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Edição n.º 966
07/06 a 10/06/2013
 
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28/06/13 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - 23:00
Preço: 1€ (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 920/22
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu nocturno com telescópio (dependente da meteorologia favorável)

29/06/13 - DESCOBRINDO O SOL
16:00 - 17:00 (actividade incluída na visita ao Centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro - crianças até 12 anos grátis)
Nesta actividade os participantes poderão observar os fenómenos visíveis na "superfície" do Sol e participar em experiências que ajudam a conhecer melhor o astro-rei.

 
EFEMÉRIDES

Dia 07/06: 158.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Mercúrio alcançou a sua maior separação aparente de Vénus, 5º. Observe esta cena ao lusco-fusco. Esta é a mesma separação entre Pollux e Castor, mais para cima, que se tornam visíveis um pouco mais tarde. 5º equivale mais ou menos à largura de três dedos à distância do braço esticado (dependendo, claro, da largura dos seus dedos relativamente ao comprimento do seu braço!).

Dia 08/06: 159.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1625 nascia Giovanni Cassini

Cassini foi um italiano que esteve à frente do Observatório de Paris durante muitos anos, o primeiro a observar as mudanças de estação em Marte e a medir a paralaxe (ou distância) do planeta, estabelecendo pela primeira vez a escala do Sistema Solar. Foi o primeiro a descrever as bandas e manchas de Júpiter e estudou as órbitas dos satélites jovianos. Descobriu quatro luas de Saturno, mas é mais conhecido por ter sido o primeiro a observar a divisão (agora com o seu nome) entre os anéis A e B de Saturno.
Em 1975, era lançada a Venera 9 (USSR). Alcançou Vénus a 22 de Outubro de 1975. Foi a primeira sonda a transmitir imagens da superfície do planeta.
Em 2004 teve lugar o último trânsito de Vénus pelo Sol visível de Portugal, um evento que já não acontecia há mais de 120 anos. 
Observações: Lua Nova, pelas 16:56.
Após o anoitecer, olhe para Sudeste em busca da alaranjada Antares. O "coração" de Escorpião constitui uma das duas gigantes vermelhas visíveis a olho nu; a outra é Betelgeuse durante o Inverno. Um pouco para cima e para a direita de Antares estão as outras estrelas, brancas, da parte superior de Escorpião.

Dia 09/06: 160.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1812 nascia Johann Gottfried Galle, astrónomo alemão, que foi o primeiro a observar Neptuno sabendo do que se tratava.

Galle é também conhecido por ter sido assistente de Encke, e foi um dos poucos astrónomos a observar o cometa Halley duas vezes -- morrendo dois meses depois do cometa ter passado o periélio em 1910.
Observações: Aos observadores binoculares é normalmente dito para reconhecer um enxame globular como uma "estrela nublada". Quão nublada? Poderá fazer a comparação directamente entre o enxame globular M5 e a estrela 5 Serpentis, mesmo para Sudeste desta. A estrela tem magnitude 5; o enxame, 6,7 no total.

Dia 10/06: 161.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003 era lançado o rover Spirit, começando a missão Mars Exploration Rover da NASA. Em Marte, operou durante largos anos, até que deixou de contactar com a Terra em Março de 2010.

Observações: Aproveite a noite para observar telescopicamente Saturno. Um telescópio modesto (8") já consegue mostrar a Divisão de Cassini e alguns satélites.

 
CURIOSIDADES


O Braço de Orionte ou Local contém algumas das mais conhecidas estrelas do céu, como Rigel, Betelgeuse, Polaris ou Deneb. Também contém alguns dos mais famosos objectos do catálogo de Messier, como por exemplo M6, M7, M27, M42, M44, M45 ou M57.

 
EQUIPA INTERNACIONAL FORTALECE TEORIA DO BIG BANG

Uma equipa internacional de cientistas usando o telescópio mais poderoso da Terra descobriu que os momentos logo após o Big Bang aconteceram mais como a teoria prevê, eliminando uma discrepância significativa que confundia os físicos há duas décadas. A descoberta foi publicada na edição de 6 de Junho da revista Astronomy & Astrophysics.

Um dos problemas mais importantes da Física e da Astronomia era a inconsistência entre os isótopos de lítio anteriormente observados nas estrelas mais antigas da nossa Galáxia, o que sugeria níveis cerca de duzentas vezes superiores de Li-6 e entre três a cinco vezes menos Li-7 que a nucleossíntese do Big Bang prevê. Este problema grave na nossa compreensão do Universo primitivo invocou física exótica e buscas infrutíferas para fontes de produção pré-galáctica em ordem a reconciliar as diferenças.

A equipa liderada por Karin Lind da Universidade de Cambridge provou que o inventário com décadas se baseava em dados observacionais de menor qualidade com análises utilizando várias simplificações que resultaram em detecções falsas de isótopos de lítio.

A imagem ilustra o modelo detalhado de uma pequena zona da superfície de uma velha estrela pobre em metais, usado para derivar a abundância de lítio-6.
Crédito: Karin Lind, Davide De Martin
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Usando observações de estrelas antigas com o telescópio de 10 metros do Observatório W. M. Keck e modelos topo-de-gama das suas atmosferas, mostraram que não existe nenhum conflito entre os conteúdos de lítio-6 e lítio-7 e as previsões da teoria padrão da nucleossíntese do Big Bang, restaurando, assim, a ordem na nossa teoria do início do Universo.

A descoberta da expansão do Universo por Edwin Hubble na década de 1920 e observações subsequentes sugerem que o Universo começou há cerca de 13,8 mil milhões de anos atrás num evento chamado Big Bang. As observações fundamentais que corroboram o Big Bang são a radiação cósmica de fundo e as abundâncias químicas dos elementos leves descritos na teoria de nucleossíntese do Big Bang.

"As previsões da nucleossíntese do Big Bang têm sido um dos maiores sucessos do modelo padrão do Big Bang," afirma a autora principal Lind. "Os nossos achados removem grande parte da tensão entre as abundâncias 6Li e 7Li nas estrelas e no modelo padrão da nucleossíntese do Big Bang, abrindo até a porta para uma reconciliação completa. Isto também consolida um modelo que se apoia fortemente na radiação cósmica de fundo e na expansão do Universo."

É extremamente difícil obter medições precisas de lítio-6 e lítio-7 em estrelas antigas, tanto do ponto de vista teórico como observacional, em particular para o lítio-6, porque sendo o isótopo menos abundante de lítio, a sua assinatura é muito fraca. Os dados necessários só podem ser obtidos com os maiores telescópios da Terra, tais como o Observatório Keck no cume do Mauna Kea, Hawaii, equipado com o espectrógrafo HIRES (High Resolution Echelle Spectrometer) para dispersar a luz estelar nas suas cores constituintes e características de absorção.

"Em 2004 o HIRES foi actualizado com CCDs com pixeis mais pequenos, permitindo ver detalhes mais pequenos no espectro," afirma Jorge Meléndez da Universidade de São Paulo. "Necessitamos da alta resolução espectral fornecida pelo HIRES para estudar com detalhes requintados o perfil de linha e para estimar a presença de lítio-6. O grande poder de recolha de luz do Observatório Keck permitiu-nos observar estrelas com uma composição mais 'pura' do que em qualquer estudo anterior."

Mesmo com o poderoso telescópio Keck I, é preciso apontar para uma única estrela durante várias horas para recolher fotões suficientes para uma observação detalhada. A modelagem desses dados é também muito exigente, dado que os diferentes processos nas atmosferas destas estrelas velhas e pobres em metais podem imitar a presença de lítio-6. Os dados têm que ser analisados com modelos atmosféricos sofisticados criados pela equipa em 3D e têm que incluir cálculos complexos que correm durante semanas em poderosos super-computadores.

"Nós simultaneamente descontraímos duas premissas físicas principais na modelagem das atmosferas estelares; a hidrostática unidimensional e o equilíbrio termodinâmico local," afirma Lind. "Usando física mais sofisticada e poderosos super-computadores, conseguimos remover os desvios sistemáticos que afligem os modelos tradicionais e que levaram a identificações falsas da assinatura isotópica 6Li/7Li."

A sinergia das observações de alta qualidade do Keck e os detalhados modelos teóricos resolveram problemas cosmológicos que assombravam os físicos de partículas e os astrofísicos durante as duas últimas décadas.

"A compreensão do nascimento do nosso Universo é fundamental para a compreensão da formação de todos os seus constituintes, incluindo nós próprios," afirma Lind. "O modelo do Big Bang define as condições iniciais para a formação da estrutura e explica a nossa presença num Universo em expansão dominado pela matéria e energia escuras."

A teoria do Big Bang repousa agora sobre bases mais firmes.

Links:

Notícias relacionadas:
Observatório W. M. Keck (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Astronomy & Astrophysics
PHYSORG

Universo:
Universo (Wikipedia)
Nucleossíntese do Big Bang (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

Observatório Keck:
Página oficial
Wikipedia

 
A VIZINHANÇA DA TERRA NA VIA LÁCTEA MERECE MAIS RESPEITO

A vizinhança do nosso Sistema Solar na Via Láctea está maior. Nós vivemos entre dois grandes braços espirais da nossa Galáxia, numa estrutura chamada Braço Local. Novas pesquisas usando a visão rádio ultra-nítida do VLBA (Very Long Baseline Array) indicam que o Braço Local (também chamado Braço de Orionte), que se pensava ser uma zona pequena, é na realidade mais parecida com os grandes braços adjacentes, e é provavelmente um ramo importante de um deles.

"As nossas evidências sugerem que o Braço Local devia aparecer como uma característica proeminente da Via Láctea," afirma Alberto Sanna, do Instituto Max-Planck para Radioastronomia. Sanna e colegas apresentaram os seus achados numa reunião da Sociedade Astronómica Americana em Indianapolis, Indiana, EUA.

Imagem antiga: o Braço Local, uma zona pequena da Via Láctea.
Crédito: Robert Hurt, IPAC; Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A determinação da estrutura da nossa própria Galáxia há muito que é um problema para os astrónomos porque estamos dentro dela. A fim de mapear a Via Láctea, os cientistas necessitam de medir com precisão as distâncias até objectos dentro da Galáxia. No entanto, a medição das distâncias cósmicas é também uma tarefa difícil, o que leva a grandes incertezas. O resultado é que, enquanto os astrónomos concordam que a nossa Via Láctea tem uma estrutura espiral, não conseguem encontrar um consenso sobre o seu número de braços e as suas posições específicas.

Para ajudar a resolver este problema, os cientistas voltaram-se para o VLBA e para a sua capacidade de fazer as medições mais precisas, à disposição dos astrónomos, de posições no céu. O VLBA permitiu com que os astrónomos usassem uma técnica que produz medições precisas de distâncias, de forma inequívoca e através de trigonometria simples.

Ao observar objectos quando a Terra está em lados opostos da sua órbita em torno do Sol, os astrónomos podem medir a subtil mudança na posição aparente do objecto no céu, em relação ao fundo de objectos mais distantes. Este efeito tem o nome de paralaxe, e pode ser demonstrado colocando um dedo perto do nariz e fechando alternadamente cada olho. A capacidade do VLBA para medir com precisão as muito pequenas mudanças na posição aparente permite aos cientistas usar este método trigonométrico para determinar directamente distâncias muito mais longínquas da Terra do que era antes possível.

Os astrónomos usaram este método para medir as distâncias de regiões formação estelar na Via Láctea onde as moléculas de água e metanol impulsionam as ondas de rádio, da mesma forma que um laser estimula ondas de luz. Estes objectos, chamados masers, são como faróis para os radiotelescópios. As observações do VLBA, realizadas entre 2008 e 2012, produziram medições precisas da distância de masers e também permitiram aos cientistas acompanhar o seu movimento pelo espaço.

Um resultado surpreendente foi uma actualização do estado do Braço de Orionte no qual o nosso Sistema Solar reside. Nós estamos entre dois grandes braços espirais da Galáxia, o Braço de Sagitário e o Braço de Perseu. O Braço de Sagitário está mais perto do Centro Galáctico e o Braço de Perseu está mais para fora na Galáxia. Pensava-se que o Braço de Orionte era apenas uma estrutura menor entre os dois braços maiores. Os detalhes desta descoberta foram publicados na revista Astrophysical Journal por Xu Ye e seus colaboradores.

"Com base nas distâncias e nos movimentos medidos, o nosso Braço Local não é uma área de pequena importância. É uma grande estrutura, talvez um ramo do Braço de Perseu, ou possivelmente um segmento independente de um braço," afirma Sanna.

Nova imagem: Braço Local é provavelmente um grande ramo do Braço de Perseu.
Crédito: Robert Hurt, IPAC; Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas também apresentaram novos detalhes acerca da distribuição da formação estelar no Braço de Perseu e no Braço mais exterior e distante, que engloba uma deformação na nossa Galáxia.

As novas observações fazem parte de um projecto em andamento com a sigla BeSSeL (Bar and Spiral Structure Legacy), um grande esforço para mapear a Via Láctea usando o VLBA. A sigla honra Friedrich Wilhem Bessel, o astrónomo alemão que fez a primeira medição precisa da paralaxe estelar em 1838.

O VLBA, inaugurado em 1993, usa dez antenas parabólicas com 25 metros de diâmetro distribuídas desde o Hawaii até às Caraíbas. Todas as dez antenas trabalham como um único telescópio com o maior poder de resolução disponível na astronomia. Esta capacidade única produziu contribuições marcantes em vários campos científicos, desde placas tectónicas na Terra, pesquisa climatérica, passando por navegação de naves espaciais até cosmologia.

Links:

Notícias relacionadas:
NRAO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
The Astrophysical Journal (requer subscrição)
Universe Today
SPACE.com
Space Daily
PHYSORG

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS

Braço de Orionte ou Local:
Wikipedia

Maser:
Wikipedia

VLBA:
NRAO
Wikipedia

Paralaxe:
Wikipedia
Paralaxe estelar (Wikipedia)

 
CIENTISTAS CALCULAM EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO DURANTE VIAGEM A MARTE

Desde que Victor Hess descobriu os raios cósmicos em 1912, os cientistas têm vindo a perceber que a radiação espacial é um dos maiores perigos durante as viagens espaciais de longa duração. Um típico astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional, embora esteja protegido pelo casco dos módulos e pela magnetosfera da Terra, absorve aproximadamente a mesma quantidade de radiação durante uma estadia de seis meses do que nós "cá em baixo" durante 20 anos. Afastemo-nos mais para o espaço - digamos, numa viagem até um asteróide próximo ou até Marte - e os riscos aumentam consideravelmente.

Ao longo dos anos muitas naves e sondas têm monitorizado a radiação espacial, mas esses detectores estavam completamente desprotegidos a fim de obter medidas "brutas". No entanto, agora os investigadores têm finalmente uma ideia da quantidade de radiação que passaria por um astronauta dentro de uma nave razoavelmente bem protegida viajando pelo Sistema Solar interior.

Os resultados vêm do instrumento RAD (Radiation Assessment Detector) que viajou durante 8 meses e meio a bordo do rover Curiosity da NASA. O RAD está instalado dentro do Curiosity, que por sua vez estava protegido por uma cápsula com o estágio de descida por cima e com um espesso escudo de calor por baixo. Todos estes agentes protegeram o RAD da radiação espacial, do mesmo modo como os engenheiros da NASA estão a construir a nova cápsula tripulada Orion.

O instrumento RAD, a bordo do Curiosity, mede a radiação espacial que entra num cone.
Crédito: SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Pesando apenas 1,7 kg, o instrumento tem um "telescópio" que aponta para cima e que deixa entrar radiação através de um cone de 60º, que regista impactos de dois tipos de partículas altamente energéticas. Existe um fundo constante de raios cósmicos galácticos, núcleos despidos de vários átomos, que chegam das profundezas do espaço interestelar a velocidades relativistas e que atingem o detector a 500-600 MeV (milhões de electrões-volt) ou mais. A outra grande fonte vem do Sol sob a forma de protões altamente energéticos, iões de hélio e outros iões mais pesados. As proeminências esporádicas e as ejecções de massa coronal aceleram estas partículas energéticas solares até energias que rondam as centenas de MeV. Ambos os tipos são prejudiciais porque ionizam os átomos em qualquer género de tecido por onde passem.

Conforme descrito por Cary Zeitlin (Instituto de Pesquisa do Sudoeste) e outros na edição de 31 de Maio da revista Science, o instrumento RAD registou o equivalente a 0,466 sievert (unidade de medida para a exposição dos tecidos à radiação ionizante) enquanto viajava até Marte. A maior parte veio dos raios cósmicos: embora o RAD tenha registado cinco pulsos distintos de partículas solares energéticas entre o início de Dezembro de 2011 e meados de Julho de 2012, estes correspondem a apenas 3% do total das partículas detectadas. Estes resultados estão na realidade muito perto das estimativas anteriores de exposição à radiação feitas pelos cientistas.

"Em termos de dose acumulada, é como fazer um TAC (tomografia axial computorizada) ao corpo inteiro a cada cinco ou seis dias," afirma Zeitlin no comunicado de imprensa do mesmo instituto. Para colocar isto em perspectiva, a NASA coloca o limite de exposição acumulada a radiação, ao longo de toda a carreira de um astronauta, em 1 sievert, uma dose que aumenta estatisticamente em 3% as hipóteses de morte por cancro.

Com base nos resultados do RAD, uma missão de ida e volta a Marte, envolvendo 360 dias de viagem interplanetária, exporia a tripulação a cerca de 0,6 sievert de radiação. É uma quantidade enorme de radiação, embora abaixo do limite de vida estabelecido.

Este gráfico compara a dose de radiação equivalente para vários tipos de experiências, incluindo um cálculo para uma viagem da Terra até Marte com base em medições do instrumento RAD a bordo do rover Curiosity entre 2011 e 2012.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI
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Mas a previsão do dano por radiação espacial não é uma ciência exacta. Por exemplo, o Sol esteve relativamente calmo durante a longa viagem do Curiosity - no entanto, podem ocorrer erupções solares muito mais potentes. Além disso, as mulheres são mais susceptíveis do que os homens à radiação porque têm massas corporais mais baixas. E ninguém sabe realmente a quantidade de danos nos tecidos que os raios cósmicos altamente energéticos podem provocar, o que torna as suposições acerca da exposição como algo incerto.

Ainda assim, é um progresso. "Os cientistas precisam de validar as teorias e modelos com medições reais, que o RAD está agora fornecendo," realça Donald Hassler, investigador principal. "Estas medições serão usadas para melhor compreender como é que a radiação viaja através do espaço profundo e como é afectada e alterada pela própria estrutura da nave."

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo CCVAlg:
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SwRI (comunicado de imprensa)
Science (requer subscrição)
Space Daily
Universe Today
SPACE.com
Sky & Telescope
PHYSORG
redOrbit
Nature
Spaceflight Now
New Scientist
Scientific American
ScienceNews
Reuters
Gizmodo
Engadget
Wired
National Geographic
BBC News
CNN

Radiação:
Radiação ionizante (Wikipedia)
Seivert (Wikipedia)

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
NASA - 3
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Estudo do Chandra e Spitzer sugere que buracos negros eram abundantes entre primeiras estrelas (via NASA)
Ao comparar sinais infravermelhos e em raios-X da mesma zona do céu, uma equipa internacional de astrónomos descobriu evidências de um número significativo de buracos negros que acompanharam as primeiras estrelas no Universo. Ler fonte
     
  Estrelas e planetas do Kepler são maiores do que se pensava (via NOAO)
Num novo estudo que usa o telescópio de 4 metros do Observatório de Kitt Peak, observações de uma grande amostra de estrelas com candidatos a planeta identificados pela missão Kepler revelaram que muitas das estrelas, e por isso os seus planetas, são na realidade maiores do que se pensava. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M57: A Nebulosa do Anel
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, e Hubble Heritage (STScI / AURA) - ESA / Colaboração Hubble
 
À excepção dos anéis de Saturno, a Nebulosa do Anel (M57) é provavelmente o círculo celeste mais famoso do céu. No entanto, sabe-se que a sua aparência clássica é devida à nossa própria perspectiva. O mapeamento mais recente da estrutura 3D da nebulosa em expansão, em parte com base nesta nítida imagem do Hubble, indica que a nebulosa é um anel tipo-donut relativamente denso enrolado ao meio de uma nuvem de gás brilhante com a forma de uma bola de futebol americano. Do ponto de vista do planeta Terra, estamos a olhar de cima para o eixo longo da bola de futebol americano, e de lado para o anel. Claro, neste exemplo bem estudado de nebulosa planetária, o material brilhante não vem de planetas. Ao invés, o casulo gasoso representa camadas exteriores expelidas aquando da morte de uma estrela tipo-Sol, agora o pequeno ponto de luz visto ao centro da nebulosa. A intensa radiação ultravioleta oriunda da quente estrela central ioniza os átomos no gás. Na imagem, o azul no centro assinala hélio ionizado, o ciano do anel interior é o brilho do hidrogénio e oxigénio, e os tons avermelhados do anel exterior vêm do nitrogénio e enxofre. A Nebulosa do Anel mede um ano-luz em diâmetro e encontra-se a 2000 anos-luz de distância.
 

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