhos pelo menos alguns quilómetros.

A atmosfera moderna de Marte é demasiado fina para manter uma corrente constante de água, embora o planeta possua grandes quantidades de água gelada. Vários tipos de evidências já sugeriram que Marte teve diversos ambientes com água líquida. No entanto, nenhumas outras a não ser estas rochas estudadas pelo Curiosity podem providenciar informações sobre o tipo de corrente. As imagens das rochas obtidas pelo Curiosity indicam que as condições atmosféricas na Cratera Gale já permitiram o fluxo de água líquida na superfície marciana.

Durante a sua missão principal de dois anos, os investigadores vão usar os 10 instrumentos científicos do Curiosity para avaliar a história ambiental da Cratera Gale em Marte, onde o rover já descobriu evidências de condições ambientais passadas, favoráveis à vida microbiana.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo CCVAlg:
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Imperial College de Londres (comunicado de imprensa)
UC Davis (comunicado de imprensa)
Science (requer subscrição)
SPACE.com
PHYSORG
UPI.com
BBC News
Discovery News

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
NASA - 3
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
MISSÃO GRAIL RESOLVE MISTÉRIO DA GRAVIDADE DA LUA

A missão GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory) da NASA descobriu a origem das enormes regiões invisíveis que tornam a gravidade da Lua irregular, um fenómeno que afecta as operações das sondas em órbita lunar.

Graças aos resultados da GRAIL, as naves espaciais em missões a outros corpos celestes poderão no futuro navegar com maior precisão.

As sondas gémeas GRAIL estudaram a estrutura e composição interna da Lua em detalhes sem precedentes durante nove meses. Elas identificaram as posições de regiões grandes e densas chamadas concentrações de massa, as quais são caracterizadas por uma forte força gravitacional. As concentrações de massa escondem-se por baixo da superfície lunar e não podem ser vistas por câmaras ópticas normais.

Usando uma técnica de voo em formação e com extrema precisão, as sondas gémeas GRAIL mapearam o campo gravítico da Lua, como ilustrado nesta impressão de artista.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas da GRAIL descobriram as concentrações de massa ao combinar dados da gravidade obtidos pela missão com sofisticados modelos computacionais de grandes impactos de asteróides e detalhes conhecidos sobre a evolução geológica das crateras de impacto. As descobertas foram publicadas na edição de 30 de Maio da revista Science.

"Os dados da missão GRAIL confirmam que as concentrações de massa foram geradas quando grandes asteróides ou cometas colidiram com a Lua, quando o seu interior era muito mais quente do que é agora," afirma Jay Melosh, co-investigador da GRAIL da Universidade de Purdue, em West Lafayette, Indiana, EUA, autor principal do artigo. "Nós pensamos que os dados das sondas GRAIL mostram como a fina crosta da Lua e o seu denso manto se combinaram com o choque de um grande impacto para criar o distinto padrão de anomalias de densidade que hoje reconhecemos como concentrações de massa."

A origem das concentrações de massa lunares tem sido um mistério da ciência planetária desde a sua descoberta em 1968 por uma equipa do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. Os investigadores concordam que as concentrações de massa resultaram de antigos impactos ocorridos há milhares de milhões de anos. Não era claro até agora quanto do excesso de massa resultava de lava que enchia a cratera ou da subida do manto, rico em ferro, até à crosta.

Num mapa do campo gravítico da Lua, uma concentração de massa aparece como o padrão de um alvo. O centro avermelhado tem um excesso de gravidade. Está rodeado por um anel com gravidade deficiente. Um anel com excesso de gravidade rodeia o centro avermelhado e o anel interior. Este padrão surge como uma consequência natural da escavação da cratera, do colapso e do arrefecimento após um impacto. O aumento da densidade e da atracção gravítica no centro de uma concentração de massa é provocado pelo material lunar derretido pelo calor de um impacto de um asteróide há muito tempo atrás.

"O termos conhecimento destas concentrações de massa significa que finalmente estamos a compreender as consequências geológicas dos grandes impactos," afirma Melosh. "O nosso planeta sofreu impactos semelhantes no seu passado distante, e a compreensão das concentrações de massa pode ensinar-nos mais sobre a Terra primitiva, talvez sobre como as placas tectónicas se formaram e o que criou os primeiros depósitos de minério."

Esta nova compreensão de concentrações lunares de massa também deverá influenciar o conhecimento da geologia planetária para além da Terra e do nosso vizinho celeste mais próximo.

"Também foram identificadas concentrações de massa em associação com bacias de impacto em Marte e em Mercúrio," afirma Maria Zuber, investigadora principal da GRAIL, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge, EUA. "Compreendê-las na Lua diz-nos mais sobre como é que os grandes impactos modificaram as crostas planetárias."

Lançadas como GRAIL A e GRAIL B em Setembro de 2011, as sondas, com os nomes populares de Ebb e Flow, operaram numa órbita quase circular perto dos pólos lunares a uma altitude de aproximadamente 55 km até ao fim da sua missão em Dezembro de 2012. A distância entre as duas sondas gémeas mudava ligeiramente à medida que viajavam por cima de áreas com mais ou menos gravidade provocada por características visíveis, tais como montanhas ou crateras, e massas ocultas sob a superfície lunar.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Science (requer subscrição)
Artigo científico - Parte I (formato PDF)
Artigo científico - Parte II (formato PDF)
MIT news
Astronomy
SPACE.com
PHYSORG
Universe Today
io9

Lua:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg 
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Concentrações de massa:
Wikipedia

GRAIL:
NASA
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Águia e O Cisne
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Dieter Willasch (Astro-Cabinet)
 
A Nebulosa da Águia e a Nebulosa do Cisne estendem-se nesta ampla paisagem celeste, uma vista telescópica do braço espiral de Sagitário, na direcção do centro da nossa Via Láctea. A Águia, também conhecida como M16, está à esquerda, e o Cisne, ou M17, está à direita. A profunda imagem de campo-largo mostra as nuvens cósmicas como regiões mais brilhantes onde ocorre formação estelar. Encontram-se ao longo do braço espiral, que está repleto com a emissão característica e avermelhada do hidrogénio atómico e de nebulosas escuras e poeirentas. De facto, o centro de ambas as nebulosas são locais de ampliações bem conhecidas de formação estelar obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. M17, também chamada de Nebulosa Omega, está a 5500 anos-luz de distância, enquanto M16 fica a cerca de 6500 anos-luz. Na imagem, que cobre 3 graus no céu, as grandes asas da Nebulosa da Águia esticam-se por mais de 120 anos-luz.
 

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