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Edição n.º 1201
11/09 a 14/09/2015
 
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EFEMÉRIDES

Dia 11/09: 254.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1985, o ICE, ou International Cometary Explorer, faz a primeira travessia da cauda de um cometa, uma passagem pelo Cometa 21P/Giacobini-Zinner. O objetivo principal da missão era estudar a interação entre o vento solar e a atmosfera cometária.
Em 1997, a sonda Mars Global Surveyor chega a Marte.

Observações: Quanto tempo depois do pôr-do-Sol é que consegue identificar o Triângulo de Verão? Vega, a sua estrela mais brilhante, está quase por cima das nossas cabeças (para observadores a latitudes médias norte). Deneb é a primeira estrela brilhante para este-nordeste de Vega. Altair brilha mais baixa a sudeste.

Dia 12/09: 255.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1725 nascia Guillaume Le Gentil, o astrónomo mais azarado de sempre.
Em 1959, a União Soviética lança a sonda Luna 2. Dois dias depois (14),  torna-se no primeiro objeto feito pelo Homem a atingir a Lua.

Em 1966, lançamento da Gemini 11, a penúltima missão do programa Gemini da NASA e a detentora do recorde atual de altitude humana (à excepção das missões lunares Apollo).
Em 1970, lançamento da soviética Luna 16, a primeira (não tripulada) a recolher amostras lunares e a enviá-las para a Terra.
Em 1991, lançamento da missão STS-48 do vaivém Discovery, transportando o satélite UARS (Upper Atmosphere Research Satellite).
Em 1992, lançamento da missão STS-47 do vaivém espacial Endeavour, a 50.ª missão dos vaivéns espaciais. A bordo estavam Mae Carol Jemison, a primeira mulher africo-americana no espaço, Mamoru Mohri, o primeiro cidadão japonês a voar uma nave americana, e Mark Lee e Jan Davis, o primeiro casal no espaço.
Em 1993, lançamento da missão STS-51 do vaivém espacial Discovery.
Observações: O Grande Quadrado de Pégaso está alto a este depois do anoitecer, balançado num canto. Do canto mais para a esquerda do Quadrado prolonga-se uma linha de três estrelas que marca a cabeça, coluna e perna da constelação de Andrómeda. Para cima e para a esquerda da linha, encontra-se a constelação de Cassiopeia.

Dia 13/09: 256.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1994, a sonda Ulisses passa pelo polo sul do Sol.

Observações: Lua Nova, pelas 07:41. Eclipse solar parcial, não visível de Portugal (visível da Antártida, Moçambique, África do Sul, Zâmbia, Zimbabwe).

Dia 14/09: 257.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915 nascia John Dobson. Fundador do "Sidewalk Astronomers" e inventor do telescópio dobsoniano.

Ensinou muitos a construir telescópios modestos e a usá-los: "Temos a responsabilidade de mostrar aos outros como é o nosso Universo a partir de um telescópio -- e explicar o que estão a ver." 
Em 1959, a sonda soviética Luna 2 colide com a Lua, tornando-se no primeiro objeto feito pelo Homem a lá chegar.
Observações: Assim que escurecer, procure Antares no céu a Sudoeste, e a Ursa Maior descendo a Noroeste, praticamente à mesma altura do horizonte. 12º para a direita de Antares, temos o planeta Saturno.

 
CURIOSIDADES


Se o Sol fosse do tamanho de um glóbulo branco (pequeno linfócito de 7 micrómetros), a Via Láctea seria aproximadamente do tamanho dos Estados Unidos da América [continental] ou da distância entre Lisboa e Bagdade, no Iraque.

 
NOVAS IMAGENS DE PLUTÃO PELA NEW HORIZONS: É COMPLICADO
Esta perspetiva sintética de Plutão, baseada nas mais recentes imagens de alta-resolução enviadas pela sonda New Horizons, mostra o que veríamos a aproximadamente 1800 km da área equatorial de Plutão, na direção nordeste da região escura e craterada chamada Cthulhu Regio e da extensão de planícies geladas, brilhantes e lisas informalmente denominada Sputnik Planum. Esta extensão de terreno mede 1800 km de largura. As imagens foram obtidas no dia 14 de julho quando a sonda passava a 80.000 quilómetros de Plutão.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Novas imagens de Plutão pela sonda New Horizons da NASA revelam uma variedade confusa de características superficiais e impressionam os cientistas devido à sua escala e complexidade.

"Plutão mostra uma diversidade de formas de revelo e complexidade de processos que rivaliza com qualquer outro objeto do Sistema Solar," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons, do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado americano do Colorado. "Se um artista tivesse pintado este Plutão antes do nosso voo rasante, eu provavelmente teria achado que era demais - mas isto é o que está realmente lá."

A New Horizons começou o seu longo download de novas imagens e outros dados no fim-de-semana passado. As imagens já enviadas ao longo dos últimos dias mais que duplicaram a área de superfície de Plutão vista a resoluções até 400 metros por pixel. Elas revelam novas características tão diversas quanto possíveis dunas, fluxos de nitrogénio gelado que aparentemente escorrem de regiões montanhosas até planícies, e até mesmo redes de vales que podem ter sido esculpidos por material que corria à superfície de Plutão. Mostram também grandes regiões que exibem montanhas caóticas, reminiscentes de terrenos perturbados na lua de Júpiter, Europa.

A superfície de Plutão é tão complexa como a de Marte," afirma Jeff Moore, líder da equipa GGI (Geology, Geophysics and Imaging) da New Horizons no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia, EUA. "As montanhas misturadas de forma aleatória podem ser enormes blocos de gelo duro que flutuam dentro de um depósito de nitrogénio gelado, vasto, mais denso e suave na região informalmente chamada Sputnik Planum."

Novas imagens também mostram o terreno mais craterado - e, portanto, o mais antigo - já visto pela New Horizons em Plutão mesmo ao lado de planícies geladas jovens e livres de crateras. Pode até haver um campo de dunas escuras sopradas por vento, entre outras possibilidades.

"As dunas em Plutão - se é isso que são – devem ser completamente selvagens, porque a atmosfera de Plutão é hoje tão fina," afirma William B. McKinnon, vice-líder da GGI e da Universidade de Washington em St. Louis. "Ou Plutão teve uma atmosfera mais espessa no passado, ou está em funcionamento algum outro processo que ainda não descobrimos. Dá muito que pensar."

As descobertas feitas graças às novas imagens não estão limitadas à superfície de Plutão. Serão divulgadas novas imagens das luas de Plutão, Caronte, Nix e Hidra, revelando que cada lua é única e que a maior lua - Caronte - teve um passado torturante.

As imagens enviadas nos últimos dias também revelaram que a neblina atmosférica global de Plutão tem muitas mais camadas do que os cientistas pensavam, e que a neblina cria um efeito tipo-crepúsculo que ilumina suavemente o terreno noturno perto do pôr-do-Sol, tornando-o visível às câmaras a bordo da New Horizons.

"Esta visão crepuscular é um presente maravilhoso dado por Plutão," afirma John Spence, vice-líder da GGI e do SwRI. "Agora podemos estudar geologia em terrenos que nunca esperávamos ver."

Mosaico de imagens de alta-resolução de Plutão, enviadas pela sonda New Horizons entre os dias 5 e 7 de setembro. A imagem é dominada pela planície gelada Sputnik Planum, a região lisa e brilhante no centro. A imagem também mostra uma tremenda variedade de outras paisagens em redor de Sputnik. As características visíveis mais pequenas medem 0,8 km em tamanho, e o mosaico cobre uma região com 1600 km de largura. As imagens foram capturadas quando a New Horizons passou por Plutão no dia 14 de julho, a uma distância de 80.000 km.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI
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No centro desta imagem que cobre 470 km da superfície de Plutão, é visível uma grande região de terreno quebrado e misturado na fronteira noroeste da vasta planície gelada informalmente denominada Sputnik Planum, para a direita. As características visíveis mais pequenas medem 0,8 km em tamanho. As imagens foram capturadas quando a New Horizons passou por Plutão no dia 14 de julho, a uma distância de 80.000 km.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI
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Esta imagem cobre 350 km da superfície de Plutão e ilustra a incrível diversidade de refletividades superficiais e terrenos geológicos do planeta anão. A imagem inclui terreno antigo, escuro e altamente craterado; terreno jovem, brilhante e liso; montanhas; e um campo enigmático de cristas alinhadas e escuras que se parecem com dunas; a sua origem ainda está em debate. As características visíveis mais pequenas medem 0,8 km em tamanho. A imagem foi capturada quando a New Horizons passou por Plutão no dia 14 de julho, a uma distância de 80.000 km.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI
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Esta imagem da maior lua de Plutão, Caronte, foi capturada 10 horas antes da maior aproximação da New Horizons a Plutão, a uma distância de 470.000 km, e é uma versão de muito mais alta qualidade da imagem de Caronte divulgada no dia 15 de julho. Caronte, que mede 1200 km em diâmetro, apresenta uma história geológicas surpreendentemente complexa, incluindo fracturas tectónicas; planícies fraturadas e relativamente lisas no canto inferior direito; várias montanhas enigmáticas cercadas por características de terreno afundado no lado direito; e regiões altamente crateradas nas secções central e superior esquerda do disco. Existem também padrões complexos de refletividade na superfície de Caronte, incluindo raios brilhantes e escuros de crateras, e a bem visível região polar norte escura no topo da imagem. As características visíveis mais pequenas medem 4,6 km em tamanho.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI
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Esta imagem de Plutão obtida pela sonda New Horizons, processada de duas maneiras diferentes, mostra como a neblina atmosférica do planeta anão produz um crepúsculo que ilumina levemente a superfície antes do nascer-do-Sol e depois do pôr-do-Sol, permitindo com que as câmaras da sonda observem detalhes nas regiões noturnas que, caso contrário, seriam invisíveis. A versão do lado direito tem um brilho exagerado para realçar detalhes da topografia iluminada pela neblina para lá do terminador de Plutão, que é a linha que separa o dia da noite. A imagem foi obtida quando a New Horizons passou por Plutão no dia 14 de julho, a uma distância de 80.000 quilómetros.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI
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Duas versões diferentes de uma imagem das camadas atmosféricas de Plutão, obtida pela New Horizons quando olhou de volta para o lado noturno de Plutão quase 16 horas depois da maior aproximação, a uma distância de 770.000 quilómetros e com um ângulo de fase de 166 graus. O norte de Plutão está no topo e o Sol ilumina Plutão a partir de cima e à direita. Estas imagens são de muito melhor qualidade em relação às comprimidas digitalmente e enviadas pouco tempo depois do "flyby" de dia 14 de julho, e permitem ver muitos mais detalhes. A versão da esquerda tem apenas algum processamento, enquanto a versão da direita foi especialmente processada para revelar um grande número de camadas atmosféricas. Na versão da esquerda são visíveis, através da neblina, alguns detalhes da superfície perto do fino crescente iluminado, para cima e para a direita do disco de Plutão, e algumas listras paralelas e subtis na neblina podem ser raios crepusculares - sombras provocadas pela topografia,como montanhas em Plutão, parecidos aos raios às vezes vistos no céu após o Sol se pôr atrás das montanhas da Terra.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI
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A sonda New Horizons está agora a mais de 5 mil milhões de quilómetros da Terra e mais de 69 milhões de quilómetros para lá de Plutão. A nave espacial está saudável e todos os sistemas estão a funcionar normalmente.

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
08/09/2015 - New Horizons começou fase intensiva de envio dos dados
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"
28/07/2015 - New Horizons encontra neblina, "glaciares" em Plutão
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema Solar longínquo

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Astronomy
Universe Today
SPACE.com
EarthSky
New Scientist

New Horizons:
Página oficial
NASA
Twitter
Wikipedia

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

 
ASTRÓNOMOS DESCOBREM ENXAME GALÁCTICO COM "CORAÇÃO PALPITANTE"

Uma equipa internacional de astrónomos descobriu um enxame gigantesco de galáxias com um núcleo repleto de estrelas novas - uma descoberta incrivelmente rara. A descoberta, realizada com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, é a primeira a mostrar que as galáxias gigantes no centro de enxames colossais podem crescer significativamente ao alimentarem-se de gás "roubado" de outras galáxias.

Os enxames galácticos são vastas famílias de galáxias ligadas pela gravidade. A nossa Galáxia, a Via Láctea, reside dentro de um pequeno grupo de galáxias conhecido como Grupo Local, ele próprio membro do massivo superenxame Laniakea.

As galáxias nos centros dos enxames são geralmente constituídas por fósseis estelares - estrelas velhas, vermelhas ou mortas. No entanto, os astrónomos descobriram agora uma galáxia gigante no centro de um enxame chamado SpARCS1049+56 que parece contrariar a tendência, ao invés formando estrelas novas a um ritmo incrível.

Esta imagem, usando dados do Spitzer e do Hubble, mostram o enxame galáctico SpARCS1049.
Crédito: NASA/STScI/ESA/JPL-Caltech/McGill
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"Achamos que esta galáxia gigante no centro deste enxame está fabricando furiosamente estrelas novas depois da fusão com uma galáxia menor," explicou Tracy Webb da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, autora principal de um novo artigo aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal.

A galáxia foi inicialmente descoberta com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA e o Telescópio do Canadá-França-Hawaii, localizado em Mauna Kea, Hawaii, e confirmada usando o Observatório W. M. Keck, também em Mauna Kea. Observações posteriores, usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, permitiram com que os astrónomos explorassem a atividade da galáxia.

O enxame SpARCS1049+56 está tão longe que a sua luz demora 9,8 mil milhões de anos a chegar à Terra. Abriga pelo menos 27 galáxias e tem uma massa total equivalente a 400 biliões de sóis. É um enxame verdadeiramente único num aspeto - o seu coração vibrante de estrelas novas. A galáxia mais brilhante do enxame é a mesma que está a fabricar estrelas novas - a um ritmo de 800 estrelas por ano. A Via Láctea, no máximo, forma duas estrelas por ano!

"Os dados do Spitzer mostram uma enorme quantidade de formação estelar no coração deste enxame," algo raramente visto e certamente inédito num enxame tão distante," comenta o coautor Adam Muzzin da Universidade de Cambridge, Reino Unido.

O Spitzer capta radiação infravermelha, por isso pode detetar o brilho quente de regiões escondidas e poeirentas de formação estelar. Os estudos de seguimento com o Hubble, no visível, ajudaram a identificar a causa da formação de novas estrelas. Parece que uma galáxia mais pequena fundiu-se recentemente com o monstro no centro do aglomerado, emprestando o seu gás e desencadeando um episódio furioso de nascimento estelar.

Esta imagem, usando dados do Spitzer e do Hubble, mostra a região central do enxame galáctico SpARCS1049. A galáxia mais brtilhante do enxame, no centro, está atualmente a sofrer uma fusão molhada que produz quantidades enormes de estrelas novas. É também visível a cauda de maré - indicativa da fusão.
Crédito: NASA/STScI/ESA/JPL-Caltech/McGill
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"Apoiámo-nos nas nossas outras observações e usámos o Hubble para explorar a galáxia em profundidade - e não ficámos desapontados," comenta Muzzin. "O Hubble descobriu uma fusão desenfreada no centro deste enxame. Nós detetámos características parecidas com 'contas num colar'."

As "contas num colar" (heic1414) são sinais indicativos de algo conhecido como uma fusão molhada. As fusões molhadas ocorrem quando galáxias ricas em gás colidem - este gás é convertido rapidamente em estrelas novas.

A nova descoberta é um dos primeiros casos conhecidos de uma fusão molhada no núcleo de um enxame galáctico. O Hubble já tinha anteriormente observado outro enxame galáctico próximo contendo uma fusão molhada, mas não formava estrelas a este ritmo tão frenético. Outros enxames de galáxias crescem em massa através de fusões secas (fusões que envolvem duas galáxias pobres em gás - as duas misturam as suas estrelas, em vez de provocar o nascimento de estrelas novas), ou graças ao desvio de gás para os seus centros. Por exemplo, o mega enxame galáctico conhecido como o Enxame da Fénix cresce em tamanho absorvendo o gás que flui para o seu centro.

Os astrónomos agora têm como objetivo explorar quão comum é este tipo de mecanismo nos enxames galácticos. Será que existem outros "comedores sujos" semelhantes a SpARCS1049+56, que também devoram galáxias ricas em gás? SpARCS1049+56 pode ser um "outlier" - ou pode representar um tempo no Universo jovem em que a alimentação desenfreada era a norma.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório W. M. Keck (comunicado de imprensa)
HubbleSite
Artigo científico
The Astrophysical Journal
PHYSORG
(e) Science News

Enxames galácticos:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

Observatório do Canadá-França-Hawaii (CFHT):
Página oficial
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

 
MANCHAS DE CERES EM MAIS DETALHE

As manchas mais radiantes do planeta anão Ceres brilham misteriosamente em novas imagens obtidas pela sonda Dawn da NASA. Estas fotografias da cratera Occator, com uma resolução de 450 metros por pixel, dão aos cientistas uma perspetiva mas profunda sobre estas características muito invulgares.

Esta imagem, feita a partir de duas exposições com a sonda Dawn, mostra a cratera Occator em Ceres, o lar de uma coleção interessante de manchas invulgarmente brilhantes.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A nova imagem da cratera Occator, a partir do ponto de vista da Dawn, revela formas mais definidas da mancha central e características no chão da cratera. Dado que estas manchas são muito mais brilhantes que o resto da superfície de Ceres, a equipa da Dawn combinou duas imagens diferentes numa única composição - uma exposição adequada das manchas brilhantes e uma da superfície circundante.

Os cientistas também produziram animações que fornecem um voo virtual da cratera, incluindo um mapa topográfico colorido.

Os cientistas da Dawn observam que a orla da cratera Occator é quase vertical em alguns lugares, onde sobe abruptamente até quase 2 km.

As vistas da órbita atual da Dawn, obtidas a uma altitude de 1470 km, têm cerca de três vezes mais resolução do que as imagens recolhidas pela sonda na órbita do mês de junho, e são quase 10 vezes melhores do que a primeira órbita da Dawn em redor de Ceres de abril e maio.

Consegue adivinhar o que está a criar as manchas brilhantes em Ceres? Vote aqui!
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A Dawn transformou o que há tão pouco tempo eram apenas pontos brilhantes numa paisagem complexa, brilhante e bonita," comenta Marc Rayman, engenheiro e diretor da missão Dawn, no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Em breve, a análise científica irá revelar a natureza geológica e química deste cenário extraterrestre misterioso e fascinante."

A sonda já completou dois ciclos de 11 dias a mapear a superfície de Ceres à sua altitude atual e começou o terceiro no passado dia 9 de setembro. A Dawn vai mapear Ceres seis vezes ao longo dos próximos dois meses. Cada ciclo corresponde a 14 órbitas. Ao mapear Ceres a um ângulo ligeiramente diferente em cada ciclo de mapeamento, os cientistas da Dawn serão capazes de construir vistas em estéreo e mapas em 3-D.

A Dawn é a primeira missão a visitar um planeta anão e a primeira a orbitar dois alvos distintos do Sistema Solar. Orbitou o protoplaneta Vesta durante 14 meses em 2011 e 2012 e alcançou Vesta no dia 6 de março de 2015.

Links:

Cobertura da missão Dawn pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
23/06/2015 - Manchas de Ceres continuam a mistificar
28/04/2015 - Pontos brilhantes de Ceres novamente visíveis
10/03/2015 - Dawn é a primeira sonda a orbitar um planeta anão
03/03/2015 - Dawn aproxima-se de encontro histórico com planeta anão
27/02/2015 - "Mancha brilhante" em Ceres tem companheira mais ténue
30/01/2015 - Dawn captura imagens de Ceres com resolução superior à do Hubble
02/01/2015 - Sonda Dawn começa aproximação ao planeta anão Ceres
09/12/2014 - Dawn captura a sua melhor imagem, até agora, de Ceres 
03/09/2013 - Ceres - um dos factores de mudança no prisma do Sistema Solar
04/09/2012 - Dawn prepara-se para sair de Vesta e rumar até Ceres
11/05/2012 - Missão Dawn revela segredos de asteróide gigante 
13/12/2011 - Será Vesta o "planeta terrestre mais pequeno"?
19/07/2011 - Sonda Dawn envia imagens a partir de órbita de Vesta
15/07/2011 - Sonda Dawn entra em órbita de asteróide dia 15 de Julho
28/06/2011 - Dawn aproxima-se de estadia de um ano em asteróide gigante 
12/09/2007 - Dawn a um passo de viagem até cintura de asteróides

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Animação da cratera Occator (NASA via YouTube)
Astronomy
Sky & Telescope
SPACE.com
AstronomyNow
The Planetary Society
Popular Mechanics
EarthSky
PHYSORG
Spaceflight Now
Popular Science
BBC News
Forbes
The Verge
Diário de Notícias
AstroPT

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
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Ceres:
Wikipedia

Vesta:
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Oceano subterrâneo de magma pode explicar os vulcões "fora do sítio" de Io (via NASA)
Marés num oceano subsuperficial de rocha derretida, ou magma, podem explicar o porquê da lua de Júpiter, Io, parecer ter os seus vulcões no lugar "errado". Uma nova pesquisa implica que os oceanos sob as crostas de luas com "stress" de marés podem ser mais comuns e duram mais tempo do que o esperado. Ler fonte
     
  Astrónomos descobrem como é que as galáxias anãs se tornam fábricas gigantes de formação estelar (via NRAO)
Uma galáxia anã vizinha proporciona um mistério interessante: como é que é capaz de formar enxames brilhantes sem os ambientes ricos em gás e poeira de galáxias maiores? A resposta, segundo os astrónomos, está em zonas densas e anteriormente não reconhecidas de material de formação estelar "salpicado" por toda a galáxia. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 1316: Depois da Colisão de Galáxias
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Damian Peach/SEN
 
Os astrónomos tornam-se detetives quando tentam descobrir a causa de vistas surpreendentes como esta em NGC 1316. A sua investigação indica que NGC 1316 é uma enorme galáxia elíptica que começou, há cerca de 100 milhões de anos, a devorar uma vizinha galáxia espiral mais pequena, NGC 1317, um pouco acima na imagem. As evidências incluem correntes de poeira escura, características de uma galáxia espiral, ténues redemoinhos e conchas de estrelas e gás visíveis nesta imagem de céu profundo. Uma coisa permanece por explicar: os invulgarmente pequenos enxames globulares, vistos como pontos fracos na imagem. A maioria das galáxias elípticas têm mais enxames globulares e mais brilhantes do que os de NGC 1316. No entanto, estes enxames globulares são demasiado velhos para terem sido criados na recente colisão galáctica. Uma hipótese é que estes enxames sobreviveram a uma outra fusão galáctica com NGC 1316. Outro atributo surpreendente de NGC 1316, também conhecida como Fornax A: os seus lóbulos gigantes de gás que brilham no rádio.
 

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