DIA 03/10: 276.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1815, cai um meteorito em Chassigny, França. Foi o primeiro meteorito a ser identificado como sendo de Marte.
Em 1942, era lançado da Alemanha o primeiro foguete V-2/A-4, que se tornaria também no primeiro artefacto humano a atingir o espaço.
Em 1962, era lançada de Cabo Canaveral a missão Mercury 8.
Em 1985, o vaivém Atlantis fazia a sua viagem inaugural.
Em 2005, ocorreu o último eclipse anular de Sol visível em Portugal. HOJE, NO COSMOS:
Vega é a estrela mais brilhante alta a oeste depois do anoitecer. Para baixo e para a direita, cerca de 14º (quase punho e meio à distância do braço esticado), procure Eltanin, o nariz do Dragão. O resto da ténue cabeça da constelação de Dragão fica um pouco para trás. Dragão está sempre a olhar para Vega.
As estrelas da constelação a que Vega pertence, Lira - também elas ténues em comparação com Vega - estendem-se agora 7º para a esquerda da estrela.
DIA 04/10: 277.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1582, o Papa Gregório XIII implementa o Calendário Gregoriano. Na Itália, Polónia, em Portugal e em Espanha, o dia 4 de outubro é seguido diretamente pelo dia 15 de outubro.
Em 1957, era lançado o Sputnik 1, o primeiro satélite artifical.
Tinha começado a "corrida espacial".
Em 1959, lançamento da Luna 3 (missão soviética de "flyby" pela Lua).
Em 2004, a SpaceShipOne ganha o prémio Ansari X, de voo espacial privado, ao ser a primeira nave privada a viajar no espaço. HOJE, NO COSMOS:
Assim que a Lua Minguante ficar em boa posição para observar, pouco antes da meia-noite, repare que está situada para baixo da reta que passa por Aldebarã e por Capella (à direita e à esquerda, respetivamente).
DIA 05/10: 278.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1882 nasce Robert Goddard, pioneiro no desenvolvimento dos foguetões.
Em 1923, Edwin Hubble descobre a primeira variável de Cefeida em M31, a Galáxia de Andrómeda, estabelecendo que as "nebulosas" espirais são independentes e são sistemas estelares externos, tal como a Via Láctea.
Em 1958, nasce Neil deGrasse Tyson, astrofísico, cosmólogo, autor e comunicador científico americano.
Em 1984, Marc Garneau torna-se no primeiro canadiano no espaço, a bordo do vaivém Challenger.
Em 2000, astrónomos espanhóis e alemães publicam na revista Science a sua descoberta de planetas gigantes gasosos isolados, sem estrelas, a serem formados na região de Orionte. Estes "super-júpiteres" flutuam livremente dentro de um enxame estelar, mas a distâncias suficientemente grandes para permitir escapar à atração gravitacional das outras estrelas. HOJE, NO COSMOS:
O "W" de Cassiopeia encontra-se alto a nordeste por estas noites.
Observe o segundo segmento do "W" contando da parte de cima. Note as ténues estrelas a olho nu desse segmento (sem contar com as estrelas das pontas). A mais brilhante, à direita, é Eta Cassiopeiae, de magnitude 3,4. É uma estrela parecida com o Sol a apenas 19 anos-luz de distância e tem uma companheira laranja mais pequena, um bonito binário telescópico.
A "estrela" à esquerda, mais ténue, é um par visível a olho nu sob um céu escuro: Upsilon1 e Upsilon2 Cassiopeiae, separadas por 0,3º. São gigantes laranjas sem relação uma com a outra, a 200 e 400 anos-luz de distância. Upsilon1, ligeiramente mais fraca, é a mais distante.
Perseverance filma um diabo de poeira marciano
O rover Perseverance da NASA captou este diabo de poeira marciano a mover-se de leste para oeste a um ritmo de cerca de 19 km/h ao longo de "Thorofare Ridge" no passado dia 30 de agosto. O vídeo, que foi acelerado 20 vezes, é composto por 21 imagens tiradas com quatro segundos de intervalo. Foi melhorado de forma a mostrar o máximo de pormenor.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech
A parte inferior de um diabo de poeira marciano foi captada a mover-se ao longo da borda ocidental da cratera Jezero de Marte pelo rover Perseverance da NASA no dia 30 de agosto de 2023, o 899.º dia marciano, ou sol, da missão. O vídeo, que foi acelerado 20 vezes, é composto por 21 imagens captadas com quatro segundos de intervalo por uma das câmaras de navegação do rover.
Muito mais fracos e geralmente mais pequenos do que os tornados da Terra, os diabos de poeira são um dos mecanismos que movem e redistribuem a poeira em Marte. Os cientistas estudam-nos para compreender melhor a atmosfera marciana e para melhorar os seus modelos meteorológicos.
Usando os dados das imagens, os cientistas da missão determinaram que este diabo de poeira em particular estava a cerca de 4 quilómetros de distância, num local apelidado de "Thorofare Ridge", e movia-se de leste para oeste a cerca de 19 km/h. Eles calcularam que a sua largura era de cerca de 60 metros. E embora apenas os 118 metros inferiores do vórtice rodopiante sejam visíveis na imagem da câmara, os cientistas também conseguiram estimar a sua altura total.
Detalhes da imagem completa
"Não vemos o topo do diabo de poeira, mas a sombra que projeta dá-nos uma boa indicação da sua altura", disse Mark Lemmon, cientista planetário do SSI (Space Science Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado, e membro da equipa científica do Perseverance. "A maioria são colunas verticais. Se este diabo de poeira estivesse configurado dessa forma, a sua sombra indicaria que tem cerca de 2 quilómetros de altura."
Os diabos de poeira, que também ocorrem na Terra, formam-se quando células ascendentes de ar quente se misturam com colunas descendentes de ar mais frio. As versões marcianas podem crescer até serem muito maiores do que as encontradas na Terra. E embora sejam mais proeminentes durante os meses de primavera e verão (o hemisfério norte de Marte, onde se situa o Perseverance, está atualmente no verão), os cientistas não conseguem prever quando aparecerão num local específico. Por isso, o Perseverance e o seu companheiro marciano, o rover Curiosity da NASA, monitorizam regularmente todas as direções, captando imagens a preto e branco para reduzir a quantidade de dados enviados para a Terra.
Mais informações sobre a missão
Um dos objetivos principais da missão do Perseverance em Marte é a investigação astrobiológica, incluindo a busca por sinais de vida microbiana antiga. O rover está a caracterizar a geologia do planeta e o clima passado e é a primeira missão a recolher e a armazenar rochas e rególito marciano.
As missões subsequentes da NASA, em cooperação com a ESA, vão enviar naves a Marte para recolher estas amostras armazenadas à superfície e trazê-las para a Terra para uma análise mais profunda.
A missão Mars 2020 do rover Perseverance faz parte da abordagem da exploração Lua a Marte da NASA, que inclui as missões Artemis à Lua que vão ajudar a preparar a exploração humana do Planeta Vermelho.
Novas simulações esclarecem as origens dos anéis e das luas geladas de Saturno
Imagem de uma simulação de computador de um impacto entre duas luas geladas em órbita de Saturno. A colisão ejeta detritos que poderão evoluir para os icónicos e notavelmente jovens anéis do planeta. A simulação utilizou mais de 30 milhões de partículas, cuja cor foi atribuida pelo seu material de gelo ou rocha, executada com o código de simulação de código aberto SWIFT.
Crédito: NASA/Universidade de Durham/Universidade de Glasgow/Jacob Kegerreis/Luís Teodoro
Numa noite limpa, com um telescópio amador decente, Saturno e a sua série de anéis notáveis podem ser vistos da superfície da Terra. Mas como é que esses anéis surgiram? E o que é que eles nos podem dizer sobre Saturno e sobre as suas luas, um dos potenciais locais onde a NASA espera procurar vida? Uma nova série de simulações em supercomputador fornece uma resposta ao mistério da origem dos anéis - uma resposta que envolve uma colisão massiva, na altura em que os dinossauros ainda percorriam a Terra.
De acordo com a nova investigação da NASA e dos seus parceiros, os anéis de Saturno podem ter evoluído a partir dos destroços de duas luas geladas que colidiram e se estilhaçaram há algumas centenas de milhões de anos. Os detritos que não acabaram nos anéis podem também ter contribuído para a formação de algumas das atuais luas de Saturno.
"Há tanta coisa que ainda não sabemos sobre o sistema de Saturno, incluindo as suas luas que albergam ambientes que podem ser adequados à vida", disse Jacob Kegerreis, cientista do Centro de Investigação Ames da NASA, em Silicon Valley, no estado norte-americano da Califórnia. "Por isso, é excitante usar grandes simulações como estas para explorar em pormenor como podem ter evoluído".
A missão Cassini da NASA ajudou os cientistas a compreender quão jovens - em termos astronómicos - são os anéis de Saturno e provavelmente algumas das suas luas. E esse conhecimento abriu novas questões sobre a sua formação.
Para saber mais, a equipa de investigação recorreu às instalações de supercomputação da Universidade de Durham, no Reino Unido, onde se situa o DiRAC (Distributed Research using Advanced Computing). A equipa modelou o aspeto de diferentes colisões entre luas precursoras. Estas simulações foram realizadas com uma resolução mais de 100 vezes superior à de estudos anteriores, utilizando o código de simulação de código aberto SWIFT, e dando aos cientistas as suas melhores perspetivas sobre a história do sistema de Saturno.
Atualmente, os anéis de Saturno vivem perto do planeta, dentro do que é conhecido como o limite de Roche - a órbita mais distante onde a força gravitacional de um planeta é suficientemente poderosa para desintegrar corpos maiores de rocha ou gelo que se aproximem. O material que orbita mais longe pode juntar-se para formar luas.
Ao simular quase 200 versões diferentes do impacto, a equipa descobriu que uma vasta gama de cenários de colisão poderia espalhar a quantidade certa de gelo para o limite de Roche de Saturno, onde poderia assentar em anéis.
E, embora as explicações alternativas não tenham sido capazes de mostrar porque é que quase não há rocha nos anéis de Saturno - são feitos quase inteiramente de pedaços de gelo - este tipo de colisão poderia explicar esse facto.
"Este cenário conduz naturalmente a anéis ricos em gelo", disse Vincent Eke, Professor Associado do Departamento de Física/Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham e coautor do artigo. "Quando as luas geladas progenitoras chocam umas com as outras, a rocha nos núcleos dos corpos em colisão dispersa-se menos do que o gelo sobrejacente."
O gelo e os detritos rochosos teriam também atingido outras luas do sistema, causando potencialmente uma cascata de colisões. Este efeito multiplicador poderia ter perturbado quaisquer outras luas precursoras fora dos anéis, a partir das quais se poderiam ter formado as luas atuais.
Mas o que é que poderá ter posto em marcha estes acontecimentos em primeiro lugar? Duas das antigas luas de Saturno podem ter sido empurradas para uma colisão pelos efeitos normalmente pequenos da gravidade do Sol, que se "somaram" para desestabilizar as suas órbitas em torno do planeta. Na configuração correta das órbitas, a atração extra do Sol pode ter um efeito de bola de neve - uma "ressonância" - que alonga e inclina as órbitas normalmente circulares e planas das luas até que as suas trajetórias se cruzem, resultando num impacto a alta velocidade.
A lua de Saturno, Reia, orbita atualmente um pouco para lá do local onde uma lua encontraria esta ressonância. Tal como a Lua da Terra, os satélites de Saturno migram para fora do planeta ao longo do tempo. Assim, se Reia fosse antiga, teria atravessado a ressonância no passado recente. No entanto, a órbita de Reia é muito circular e plana. Isto sugere que não sofreu os efeitos desestabilizadores da ressonância e, em vez disso, formou-se mais recentemente.
A nova investigação alinha-se com evidências de que os anéis de Saturno se formaram recentemente, mas ainda há grandes questões em aberto. Se pelo menos algumas das luas geladas de Saturno também são jovens, o que é que isso pode significar para o potencial de vida nos oceanos sob a superfície de mundos como Encélado? Será que conseguiremos desvendar a história completa desde o sistema original do planeta, antes do impacto, até aos dias de hoje? A investigação futura baseada neste trabalho ajudar-nos-á a aprender mais sobre este planeta fascinante e sobre os mundos gelados que o orbitam.
Estudo lança nova luz sobre os estranhos mundos de lava
É provável que os mundos de lava ainda estejam na fase inicial da sua evolução, uma vez que algumas teorias sugerem que a Terra também já esteve totalmente fundida.
Crédito: Getty Images
Os mundos de lava, exoplanetas massivos que albergam céus cintilantes e mares vulcânicos agitados chamados oceanos de magma, são muito diferentes dos planetas do nosso Sistema Solar.
Até à data, quase 50% de todos os exoplanetas rochosos já descobertos são capazes de manter magma às suas superfícies, provavelmente porque estes planetas estão tão próximos das suas estrelas hospedeiras que completam uma órbita em menos de 10 dias. Esta proximidade faz com que os planetas sejam bombardeados por condições climatéricas adversas e força temperaturas extremas à superfície, tornando-os completamente inóspitos à vida tal como a conhecemos atualmente.
Agora, num novo estudo, os cientistas demonstraram que estes vastos oceanos fundidos têm uma grande influência nas propriedades observadas das Super-Terras rochosas e quentes, tais como no seu tamanho e no seu percurso evolutivo.
A sua investigação, publicada recentemente na revista The Astrophysical Journal, descobriu que, devido à natureza extremamente compressível da lava, os oceanos de magma podem fazer com que os planetas ricos em lava sem atmosfera sejam modestamente mais densos do que os planetas sólidos de tamanho semelhante, bem como afetar a estrutura dos seus mantos, a espessa camada interior que rodeia o núcleo de um planeta.
Mesmo assim, uma vez que estes objetos são notoriamente pouco estudados, caracterizar o funcionamento fundamental dos planetas de lava pode ser uma tarefa difícil, disse Kiersten Boley, autora principal do estudo e estudante de astronomia na Universidade Estatal do Ohio, EUA.
"Os mundos de lava são muito estranhos, muito interessantes e, devido à forma como detetamos os exoplanetas, estamos mais inclinados a encontrá-los", disse Boley, cuja investigação gira em torno da compreensão dos ingredientes essenciais que tornam os exoplanetas únicos e da forma como a alteração desses elementos, ou, no caso dos mundos de lava, das suas temperaturas, os pode mudar completamente.
Um dos mais conhecidos destes misteriosos mundos escaldantes é 55 Cancri e, um exoplaneta situado a cerca de 41 anos-luz de distância, que os cientistas descrevem como tendo céus cintilantes e mares de lava agitados.
Embora existam objetos no nosso Sistema Solar, como a lua Io de Júpiter, que são extremamente ativos do ponto de vista vulcânico, não existem verdadeiros planetas de lava na nossa parte do cosmos que os cientistas possam estudar de perto. No entanto, investigar a forma como a composição dos oceanos de magma contribui para a evolução de outros planetas, por exemplo, durante quanto tempo permanecem fundidos e por que razões acabam por arrefecer, pode fornecer pistas acerca da história incandescente da Terra, disse Boley.
"Quando os planetas se formam inicialmente, em particular os planetas terrestres rochosos, passam por uma fase de oceano de magma enquanto arrefecem", disse Boley. "Por isso, os mundos de lava podem dar-nos uma ideia do que pode ter acontecido na evolução de quase todos os planetas terrestres."
Utilizando o software de modelação do interior de exoplanetas Exoplex e dados recolhidos em estudos anteriores para construir um módulo que incluía informações sobre vários tipos de composições magmáticas, os investigadores simularam vários cenários evolutivos de um planeta semelhante à Terra com temperaturas à superfície entre 1420 e 2120 graus Celsius - o ponto de fusão em que o manto sólido do planeta se transformaria em líquido.
A partir dos modelos que criaram, a equipa foi capaz de discernir que os mantos dos planetas com oceano de magma podem assumir uma de três formas: a primeira em que todo o manto está completamente derretido, a segunda em que um oceano de magma se encontra à superfície e um terceiro modelo tipo sanduíche que consiste num oceano de magma à superfície, uma camada de rocha sólida no meio e outra camada de magma derretido que se encontra mais próxima do núcleo do planeta.
Os resultados sugerem que a segunda e a terceira formas são ligeiramente mais comuns do que os planetas completamente fundidos. Dependendo da composição dos oceanos de magma, alguns exoplanetas sem atmosfera são melhores do que outros para reter elementos voláteis - compostos como o oxigénio e o carbono necessários para a formação das primeiras atmosferas - durante milhares de milhões de anos.
Por exemplo, o estudo refere que um planeta da classe de magma basal que seja 4 vezes mais massivo do que a Terra pode aprisionar mais de 130 vezes a massa de água dos oceanos da Terra, e cerca de 1000 vezes a quantidade de carbono atualmente presente na superfície e na crosta do nosso planeta.
"Quando estamos a falar da evolução de um planeta e do seu potencial para ter diferentes elementos necessários para suportar a vida, o facto de ser capaz de aprisionar muitos elementos voláteis nos seus mantos pode ter grandes implicações para a habitabilidade", explicou Boley.
Os planetas de lava estão muito longe de se tornarem suficientemente habitáveis para suportar vida, mas é importante compreender os processos que ajudam estes mundos a chegar lá. No entanto, este estudo torna claro que medir a sua densidade não é exatamente a melhor forma de caracterizar estes mundos quando os comparamos com exoplanetas sólidos, uma vez que um oceano de magma não aumenta nem diminui significativamente a densidade do seu planeta, disse Boley.
Em vez disso, a sua investigação revela que os cientistas devem concentrar-se noutros parâmetros terrestres, como as flutuações da gravidade à superfície de um planeta, para testar as suas teorias sobre o funcionamento dos mundos de lava, especialmente se os futuros investigadores planearem utilizar os seus dados para ajudar em estudos planetários de maior dimensão.
"Este trabalho, que é uma combinação de ciências da terra e astronomia, abre basicamente novas e excitantes questões sobre os mundos de lava", concluiu Boley.
O estudo foi apoiado pela NSF (National Science Foundation). Os outros coautores são Wendy Panero, Joseph Schulze, Romy Martinez e Ji Wang, todos da Universidade Estatal de Ohio, bem como Cayman Unterborn do SwRI (Southwest Research Institute).
New Horizons vai continuar a explorar o Sistema Solar exterior (via NASA)
A NASA anunciou um plano atualizado para continuar a missão da New Horizons de exploração do Sistema Solar exterior. A partir do ano fiscal de 2025, a New Horizons irá concentrar-se na recolha de dados heliofísicos únicos, que podem ser facilmente obtidos durante um modo de operação alargado e de baixa atividade. Embora a comunidade científica não tenha atualmente conhecimento de qualquer objeto da Cintura de Kuiper que possa ser alcançado, este novo caminho permite a possibilidade de utilizar a nave espacial para um futuro "flyby" desse objeto, caso seja identificado. Também permitirá que a nave espacial preserve combustível e reduza a complexidade operacional enquanto se procura um candidato convincente para a passagem rasante. Ler fonte
Teia cósmica ilumina-se na escuridão do espaço (via Caltech)
Tal como os rios alimentam os oceanos, as correntes de gás alimentam as galáxias por todo o cosmos. Mas estes fluxos, que constituem uma parte da chamada teia cósmica, são muito ténues e difíceis de observar. Embora os astrónomos conheçam a teia cósmica há décadas e até tenham vislumbrado o brilho dos seus filamentos em torno de objetos cósmicos brilhantes chamados quasares, nunca tinham capturado diretamente as estruturas estendidas nas partes mais escuras do espaço - até agora. Ler fonte
Álbum de fotografias Eclipse no Deserto
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Maxime Daviron
Um bom lugar para ver um eclipse com anel de fogo, ao que parece, será a partir de um deserto. Num deserto, deverá haver relativamente poucas nuvens e árvores a obscurecer. Por isso, no final de dezembro de 2019, um grupo de fotógrafos viajou para os Emirados Árabes Unidos e para o Rub al-Khali, o maior deserto de areia contínuo do mundo, para captar imagens nítidas de um eclipse invulgar que estaria a ocorrer. Um eclipse com anel de fogo é um eclipse anular que ocorre quando a Lua está suficientemente afastada na sua órbita elíptica em torno da Terra para parecer demasiado pequena, angularmente, para cobrir todo o Sol. No máximo de um eclipse anular, a orla solar pode ser vista em torno da orla lunar, de modo que a Lua parece ser uma mancha escura que cobre a maior parte - mas não a totalidade - do Sol. Este eclipse em particular, sabiam eles, atingiria o seu pico pouco depois do nascer do Sol. Depois de procurarem um local tão seco e estéril, verificou-se que algumas das imagens mais interessantes do eclipse incluíam uma árvore em primeiro plano, porque, para além das dunas de areia, a árvore dava ao fundo surrealista uma sensação contrastante de normalidade, escala e textura. No sábado, 14 de outubro, um novo anel de fogo será visível através de céus limpos numa fina faixa que atravessa a América do Norte e do Sul.
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