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Edição n.º 1273
20/05 a 23/05/2016
 
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10/05/16 a 01/06/16 - ROSETTA NO RASTO DO COMETA
Nesta exposição temporária, poderá ficar a saber mais sobre os cometas, acompanhando a viagem da sonda Rosetta e do módulo Philae desde o seu lançamento em 2004 até à aproximação ao cometa em 2014, com o objetivo de investigar in loco o cometa 67 P Churyumov-Gerasimenko. A exposição aborda ainda conceitos relativos a outros astros como meteoros, asteroides e a sua importância no Sistema Solar. A exposição é composta por painéis interativos, um jogo multimédia e um modelo do cometa impresso em 3D a partir de dados reais adquiridos pela sonda desde a sua aproximação a 6 de Agosto de 2014. Esta exposição foi produzida pela Cité de l´espace, membro do grupo para o Espaço do Ecsite, a que o Centro Ciência Viva do Algarve também pertence.
Local: CCVAlg
Preço: Gratuito com a compra da entrada no centro
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 

27/05/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema - “O tamanho do Sistema Solar”, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 20/05: 141.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1498, Vasco da Gama chegava a Calicut (India) numa viagem de exploração equivalente na época às modernas odisseias espaciais.

Em 1964, descoberta da radiação cósmica de fundo em microondas, por Robert Woodrow Wilson e Arno Penzias.
Observações: A Lua, quase Cheia, está baixa a este-sudeste ao pôr-do-Sol e brilha por cima de Marte ao cair da noite. A que horas consegue avistar o Planeta Vermelho? E quão mais tarde é que consegue discernir Antares, a pouco mais de 8º para baixo de Marte?
E Saturno, a pouco mais de 7º para a esquerda de Antares? Saturno e Antares nascem quase à mesma altura.

Dia 21/05: 142.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2010, a JAXA lança a sonda IKAROS de velas solares a bordo de um foguetão H-IIA, juntamente com a sonda Akatsuki.

Esta última passaria por Vénus no final do ano.
Observações: Lua Cheia, pelas 22:14.
A Lua, Marte e Saturno formam um bonito triângulo, baixo a sudeste depois da hora de jantar.

Dia 22/05: 143.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1783, nascia William Sturgeon, físico inglês e inventor que fez os primeiros imãs e inventou o primeiro motor elétrico inglês.
Em 1890, nascia Per Collinder, astrónomo sueco, conhecido pelo seu catálogo de enxames abertos, hoje em dia chamado Catálogo de Collinder.
Em 1969, o módulo lunar da Apollo 10 passava a 8,4 milhas náuticas (15,6 km) da superfície da Lua.

Observações: Marte em oposição, pelas 12:00.
A Lua moveu-se de perto de Marte para mais perto de Saturno.

Dia 23/05: 144.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, o satélite Explorer 1 cessa transmissões.

Observações: Trânsito da sombra de Calisto, entre as 21:52 e as 01:05 (já de dia 24).
Eclipse de Ganimedes, entre as 22:41 e as 02:10 (já de dia 24).

 
CURIOSIDADES


Os instrumentos acoplados ao radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, são tão sensíveis que poderiam "ouvir" uma chamada feita por um telemóvel em Vénus.

 
NOVO RETRATO DE MARTE PELO HUBBLE
Fotografia de Marte, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, quando o planeta estava a 80,4 milhões de quilómetros da Terra no dia 12 de maio de 2016.
Crédito: NASA, ESA, Equipa do Hubble (STScI/AURA), J. Bell (ASU), e M. Wolff (Space Science Institute)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Calotes polares brilhantes e geladas, e nuvens por cima de uma paisagem da cor da ferrugem, mas vívida, revelam Marte como um planeta sazonal e dinâmico nesta imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA no dia 12 de maio de 2016, quando Marte estava a 80,4 milhões de quilómetros da Terra. A imagem do Hubble revela detalhes tão pequenos quanto 32 a 48 km de comprimento.

A grande região escura na secção direita extrema é Syrtis Major Planitia, uma das primeiras características identificadas à superfície do planeta por observatórios do século XVII. Christiaan Huygens usou esta característica para medir a rotação de Marte (um dia marciano corresponde a aproximadamente 24 horas e 37 minutos). Hoje sabemos que Syrtis Major é um antigo e inativo vulcão escudo. Na imagem, as nuvens ao final da tarde cercam o seu pico.

Uma grande característica oval a sul de Syrtis Major é a brilhante bacia Hellas Planitia. Com mais ou menos 1770 km de diâmetro e 8 de profundidade, foi formada há cerca de 3,5 mil milhões de anos atrás pelo impacto de um asteroide.

A área laranja no centro da imagem é Arabia Terra, uma vasta região de terras altas no norte de Marte que cobre aproximadamente 4500 km. A paisagem está densamente craterada e fortemente erodida, indicando que poderá estar entre os terrenos mais antigos do planeta. Gargantas de rios secos (demasiado pequenas para serem vistas aqui) serpenteiam pela região e desaguam nas grandes planícies norte.

A sul de Arabia Terra, correndo de este para oeste ao longo do equador, encontram-se as características escuras e longas conhecidas como Sinus Sabaeus (a este) e Sinus Meridiani (a oeste). Estas regiões mais escuras estão cobertas por rocha escura e depósitos de areia fina "moída" por fluxos de lava antigos e outras características vulcânicas. Estes grãos de areia são mais grosseiros e menos refletivos do que a poeira fina que dá às regiões mais brilhantes de Marte a sua aparência avermelhada. Os primeiros observadores de Marte mapearam estas regiões.

Por cima da região polar sul encontra-se um manto enorme de nuvens. A calote polar norte recuou para um tamanho comparativamente pequeno porque nesse hemisfério o verão está a chegar ao fim. O Hubble fotografou uma nuvem lateral e fina da tarde que se prolongava por pelo menos 1600 km a latitudes médias a norte. As primeiras nuvens e névoas da manhã estendem-se ao longo do limbo ocidental.

A nova imagem de Marte, com a indicação das grandes características à face do planeta.
Crédito: NASA, ESA, Equipa do Hubble (STScI/AURA), J. Bell (ASU), e M. Wolff (Space Science Institute)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Este hemisfério de Marte contém os locais de aterragem de várias missões robóticas da NASA, incluindo a Viking 1 (1976), a Mars Pathfinder (1997) e o ainda operacional rover Opportunity. Os locais de pouso dos rovers Spirit e Curiosity estão localizados no outro lado do planeta.

Esta observação foi feita apenas alguns dias antes de Marte alcançar a oposição de dia 22 de maio, quando o Sol e Marte estarão exatamente nos lados opostos da Terra, e quando Marte estiver a uma distância de 75,3 milhões de quilómetros. Marte é especialmente fotogénico durante a oposição porque pode ser visto totalmente iluminado pelo Sol a partir da Terra.

As aproximações bienais entre Marte e a Terra não são todas iguais. A órbita de Marte em torno do Sol é marcadamente elíptica; as aproximações à Terra podem variar entre os 56,3 e os 101,3 milhões de quilómetros.

Ocorrem porque a cada dois anos a órbita da Terra "alcança" a órbita de Marte, alinhando o Sol, a Terra e Marte numa linha reta, de modo que Marte e o Sol estão em lados "opostos" da Terra. Este fenómeno é o resultado da diferença de períodos orbitais entre a órbita da Terra e a órbita de Marte. Enquanto a Terra demora os normais 365 dias a completar uma volta em torno do Sol, Marte leva 687 dias terrestres a fazer uma volta em torno da nossa estrela. Como resultado, a Terra completa quase duas órbitas completas no tempo que Marte leva a fazer apenas uma, resultando na ocorrência de oposições de Marte mais ou menos a cada 26 meses.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
A nova imagem de Marte e planetas pelo Hubble (NASA via YouTube)
Universidade Estatal do Arizona
Hubblesite
Sky & Telescope
SPACE.com
EarthSky
PHYSORG
(e) Science News
ScienceDaily
National Geographic
Discovery News
Reuters
TIME
Gizmodo
The Verge

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Syrtis Major:
Wikipedia
Google Mars

Hellas Planitia:
Wikipedia
Google Mars

Arabia Terra:
Wikipedia
Google Mars

Sinus Sabaeus:
Wikipedia
Google Mars

Sinus Meridiani:
Wikipedia
Google Mars

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
CINTURA DE COMETAS EM REDOR DE SISTEMA MULTIPLANETÁRIO APONTA PARA PLANETAS ESCONDIDOS OU ERRANTES

Usando o observatório ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) no Chile, os astrónomos fizeram a primeira imagem de alta-resolução da cintura de cometas (uma região análoga à Cintura de Kuiper no nosso próprio Sistema Solar, onde Plutão e muitos outros objetos mais pequenos se encontram) em redor de HR 8799, a única estrela onde vários planetas foram fotografados diretamente.

A forma deste disco de poeira, particularmente a sua orla interna, é surpreendentemente inconsistente com as órbitas dos planetas, sugerindo que ou mudaram de posição com o passar do tempo ou que existe pelo menos mais um planeta ainda por descobrir. Os astrónomos divulgaram os seus resultados num artigo publicado na revista Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real.

Imagem obtida pelo ALMA da estrela HR 8799 (centro) e dos seus arredores. A inserção mostra a estrela e os quatro exoplanetas observados diretamente. O disco, juntamente com as suas irregularidades recentemente descobertas, pode ser visto em tons de azul. A linha branca indica uma distância de 100 UA (unidade astronómica), em que 1 UA é a distância média entre a Terra e o Sol.
Crédito: Booth et al., ALMA (NRAO/ESO/NAOJ)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Estes dados permitem-nos ver, pela primeira vez, a margem interna deste disco," explica Mark Booth da Pontificia Universidad Católica do Chile e autor principal do estudo. "Ao estudarmos as interações entre os planetas e o disco, esta nova observação mostra que ou os planetas que vemos já tiveram órbitas diferentes no passado, ou que existe pelo menos um outro planeta no sistema que é demasiado pequeno para ser detetado."

O disco, que cobre uma região entre 150 a 420 vezes a distância Sol-Terra, é produzido pelas colisões de corpos cometários nos confins deste sistema estelar. O ALMA foi capaz de obter imagens da emissão de pedaços de detritos milimétricos no disco; segundo os cientistas, o pequeno tamanho destes grãos de poeira sugere que os planetas no sistema são maiores que Júpiter. As observações anteriores com outros telescópios não detetaram esta discrepância no disco.

Não se sabe se esta diferença é devida à baixa resolução das observações anteriores ou se devida aos diferentes comprimentos de onda que são sensíveis aos diferentes tamanhos dos grãos, que seriam distribuídos de forma ligeiramente diferente. HR 8799 é uma estrela jovem com aproximadamente 1,5 vezes a massa do Sol localizada a 129 anos-luz da Terra na direção da constelação de Pégaso.

"Esta é a primeira vez que um sistema multiplanetário com poeira em órbita é fotografado, permitindo a comparação direta com a formação e dinâmica do nosso próprio Sistema Solar," explica Antonio Hales, coautor do estudo no NRAO (National Radio Astronomy Observatory) em Charlottesville, no estado americano de Virginia.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
12/03/2013 - Astrónomos levam a cabo primeiro reconhecimento remoto de sistema estelar
14/12/2010 - Fotografado primeiro sistema com quatro exoplanetas
03/09/2010 - Espectro de jovem exoplaneta gasoso contém resultados surpreendentes
16/04/2010 - Modesto telescópio terrestre fotografa três exoplanetas
15/11/2008 - Grandes descobertas: primeiras imagens de planetas em torno de outras estrelas

Notícias relacionadas:
Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
Sociedade Astronómica Real (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real
PHYSORG
UPI

HR 8799:
Wikipedia
Exoplanet.eu

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

 
OCULTAÇÕES ESTELARES PELA ATMOSFERA DE PLUTÃO; PRIMEIROS DADOS CIENTÍFICOS DE OBJETO PÓS-PLUTÃO

Cientistas da equipa da New Horizons da NASA dizem que a sonda conseguiu observar as primeiras ocultações de estrelas ultravioletas pela atmosfera de Plutão, uma meta importante da missão. Estes dados, armazenados na memória digital da New Horizons desde o encontro do último verão e só recentemente transmitidos para a Terra, confirmam várias grandes descobertas sobre a atmosfera de Plutão.

Aproximadamente quatro horas depois da maior aproximação da New Horizons por Plutão, no dia 14 de julho de 2015 - quando estava aproximadamente 320.000 km para lá do planeta anão - o espectrómetro ultravioleta Alice a bordo da sonda "assistiu" à passagem de duas estrelas ultravioletas brilhantes por trás de Plutão e da sua atmosfera. A luz de cada estrela diminuiu enquanto passava pelas camadas cada vez mais profundas da atmosfera de Plutão, absorvida por vários gases e neblinas.

Esta ilustração mostra como o espectrómetro Alice da New Horizons "observou" a passagem de duas estrelas por trás de Plutão e da sua atmosfera. A luz de cada estrela diminuiu enquanto passava por camadas cada vez mais profundas da atmosfera, absorvida por vários gases e neblinas.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Tal como a ocultação solar que o espectrómetro Alice observou meras horas antes - quando usou a luz solar para fazer observações parecidas - estas ocultações estelares forneceram informações acerca da composição e estrutura da atmosfera de Plutão. Ambas as ocultações estelares revelaram impressões digitais espectrais do azoto (também chamado nitrogénio), hidrocarbonetos como metano e acetileno, e até mesmo neblina, como a ocultação solar pouco tempo antes.

Os resultados da ocultação solar e das duas ocultações estelares também são consistentes em termos de pressão vertical e estrutura de temperatura da atmosfera superior de Plutão. Isto significa que os perfis verticais da atmosfera superior de azoto, metano e os hidrocarbonetos observados são semelhantes ao longo de muitas localizações em Plutão.

Estes resultados confirmam os achados da ocultação solar do instrumento Alice, que a temperatura da atmosfera superior é 25% mais fria e, portanto, mais compacta do que os cientistas previram antes do encontro da New Horizons. Isto também confirma, ainda que indiretamente, o resultado da análise e modelagem da observação solar de que a velocidade de fuga do azoto é cerca de 1000 vezes menor do que o esperado antes do "flyby".

New Horizons recolhe primeiros dados científicos de objeto pós-Plutão

Aproximando-se de uma possível missão prolongada enquanto acelera pelo espaço profundo, a sonda New Horizons já observou duas vezes o objeto 1994 JR1, um objeto da Cintura de Kuiper com 145 km de diâmetro que orbita a mais de 5 mil milhões de quilómetros do Sol. Os membros da equipa científica usaram estas observações para revelar novos factos acerca deste remanescente distante do início do Sistema Solar.

Captadas com o instrumento LORRI (Long Range Reconnaissance Imager) da sonda nos dias 7 e 8 de abril, a uma distância de 111 milhões de quilómetros, as imagens quebram o próprio recorde da sonda para as imagens mais próximas de sempre deste KBO, em novembro de 2015, quando a New Horizons detetou JR1 a 280 milhões de quilómetros de distância.

As primeiras duas de 20 observações que a New Horizons fez de 1994 JR1 em abril de 2016. O objeto da Cintura de Kuiper é o ponto que se move, indicado pela seta. Os pontos que não se movem são estrelas de fundo. A característica em cima e à esquerda é o reflexo interno da câmara (uma espécie de selfie), provocado pela iluminação de uma estrela muito brilhante mesmo para lá do campo de visão do LORRI; mostra os três braços que suportam o espelho secundário do LORRI.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Simon Porter, membro da equipa científica da New Horizons e do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado americano do Colorado, disse que as observações contêm vários achados valiosos. "A combinação das observações de novembro de 2015 com as de abril de 2016 permitiu-nos identificar a localização de JR1 até 1000 km, muito melhor do que qualquer outro KBO pequeno," acrescentando que a órbita mais precisa também permite com que a equipa dissipe uma teoria, sugerida há vários anos atrás, de que JR1 era um quási-satélite de Plutão.

Do ponto de vista das observações de abril de 2016, a equipa também determinou o período de rotação do objeto, observando as mudanças na luz refletida da superfície de JR1 para determinar que completa uma rotação a cada 5,4 horas. "É relativamente rápido para um KBO," afirma John Spencer, membro da equipa científica, também do SwRI. "Faz tudo parte da emoção de explorar novos lugares e de ver coisas nunca antes vistas."

Os cientistas da New Horizons usaram dados da curva de luz - variações no brilho da luz refletida pela superfície - para determinar o período de rotação de JR1.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Spencer acrescentou que estas observações são um grande treino para possíveis olhares, de perto, de aproximadamente outros 20 KBO ainda mais antigos que podem surgir durante os próximos anos, caso a NASA aprove a extensão da missão. A New Horizons passou pelo sistema de Plutão no dia 14 de julho de 2015, fazendo as primeiras observações, de perto, do planeta anão e das suas cinco luas. A nave dirige-se para mais uma passagem ultra-rasante por outro objeto da Cintura de Kuiper, 2014 MU69, a realizar-se no dia 1 de janeiro de 2019.

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
10/05/2016 - Hidra, a lua gelada de Plutão
06/05/2016 - Estudo descobre que a interação de Plutão com o vento solar é única
08/04/2016 - New Horizons preenche lacuna nas observações do ambiente espacial
18/03/2016 - Artigos científicos revelam novos aspetos de Plutão e das suas luas
04/03/2016 - Neva metano nos picos de Plutão
01/03/2016 - Os desfiladeiros gelados do polo norte de Plutão
23/02/2016 - Caronte, a Lua "Hulk" de Plutão: um possível antigo oceano?
09/02/2016 - As misteriosas colinas flutuantes de Plutão
22/12/2015 - Novas descobertas da New Horizons moldam o conhecimento de Plutão e das suas luas
08/12/2015 - New Horizons transmite as primeiras das melhores imagens de Plutão
10/11/2015 - Quatro meses depois da passagem por Plutão, continuam as descobertas da New Horizons
20/10/2015 - Novas imagens de Plutão e Caronte
09/10/2015 - New Horizons encontra céus azuis e água gelada em Plutão
02/10/2015 - Caronte, a grande lua de Plutão, revela uma história colorida mas violenta
25/09/2015 - Plutão continua a impressionar
18/09/2015 - Plutão deslumbra em espetacular novo panorama retroiluminado
11/09/2015 - Novas imagens de Plutão pela New Horizons: é complicado
08/09/2015 - New Horizons começou fase intensiva de envio dos dados
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"
28/07/2015 - New Horizons encontra neblina, "glaciares" em Plutão
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema Solar longínquo

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NASA - 2 (comunicado de imprensa)
Astronomy
SPACE.com
Universe Today
COSMOS
Gizmodo

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

1994 JR1:
NASA
Wikipedia

New Horizons:
Página oficial
NASA
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TAMBÉM EM DESTAQUE
  Canibalismo estelar transforma estrela em anã castanha (via Sociedade Astronómica Real)
Os astrónomos detetaram um objeto sub-estelar que já foi uma estrela, depois de ser consumida pela sua anã branca companheira. O sistema binário J1433, a 730 anos-luz de distância, consiste de um objeto de baixa massa - cerca de 60 vezes a massa de Júpiter - numa órbita extremamente íntima de 78 minutos em redor de uma anã branca. Ler fonte
     
  Oceano de Europa poderá ter equilíbrio químico parecido com o da Terra (via NASA)
Um novo estudo da NASA que modelou condições no oceano da lua gelada de Júpiter, Europa, sugere que o equilíbrio necessário de energia química para a vida pode aí existir, mesmo que à lua falte atividade vulcânica hidrotermal. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Superfície de Europa
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAJPL-CaltechInstituto SETI
 
Esta imagem foi melhorada digitalmente e cobre uma área de 350 por 750 km da superfície da lua de Júpiter, Europa. A ampliação combina dados de imagem de alta-resolução com dados de cor de mais baixa resolução, obtidos durante observações da sonda Galileu realizadas em 1998. Pensa-se que as planícies geladas e lisas, as fraturas longas e os blocos desordenados de terreno caótico escondem, por baixo, um oceano profundo de água líquida salgada. Embora este mundo extraterrestre, oceânico mas coberto de gelo esteja fora da zona habitável do Sistema Solar, novos estudos mostram a química potencial que alimenta a sua produção de oxigénio e hidrogénio, um indicador-chave da energia disponível para a vida, que poderá conceber quantidades comparáveis em escala com o planeta Terra. O hidrogénio poderá ser produzido por reações químicas da água salgada em contacto com o chão rochoso oceânico. O oxigénio e outros compostos que reagem com o hidrogénio vêm da superfície de Europa. Aí, as moléculas de água gelada são separadas pelo fluxo intenso de radiação altamente energética de Júpiter e dirigidas para o oceano de Europa por baixo.
 

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