Programa em atualização
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EFEMÉRIDES
DIA 18/07: 199.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1921, nascia John Glenn, que em 1962 se tornou no primeiro americano a orbitar a Terra (3 órbitas). Em 1998, tornou-se, à altura, na pessoa mais velha a voar no espaço (77 anos), como membro da tripulação do vaivém Discovery (recorde agora ultrapassado).
Em 1965, lançamento do satélite russo Zond 3.
Em 1966, lançamento da Gemini 10 numa missão de 70 horas que inclui o acoplamento com um veículo de alvo Agena.
Em 1969, a Apollo 11 prepara-se para aterrar na Lua.
Em 1997, a sonda Galileo descobre uma ténue atmosfera em Europa, o mundo oceânico de Júpiter. HOJE, NO COSMOS:
Cerca de 20 minutos após o pôr-do-Sol, comece procurando muito baixo a oeste-noroeste o planeta Vénus, o mais ténue Mercúrio e uma fina Lua Crescente. Régulo e Marte são mais fracos. Binóculos ajudam.
DIA 19/07: 200.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1846 nascia Edward Pickering, espectroscopista americano pioneiro e diretor do Observatório da Universidade de Harvard entre 1876 e 1919.
Esta foi a era da introdução da fotografia na Astronomia e a coleção de chapas fotográficas iniciada durante o tempo de Pickering é ainda uma valiosa fonte de dados.
Em 1912, um meteorito com uma massa estimada de 190 kg explode sobre a cidade de Holbrook, no estado norte-americano do Arizona, provocando a queda de aproximadamente 16.000 fragmentos de detritos.
Em 1985, o Presidente George H. W. Bush decide mandar pela primeira vez um professor para o espaço. A professora Christa McAuliffe seria a primeira a bordo do vaivém espacial Challenger na missão STS-51-L, que a 28 de janeiro de 1986 explodiria 73 segundos após o lançamento. HOJE, NO COSMOS:
Agora a Lua Crescente é mais fácil de avistar baixa ao início do anoitecer, ajudando a marcar o caminho para os três planetas mencionados no dia anterior.
DIA 20/07: 201.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1969 os primeiros humanos aterram na Lua: a missão Apollo 11 com os astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin.
A maioria das pessoas não sabe que as famosas palavras de Armstrong eram para ser: "Um pequeno passo para um homem. Um grande salto para a Humanidade."
Em 1976 a sonda Viking 1 aterra em Marte e são tiradas as primeiras imagens da sua superfície.
Em 1994, o fragmento Q1 do Cometa Shoemaker-Levy 9 atinge Júpiter.
Em 1999 a sonda Liberty Bell 7 do programa Mercúrio era retirada do Oceano Atlântico.
Em 2009, cientistas encontram evidências de outro objeto que bombardeou Júpiter, exatamente 15 anos após os primeiros impactos do cometa Shoemaker-Levy 9. HOJE, NO COSMOS:
Com o passar do verão, Arcturo move-se para baixo a oeste. Arcturo forma a parte de baixo do "papagaio-de-papel" de Boieiro. Este "papagaio-de-papel" embora estreito, estende-se 23º para cima e para a direita de Arcturo, cerca de dois punhos à distância do braço esticado . O lado direito do "papagaio-de-papel" está amolgado, como se algum intruso celeste o tenha danificado.
Telescópio James Webb avista possível primeiro vislumbre das "estrelas escuras"
Estes três objetos (JADES-GS-z13-0, JADES-GS-z12-0 e JADES-GS-z11-0) foram originalmente identificados como galáxias em dezembro de 2022 pelo levantamento JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey). Agora, uma equipa que inclui Katherine Freese, da Universidade do Texas em Austin, especula que poderão ser, na realidade, "estrelas escuras", objetos teóricos muito maiores e mais brilhantes do que o nosso Sol, alimentados pela aniquilação de partículas de matéria escura.
Crédito: NASA/ESA
As estrelas brilham na escuridão do espaço graças à fusão, átomos que se fundem e libertam energia. Mas e se houver outra forma de energizar uma estrela?
Uma equipa de astrofísicos, incluindo Katherine Freese da Universidade do Texas em Austin, analisou imagens do JWST (James Webb Space Telescope) e encontrou três objetos brilhantes que podem ser "estrelas escuras", objetos teóricos muito maiores e mais brilhantes do que o nosso Sol, alimentados pela aniquilação de partículas de matéria escura. Se confirmadas, as estrelas escuras poderão revelar a natureza da matéria escura, um dos mais profundos problemas por resolver em toda a física.
"Descobrir um novo tipo de estrela é muito interessante por si só, mas descobrir que é a matéria escura que está a alimentá-la - isso seria incrível", disse Freese, diretora do Instituto Weinberg de Física Teórica.
Embora a matéria escura represente cerca de 25% do Universo, a sua natureza tem escapado aos cientistas. Os cientistas pensam que consiste num novo tipo de partícula elementar, e a caça à deteção dessas partículas está em curso. Entre os principais candidatos estão as WIMPs (Weakly interacting massive particles). Quando colidem, estas partículas aniquilam-se, depositando calor em nuvens de hidrogénio em colapso e convertendo-as em estrelas escuras brilhantes. A identificação de estrelas escuras supermassivas abriria a possibilidade de aprender sobre a matéria escura com base nas suas propriedades observadas.
A investigação foi publicada na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences). Para além de Freese, os coautores são Cosmin Ilie e Jillian Paulin da Universidade Colgate.
Observações posteriores das propriedades espectroscópicas dos objetos, também pelo Webb - incluindo quedas ou excesso de intensidade luminosa em certas bandas de frequência -, poderão ajudar a confirmar se estes objetos candidatos são de facto estrelas escuras.
A confirmação da existência de estrelas escuras pode também ajudar a resolver um problema criado pelo JWST: parece haver demasiadas galáxias grandes demasiado cedo no Universo para se ajustarem às previsões do modelo padrão da cosmologia.
"É mais provável que algo dentro do modelo padrão precise de ser ajustado, porque propor algo completamente novo, como nós fizemos, é sempre menos provável", disse Freese. "Mas se alguns destes objetos que se parecem com galáxias primitivas forem, na realidade, estrelas escuras, as simulações da formação galáctica encaixam melhor com as observações."
As três estrelas escuras candidatas (JADES-GS-z13-0, JADES-GS-z12-0 e JADES-GS-z11-0) foram originalmente identificadas como galáxias em dezembro de 2022 pelo levantamento JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey). Usando análise espectroscópica, a equipa do JADES confirmou que os objetos foram observados entre 320 milhões e 400 milhões de anos após o Big Bang, o que os torna alguns dos objetos mais antigos alguma vez observados.
"Quando olhamos para os dados do James Webb, há duas possibilidades concorrentes para estes objetos", disse Freese. "Uma é que são galáxias que contêm milhões de estrelas normais, de população III. A outra é que são estrelas escuras. E, acredite-se ou não, uma estrela escura tem luz suficiente para competir com uma galáxia inteira".
As estrelas escuras podem, teoricamente, crescer até atingirem vários milhões de vezes a massa do nosso Sol e até 10 mil milhões de vezes o seu brilho.
A ideia das estrelas escuras teve origem numa série de conversas entre Freese e Doug Spolyar, na altura um estudante da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. Eles perguntavam-se: O que é que a matéria escura faz às primeiras estrelas que se formam no Universo? Depois contactaram Paolo Gondolo, um astrofísico da Universidade do Utah, que se juntou à equipa. Após vários anos de desenvolvimento, publicaram o seu primeiro artigo sobre esta teoria na revista Physical Review Letters em 2008.
Estudo revela evidências de material orgânico diverso em Marte
Um novo estudo com dados do rover Perseverance da NASA relata uma deteção instrumental potencialmente consistente com moléculas orgânicas na superfície marciana, sugerindo uma habitabilidade passada do Planeta Vermelho. A investigação foi recentemente publicada na revista Nature.
Há muito que os cientistas se sentem motivados pela possibilidade de encontrar carbono orgânico em Marte e, embora as missões anteriores tenham fornecido informações valiosas, a investigação mais recente introduz uma nova linha de evidências que contribui para a nossa compreensão de Marte. As descobertas indicam a presença de um ciclo geoquímico orgânico em Marte mais intrincado do que o anteriormente conhecido, sugerindo a existência de vários reservatórios distintos de potenciais compostos orgânicos.
O rover Perseverance encontrou moléculas orgânicas em Marte semelhantes aos químicos que deram origem à vida na Terra.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Em particular, o estudo detetou sinais consistentes com moléculas ligadas a processos aquosos, indicando que a água pode ter desempenhado um papel fundamental na diversidade da matéria orgânica em Marte. Os principais blocos de construção necessários para a vida podem ter persistido em Marte durante um período muito mais longo do que se pensava anteriormente.
Amy Williams, especialista em geoquímica orgânica da Universidade da Flórida, tem estado na vanguarda da procura dos elementos constituintes da vida em Marte. Como cientista participante na missão Perseverance, o trabalho de Williams centra-se na procura por matéria orgânica no Planeta Vermelho. O seu objetivo é detetar ambientes habitáveis, procurar potenciais materiais de vida e descobrir evidências de vida passada em Marte. Eventualmente, as amostras recolhidas pelo Perseverance serão enviadas para a Terra por futuras missões, mas será um processo complexo e ambicioso que durará muitos anos.
"A potencial deteção de várias espécies de carbono orgânico em Marte tem implicações para a compreensão do ciclo do carbono em Marte e do potencial do planeta para albergar vida ao longo da sua história", disse Williams, professora assistente no Departamento de Ciências Geológicas.
A matéria orgânica pode ser formada a partir de vários processos, não apenas os relacionados com a vida. Os processos geológicos e as reações químicas também podem formar moléculas orgânicas e estes processos são favoráveis à origem destes possíveis compostos orgânicos marcianos. Williams e a equipa de cientistas vão trabalhar para examinar melhor as fontes potenciais destas moléculas.
Até agora, o carbono orgânico só tinha sido detetado pelo módulo de aterragem Phoenix e pelo rover Curiosity através da utilização de técnicas avançadas como a análise de gases evoluídos e a cromatografia gasosa-espetrometria de massa. O novo estudo introduz uma técnica diferente que também identifica potencialmente compostos orgânicos simples em Marte.
O local escolhido para a aterragem do rover, na cratera Jezero, oferece um elevado potencial de habitabilidade passada: sendo uma antiga bacia lacustre, contém uma série de minerais, incluindo carbonatos, argilas e sulfatos. Estes minerais têm o potencial de preservar materiais orgânicos e possíveis sinais de vida antiga.
"Não esperávamos inicialmente detetar estas potenciais assinaturas orgânicas no chão da cratera Jezero", disse Williams, "mas a sua diversidade e distribuição em diferentes unidades do chão da cratera sugerem agora destinos potencialmente diferentes do carbono nestes ambientes".
Os cientistas usaram um instrumento inédito chamado SHERLOC (Scanning Habitable Environments with Raman and Luminescence for Organics and Chemicals) para mapear a distribuição de moléculas orgânicas e minerais nas superfícies das rochas. O SHERLOC emprega espetroscopia Raman e de fluorescência no ultravioleta profundo para medir simultaneamente a fraca dispersão Raman e as fortes emissões de fluorescência, fornecendo informações cruciais sobre a composição orgânica de Marte.
As descobertas marcam um importante passo em frente na nossa exploração do Planeta Vermelho, lançando as bases para futuras investigações sobre a possibilidade de vida para além da Terra.
"Estamos agora a arranhar a superfície da história do carbono orgânico em Marte", disse Williams, "e é um momento emocionante para a ciência planetária!"
Astrónomos identificam a estrela mais fria, até agora, a emitir ondas de rádio
Astrónomos da Universidade de Sydney mostraram que uma pequena e ténue estrela é a mais fria de que há registo a produzir emissões no rádio.
A "anã castanha ultrafria" examinada no estudo é uma bola de gás que ferve a cerca de 425 graus centígrados - mais fria do que uma típica fogueira - sem queimar combustível nuclear.
Em contraste, a temperatura à superfície do Sol, um inferno nuclear, é de cerca de 5600 graus.
O tamanho relativo de uma típica anã castanha. A estrela neste estudo tem entre 0,65 e 0,95 vezes o raio de Júpiter.
Crédito: NASA/JPL
Embora não seja a estrela mais fria alguma vez encontrada, é a mais fria até agora analisada com recurso à radioastronomia. Os resultados foram publicados na revista The Astrophysical Journal Letters.
O autor principal e estudante de doutoramento na Escola de Física, Kovi Rose, afirmou: "É muito raro encontrar estrelas anãs castanhas ultrafrias como esta a produzir emissões de rádio. Isso deve-se ao facto de a sua dinâmica não produzir normalmente os campos magnéticos que geram emissões de rádio detetáveis a partir da Terra.
"Encontrar esta anã castanha a produzir ondas de rádio a uma temperatura tão baixa é uma descoberta fantástica.
"Aprofundar o nosso conhecimento das anãs castanhas ultrafrias como esta vai ajudar-nos a compreender a evolução das estrelas, incluindo a forma como geram campos magnéticos."
A forma como a dinâmica interna das anãs castanhas produz por vezes ondas de rádio é uma questão em aberto. Embora os astrónomos tenham uma boa ideia de como as estrelas maiores da "sequência principal", como o Sol, geram campos magnéticos e emissões de rádio, ainda não se sabe completamente porque é que menos de 10% das estrelas anãs castanhas produzem tais emissões.
Pensa-se que a rápida rotação das anãs ultrafrias contribui para gerar os seus fortes campos magnéticos. Quando o campo magnético gira a uma velocidade diferente da da atmosfera ionizada da anã, pode criar fluxos de corrente elétrica.
Neste caso, pensa-se que as ondas de rádio são produzidas pelo fluxo de eletrões para a região polar magnética da estrela, o que, juntamente com a rotação da estrela anã castanha, está a produzir surtos de rádio que se repetem regularmente.
As estrelas anãs castanhas, assim chamadas por emitirem pouca energia ou luz, não são suficientemente massivas para iniciar a fusão nuclear associada a outras estrelas como o nosso Sol.
Rose disse: "Estas estrelas são uma espécie de elo perdido entre as estrelas mais pequenas que queimam hidrogénio em reações nucleares e os maiores planetas gigantes gasosos, como Júpiter."
A estrela, com o nome apelativo de WISE J062309.94-045624.6, está localizada a cerca de 37 anos-luz da Terra. Foi descoberta em 2011 por astrónomos do Caltech, nos Estados Unidos.
O raio da estrela situa-se entre 0,65 e 0,95 vezes o raio de Júpiter. A sua massa não é bem conhecida, mas é pelo menos quatro vezes mais massiva do que Júpiter, mas não mais do que 44 vezes mais massiva. O Sol é 1000 vezes mais massivo que Júpiter.
A análise da estrela foi efetuada por Rose utilizando novos dados do telescópio ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder) da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation) na Austrália Ocidental e seguida de observações do ATCA (Australia Telescope Compact Array) perto de Narrabri, Nova Gales do Sul, e do telescópio MeerKAT na África do Sul.
A professora Tara Murphy, coautora e Diretora da Escola de Física da Universidade de Sydney, afirmou: "Acabámos de iniciar as operações completas do ASKAP e já estamos a encontrar muitos objetos astronómicos interessantes e invulgares, como este.
"Ao abrirmos esta janela no céu no rádio, melhoraremos a nossa compreensão das estrelas que nos rodeiam e da potencial habitabilidade dos sistemas exoplanetários que albergam".
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