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Edição n.º 1097
12/09 a 15/09/2014
 
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EFEMÉRIDES

Dia 12/09: 255.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1725 nascia Guillaume Le Gentil, o astrónomo mais azarado de sempre.
Em 1959, a União Soviética lança a sonda Luna 2. Dois dias depois (14),  torna-se no primeiro objecto feito pelo Homem a atingir a Lua.

Em 1966, lançamento da Gemini 11, a penúltima missão do programa Gemini da NASA, e a detentora do recorde actual de altitude humana (à excepção das missões lunares Apollo).
Em 1992, lançamento da missão STS-47 do vaivém espacial Endeavour, a 50.ª missão dos vaivéns espaciais. A bordo estavam Mae Carol Jemison, a primeira mulher africo-americana no espaço, Mamoru Mohri, o primeiro cidadão japonês a voar uma nave americana, e Mark Lee e Jan Davis, o primeiro casal no espaço.
Observações: Antares, Marte e Saturno formam agora uma linha quase recta. Marte continua a sua viagem para Este contra o fundo do céu estrelado. Observe-o passar a pouco mais de 3º de Antares nos dias 27 e 28 de Setembro.

Dia 13/09: 256.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1994, a sonda Ulisses passa pelo pólo sul do Sol.

Observações: Quanto tempo depois do pôr-do-Sol é que consegue observar o Triângulo de Verão? Vega, a sua estrela mais brilhante, está quase no zénite (para observadores a latitudes médias norte). Deneb é a primeira estrela brilhante para Este-Nordeste de Vega. Altair brilha um pouco mais abaixo a Sudeste.

Dia 14/09: 257.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915 nasce John Dobson. Fundador do "Sidewalk Astronomers" e inventor do telescópio dobsoniano.

Ensinou muitos a construir telescópios modestos e a usá-los: "Temos a responsabilidade de mostrar aos outros como é o nosso Universo a partir de um telescópio -- e explicar o que estão a ver." 
Em 1959, a sonda soviética Luna 2 colide com a Lua, tornando-se no primeiro objecto feito pelo Homem a lá chegar.
Observações: Assim que escurecer, procure Antares no céu a Sudoeste, e a Ursa Maior descendo a Noroeste, praticamente à mesma altura do horizonte.

Dia 15/09: 258.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, lançamento da soviética Zond 5, tornando-se a primeira sonda a dar uma volta à Lua e a re-entrar na atmosfera da Terra.

Observações: Com o Verão a chegar ao fim, o Bule de Chá de Sagitário moveu-se para Sul-Sudoeste após o anoitecer, inclinando-se para a direita.

 
CURIOSIDADES


Massa total estimada de objectos artificiais em astros do Sistema Solar (kg):
- Vénus: 22.642
- Lua: 180.244
- Marte: 9.303
- Eros: 487
- Itokawa: 0,591
- Júpiter: 2.564
- Titã: 319
- Tempel 1: 370
TOTAL: ~215.930

 
ROVER CURIOSITY CHEGA AO MONTE SHARP

O rover Curiosity da NASA chegou ao Monte Sharp, uma montanha com 5,5 km de altura no centro da vasta cratera Gale, o destino principal a longo prazo da missão.

"O Curiosity vai agora começar um novo capítulo de uma já excelente introdução ao mundo," afirma Jim Green, director da Divisão de Ciência Planetária da NASA na sede da agência em Washinton. "Depois de um pouso histórico e inovador, juntamente com as suas descobertas bem-sucedidas, aproxima-se a sequela científica.

A viagem do Curiosity montanha acima vai começar com um exame das encostas mais baixas. O rover está a começar este processo num ponto de entrada perto de um afloramento conhecido como Montes Pahrump, em vez de continuar o seu percurso planeado até ao ponto de entrada conhecido como Murray Buttes. Ambos os pontos de entrada situam-se ao longo de um limite onde a base sul da montanha encontra depósitos no chão da cratera.

Esta imagem mostra a rota nova e a antiga do rover Curiosity e é composta por imagens de alta-resolução obtidas pelo instrumento HiRISE a bordo da sonda MRO. Este novo percurso providencia um excelente acesso a muitas características na Formação Murray.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Tem sido uma viagem longa mas histórica até esta montanha marciana," afirma John Grotzinger, cientista do projecto Curiosity no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. "A natureza do terreno em Montes Pahrump e logo depois é mais adequada [do que a de Murray Buttes] para saber mais sobre a importância deste contacto. As exposições no contacto são melhores devido ao maior revelo topográfico."

A decisãoi de subir o monte mais cedo, em vez de continuar até Murray Buttes, também deriva de uma melhor compreensão da geografia da região fornecida pelas investigações de vários afloramentos ao longo do ano passado. O Curiosity actualmente está posicionado na base da montanha ao longo de uma características geológica pálida e distinta chamada Formação Murray. Em comparação com o terreno no chão da cratera, a rocha da Formação Murray também é mais suave e não preserva marcas do impacto. Vista a partir de órbita, não tem uma disposição tão boa de camadas como outras unidades na base do Monte Sharp.

O Curiosity fez o seu primeiro estudo de perto de dois afloramentos da Formação Murray o mês passado, ambos revelando diferenças notáveis em relação ao terreno explorado pelo Curiosity durante o ano passado. O primeiro afloramento, chamado Bonanza King, revelou-se demasiado instável para a perfuração, mas foi examinado por instrumentos do rover e determinou-se que tinha um alto teor de silício. Um segundo afloramento, examinado com o instrumento Mastcam do rover, revelou uma superfície lamelar com grãos finos e misturada com veias de sulfatos.

Embora algumas destas diferenças de terreno não sejam aparentes em observações feitas pelas sondas da NASA, a equipa do rover ainda depende fortemente de imagens obtidas a partir de órbita pela MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) para o planeamento das rotas de viagem e de locais para estudo.

Por exemplo, as imagens da MRO ajudaram a equipa do rover a localizar planaltos com 18 metros de altura numa área de terreno pouco além de Montes Pahrump, que revelam uma exposição da Formação Murray para cima e em direcção sul. A equipa planeia usar a broca do Curiosity para adquirir uma amostra deste local para análise pelos instrumentos no interior do rover. O local encontra-se no extremo sul de um vale onde o Curiosity entrará esta semana a partir do norte.

Apesar deste vale ter um piso de areia com o comprimento de dois campos de futebol, a equipa espera que seja uma caminhada mais fácil do que o terreno arenoso de Hidden Valley, onde ainda o mês passado as rodas do Curiosity escorregaram demasiado para uma travessia segura.

O Curiosity chegou à sua posição actual após a sua rota ter sido modificado no início deste ano em resposta ao desgaste excessivo nas rodas. No final de 2013, a equipa apercebeu-se que uma região de terreno marciano repleta de rochas afiadas estava abrindo buracos nas seis rodas do rover. Este dano acelerou a taxa de desgaste para lá daquele que a equipa tinha planeado. Em resposta, a equipa alterou a rota do rover para um terreno mais suave, trazendo o rover mais a sul, em direcção à base do Monte Sharp.

"A situação com as rodas contribuiu para levar o rover mais a sul e mais cedo do que o planeado, mas no que toca ao começo da subida aqui em vez de continuar para Murray Buttes primeiro, não foi um factor na decisão [orientada para a ciência]," afirma Jennifer Trosper, gestora do projecto Curiosity no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Temos viajado durante meses para chegar ao ponto de entrada do Monte Sharp," comenta Trosper. "Agora que chegámos, vamos ajustar o estilo de operações desde a prioridade em conduzir até uma prioridade em levar a cebo investigações em cada camada da montanha."

Após a aterragem dentro da Cratera Gale em Agosto de 2012, o Curiosity cumpriu no seu primeiro ano de operações o seu maior objectivo científico: determinar se Marte já teve condições ambientais favoráveis à vida microbiana. Rochas sedimentares portadoras de argilas no chão da cratera, numa área chamada Yellowknife Bay, deram provas de um ambiente há milhares de milhões de anos atrás que continha água, todos os ingredientes principais para a vida e uma fonte química de energia para os micróbios.

O Curiosity continua a avaliar a habitabilidade passada destes ambientes e grandes mudanças nas condições ambientais marcianas. Os destinos no Monte Sharp oferecem uma série de camadas geológicas que registam capítulos diferentes na evolução ambiental de Marte.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo CCVAlg:
24/06/2014 - Curiosity celebra primeiro ano marciano com sucessos da missão
24/12/2013 - Equipa do Curiosity verifica desgaste das rodas, actualiza software
10/12/2013 - Resultados do Curiosity incluem primeira medição de idade em Marte e ajudam à exploração humana
27/09/2013 - Resultados científicos do local de aterragem do Curiosity
27/09/2013 - Curiosity analisa rochas em ponto de paragem
20/09/2013 - Curiosity não detecta metano em Marte
06/08/2013 - Primeiro aniversário do Curiosity em Marte
23/07/2013 - Artigos relatam pistas do passado atmosférico de Marte
09/07/2013 - Rover Curiosity começa viagem até Monte Sharp
07/06/2013 - Cientistas calculam exposição à radiação durante viagem a Marte
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
PHYSORG
Gizmodo

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
NASA - 3
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
HUBBLE ENCONTRA COMPANHEIRA DE SUPERNOVA DEPOIS DE DUAS DÉCADAS DE BUSCA

Com o Telescópio Espacial Hubble, astrónomos descobriram uma companheira estelar de um tipo raro de supernova. A descoberta confirma a teoria de longa data de que a supernova, baptizada SN 1993J, ocorreu dentro de um sistema binário, onde duas estrelas em interacção provocaram uma explosão cósmica.

"É como uma cena de um crime onde finalmente identificamos o ladrão," afirma Alex Filippenko, professor de astronomia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA. "A estrela companheira roubou um monte de hidrogénio antes da estrela primária explodir."

Impressão de artista da supernova 1993J, que explodiu na galáxia M81. Usando o Telescópio Espacial Hubble, astrónomos identificaram a estrela companheira azul e que queima hélio, vista no centro da nebulosa de detritos em expansão, produzida pela supernova.
Crédito: NASA, ESA e G. Bacon (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

SN 1993J é um exemplo de supernova do Tipo IIb, explosões estelares invulgares que contêm muito menos hidrogénio do que aquele encontrado numa típica supernova. Os astrónomos acreditam que a estrela companheira roubou a maior parte do hidrogénio antes da estrela principal explodir e que continuou a queimar combustível mas como uma estrela superquente de hélio.

"É provavelmente necessário um sistema binário para que a estrela principal perca a maioria do seu invólucro de hidrogénio antes da explosão. O problema é que, até à data, têm sido difíceis de obter observações directas da companheira, uma vez que é tão ténue relativamente à própria supernova," afirma Ori Fox, investigador da mesma universidade.

Ilustração que mostra os passos principais na evolução de uma supernova do Tipo IIb:
- Painel 1: duas estrelas muito quentes orbitam-se uma à outra num sistema binário;
- Painel 2: a estrela ligeiramente mais massiva evolui para uma gigante vermelha e "derrama" o hidrogénio do seu invólucro exterior na companheira;
- Painel 3: a estrela mais massiva explode como supernova;

- Painel 4: a estrela companheira sobrevive à explosão. Dado que guardou a maioria do hidrogénio no sistema, é maior e mais quente do que era quando nasceu. A supernova desvanece.
Crédito: NASA, ESA e A. Feild (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)

 

SN 1993J reside na galáxia Messier 81, a cerca de 11 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação de Ursa Maior. Desde a sua descoberta há 21 anos atrás, que os cientistas procuram a estrela companheira. As observações com o Observatório W. M. Keck em Mauna Kea, no Hawaii, sugeriram que a companheira desaparecida irradiava grandes quantidades de radiação ultravioleta, mas a área da supernova estão tão lotada que os cientistas não podiam ter a certeza que estavam a medir a estrela certa.

A equipa combinou dados ópticos com imagens ultravioleta do Hubble para construir um espectro que combinava com o brilho previsto da estrela companheira, também conhecido como emissão contínua. Os cientistas só recentemente foram capazes de detectar esta radiação directamente.

Imagem do Hubble que mostra a posição da supernova SN 1993J dentro da galáxia espiral M81. Embora os astrónomos tenham visto a estrela explodir como supernova há 21 anos atrás, o brilho dessa explosão está ainda presente, como visto na secção ampliada. A supernova desvaneceu até a um ponto em que os astrónomos estão confiantes que avistaram o brilho ultravioleta da estrela companheira.
Crédito: NASA, ESA, A. Zezas (Cfa) e A. Filippenko (UC Berkeley)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nós fomos capazes de obter esse espectro UV com o Hubble. Este mostra conclusivamente que temos um excesso de emissão contínua no ultravioleta, mesmo após a luz das estrelas ter sido subtraída," afirma Azalee Bostroem do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado americano de Maryland.

Os astrónomos estimam que ocorre uma supernova a cada segundo algures no Universo, mas ainda não entendem completamente como as estrelas explodem. Serão precisas mais pesquisas para melhor compreender as propriedades desta estrela companheira e os diferentes tipos de supernovas.

Os resultados deste estudo foram publicados na edição de 20 de Julho da revista The Astrophysical Journal.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Astronomy
redOrbit
PHYSORG
Science
gizmag
sapo tek

SN 1993J:
Wikipedia

Supernova do Tipo IIb:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais 
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  MAVEN faz preparativos finais para chegada a Marte (via NASA)
No dia 21 de Setembro de 2014, a sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) vai completar aproximadamente 10 meses de viagem e entrar em órbita do Planeta Vermelho. Ler fonte
     
  Astrónomos localizam "Zona de Vénus" em redor de estrelas (via Universidade Estatal de São Francisco)
O astrónomo Stephen Kane e a sua equipa apresentaram a definição da "Zona de Vénus", a área em redor de uma estrela na qual um planeta tem mais probabilidade de exibir as condições infernais do planeta Vénus. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Paisagem Estelar de Sagitário
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Terry Hancock (Observatório Down Under)
 
Esta rica paisagem estelar abrange cerca de 7 graus no céu, na direcção do braço espiral de Sagitário e do centro da nossa Via Láctea. É um mosaico telescópico, contém nebulosas brilhantes e conhecidas e enxames estelares catalogados pelo turista cósmico do século XVIII, Charles Messier. M16, a nebulosa da Águia (extrema direita), e M17, a nebulosa do Cisne (perto do centro), são as regiões de formação estelar mais brilhantes na imagem e paragens populares para os observadores do céu. Com envergaduras de aproximadamente 100 anos-luz, brilham com tons avermelhados dos átomos de hidrogénio a mais de 5000 anos-luz de distância. O enxame aberto M25 encontra-se perto do canto superior esquerdo. Está situado a 2000 anos-luz de distância e tem 20 anos-luz de diâmetro. M24, também conhecido como a Nuvem Estelar de Sagitário, contém estrelas mais distantes vistas através de uma janela estreita por entre os campos obscurantes de poeira interestelar. É mais ténue e está mesmo para a esquerda do centro, na parte inferior da fotografia.
 

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