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Edição n.º 1294
02/08 a 04/08/2016
 
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EFEMÉRIDES

Dia 02/08: 215.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1934 nascia Valery Bykovsky, cosmonauta soviético que voou em três missões espaciais: Vostok 5Soyuz 22 e Soyuz 31.

Detém ainda o recorde de maior tempo passado no espaço, sozinho: cinco dias em órbita, a bordo da Vostok 5 em 1963.
Em 2005, "flyby" da Mercury MESSENGER pela Terra.
Observações: Lua Nova, pelas 21:45.

Dia 03/08: 216.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1596 era descoberta a primeira estrela variável, Mira, por David Fabricius.
Em 2004, lançamento da missão MESSENGER a Mercúrio, que orbitou o planeta entre 2011 e 2015.

Observações: Ao anoitecer, Vega brilha perto do zénite e Arcturo a oeste. A um-terço do caminho entre Vega e Arcturo está Coroa Boreal, com a sua única estrela de brilho moderado: Alphecca ou Gemma. A dois-terços do caminho entre Arcturo e Vega está a constelação de Hércules, que alberga o enxame globular de sexta magnitude, M13.

Dia 04/08: 217.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1805, nascia William Rowan Hamilton, físico, astrónomo e matemático irlandês que fez contribuições importantes para a mecânica clássica, ótica e álgebra. A sua maior contribuição é talvez a reformulação das mecânicas Newtonianas, agora chamadas mecânicas Hamiltonianas. Este trabalho foi fundamental para o estudo do eletromagnetismo e para o desenvolvimento da mecânica quântica.
Em 2007, a NASA lançava o módulo de aterragem Phoenix, cujo objetivo era procurar moléculas de água no pólo norte de Marte.

Observações: Conjunção de Vénus-Régulo. Depois do pôr-do-Sol, hoje e amanhã, Régulo está a pouco mais de 1º do muito mais brilhante Vénus. Procure o planeta, muito baixo perto do horizonte a oeste, 15-20 minutos depois do pôr-do-Sol local, com a ajuda de binóculos ou um telescópio pequeno. Hoje, Régulo está para a esquerda de Vénus. Amanhã, estará para baixo e para a esquerda.

 
CURIOSIDADES


Os cometas de período longo vêm dos confins do Sistema Solar, de uma região que é conhecida como nuvem de Oort.

 
"GULLIES" MARCIANAS NÃO SÃO PROVAVELMENTE FORMADAS POR ÁGUA LÍQUIDA

Novas descobertas usando dados da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA mostram que as características denominadas "gullies" de Marte não são, provavelmente, formadas pelo fluxo de água líquida. Esta nova evidência permitirá aos investigadores delimitarem ainda mais as teorias da formação de "gullies" marcianas, e revelar mais detalhes sobre os processos geológicos recentes do Planeta Vermelho.

Os cientistas usam o termo "gully" (em português poderá ser algo parecido com ravinas) para formações em Marte que partilham três características na sua forma: uma alcova na parte superior, um canal e um "avental" de material depositado no fundo. As "gullies" são diferentes de outro tipo de características nas encostas marcianas, estrias chamadas RSL (em inglês, recurring slope lineae), que se distinguem pelo escurecimento e desvanecimento sazonal, ao invés de características de como o solo é esculpido. A água, sob a forma de sal hidratado, já foi identificada nos locais das RSL. O novo estudo foca-se nas "gullies" e nos seus processos de formação, adicionando informações sobre a composição a imagens obtidas previamente.

As "gullies" marcianas, vistas na imagem do topo captada pela HiRISE da MRO, são parecidas com características cá na Terra esculpidas por água líquida. No entanto, quando observadas juntamente com informação mineralógica do CRISM (imagem de baixo), não aparece nenhuma evidência de alteração por água.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UA/JHUAPL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os investigadores do JHUAPL (Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory) em Laurel, no estado americano de Maryland, examinaram dados de composição em alta-resolução de mais de 100 locais de "gullies" em Marte. Estes dados, recolhidos pelo instrumento CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars) a bordo da MRO, foram então correlacionados com imagens obtidas pelo instrumento HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) e pelo CTX (camera and Context Camera) da mesma sonda.

Os resultados não mostraram nenhuma evidência mineralógica para a água líquida abundante ou seus subprodutos, apontando assim para outros mecanismos que não o fluxo de água - tais como o congelamento e descongelamento de dióxido de carbono - como os principais motores da evolução de "gullies" recentes.

As descobertas foram publicadas na revista Geophysical Research Letters.

As "gullies" são uma característica comum e generalizada à superfície de Marte, ocorrendo principalmente entre os 30 e os 50 graus de latitude em ambos os hemisférios norte e sul, normalmente em inclinações viradas para os polos. Na Terra, formações semelhantes são formadas pelo fluxo de água líquida; no entanto, sob condições atuais, a água líquida é transitória à superfície de Marte e pode ocorrer apenas como pequenas quantidades de água salgada nas faixas RSL. A falta de água suficiente para esculpir ravinas resultou numa variedade de teorias para a sua criação, incluindo diferentes mecanismos que envolvem a evaporação de água e dióxido de carbono gelados.

"A equipa HiRISE e outras já haviam mostram a existência de atividade sazonal nas 'gullies' - principalmente no hemisfério sul - ao longo dos últimos anos, e o dióxido de carbono gelado é o principal mecanismo suspeito. No entanto, outros investigadores favoreceram a água líquida como o principal mecanismo," afirma Jorge Núñez do APL, autor principal do artigo. "O que a HiRISE e outras câmaras não foram capazes de determinar por conta própria era a composição do material nas 'gullies', porque são câmaras óticas. A fim de trazer outra peça importante para ajudar a resolver o enigma, usámos o CRISM, um espectrómetro de imagem, para observar que tipos de minerais estavam presentes nas 'gullies' e para ver se podia lançar luz sobre os principais mecanismos responsáveis."

Núñez e colegas aproveitaram um novo produto de dados do CRISM chamado MTRDR (Map-projected Targeted Reduced Data Records). Isso permitiu-lhes realizar mais facilmente as suas análises e, em seguida, correlacionar os achados com imagens da câmara HiRISE.

"Na Terra e em Marte, sabemos que a presença de filossilicatos - argilas - ou outros minerais hidratados indica a formação em água líquida," comenta Núñez. "No nosso estudo, não encontrámos nenhumas evidências de argilas ou outros minerais hidratados na maioria das 'gullies' que examinámos e, quando os vimos, eram detritos da erosão de rochas antigas, expostas e transportadas encosta abaixo, em vez de alterados por fluxos mais recentes de água. Estas 'gullies' esculpem terreno e expõem argilas provavelmente formadas há milhares de milhões de anos, quando a água líquida era mais estável à superfície marciana."

Outros investigadores criaram modelos de computador que mostram como a sublimação do dióxido de carbono gelado e sazonal pode criar "gullies" parecidas com aquelas observadas em Marte, e como a sua forma pode imitar os tipos de ravinas que a água líquida pode criar. O novo estudo dá mais suporte a esses modelos.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
29/09/2015 - NASA confirma evidências de fluxos de água líquida no planeta Marte do presente

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Geophysical Research Letters
Astronomy
SPACE.com
Science alert
PHYSORG
AstroPT

"Gullies" de Marte:
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Fluxos sazonais em encostas marcianas (Wikipedia)

MRO:
NASA 
JPL 
Wikipedia

 
COMO OS COMETAS NASCEM
Imagem do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko obtida pela câmara de navegação da Rosetta, a uma distância de 77,8 km do centro do cometa, no dia 22 de março de 2015. A imagem tem uma resolução de 6,6m/pixel e mede 6x6 km. Foi processada para realçar detalhes da atividade cometária.
Crédito: ESA/Rosetta/NAVCAM
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma análise detalhada dos dados recolhidos pela Rosetta mostra que os cometas são remanescentes antigos da formação do Sistema Solar e não fragmentos mais jovens resultantes de colisões subsequentes entre outros corpos maiores.

Compreender como e quando objetos como o Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko tomaram forma é de extrema importância na determinação exata de como podem ser usados para interpretar a formação e evolução precoce do nosso Sistema Solar.

Um novo estudo que aborda esta questão, liderado por Björn Davidsson do JPL (Jet Propulsion Laboratory), Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena (EUA), foi publicado na Astronomy & Astrophysics.

Se os cometas são primordiais, então podem ajudar a revelar as propriedades da nebulosa solar a partir da qual o Sol, os planetas e outros corpos pequenos se condensaram há 4,6 mil milhões de anos atrás, e os processos que transformaram o nosso sistema planetário na arquitetura que vemos hoje.

A hipótese alternativa é que seriam fragmentos mais jovens resultantes de colisões entre corpos "parentes" mais velhos como por exemplo objetos transneptunianos. Poderiam, então, fornecer mais dados sobre o interior desses corpos maiores, das colisões que os perturbaram e o processo de construção de novos corpos a partir de outros mais velhos.

"De qualquer maneira, os cometas têm sido testemunhas de importantes acontecimentos na evolução do Sistema Solar, e é por isso que fizemos estas medições detalhadas com a Rosetta - juntamente com observações de outros cometas - para descobrir qual o cenário mais provável," afirma Matt Taylor, cientista do projeto Rosetta da ESA.

Durante a sua estadia de dois anos no Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, a Rosetta revelou uma imagem do astro como sendo de baixa densidade, alta porosidade, com lóbulos duplos e vastas camadas, sugerindo que os lóbulos acumularam material ao longo do tempo antes de se fundirem.

Evidências de que o Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko é composto por material antigo preservado desde a formação do Sistema Solar que se fundiu a velocidades baixas. As evidências recolhidas pela Rosetta baseiam-se nas propriedades estruturais do cometa, dos gases detetados libertados pelo núcleo e por observações das características à superfície.
Crédito: centro - ESA/Rosetta/NavCam; inserções - ESA/Rosetta/MPS para Equipa Rosetta MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA; Fornasier et al. (2015); ESA/Rosetta/MPS para Equipa COSIMA MPS/CSNSM/UNIBW/TUORLA/IWF/IAS/ESA/BUW/MPE/LPC2E/LCM/FMI/UTU/LISA/UOFC/vH&S; Langevin et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A invulgarmente alta porosidade do interior do núcleo fornece a primeira indicação de que este crescimento não pode ter sido através de colisões violentas, pois estas teriam compactado o material frágil. As estruturas e características em diferentes escalas de tamanho observadas pelas câmaras da Rosetta providenciam ainda mais informações sobre a forma como este crescimento pode ter ocorrido.

Trabalhos anteriores mostraram que a cabeça e corpo eram objetos originalmente separados, mas a colisão que os fundiu deve ter sido a baixa velocidade a fim de não destruir ambos. O facto de que ambas as partes têm camadas semelhantes também nos diz que devem ter sido submetidas a histórias evolutivas semelhantes e que as taxas de sobrevivência contra colisões catastróficas devem ter sido altas durante um significativo período de tempo.

Os eventos de fusão também devem ter acontecido em escalas menores. Por exemplo, foram identificadas três zonas esféricas na região Bastet, no pequeno lóbulo do cometa, que sugerem que são remanescentes de cometesimais mais pequenos ainda hoje preservados parcialmente.

A escalas ainda menores, de apenas alguns metros, existem as características denominadas "goosebumps" e "torrões", texturas ásperas observadas em várias fossas e paredes expostas de penhascos em vários locais no cometa.

Embora seja possível que esta morfologia possa surgir, por si só, apenas de fraturas, na verdade pensa-se que represente uma "granulosidade" intrínseca dos componentes do cometa. Ou seja, estes "goosebumps" podem mostrar o tamanho típico dos cometesimais mais pequenos que se acumularam e se fundiram para criar o cometa, tornados visíveis novamente hoje através da erosão devido à luz solar.

De acordo com a teoria, as velocidades a que estes cometesimais colidem e se fundem muda durante o processo de crescimento, com um pico quando os nódulos têm tamanhos de alguns metros. Por esta razão, pensa-se que as estruturas com tamanhos de um metro sejam as mais compactas e resistentes, o que é particularmente interessante dado que o material do cometa parece irregular, especificamente, nesta escala de tamanho.

Outras linhas de evidência incluem análises espectrais da composição do cometa, que mostram que a superfície sofreu pouca ou nenhuma alteração "in situ" por água líquida, e análises dos gases expelidos por sublimação de gelos enterrados abaixo da superfície, o que indica que o cometa é rico em supervoláteis como o monóxido de carbono, oxigénio, azoto e árgon.

Estas observações sugerem que os cometas se formaram em condições extremamente frias e que não sofreram um processo térmico significativo durante a maior parte das suas vidas. Ao invés, para explicar as baixas temperaturas, a sobrevivência de certos gelos e a retenção de supervoláteis, devem ter sido acumulados lentamente ao longo de um grande período de tempo.

Existem duas teorias principais para o nascimento dos cometas. Em ambos os casos, "pedrinhas" começam a aglomerar-se a partir de detritos na nebulosa solar, atingindo tamanhos de cerca de 1 cm.
Então, de acordo com a teoria de pilha de escombros colisional (coluna da esquerda), objetos grandes, tais como objetos transneptunianos formaram-se rapidamente, dentro do primeiro milhão de anos da nebulosa solar, ajudados por correntes de gás turbulento e gravidade que rapidamente acelerou o seu crescimento para tamanhos de até 400 km. Estes objetos também foram submetidos a aquecimento interno provocado pelo decaimento de substâncias radioativas, o que resultou na sua estrutura densa e baixa porosidade, e continuaram a crescer ao longo dos 400 milhões de anos seguintes, alguns chegando mesmo até tamanhos de Plutão ou Tritão. Neste cenário, os cometas formaram-se a partir de fragmentos criados em colisões entre objetos transneptunianos no Sistema Solar exterior e, portanto, são relativamente jovens.
De acordo com a teoria de pilha de escombros primordial (coluna da direita), os cometas seguiram um caminho diferente. Após a rápida fase inicial de crescimento dos objetos transneptunianos, os remanescentes grãos e "pedrinhas" de material gelado nas partes frias e exteriores da nebulosa solar começaram a unir-se a baixas velocidades, passando por um crescimento gradual sem processamento térmico no seu interior e produzindo cometas com aproximadamente 5 km em tamanho aquando do desaparecimento do gás na nebulosa solar. Os maiores objetos transneptunianos desempenharam um outro papel na evolução dos cometas: ao "agitarem" as órbitas cometárias, o material adicional foi acretado a velocidades ligeiramente superiores ao longo dos 25 milhões de anos seguintes, formando as camadas exteriores dos cometas. Esta agitação também tornou possível a fusão gentil de objetos com vários quilómetros de tamanho, levando à natureza duplamente lobular de alguns cometas observados.
Na segunda hipótese, os cometas são objetos antigos feitos de detritos que sobraram da fase de construção planetária e que contêm remanescentes preservados dos materiais da nebulosa solar. As evidências recolhidas pela Rosetta favorecem fortemente a hipótese de pilha de escombros primordial, ou seja, que os cometas foram construídos lentamente através da acumulação de material a baixa velocidade para as formas observadas hoje.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)

 

"Ao passo que outros grandes objetos transneptunianos nos confins do Sistema Solar parecem ter sido aquecidos por substâncias radioativas de curta duração, os cometas não parecem mostrar sinais similares de processamento térmico. Tivemos que resolver este paradoxo, observando detalhadamente a linha de tempo dos nossos modelos atuais do Sistema Solar, e considerar ideias novas," salienta Björn.

Björn e colegas propõem que os membros maiores da população de objetos transneptunianos formaram-se rapidamente no primeiro milhão de anos da nebulosa solar, ajudados por correntes turbulentas de gás que aceleraram rapidamente o seu crescimento para tamanhos de até 400 km.

A aproximadamente três milhões de anos na história do Sistema Solar, o gás tinha desaparecido da nebulosa solar, deixando apenas material sólido para trás. Então, ao longo de um período muito maior de aproximadamente 400 milhões de anos, os já enormes objetos transneptunianos acretaram, lentamente, mais material e foram submetidos a compactação em camadas, por exemplo, os seus gelos derreteram e recongelaram. Alguns objetos transneptunianos até cresceram para objetos do tamanho de Plutão ou Tritão.

Os cometas tomaram um caminho diferente. Após a fase inicial de crescimento rápido dos objetos transneptunianos, os remanescentes grãos e "pedrinhas" de material gelado nas partes frias e exteriores da nebulosa solar começaram a unir-se a velocidades baixas, produzindo cometas com mais ou menos 5 km de tamanho até ao ponto em que o gás desaparece da nebulosa solar. As velocidades baixas a que o material foi acumulado levaram a objetos com núcleos frágeis, altamente porosos e de densidade baixa.

Este crescimento lento também permitiu com que os cometas preservassem algum do material mais antigo, rico em voláteis, da nebulosa solar, uma vez que foram capazes de libertar a energia gerada pelo decaimento radioativo no seu interior sem aquecer demais.

Os objetos transneptunianos desempenharam mais outro papel na evolução dos cometas. Ao "agitarem" as órbitas cometárias, o material adicional foi acretado a velocidades um pouco maiores ao longo dos 25 milhões anos seguintes, formando as camadas exteriores dos cometas. A agitação também tornou possível a ligeira colisão entre objetos com vários quilómetros de tamanho, levando à natureza duplamente lobular de alguns cometas observados.

"Os cometas não parecem mostrar as características esperadas para pilhas de escombros resultantes de colisões, que resultam da quebra de objetos maiores como objetos transneptunianos. Em vez disso, pensamos que cresceram suavemente à sombra dos objetos transneptunianos, sobrevivendo essencialmente intactos durante 4,6 mil milhões de anos," conclui Björn.

"O nosso novo modelo explica o que vemos nas observações detalhadas do cometa da Rosetta, e o que já havia sido sugerido por missões cometárias anteriores."

"Os cometas são realmente os tesouros do Sistema Solar," acrescenta Matt Taylor.

"Eles dão-nos uma visão sem precedentes sobre os processos que foram importantes na construção planetária durante estes primeiros tempos e como estão relacionados com a arquitetura do Sistema Solar que vemos hoje."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
01/07/2016 - Ajuste final da Rosetta para 30 de setembro
31/05/2016 - Cometa da Rosetta contém ingredientes da vida
12/04/2016 - O cometa que muda de cor
16/02/2016 - Philae enfrenta hibernação eterna
15/01/2016 - Confirma-se que gelo exposto à superfície do cometa da Rosetta é água
03/11/2015 - Resultados da missão Rosetta antes do periélio
30/10/2015 - Primeira deteção de oxigénio molecular num cometa
06/10/2015 - Rosetta espia o lado escuro do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
29/09/2015 - Cometa da Rosetta é um binário de contacto
25/09/2015 - Rosetta revela ciclo de água do Cometa 67P/C-G
14/08/2015 - O grande dia da Rosetta ao Sol
11/08/2015 - "Fogos de artifício" cometários antes do periélio
07/08/2015 - Há um ano que a Rosetta orbita o Cometa 67P/C-G
04/08/2015 - Ciência à superfície do Cometa 67P/C-G
03/07/2015 - Depressões no Cometa 67P/C-G produzem jatos
26/06/2015 - Água gelada exposta, detetada à superfície do Cometa 67P/C-G
19/06/2015 - Despertar do Philae desencadeia intenso esforço de planeamento
16/06/2015 - O módulo de aterragem da Rosetta, Philae, acordou
12/06/2015 - Equipa da Rosetta avista brilho que poderá ser módulo desaparecido
05/06/2015 - Estudo ultravioleta revela surpresas na cabeleira de cometa
17/04/2015 - Rosetta e Philae descobrem que cometa não é magnetizado
24/03/2015 - Sonda Rosetra faz a primeira deteção de nitrogénio molecular num cometa
06/02/2015 - Rosetta "mergulha" para encontro íntimo
27/01/2015 - Rosetta observa cometa a largar o seu revestimento de poeira
23/01/2015 - Dando a conhecer o cometa da Rosetta
12/12/2014 - Rosetta alimenta debate sobre origem dos oceanos da Terra
28/11/2014 - Onde diabos pousou o Philae?
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18/11/2014 - Philae completa missão principal antes de hibernar
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Astronomy & Astrophysics
SPACE.com
Space Daily
PHYSORG
gizmag

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
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