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Edição n.º 1128
30/12 a 01/01/2015
 
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30/01/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 30/12: 364.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1924, Edwin Hubble anuncia a existência de outras galáxias.
Em 2000, dá-se a passagem das sondas acopladas Cassini-Huygens por Júpiter.

Passam a 9,721,846 km do topo das nuvens de Júpiter à medida que recebem um impulso gravitacional para a última parte da viagem até Saturno.
Observações: Com o Inverno no Hemisfério Norte já no seu caminho, Orionte encontra-se baixo a Este-Sudeste ao início da noite. Se estiver oculto por árvores ou prédios, para onde poderá vê-lo a emergir? Desenhe uma linha a partir das Plêiades até Aldebarã e continue para baixo; a linha aponta para a parte de Norte de Orionte.

Dia 31/12: 365.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2011, a NASA consegue colocar em órbita lunar a primeira das duas sondas GRAIL.

Observações: Depois da meia-noite e da entrada no novo ano, saia para a rua e observe o céu a partir de um local escuro. Olhe para Sul. Aí brilha Sirius, quase ao mais alto possível. Para cima e para a direita encontra-se Orionte. Para cima e para a esquerda de Sirius está Procyon. A Lua está situada a Oeste. Júpiter domina o céu a Este-Sudeste.

Dia 01/01: 1.º dia do calendário gregoriano.
História: No ano 45 AC, começa o calendário Juliano.
Em 1801, Giuseppe Piazzi, monge italiano, descobre Ceres, o primeiro asteróide observado entre Marte e Júpiter, agora classificado como planeta-anão.
Em 1925, numa reunião da Sociedade Astronómica Americana e da Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência em Washington, D.C., Edwin Hubble reporta que encontrou cefeidas nas "nebulosas espirais", o que levaria ao declínio da hipótese que dizia que a nossa Via Láctea seria o todo do Universo.

A descoberta de Hubble levaria à descoberta que vivemos numa de muitas galáxias. 
Em 2012, a NASA consegue colocar em órbita lunar a segunda das duas sondas GRAIL
Observações: Eclipse de Ganimedes, entre as 03:14 e as 07:05.
Eclipse de Europa, entre as 04:00 e as 06:54.
Trânsito da sombra de Io, entre as 04:25 e as 06:44.
Trânsito de Io, entre as 05:14 e as 07:34.
Ocultação de Europa, entre as 05:37 e as 08:31.

 
CURIOSIDADES


O enxame galáctico de Virgem contém aproximadamente 1300 galáxias (talvez até 2000).

 
RETROSPECTIVA ASTRONÓMICA DE 2014

O ano de 2014 esteve recheado de eventos astronómicos. Ao longo dos últimos 12 meses, os cientistas fizeram enormes progressos no estudo de Marte, tivémos dois encontros próximos com cometas, descobrimos muitos exoplanetas, e muito mais. É o suficiente para ficarmos ansiosos por ver o que 2015 nos reserva.

Aqui ficam alguns dos destaques do ano.


Fim da missão Venus Express

Este mês que termina viu o fim da missão de oito anos da Venus Express no planeta, após uma série de mergulhos ousados em parte da atmosfera para aprender mais sobre as suas propriedades.

Visualização da manobra de travagem da Venus Express.
Crédito: ESA-C. Carreau
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda sobreviveu as manobras de aerotravagem, mas ficou sem combustível depois de algumas queimas com o objectivo de subir a sua órbita. Dentro em breve irá fazer o seu mergulho final na atmosfera.

A missão foi produtiva, com descobertas que vão desde uma rotação desacelerada a "glórias" misteriosas.

Notícias relacionadas:
19/12/2014 - Venus Express cai suavemente na noite
20/05/2014 - Venus Express prepara-se para dar mergulho atmosférico 


Ano histórico na exploração de Marte

Foram reveladas novas informações sobre o Planeta Vermelho, juntamente com novas pistas sobre a possibilidade de já ter suportado condições para a vida. 2014 também assinala o 50.º aniversário do lançamento da primeira sonda a Marte.

Em Dezembro, os cientistas que trabalham com o rover Curiosity anunciaram a descoberta de químicos orgânicos (aqueles que contêm carbono e são os blocos de construção da vida na Terra), com base na análise de rochas perfuradas em Maio de 2013. Os cientistas realçam que as suas descobertas não indicam a presença de vida passada ou presente em Marte - mas abre a porta a tal possibilidade.

Esta imagem ilustra possíveis métodos para o aparecimento de metano na atmosfera de Marte (fontes) e subsequente remoção. O rover Curiosity detectou flutuações na concentração de metano na atmosfera, o que implica que ambos os tipos de actividade ocorrem actualmente em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SAM-GSFC/Univ. de Michigan
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Além disso, também confirmaram a detecção de metano pelo rover, apesar de não ter encontrado vestígios no ano passado.

O já "velhinho" rover Opportunity, com quase 11 anos, debate-se com problemas de memória, mas ainda se mexe e bateu o recorde de maior distância já percorrida à superfície de outro mundo (41 quilómetros).

A sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA chegou ao Planeta Vermelho no dia 21 de Setembro, mesmo a tempo de observar a passagem do Cometa Siding Spring. A missão está a focar-se em descobrir os eventos que mudaram o planeta de um mundo com lagos e rios para um deserto árido e seco.

Impressão de artista da sonda MAVEN com o planeta Marte como fundo.
Crédito: NASA/Goddard
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Apenas dois dias depois da chegada da MAVEN, foi a vez da missão MOM (Mars Orbiter Mission) da Índia. A MOM transporta uma câmara (que já capturou algumas imagens espectaculares) e quatro instrumentos científicos que vão estudar a superfície e atmosfera do planeta.

Rover Curiosity:
19/12/2014 - Rover Curiosity encontra química orgânica, passada e presente, em Marte
12/12/2014 - Rover Curiosity encontra pistas de como a água ajudou a moldar a paisagem marciana
07/11/2014 - Rover Curiosity encontra correspondência de minerais
12/09/2014 - Rover Curiosity chega ao Monte Sharp
24/06/2014 - Curiosity celebra primeiro ano marciano com sucessos da missão

Rover Opportunity:
24/01/2014 - Opportunity completa 10 anos: novos achados de antigo rover

MAVEN:
19/12/2014 - MAVEN identifica elos da cadeia que leva a perda atmosférica
23/09/2014 - MAVEN chega a Marte, amanhã é a vez da indiana Mangalyaan
19/09/2014 - MAVEN chega a Marte este fim-de-semana 

MOM:
26/09/2014 - MOM entra com sucesso em órbita de Marte


Siding Spring passa por Marte

Tivémos uma rara oportunidade de assistir à passagem rasante de um cometa por Marte. Não perto o suficiente para colocar em perigo as sondas em órbita, mas definitivamente perto o suficiente para afectar a sua atmosfera!

Impressão de artista do Cometa Siding Spring a aproximar-se de Marte. As sondas marcianas também são aqui visíveis, preparando-se para fazer observações científicas deste encontro único.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O Siding Spring chamou a atenção de todos ao longo do ano, e não desapontou. As várias missões no Planeta Vermelho vislumbraram a passagem, a partir de órbita e inclusivé à superfície. Provavelmente criou uma chuva de meteoros e pode ter alterado a atmosfera marciana para sempre.

Notícias relacionadas:
11/11/2014 - Sondas marcianas revelam efeitos da passagem do Siding Spring na atmosfera de Marte
17/10/2014 - Cometa Siding Spring passa este fim-de-semana por Marte
10/10/2014 - NASA prepara frota científica para encontro de cometa com Marte
29/07/2014 - Sondas marcianas preparam-se para encontro com cometa
01/04/2014 - Hubble avista cometa que passará por Marte


Primeiro pouso num cometa

No que foi sem sombra de dúvida o feito astronómico mais mediático do ano, a ESA aterrou um pequeno módulo num cometa. O Philae conseguiu levar a cabo um estudo breve da rocha espacial antes de perder energia e entrar em modo de hibernação.

A sonda-mãe do Philae, Rosetta, viajou durante 10 anos e percorreu 6,4 mil milhões de quilómetros até alcançar o Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Quando aí chegou, descobrimos que o cometa se parecia com um "patinho de borracha".

Imagem do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pela câmara OSIRIS da Rosetta, obtida a 3 de Agosto a partir de uma distância de 285 km.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para a Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No dia 12 de Novembro, o Philae libertou-se da Rosetta e viajou os restantes 510 km até ao seu alvo cometário. O Philae pousou na área prevista, mas os arpões, desenhados para mantê-lo preso à superfície, não funcionaram. O Philae saltou duas vezes antes de assentar de vez.

O Philae funciona a energia solar, e a região onde estacionou está à sombra. Incapaz de recarregar a bateria, o Philae está em modo de hibernação.

Antes de se desligar, conseguiu realizar algumas tarefas científicas. Os instrumentos a bordo do módulo detectaram moléculas orgânicas na composição do cometa. Um dos instrumentos também tentou "martelar" a superfície do cometa e descobriu-se que era dura como gelo.

Notícias relacionadas:
12/12/2014 - Rosetta alimenta debate sobre origem dos oceanos da Terra
28/11/2014 - Onde diabos pousou o Philae?
21/11/2014 - Primeiros resultados científicos do Philae
18/11/2014 - Philae completa missão principal antes de hibernar
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
21/01/2014 - "Bela Adormecida" da ESA acorda do seu sono profundo
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar


Grandes descobertas exoplanetárias

Este ano que está a terminar foi extremamente rico para o campo da ciência exoplanetária: o número de mundos alienígenas conhecidos praticamente duplicou para quase 2000.

As descobertas exoplanetárias costumam vir "às gotas", mas em Fevereiro a equipa do Kepler "abriu a torneira": os cientistas anunciaram que o telescópio tinha avistado 715 novos mundos para lá do Sistema Solar, quase duplicando a população conhecida de uma só vez. Mais de 90% destes planetas são mais pequenos que Neptuno, e quatro deles são mundos habitáveis com menos de 2,5 vezes o tamanho da Terra.

Em Abril, cientistas anunciaram a descoberta de Kepler-186f, o primeiro planeta do tamanho da Terra que habita na zona habitável da sua estrela-mãe. O planeta está situado a 490 anos-luz da Terra e é apenas 10% maior que o nosso planeta. Não é o gémeo da Terra como os astrónomos queriam; orbita uma anã vermelha, uma estrela mais pequena e ténue que o Sol.

Impressão de artista de Kepler-186f, o primeiro planeta do tamanho da Terra validado, em órbita de uma estrela distante, na sua zona habitável.
Crédito: NASA Ames/Instituto SETI/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Kepler-186f não é o único planeta descoberto este ano talvez capaz de suportar vida. Um exoplaneta chamado Gliese 832c é também potencialmente habitável - está a apenas 16 anos-luz de distância. Esta super-Terra, com pelo menos cinco vezes a massa do nosso planeta, também orbita uma anã vermelha.

Outra descoberta relevante foi a de Kepler-10c, um planeta com 17 vezes a massa da Terra. Pensava-se que estes mundos tão maciços eram principalmente gasosos, mas Kepler-10c é rochoso. É, portanto, o primeiro membro conhecido de uma nova classe de exoplanetas, as "mega-Terras". Este exoplaneta orbita uma estrela parecida com o Sol a 560 anos-luz da Terra.

Tal como os planetas rochosos aparentemente podem ser muito maiores do que se pensava, os mundos gasosos podem ser surpreendentemente pequenos. Esta é a conclusão de outro estudo levado a cabo em 2014, que definiu a classificação de exoplanetas "anões gasosos". Depois de estudarem mais de 600 exoplanetas recém-descobertos pelo Kepler, os cientistas determinaram que mundos com menos de 1,7 vezes o tamanho da Terra são provavelmente rochosos, e aqueles com pelo menos 3,9 vezes o tamanho do nosso planeta são gasosos. A maioria dos mundos entre estes dois extremos são provavelmente "anões gasosos", planetas com núcleos rochosos e espessas atmosferas de hidrogénio-hélio que nunca cresceram até ao tamanho de Saturno, Júpiter ou de outros gigantes de gás.

Os astrónomos também podem ter detectado a lua de um mundo exoplanetário pela primeira vez em 2014, mas nunca ficaremos a saber com certeza. A equipa usou a técnica de microlentes gravitacionais para observar a passagem de um objecto à frente de uma estrela, objecto este que poderia ou ser um planeta (flutuante, livre de estrela-mãe) com uma exolua, ou uma pequena estrela que albergava um planeta com cerca de 18 vezes a massa da Terra. Infelizmente, não temos nenhuma maneira de acompanhar ou verificar a descoberta, porque os eventos de microlentes são encontros aleatórios. Por isso, a busca pela primeira exolua confirmada continua.

A caça exoplanetária original do Kepler terminou em Maio de 2013. Mas a equipa desenvolveu um método de estabilizar o observatório e a NASA deu luz-verde ao início do projecto K2, que procura exoplanetas, explosões de supernovas e outros fenómenos cósmicos. O primeiro planeta da missão K2 foi anunciado em Dezembro, um mundo chamado HIP 116454b, 2,5 vezes maior que a Terra e a 160 anos-luz de distância.

Também este ano, os astrónomos anunciaram a descoberta de Kapteyn b, uma super-Terra que orbita na zona habitável de uma anã vermelha localizada a apenas 13 anos-luz do nosso Sistema Solar. Kapteyn b tem 11,5 mil milhões de anos, o que o torna no planeta mais antigo que pode ser capaz de suportar vida. Colocando essa idade em perspectiva: a Terra tem menos de 4,6 mil milhões de anos e o Universo surgiu há 13,8 mil milhões de anos. Se a vida nasceu no início da história de Kapteyn b, teve muito tempo para evoluir.

Impressão artística do exoplaneta potencialmente habitável Kapteyn b, em comparação com a Terra. Kapteyn b é aqui representado como um velho e frio "planeta oceano" com uma rede de canais por baixo de uma fina camada de nuvens. O tamanho relativo do planeta na figura assume uma composição rochosa mas pode ser maior para uma composição de gelo/gás.
Crédito: PHL @ UPR Arecibo
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Este ano, pela primeira vez, os astrónomos encontraram um planeta rochoso numa órbita semelhante à da Terra em torno de uma estrela pertencente a um sistema binário. Conhecido como OGLE-2013-BLG-0341LBb, está a 3000 anos-luz da Terra e é provavelmente demasiado frio para suportar vida como a conhecemos (orbita uma anã vermelha). Não é o primeiro exoplaneta a ser descoberto num sistema binário, nem o primeiro a orbitar apenas uma das duas estrelas do sistema, mas a descoberta é importante porque mostra que os planetas rochosos podem formar-se relativamente longe das suas estrelas, mesmo em sistemas binários. A sua existência sugere que os planetas habitáveis podem ser mais comuns que os cientistas supunham: metade de todas as estrelas da Via Láctea pertencem a sistemas binários.

Outras descobertas do Kepler:
25/07/2014 - A medição mais precisa do tamanho de um exoplaneta
22/07/2014 - Descoberto exoplaneta de trânsito com o ano mais longo conhecido
07/02/2014 - Kepler descobre um planeta muito oscilante
07/01/2014 - Kepler fornece informações sobre planetas enigmáticos mais ubíquos, cinco novos planetas rochosos
07/01/2014 - Recém-descoberto planeta tem a massa da Terra mas é gasoso

Kepler-186f:
18/04/2014 - Kepler descobre primeiro planeta do tamanho da Terra na zona habitável de outra estrela

Gliese 832c:
27/06/2014 - Super-Terra vizinha à distância ideal mas com condições extremas

HIP 116454b:
23/12/2014 - Kepler renasce, faz primeira descoberta exoplanetária da nova missão

Kepler-10c:
03/06/2014 - Astrónomos descobrem um novo tipo de planeta: "mega-Terra"

Exolua:
11/04/2014 - Lua distante ou estrela fraca? Encontrada possível exolua

Kapteyn b:
06/06/2014 - Astrónomos descobrem mundos antigos de outra galáxia, à nossa porta

OGLE-2013-BLG-0341LBb:
08/07/2014 - Mundo gelado descoberto em sistema binário

Outras descobertas exoplanetárias:
07/11/2014 - Imagem revolucionária obtida pelo ALMA revela génesis planetária
10/10/2014 - Hubble mapeia a temperatura e vapor de água em exoplaneta extremo
30/09/2014 - Sinais de formação de sistema planetário em torno da estrela HD169142
26/09/2014 - Telescópios encontram céus limpos e vapor de água em exoplaneta
09/09/2014 - Evidências de formação planetária a 335 anos-luz da Terra
25/07/2014 - Hubble descobre que três exoplanetas são surpreendentemente secos
08/07/2014 - Dois mundos potencialmente habitáveis afinal parecem ser ilusões cósmicas
03/06/2014 - 100 milhões de planetas na nossa Galáxia podem albergar vida complexa
30/05/2014 - Pôr-do-Sol em Titã revela a complexidade de exoplanetas nublados
16/05/2014 - Planeta estranho, muito distante da sua estrela
02/05/2014 - Medida pela primeira vez a duração de um dia num exoplaneta
25/04/2014 - Resolvidos mistérios de sistema planetário próximo
04/03/2014 - Uma estrela pequena, um planeta pequeno... pelo menos!
28/02/2014 - Missão Kepler anuncia 715 novos mundos
28/02/2014 - Detecção de vapor de água na atmosfera de um Júpiter quente
04/02/2014 - Procurando vida nos locais errados
17/01/2014 - Encontrado primeiro planeta em torno de uma gémea solar pertencente a um enxame estelar
03/01/2014 - Hubble vê super-mundos nublados


Também em destaque: asteróide com anéis, planetas anões, supernova

Em Março, o Observatório La Silla anuncia a descoberta de um sistema de anéis em torno do asteróide Chariklo. É o objecto mais pequeno até agora com anéis e apenas o quinto corpo no Sistema Solar.

O ano de 2014 também fica marcado pelas descobertas de mais uns quantos planetas-anões. Em Março foi anunciada a descoberta de 2012 VP113, agora o objecto conhecido mais longínquo do Sistema Solar. Poucos dias depois, a mesma equipa anunciou a descoberta de outros dois potenciais anões, 2013 FY27 e 2013 FZ27, situados na Cintura de Kuiper. Em Janeiro, o Herschel descobriu vapor de água em Ceres, a primeira detecção inequívoca do género num objecto da cintura de asteróides.

Em meados de Janeiro, descobriu-se uma supernova na galáxia M82, SN 2014J, a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância. É a supernova, do tipo Ia, mais próxima dos últimos anos. A sua proximidade tem um grande impacto na compreensão das supernovas deste tipo, pois são usadas para determinar a escala de distâncias extragalácticas.

Imagem de M82 e da supernova SN 2014J, capturada pelo observatório Swift. A seta amarela aponta para a supernova. A foto foi capturada no dia 22 de Janeiro. Os tons azuis correspondem a ultravioleta, verdes a perto do UV, e os vermelhos a luz visível.
Crédito: NASA/Swift/P. Brown, TAMU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Chariklo:
28/03/2014 - Primeiro sistema de anéis descoberto em torno de um asteróide

Planetas anões:
04/04/2014 - Descobertos dois novos planetas anões
28/03/2014 - Novo planeta anão para lá da órbita de Plutão
24/01/2014 - Herschel descobre vapor de água em torno do planeta anão Ceres

SN 2014J:
18/02/2014 - Como SN 2014J vai ajudar a determinar a escala de distâncias extragalácticas e o seu impacto na cosmologia
24/01/2014 - Supernova descoberta em M82


(estas são apenas algumas das histórias que fizeram parte da cobertura astronómica do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve para o ano que termina. Para ver a cobertura completa, consulte o Arquivo de notícias de 2014 no nosso website)

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - O Sol em raios-X pelo NuSTAR
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NuSTARSDONASA
 
Porque é que as regiões por cima das manchas solares são tão quentes? As próprias manchas solares são um pouco mais frias que a superfície solar em redor porque os campos magnéticos que as criam reduzem o aquecimento por convecção. Por isso, é invulgar que as regiões por cima - mesmo até muito mais acima, na coroa do Sol - possam ser centenas de vezes mais quentes. Para ajudar descobrir a causa, a NASA apontou o satélite NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array), em órbita da Terra, para o Sol com o seu telescópio de raios-X. Na imagem acima, o Sol é visto em ultravioleta, num tom avermelhado, imagem essa capturada pelo SDO (Solar Dynamics Observatory). A emissão detectada pelo NuSTAR está sobreposta em tons [falsos] verdes e azuis, em diferentes bandas de raios-X altamente energéticos que destacam regiões de temperaturas muito altas. As pistas sobre os mecanismos de aquecimento atmosférico do Sol podem não apenas surgir desta imagem inicial, mas de futuras imagens do NuSTAR que visam encontrar as hipotéticas nanoerupções, breves explosões de energia que conduzem o aquecimento incomum.
 

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