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Edição n.º 1208
06/10 a 08/10/2015
 
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09/10/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS (ESPECIAL: SEMANA DO ESPAÇO)
20:00 – 22:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: GRÁTIS
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

30/10/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 – 22:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 06/10: 279.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1903, nascia Ernest Walton, físico irlandês que ganhou o prémio Nobel por ter sido a primeira pessoa na história a dividir artificialmente o átomo, dando início à era nuclear.
Em 1990 é lançado o observatório solar da ESA e da NASAUlysses, a partir do vaivém Discovery. Em Fevereiro de 1992, levou um puxão gravitacional de Júpiter, forçando-o a sair do plano da eclíptica.

Completou a sua missão principal de vigiar os dois pólos do Sol, enviando resultados inesperados. Sabe-se que o pólo magnético sul é muito mais dinâmico e sem localização fixa. A missão duraria até 2007.
Em 1995, é descoberto em 51 Pegasi o primeiro planeta a orbitar outra estrela que não o Sol.
Observações: Plutão na sua quadratura este, pelas 15:00.
Vesta, o asteroide mais brilhante, está ainda com magnitude 6,2 uma semana depois da sua oposição. É fácil observá-lo através de binóculos, na direção da constelação de Baleia, especialmente agora que a Lua nasce tarde. Urano, de magnitude 5,7, está perto. Descubra as suas posições com a ajuda do Stellarium, por exemplo.

Dia 07/10: 280.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, nascia Niels Bohr, físico que fez contribuições fundamentais na compreensão da estrutura atómica e da mecânica quântica, pela qual ganhou o prémio Nobel da Física.

Em 1958, o programa de voo espacial tripulado dos EUA muda de nome, para Projeto Mercury
Em 1959 o sistema televisivo a bordo da Luna 3 obtém uma série de 29 fotografias ao longo de 40 minutos, cobrindo 70% da superfície da Lua.
Observações: Antes do amanhecer, os planetas Vénus, Marte, Júpiter e a Lua formam quase uma linha reta a este.

Dia 08/10: 281.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1873, nascia Ejnar Hertzsprung, astrónomo e químico dinamarquês que, na primeira década do século XX, provou pela primeira vez a existência de estrelas gigantes e estrelas anãs.

Juntamente com Henry Norris Russell, desenvolveu o diagrama Hertzsprung-Russell.
Observações: A Lua moveu-se para mais perto de Vénus. Antes do amanhecer, forma uma reta com Vénus, Marte e Júpiter.

 
CURIOSIDADES


Milhares de fotografias tiradas durante as missões Apollo da NASA estão agora disponíveis para consulta no site Flickr. E em alta resolução. Dê uma olhada!

 
ROSETTA ESPIA O LADO ESCURO DO COMETA 67P/CHURYUMOV-GERASIMENKO
Imagem das regiões polares sul do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko obtida pela câmara OSIRIS (Optical, Spectroscopic, and Infrared Remote Imaging System) da Rosetta no dia 29 de setembro de 2014, quando o hemisfério ainda se encontrava no longo e frio inverno.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Desde a sua chegada ao Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a Rosetta tem estudado a superfície e o ambiente deste corpo em forma de "patinho de borracha". Mas, durante muito tempo, uma parte do núcleo - as regiões frias e escuras no polo sul - permaneceram inacessíveis a quase todos os instrumentos do orbitador.

Devido a uma combinação da forma em lóbulo duplo e da inclinação do seu eixo de rotação, o cometa da Rosetta tem um padrão sazonal muito peculiar ao longo da sua órbita de 6,5 anos. As estações estão distribuídas de forma muito desigual entre os dois hemisférios, cada das quais abrange partes de ambos os lóbulos e do "pescoço" do cometa.

Durante a maior parte da órbita do cometa - 5 anos e meio - é verão no hemisfério norte e o hemisfério sul atravessa um inverno longo, escuro e frio. No entanto, poucos meses antes do periélio - o ponto orbital mais próximo do Sol - a situação muda, e o hemisfério sul passa para um breve, mas muito quente, verão.

Quando a Rosetta chegou ao 67P/C-G em agosto de 2014, o hemisfério norte do cometa ainda passava pelo seu longo verão e as regiões no hemisfério sul recebiam muito pouca luz solar. Além disso, uma grande parte deste hemisfério, perto do polo sul do cometa, esteve em escuridão total durante quase cinco anos.

Sem iluminação direta do Sol, estas regiões não podiam ser fotografadas com a câmara OSIRIS da Rosetta. Em adição, as suas baixas temperaturas - que variam entre os 25 e 50 graus acima do zero absoluto - também não permitiam observações com o instrumento VIRTIS (Visible, InfraRed and Thermal Imaging Spectrometer).

Durante os primeiros meses após a chegada da Rosetta ao cometa, apenas um instrumento pôde observar o frio polo sul do cometa 67P/C-G: o MIRO (Microwave Instrument for the Rosetta Orbiter)

Num artigo aceite para publicação na revista Astronomy and Astrophysics, os cientistas apresentam dados recolhidos destas regiões pelo MIRO entre agosto e outubro de 2014.

"Observámos o 'lado escuro' do cometa com o MIRO em muitas ocasiões depois da chegada da Rosetta ao 67P/C-G, e estes dados únicos dizem-nos algo muito intrigante sobre o material logo abaixo da superfície," explica Mathieu Choukroun do JPL da NASA, autor principal do estudo.

Ao observar as regiões polares sul do cometa, Choukroun e colegas encontraram diferenças significativas entre os dados recolhidos com os canais milimétricos e sub-milimétricos do MIRO. Estas diferenças podem apontar para a presença de grandes quantidades de gelo dentro das primeiras poucas dezenas de centímetros por baixo da superfície.

"Surpreendentemente, as propriedades térmicas e elétricas em redor do polo sul do cometa são muito diferentes das encontradas nas outras partes do núcleo. Parece que ou o material à superfície ou o material até algumas dezenas de centímetros de profundidade é extremamente transparente aos comprimentos de onda de 0,5 e 1,6 mm do MIRO, material este que pode ser constituído principalmente de água gelada ou gelo de dióxido de carbono," acrescenta.

A diferença entre a composição à superfície e subsuperfície nesta parte do núcleo e a composição noutras partes talvez tenha como origem o ciclo particular de estações do cometa. Uma das possíveis explicações é que a água e outros gases que foram libertados durante o periélio anterior do cometa, quando o hemisfério sul era a parte mais iluminada do núcleo, condensaram novamente e precipitaram-se à superfície depois da mudança da estação e do hemisfério sul ter mergulhado novamente num longo e frio inverno.

Mapas da temperatura à subsuperfície do hemisfério sul do Cometa 67P/C-G. Os mapas são baseados em observações obtidas pelo instrumento MIRO nos comprimentos de onda milimétricos (esquerda) e submilimétricos (direita), entre setembro e outubro de 2014. Os dados do MIRO estão projetado sobre um modelo digital do cometa. A barra à direita indica a temperatura em Kelvin.
Crédito: ESA/Rosetta/NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Estes são, no entanto, resultados preliminares, porque a análise depende da forma detalhada do núcleo e, à altura em que as medições foram feitas, a forma da escura região polar sul não era conhecida com grande precisão.

"Nós planeamos revisitar os dados do MIRO usando uma versão atualizada do modelo digital, para verificar estes primeiros resultados e aperfeiçoar a interpretação das medições," acrescenta Choukroun.

Além disso, os cientistas da Rosetta vão testar estes e outros cenários possíveis usando dados recolhidos nos meses seguintes, meses estes que antecedem e sucedem a passagem pelo periélio (que teve lugar no dia 13 de agosto).

Em maio de 2015 as estações mudaram e teve início o breve, mas quente, verão do sul, que vai durar até ao início de 2016. À medida que as regiões polares sul, anteriormente à sombra, começaram a receber mais luz solar, tornou-se possível a observação com outros instrumentos da Rosetta e a combinação de todos estes dados pode, eventualmente, revelar a origem da sua composição curiosa.

"Nos últimos meses, a Rosetta voou sobre as regiões polares sul em várias ocasiões, começando a recolher dados desta parte do cometa depois do início do verão," explica Matt Taylor, cientista do projeto Rosetta da ESA.

"No início do verão no hemisfério sul tivemos uma escassez de observações nestas regiões pois a trajetória da Rosetta focou-se no hemisfério norte devido à comunicação permanente com o módulo de aterragem, Philae. No entanto, mais perto do periélio fomos capazes de começar as nossas observações do hemisfério sul."

"A Rosetta está atualmente numa excursão até 1500 km do núcleo para estudar o ambiente do cometa em geral, mas em breve vai aproximar-se do cometa, centrando-se em órbitas completas para comparar os hemisférios norte e sul, bem como algumas passagens mais lentas no sul para maximizar as nossas observações. Em adição, à medida que a atividade começa a diminuir no final deste ano, esperamos que a sonda se aproxime ainda mais do núcleo e obtenha observações da superfície em alta resolução."

Mark Hofstadter, investigador principal do MIRO no JPL da NASA, descreve o resultado como "um grande exemplo de como o processo científico se desenrola à medida que a Rosetta estuda, de perto, a evolução deste cometa."

"Em primeiro lugar, observámos estas regiões escuras com o MIRO, o único instrumento capaz de o fazer nessa altura, e tentámos interpretar estes dados únicos. Por volta do periélio, assim que estas regiões ficaram mais quentes e brilhantes, conseguimos observá-las com outros instrumentos," acrescenta.

"Esperamos, através da combinação de todos estes instrumentos, ser capazes de confirmar se o polo sul tem uma composição diferente e se muda ou não sazonalmente."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
29/09/2015 - Cometa da Rosetta é um binário de contacto
25/09/2015 - Rosetta revela ciclo de água do Cometa 67P/C-G
14/08/2015 - O grande dia da Rosetta ao Sol
11/08/2015 - "Fogos de artifício" cometários antes do periélio
07/08/2015 - Há um ano que a Rosetta orbita o Cometa 67P/C-G
04/08/2015 - Ciência à superfície do Cometa 67P/C-G
03/07/2015 - Depressões no Cometa 67P/C-G produzem jatos
26/06/2015 - Água gelada exposta, detetada à superfície do Cometa 67P/C-G
19/06/2015 - Despertar do Philae desencadeia intenso esforço de planeamento
16/06/2015 - O módulo de aterragem da Rosetta, Philae, acordou
12/06/2015 - Equipa da Rosetta avista brilho que poderá ser módulo desaparecido
05/06/2015 - Estudo ultravioleta revela surpresas na cabeleira de cometa
17/04/2015 - Rosetta e Philae descobrem que cometa não é magnetizado
24/03/2015 - Sonda Rosetra faz a primeira deteção de nitrogénio molecular num cometa
06/02/2015 - Rosetta "mergulha" para encontro íntimo
27/01/2015 - Rosetta observa cometa a largar o seu revestimento de poeira
23/01/2015 - Dando a conhecer o cometa da Rosetta
12/12/2014 - Rosetta alimenta debate sobre origem dos oceanos da Terra
28/11/2014 - Onde diabos pousou o Philae?
21/11/2014 - Primeiros resultados científicos do Philae
18/11/2014 - Philae completa missão principal antes de hibernar
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
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06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Astronomy & Astrophysics
Blog da Rosetta
Astronomy
PHYSORG
Astronomy Now
Gizmodo

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
Wikipedia
ESA

Sonda Rosetta:
ESA
Blog da Rosetta - ESA
NASA
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Philae (Wikipedia)

 
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  Curiosity envia postal de Marte (via NASA)
No dia 29 de setembro, o rover Curiosity perfurou o seu oitava buraco em Marte, o quinto desde que alcançou o Monte Sharp há um ano atrás. Também enviou uma imagem da paisagem que os controladores da missão esperam, um dia, percorrer com o rover. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Galáxia do Sombrero no Infravermelho
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: R. Kennicutt (Observatório Steward) et al., SSCJPLCaltechNASA
 
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