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Edição n.º 1244
09/02 a 11/02/2016
 
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13/02/16 - A ASTRONOMIA DE COPÉRNICO E GALILEU
14:30 - A anteceder a semana dos aniversários de Nicolau Copérnico e Galileu Galilei, esta apresentação prática irá esclarecer e desmistificar algumas das contribuições que estes homens trouxeram à astronomia. Estas duas figuras viveram a um século uma da outra, numa altura muito anterior aos nossos atuais conceitos de "ciência" e "marketing"! Venha, desta forma, descobrir um pouco da astronomia anterior a Isaac Newton.
Publico: Adultos
Local: CCVAlg
Preço: 4€ - adultos
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

13/02/16 - CAFÉ CIÊNCIA ASTRONÓMICO
21:00 - Integrado no “NUCLIO Pilot Days”, dias dedicados aos projetos internacionais “Inspiring Science Education” (ISE), “Digital Schools of Europe” (DSoE) e “Go-Lab”. Convidamo-lo a disfrutar deste contexto e observar o céu com e sem telescópio, caso a meteorologia nos seja favorável.
21:00-22:30 - Café Ciência
22:30-23:30 - Observação do céu com telescópios
Publico: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

26/02/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 09/02: 40.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1913, é visível ao longo da costa este do continente americano um grupo de meteoros, levando os astrónomos a concluir que a fonte foi um satélite natural da Terra, pequeno e de curta vida.
Em 1971, o módulo lunar da missão Apollo 14 faz a sua aterragem após ter colocado homens na Lua pela 3ª vez.
Em 1975, a Soyuz 17 regressa à Terra.
Em 1986 regressava o cometa Halley.

Em 1995, os astronautas do vaivém espacial Bernard A. Harris, Jr. e Michael Foale tornam-se no primeiro africano-americano e primeiro inglês, respetivamente, a fazer passeios espaciais.
Observações: Com a Lua em fase Nova e Orionte bem alto no céu, explore os objetos telescópicos de Lebre, sob os pés do Caçador. Conheça o único enxame globular do céu de inverno (M79). Conheça também aquele sistema sextuplo que ficou com o nome NGC 2017.
Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 23:53 e as 03:29 (já de dia 10).

Dia 10/02: 41.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1974, "flyby" da Mars 4 por Marte. Falha a inserção orbital.
Em 2009, os satélites de comunicação Iridium 33 e Kosmos-2251 colidem em órbita, resultando na destruição de ambos.

Observações: Trânsito de Ganimedes, entre as 02:31 e as 05:52.
Pelas 22:00 a Ursa Maior apoia-se na sua "pega" a nordeste. A noroeste, Cassiopeia também se apoia de lado, quase à mesma altura.

Dia 11/02: 42.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1970, lançamento do Lambda 4S-5, o primeiro satélite japonês.
Em 1997, o vaivém espacial Discovery é lançado numa missão com o objetivo de reparar o Hubble.

Em 1999, Plutão torna-se novamente mais distante que Neptuno e, consequentemente, no planeta mais longínquo do Sistema Solar (classificação alterada para planeta anão em 2006). Só em abril de 2231 é que Plutão voltará a ficar mais perto do Sol que Neptuno.
Observações: Olhe para oeste-sudoeste ao cair da noite em busca do fino crescente da Lua. Bem acima, aproximadamente 30 graus, as duas estrelas mais brilhantes de Carneiro apontam para o nosso satélite natural. Para cima e para a esquerda está o enxame aberto das Plêiades.

 
CURIOSIDADES

As autoridades indianas disseram ontem que a queda de um objeto matou um condutor de um autocarro e feriu três outras. Esse objeto, dizem, é um meteorito. A ser confirmado, é a primeira morte humana conhecida devido a um meteorito.

 
PLANETAS TIPO-TERRA TÊM INTERIORES TIPO-TERRA
Esta impressão de artista compara as estruturas da Terra (esquerda) com o exoplaneta Kepler-93b (direita), que tem 1,5 vezes o tamanho da Terra e é 4 vezes mais massivo. Uma nova investigação sugere que os mundos rochosos partilham estruturas parecidas, com um núcleo que contém cerca de um-terço da massa total, rodeado por um manto e coberto por uma crosta fina.
Crédito: M. Weiss/CfA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As crianças aprendem na escola a estrutura básica da Terra: uma fina crosta exterior, um manto espesso e um núcleo com o tamanho de Marte. Mas será que esta estrutura é universal? Será que os exoplanetas em redor de outras estrelas têm as mesmas três camadas? Uma nova investigação sugere que a resposta é sim - que terão interiores muito semelhantes ao da Terra.

"Queríamos ver quão parecidos com a Terra são estes planetas rochosos. E parece que são muito parecidos com a Terra," afirma Li Zeng do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, autor principal do estudo.

Para chegar a esta conclusão, Zeng e coautores aplicaram um modelo computacional conhecido como PREM (Preliminary Reference Earth Model), que é o modelo padrão para o interior da Terra. Ajustaram o modelo para acomodar massas e composições diferentes, e aplicaram-no a seis exoplanetas rochosos conhecidos cujas massas e tamanhos são bem conhecidos.

Eles descobriram que todos os outros planetas, apesar das suas diferenças em relação à Terra, têm um núcleo de níquel/ferro que corresponde a cerca de 30% da massa do planeta. Em comparação, cerca de um-terço da massa da Terra está no seu núcleo. A massa restante está no manto e na crosta, tal como a Terra.

"Nós só conhecemos bem a estrutura da Terra há aproximadamente cem anos. Agora podemos calcular as estruturas de planetas em torno de outras estrelas, apesar de não os podermos visitar," acrescenta Zeng.

O novo código também pode ser aplicado a mundos gelados mais pequenos, como luas ou planetas anões no Sistema Solar exterior. Por exemplo, ao inserir a massa e o tamanho de Plutão, a equipa determina que cerca de um-terço é gelo (principalmente água gelada, mas também amónia e metano gelado).

O modelo assume que os exoplanetas distantes têm composições químicas semelhantes à da Terra. Tal é razoável com base nas abundâncias relevantes dos elementos químicos essenciais como ferro, magnésio, silício e oxigénio em sistemas próximos. No entanto, planetas que se formem em regiões mais ou menos ricas em metais da Galáxia podem mostrar estruturas interiores diferentes. A equipa espera explorar estas questões em pesquisas futuras.

O artigo que descreve este trabalho, da autoria de Li Zeng, Dimitar Sasselov e Stein Jacobsen, foi aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

Links:

Notícias relacionadas:
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Astronomy Now
redOrbit
(e) Science News
PHYSORG

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Terra:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Estrutura da Terra (Wikipedia)

 
AS MISTERIOSAS COLINAS FLUTUANTES DE PLUTÃO
Montes de água gelada em Plutão "flutuam" num mar de azoto gelado e movem-se ao longo do tempo como icebergs no Oceano Ártico da Terra - outro exemplo da fascinante e abundante atividade geológica de Plutão.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os glaciares de azoto (ou nitrogénio) em Plutão parecem suportar uma carga interessante: vários montes isolados que podem ser fragmentos de água gelada das terras altas em redor. De acordo com imagens e dados obtidos pela missão New Horizons da NASA, estes montes medem, individualmente, entre um e vários quilómetros de diâmetro.

As colinas, situadas na vasta planície informalmente chamada Sputnik Planum, dentro do "coração" de Plutão, são provavelmente versões em miniatura das maiores montanhas na fronteira ocidental de Sputnik Planum. São mais um exemplo da fascinante e abundante atividade geológica de Plutão.

Dado que a água gelada é menos densa do que o gelo de azoto, os cientistas pensam que estes amontoados de água gelada flutuam num mar de azoto gelado e movem-se ao longo do tempo como icebergs no Oceano Ártico da Terra. As colinas são provavelmente fragmentos dos planaltos acidentados, que se quebraram e são movidos pelos glaciares de azoto até Sputnik Planum. Formam-se "cadeias" destas colinas à deriva ao longo dos fluxos dos glaciares. Quando os montes entram no terreno celular da região central de Sputnik Planum, ficam sujeitos aos movimentos convectivos do azoto gelado e são empurrados para as margens das células, formando grupos que medem até 20 km de comprimento.

No extremo norte da imagem, a característica informalmente apelidada de Challenger Colles - em honra à tripulação que perdeu a vida a bordo do vaivém espacial em 1986 - parece ser uma acumulação especialmente grande destes montes, medindo 60 por 35 quilómetros. Esta característica está localizada perto da fronteira com as terras altas, longe do terreno celular, e pode representar um local onde as colinas "deram à costa" (ficaram encalhadas) devido ao azoto gelado ser especialmente pouco profundo.

A imagem acima mostra a inserção em contexto com a uma visão mais abrangente que cobre a maioria do hemisfério do encontro com Plutão. A inserção foi obtida com o instrumento MVIC (Multispectral Visible Imaging Camera) da New Horizons. O Norte é para cima; a iluminação vem de cima e à esquerda da imagem. A foto tem uma resolução de aproximadamente 320 metros por pixel. Mede quase 500 km de comprimento e 340 km de largura. Foi captada a aproximadamente 16.000 km de Plutão, cerca de 12 minutos antes da maior aproximação da New Horizons a Plutão de dia 14 de julho de 2015.

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
22/12/2015 - Novas descobertas da New Horizons moldam o conhecimento de Plutão e das suas luas
08/12/2015 - New Horizons transmite as primeiras das melhores imagens de Plutão
10/11/2015 - Quatro meses depois da passagem por Plutão, continuam as descobertas da New Horizons
20/10/2015 - Novas imagens de Plutão e Caronte
09/10/2015 - New Horizons encontra céus azuis e água gelada em Plutão
02/10/2015 - Caronte, a grande lua de Plutão, revela uma história colorida mas violenta
25/09/2015 - Plutão continua a impressionar
18/09/2015 - Plutão deslumbra em espetacular novo panorama retroiluminado
11/09/2015 - Novas imagens de Plutão pela New Horizons: é complicado
08/09/2015 - New Horizons começou fase intensiva de envio dos dados
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"
28/07/2015 - New Horizons encontra neblina, "glaciares" em Plutão
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema Solar longínquo

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Astronomy
SPACE.com
redOrbit
POPULAR SCIENCE
EarthSky
PHYSORG
Discovery News
POPULAR MECHANICS
The Verge
UPI
gizmag

New Horizons:
Página oficial
NASA
Twitter
Wikipedia

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Estrelas Maciças em NGC 6357
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Equipa CHART32, Processamento Johannes Schedler
 
Em NGC 6357, uma ampla nebulosa de emissão a cerca de 6500 anos-luz de distância na direção da constelação de Escorpião, podem ser encontradas estrelas maciças. Na verdade, posicionado perto do centro nesta ampliação captada a partir do solo, o enxame estelar Pismis 24 inclui algumas das estrelas mais massivas conhecidas da Via Láctea, estrelas com quase 100 vezes a massa do Sol. A brilhante região central da nebulosa também contém pilares poeirentos de gás molecular, provavelmente escondendo protoestrelas gigantes dos olhos curiosos dos instrumentos óticos. As formas intrincadas na nebulosa são esculpidas à medida que os ventos interestelares e a radiação energética de estrelas massivas jovens e recém-formadas limpam o gás, a poeira natal e alimentam o brilho nebular. Para melhorar o aspeto cavernoso da nebulosa, foram incluídos na composição colorida dados em banda estreita e adotou-se uma paleta de cores do Hubble. A emissão dos átomos de enxofre, hidrogénio e oxigénio é aqui vista em tons de vermelho, verde e azul. À distância estimada de NGC 6357, a sedutora vista telescópica estende-se por cerca de 50 anos-luz.
 

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