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Edição n.º 1306
13/09 a 15/09/2016
 
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30/09/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + OBSERVAÇÃO COM TELESCÓPIO
20:00 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema a determinar, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
 
EFEMÉRIDES

Dia 13/09: 257.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1994, a sonda Ulisses passa pelo polo sul do Sol.

Observações: Conjunção inferior de Mercúrio, pelas 00:36.
À medida que o dia se torna noite, Arcturo pisca a oeste. Vai ficando cada vez mais baixa a cada semana. E para a sua direita está Ursa Maior, cada vez mais nivelada.
Marte na sua quadratura este, pelas 20:58.

Dia 14/09: 258.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915 nascia John Dobson. Fundador do "Sidewalk Astronomers" e inventor do telescópio dobsoniano.

Ensinou muitos a construir telescópios modestos e a usá-los: "Temos a responsabilidade de mostrar aos outros como é o nosso Universo a partir de um telescópio -- e explicar o que estão a ver." 
Em 1959, a sonda soviética Luna 2 colide com a Lua, tornando-se no primeiro objeto feito pelo Homem a lá chegar.
Em 2015, o LIGO faz a primeira observação direta de ondas gravitacionais com um instrumento na Terra, usando os interferómetros gémeos localizados em Livingston, Louisiana e em Hanford, Washington. O programa anunciou ou seus achados no dia 11 de fevereiro de 2016.
Observações: Quanto tempo depois do pôr-do-Sol consegue ver o Triângulo de Verão? Olhe para este. Vega, a estrela mais brilhante do Triângulo, está praticamente no zénite (para observadores a latitudes médias norte). Deneb é a primeira estrela brilhante que encontra para este-nordeste de Vega. Altair brilha mais baixa a sudeste.

Dia 15/09: 259.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, lançamento da soviética Zond 5, tornando-se a primeira sonda a dar uma volta à Lua e a re-entrar na atmosfera da Terra.

Observações: Uma antevisão de inverno: saia à rua com a primeira luz do Sol, e o céu mostra o mesmo panorama estelar que durante o pôr-do-Sol de fevereiro. Orionte está alto a sul, Sirius e Cão Maior brilham para baixo e para a esquerda, e Gémeos ocupa uma posição alta a este.

 
CURIOSIDADES


Em 1989, a ESA lançou o satélite Hipparcos com o objetivo de catalogar e mapear o céu. Operou durante três anos e o seu catálogo, divulgado em 1997, teve um grande impacto em muitas áreas da investigação astronómica. O catálogo contém 117.955 estrelas, com posições e precisões sem precedentes, juntamente com estimativas da sua distância e movimentos pela Galáxia. O recém-lançado Star Mapper da ESA é um website que convida à exploração de alguns dos aspetos centrais dos catálogos astrométricos. Permite explorar, tridimensionalmente, a distribuição de quase 60.000 estrelas do catálogo Hiparco. A missão Gaia da ESA, lançada em 2013, tem uma tarefa idêntica, mas para mais de mil milhões de estrelas - aproximadamente 1% do conteúdo da Via Láctea e com precisão superior.

 
QUÍMICA DIZ QUE LUA É O MANTO DA PROTO-TERRA, REALOCADO
A colisão planetária: impressão de artista do impacto que criou a Lua da Terra. Uma nova investigação sugere que o impacto foi ainda mais violento do que a imagem sugere.
Crédito: Dana Berry/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Medições de um elemento em rochas terrestres e lunares refutou as hipóteses principais para a origem da Lua.

Pequenas diferenças na segregação dos isótopos de potássio entre a Lua e a Terra estavam, até recentemente, escondidas abaixo dos limites de deteção de técnicas analíticas. Mas em 2015, o geoquímico Kun Wang da Universidade de Washington, e Stein Jacobsen, professor de geoquímica da Universidade de Harvard, desenvolveram uma técnica para analisar estes isótopos que consegue atingir precisões dez vezes superiores ao melhor método anterior.

Wang e Jacobsen relatam agora diferenças isotópicas entre as rochas lunares e terrestres que fornecem a primeira evidência experimental que pode discriminar entre os dois modelos principais para a origem da Lua. Num modelo, um impacto de baixa energia deixa a proto-Terra e a Lua envoltas numa atmosfera de silicatos; no outro, um impacto muito mais violento vaporiza o bólide e a maior parte da proto-Terra, expandindo-se para formar um enorme disco superfluido a partir do qual a Lua, eventualmente, cristaliza.

O estudo isotópico, que suporta o modelo de alta-energia, foi publicado ontem na edição online da Nature. "Os nossos resultados fornecem as primeiras evidências sólidas de que o impacto realmente (em grande parte) vaporizou a Terra," afirma Wang, professor assistente de Ciências da Terra e Planetárias.

Uma crise isotópica

Em meados da década de 1970, dois grupos de astrofísicos propuseram, independentemente, que a Lua tinha sido formado pela colisão "raspante" entre um corpo do tamanho de Marte e a proto-Terra. A hipótese de impacto gigante, que explica muitas observações, como por exemplo o grande tamanho da Lua em relação à Terra e velocidade de rotação da Terra e da Lua, eventualmente tornou-se a principal hipótese para a origem da Lua.

No entanto, em 2001 um grupo de cientistas relatou que as composições isotópicas de uma variedade de elementos em rochas terrestres e lunares são quase idênticas. As análises de amostras trazidas de volta pelas missões Apollo na década de 1970 mostraram que a Lua tem as mesmas abundâncias dos três isótopos estáveis de oxigénio que a Terra.

Isto era muito estranho. Simulações numéricas do impacto previam que a maioria do material (60-80 por cento) que coalesceu para formar a Lua veio do objeto, ao invés da Terra. Mas corpos planetários que se formaram em diferentes partes do Sistema Solar têm geralmente composições isotópicas diferentes, tão diferentes que as assinaturas isotópicas servem como "impressões digitais" para planetas e meteoritos de um mesmo corpo.

A probabilidade de o corpo ter, por acaso, a mesma assinatura isotópica que a Terra, era muito pequena.

Assim, a hipótese de impacto gigante ficou com um grande problema. Explicava muitas características físicas do sistema Terra-Lua mas não a sua geoquímica. Os estudos de composição isotópica haviam criado uma "crise isotópica" para a hipótese.

Ao início, os cientistas pensavam que medidas mais precisas fossem resolver esta crise. Mas as medições mais precisas dos isótopos de oxigénio, publicadas em 2016, só confirmaram que as composições isotópicas não são distinguíveis. "Estas são as medições mais precisas que podemos fazer e, mesmo assim, são idênticas," comenta Wang.

Um "estalo", um murro ou um golpe?

"Então, as pessoas decidiram alterar a hipótese de impacto gigante," realça Wang. "O objetivo era encontrar uma maneira de fazer a Lua principalmente a partir da Terra, em vez de maioritariamente a partir do impactante. Existem muitos modelos - todos estão a tentar inventar um - mas dois têm sido muito influentes."

No modelo original de impacto gigante, a colisão derreteu uma parte da Terra e a totalidade do corpo impactante, atirando para fora algum deste material derretido, como barro numa roda de oleiro.

Um modelo proposto em 2007 acrescenta uma atmosfera de vapor de silicato em redor da Terra e o disco lunar (o disco de magma, resíduo do bólide). A ideia é que o vapor de silicato permite a troca entre a Terra, o vapor e o material no disco, antes da Lua se condensar a partir do disco derretido.

Dois modelos recentes para a formação da Lua, um que permite troca através de uma atmosfera de silicato (topo), e outro que cria uma esfera bem misturada de um fluido supercrítico (baixo), levam a previsões diferentes para os rácios dos isótopos de potássio em rochas lunares e terrestres (direita).
Crédito: Kun Wang
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Eles estão a tentar explicar as semelhanças isotópicas pela adição desta atmosfera," realça Wang, "mas ainda começam com um impacto de baixa energia como o modelo original."

Mas a troca de material através de uma atmosfera é um processo muito lento. Nunca teríamos tempo suficiente para o material se misturar bem antes de cair de volta para a Terra.

Por isso, outro modelo, proposto em 2015, assume que o impacto foi extremamente violento, tão violento que o objeto e o manto da Terra vaporizaram-se e misturaram-se para formar uma massa fundida densa/manto atmosférico sob a forma de vapor que se expandiu para preencher um espaço 500 vezes superior à Terra de hoje. À medida que esta atmosfera arrefecia, a Lua condensava-se.

A mistura completa desta atmosfera explica a composição isotópica idêntica da Terra e da Lua, diz Wang. O manto atmosférico era um "fluido supercrítico", sem fases líquidas e gasosas distintas. Os fluídos supercríticos podem passar através de sólidos como um gás e dissolver materiais como um líquido.

O porquê de o potássio ser decisivo

O artigo da Nature relata dados isotópicos de alta-precisão do potássio para uma amostra representativa de rochas lunares e terrestres. O potássio tem três isótopos estáveis, mas só dois deles, potássio-41 e potássio-39, são suficientemente abundantes para serem medidos com precisão neste estudo.

Wang e Jacobsen examinaram sete rochas lunares obtidas por missões lunares diferentes e compararam os seus rácios de isótopos de potássio com os de oito rochas terrestres representativas do manto da Terra. Descobriram que as rochas lunares eram enriquecidas com cerca de 0,4 partes por mil no isótopo mais pesado de potássio, potássio-41.

O único processo a altas temperaturas que poderia separar os isótopos de potássio desta maneira, salienta Wang, é uma condensação incompleta do potássio a partir da fase de vapor durante a formação da Lua. Em comparação com o isótopo mais leve, o isótopo mais pesado cairia, preferencialmente, para fora do vapor e condensar-se-ia.

Os cálculos mostram, no entanto, que se este processo tivesse acontecido num vácuo absoluto, levaria a um enriquecimento de isótopos pesados de potássio nas amostras lunares na ordem das 100 partes por mil, muito maior do que o valor encontrado por Wang e Jacobsen. Mas uma pressão mais alta suprimiria o fracionamento, nota. Por esta razão, ele e o colega preveem que a Lua condensou-se numa pressão superior a 10 bars, ou cerca de 10 vezes a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar.

A descoberta de que as rochas lunares são enriquecidas com o isótopo mais pesado de potássio não favorece o modelo de atmosfera de silicato, que prevê que as rochas lunares conteriam menos do isótopo pesado do que as rochas terrestres, o oposto do que os cientistas descobriram.

Em vez disso, suporta o modelo de atmosfera do manto que prevê que as rochas lunares incluiriam mais deste isótopo mais pesado do que as rochas terrestres.

Silenciosos durante milhares de milhões de anos, os isótopos de potássio encontraram finalmente uma voz, e têm bastante para contar.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
05/02/2016 - Lua foi produzida por uma colisão frontal entre a Terra e um planeta em formação
04/04/2014 - Nova pesquisa descobre "relógio geológico" que ajuda a determinar a idade da Lua
19/10/2012 - Novo estudo reforça ideia que Lua foi formada a partir de gigante colisão planetária

Notícias relacionadas:
Universidade de Washington em St. Louis (comunicado de imprensa)
Nature
PHYSORG
ScienceDaily
COSMOS
Popular Science
Popular Mechanics
The Verge

Theia:
Wikipedia

Lua:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve 
Wikipedia
Teoria de Impacto Gigante (Wikipedia)

Fluido supercrítico:
Wikipedia

 
A DESCIDA DA ROSETTA ATÉ AO COMETA
Visão simplificada da última semana da manobras da Rosetta no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (a rotação do cometa não é tida em conta). Após o dis 24 de setembro a sonda deixará as órbitas de aproximação e será transferida em direção a um ponto inicial de uma órbita de 16x23 km que será usada para preparar a descida final. A manobra de colisão terá lugar na noite de 29 setembro, iniciando uma descida a partir de uma altitude de mais ou menos 20 km. Espera-se que o impacto ocorra às 10:40 GMT (±20 minutos) que, tendo em conta os 40 minutos de viagem do sinal até à Terra no dia 30 de setembro, significa que a confirmação será esperada às 11:20 GMT (±20 minutos).
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Espremendo" observações científicas únicas até ao fim, a emocionante missão da Rosetta vai culminar, dia 30 de setembro, na descida até uma região de poços ativos na "cabeça" do cometa.

A região, conhecida como Ma'at, encontra-se no mais pequeno dos dois lóbulos do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. É o lar de várias fossas ativas com mais de 100 metros de diâmetro e 50-60 em profundidade - de onde vários jatos cometários são originários.

As paredes destes poços também exibem estruturas irregulares e grumosas com 1 metro chamadas "goosebumps", que os cientistas pensam ser as assinaturas de "cometesimais" primitivos que se juntaram para gerar o cometa nas fases iniciais da formação do Sistema Solar.

A Rosetta vai obter o seu olhar mais próximo destas fascinantes estruturas no dia 30 de setembro: o orbitador terá como alvo um ponto adjacente a uma fossa bem definida com 130 metros de diâmetro que a equipa da missão informalmente denominou Deir el-Medina, em honra a uma antiga estrutura com aparência semelhante numa cidade egípcia com o mesmo nome.

Tal como os artefactos arqueológicos encontrados no interior do poço egípcio dizem aos historiadores mais sobre a vida nessa cidade, o poço do cometa contém pistas sobre a história geológica da região.

A Rosetta terá como alvo um ponto muito próximo de Deir el-Medina, dentro de uma elipse com cerca de 700x500 metros.

A Rosetta está destinada a fazer um impacto controlado na região Ma'at do Cometa 67P/C-G no dia 30 de setembro de 2016, tendo como alvo uma elipse de 700x500 metros (marcada na imagem).
A área alvo é o lar de vários poços ativos que medem mais de 100 metros em diâmetro e 60 em profundidade, a partir dos quais vários jatos cometários são originários. Algumas das paredes destas fosssas exibem estruturas irregulares e grumosas com 1 metro chamadas "goosebumps", que podem ser ser as assinaturas de "cometesimais" primitivos que se juntaram para gerar o cometa nas fases iniciais da formação do Sistema Solar.
A descida final da Rosetta poderá fornecer ampliações destas características.
Crédito: ESA/Rosetta/NavCam
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Desde o dia 9 de agosto que a Rosetta tem completado órbitas elípticas que progressivamente a trazem para mais perto do cometa - no seu "flyby" mais próximo, poderá passar a 1 km da superfície, mais perto do que nunca.

"Embora a Rosetta orbite o cometa há já dois anos, a tarefa de a manter a operar em segurança para as semanas finais da missão, no ambiente imprevisível deste cometa e tão longe do Sol e da Terra, será o nosso maior desafio até agora," afirma Sylvain Lodiot, gerente de operações da nave espacial da ESA.

"Nós já estamos sentindo a diferença na atração gravitacional do cometa à medida que nos aproximamos cada vez mais: está a aumentar o período orbital da sonda, que tem que ser corrigido por pequenas manobras. Mas é por isso que temos várias passagens, descendo em pequenos incrementos para ser robusta contra estes problemas enquanto fazemos a aproximação final."

A passagem final será concluída no dia 24 de setembro. Ao longo dos dias seguintes será executada uma curta série de manobras necessárias para alinhar a Rosetta com o local de impacto, enquanto a sonda é transferida de órbitas elípticas em redor do cometa para uma trajetória que a eventualmente trará para a superfície do cometa no dia 30 de setembro.

A manobra de colisão terá lugar na noite de 29 de setembro, iniciando a descida a partir de uma altitude de mais ou menos 20 km. Essencialmente, a Rosetta fará uma lenta queda livre em direção ao cometa a fim de maximizar o número de medições científicas que podem ser recolhidas e transmitidas para a Terra antes do seu impacto.

Uma série de instrumentos científicos a bordo da Rosetta vão recolher dados durante a descida, fornecendo imagens únicas e outros dados sobre o gás, poeira e plasma muito perto do cometa. O complemento exato de instrumentos e o seu cronograma operacional ainda está por fixar, porque depende dos constrangimentos da trajetória planeada final e da largura de banda disponível nesse dia.

Prevê-se que o impacto ocorra num espaço de 20 minutos em redor das 10:40 (GMT), com incertezas ligadas à trajetória exata da Rosetta no dia e à influência da gravidade perto do cometa. Levando em conta os 40 minutos adicionais que separam o sinal da Rosetta e a Terra no dia 30 de setembro, isto significa que a confirmação do impacto é esperada, no controlo da missão da ESA em Darmstadt, Alemanha, num espaço de 20 minutos em redor das 11:20 (GMT). Os tempos estão sujeitos a atualização mediante refinação da trajetória.

À semelhança do acordar da hibernação da Rosetta em janeiro de 2014, onde um pico ascendente à frequência certa confirmou que a nave estava viva e que transmitia o seu sinal, os controladores da missão vão ver esse pico desaparecer por uma última vez assim que a Rosetta colidir com o cometa. Depois, já não será possível recolher dados.

A confirmação de que a Rosetta terminou a sua missão poderá ser vista no controlo da missão através de um "analisador de espectro", um tipo de gráfico que mostra o sinal recebido pelas estações cá na Terra.
Ao contrário do sinal que assinalou o despertar da hibernação da Rosetta no espaço profundo em janeiro de 2014, onde foi visto um aumento no sinal da sonda, os controladores da missão vão ver o sinal cair pela última vez assim que deixar de transmitir.
O gráfico do lado esquerdo representa um típico sinal enviado pelo orbitador, contra o ruído de fundo. Quando a sonda deixar de transmitir, não será visto nenhum sinal (espectro à direita).
Espera-se que a colisão ocorra às 10:40 GMT (±20 minutos) de dia 30. Tendo em conta os 40 minutos de viagem do sinal até à Terra nesse dia, isto significa que a confirmação será esperada às 11:20 GMT (±20 minutos).
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"No mês passado celebrámos dois anos emocionantes desde a chegada ao cometa, e também um ano desde a maior aproximação do cometa ao Sol," afirma Matt Taylor, cientista do projeto Rosetta da ESA.

"É difícil acreditar que a incrível odisseia de 12 anos e meio da Rosetta está quase no fim, e que estamos planeando o conjunto final de operações científicas, mas estamos certamente ansiosos por nos debruçarmos na análise da enorme quantidade de dados durante as próximas décadas."

"Esta missão pioneira pode estar a chegar ao fim, mas certamente deixou a sua marca nas esferas técnicas, científicas e públicas como sendo um sucesso notável, com feitos incríveis que contribuem para a compreensão atual e futura do nosso Sistema Solar," acrescenta Patrick Martin, gerente da missão Rosetta na ESA.

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
06/09/2016 - Philae foi encontrado!
02/09/2016 - Imagiologia da pequena poeira do cometa em 3D
02/08/2016 - Como os cometas nascem
01/07/2016 - Ajuste final da Rosetta para 30 de setembro
31/05/2016 - Cometa da Rosetta contém ingredientes da vida
12/04/2016 - O cometa que muda de cor
16/02/2016 - Philae enfrenta hibernação eterna
15/01/2016 - Confirma-se que gelo exposto à superfície do cometa da Rosetta é água
03/11/2015 - Resultados da missão Rosetta antes do periélio
30/10/2015 - Primeira deteção de oxigénio molecular num cometa
06/10/2015 - Rosetta espia o lado escuro do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
29/09/2015 - Cometa da Rosetta é um binário de contacto
25/09/2015 - Rosetta revela ciclo de água do Cometa 67P/C-G
14/08/2015 - O grande dia da Rosetta ao Sol
11/08/2015 - "Fogos de artifício" cometários antes do periélio
07/08/2015 - Há um ano que a Rosetta orbita o Cometa 67P/C-G
04/08/2015 - Ciência à superfície do Cometa 67P/C-G
03/07/2015 - Depressões no Cometa 67P/C-G produzem jatos
26/06/2015 - Água gelada exposta, detetada à superfície do Cometa 67P/C-G
19/06/2015 - Despertar do Philae desencadeia intenso esforço de planeamento
16/06/2015 - O módulo de aterragem da Rosetta, Philae, acordou
12/06/2015 - Equipa da Rosetta avista brilho que poderá ser módulo desaparecido
05/06/2015 - Estudo ultravioleta revela surpresas na cabeleira de cometa
17/04/2015 - Rosetta e Philae descobrem que cometa não é magnetizado
24/03/2015 - Sonda Rosetra faz a primeira deteção de nitrogénio molecular num cometa
06/02/2015 - Rosetta "mergulha" para encontro íntimo
27/01/2015 - Rosetta observa cometa a largar o seu revestimento de poeira
23/01/2015 - Dando a conhecer o cometa da Rosetta
12/12/2014 - Rosetta alimenta debate sobre origem dos oceanos da Terra
28/11/2014 - Onde diabos pousou o Philae?
21/11/2014 - Primeiros resultados científicos do Philae
18/11/2014 - Philae completa missão principal antes de hibernar
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
FAQ do final da missão Rosetta (ESA)
The Planetary Society
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PHYSORG

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
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ESA

Sonda Rosetta:
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