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Edição n.º 1283
24/06 a 27/06/2016
 
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24/06/16 - "SOLSTÍCIO DE JUNHO" + OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA NOTURNA
21:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema - “Solstício de Junho”, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 24/06: 176.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 451, 10.ª passagem registada do Cometa Halley.
Em 1881, Sir William Huggins faz o seu primeiro espectro fotográfico de um cometa (1881 III) e descobre a emissão do cianogénio (CN) em comprimentos de onda do ultravioleta, o que causa histeria em massa quando a Terra passa pela cauda do cometa Halley 29 anos mais tarde.
Em 1883, nascia Victor Hess, físico austríaco-americano, que descobriu os raios cósmicos.
Em 1915, nascia Fred Hoyle, astrónomo britânico.

É principalmente famoso pela sua contribuição para a teoria da nucleosíntese estelar e pela sua posição bastante controversa acerca de outros assuntos cosmológicos e científicos - particularmente pela sua rejeição da teoria do Big Bang, um termo originalmente da sua autoria.
Em 1929, nascia Carolyn S. Shoemaker, astrónoma americana e codescobridora do cometa Cometa Shoemaker-Levy 9. Já deteve o recorde do maior número de descobertas cometárias por um único indivíduo.
Em 1938, um meteorito de 450 toneladas (aquando da entrada na atmosfera) atinge a Terra perto de Chicora, Pennsylvania, EUA.
Em 1985, o vaivém Discoverycompleta a sua missão STS-51-G, mais conhecida por ter a bordo o Sultão bin Salman Al Saud, o primeiro árabe e o primeiro muçulmano no espaço.
Observações: Ocultação de Io, netre as 20:40 e as 22:59.
Esta é a altura do ano em que duas das mais brilhantes estrelas do verão, Arcturo e Vega, estão à mesma altura pouco depois do anoitecer: Arcturo está a sudoeste, Vega para este. Arcturo e Vega estão a 37 e 25 anos-luz de distância, respetivamente. São exemplos dos dois tipos mais cmouns de estrelas: uma gigante amarelada do tipo K e uma estrela esbranquiçada de sequência principal do tipo A. Sâo 150 e 50 vezes mais brilhantes que o Sol - por isso é que, em combinação com a sua distância, dominam o céu noturno.
Eclipse de Io, entre as 21:52 e as 00:12 (já de dia 25).
Trânsito de Ganimedes, entre as 23:32 e as 03:03 (já de dia 25).

Dia 25/06: 177.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1997, a MIR colide com a nave de abastecimento Progress, o que despressuriza as cabinas e danifica os painéis solares.

No mesmo ano, a sonda Galileu passa pela lua joviana Calisto a uma distância de apenas 415 km.
Observações: Trânsito de Calisto, entre as 22:19 e as 02:02 (já de dia 26).

Dia 26/06: 178.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1730 nascia Charles Messier.

Conhecido caçador de cometas francês, que catalogou mais ou menos 100 nebulosas brilhantes e enxames estelares conhecidos hoje em dia pelos seus números M, porque confundia estes objetos estacionários com possíveis novos cometas, que era na realidade o que ele andava à procura.
Em 1824 nascia Lord Kelvin, físico irlandês bastante conhecido pelo desenvolvimento das bases do zero absoluto e da unidade de medição da temperatura que tem o seu nome.
Em 1973, morrem 9 pessoas no Cosmódromo de Plesetsk devido a uma explosão de um foguetão Cosmos 3-M.
Observações: Ao anoitecer, procure a Ursa Maior a noroeste. As suas estrelas de baixo, as estrelas-guia, apontam para a direita em direção à Estrela Polar. A maior parte da Ursa Menor é muito ténue. Esta é a altura do ano em que, ao final do lusco-fusco, flutua acima da Polar - como um balão de hélio que escapa de uma festa de verão.

Dia 27/06: 179.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1949 foi descoberto o asteroide Ícaro, com um telescópio de 48 polegadas que entrou em funcionamento nove meses antes. Descobriu-se que o asteroide tem uma órbita acentuadamente excêntrica e uma distância perial de apenas 27 milhões e 358 mil quilómetros, mais próximo do Sol que Mercúrio (daí o seu nome). Estava apenas a 6 milhões e 500 mil quilómetros da Terra na altura da sua descoberta.
Em 1982 era lançada a missão STS-4 do vaivém Columbia.

Em 2013, a NASA lança o IRIS, uma sonda para observar o Sol.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 19:19.
Ocultação de Europa, entre as 20:25 e as 23:17.
Eclipse de Europa, entre as 22:49 e as 01:39 (já de dia 28).

 
CURIOSIDADES


A estrela mais pequena conhecida chama-se OGLE-TR-122b e é apenas 20% maior que Júpiter. Existem exoplanetas conhecidos que têm maiores dimensões que esta estrela.

 
INVESTIGAÇÃO REFORÇA CASO PARA UM OCEANO SUBSUPERFICIAL EM PLUTÃO
A sonda New Horizons espiou falhas tectónicas extensionais em Plutão, um sinal de que o planeta anão sofreu uma expansão global possivelmente devido ao lento congelamento de um oceano subsuperficial. Uma nova análise por cientistas da Universidade Brown reforça essa ideia e sugere que esse oceano ainda existe hoje.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Quando a sonda New Horizons da NASA passou por Plutão no ano passado, revelou pistas intrigantes que o planeta anão poderá ter - ou ter tido algures durante a sua história - um oceano líquido por baixo da sua crosta gelada. De acordo com uma nova análise, é provável que tal oceano ainda exista hoje.

O estudo, que usou um modelo de evolução térmica para Plutão, atualizado com dados da New Horizons, descobriu que se o oceano de Plutão tivesse congelado para sempre há milhões ou milhares de milhões de anos atrás, isso teria feito encolher o planeta anão. Mas não existem sinais de uma contração global à superfície de Plutão. Pelo contrário, a New Horizons captou sinais de que Plutão tem vindo a expandir.

"Graças aos incríveis dados transmitidos pela New Horizons, fomos capazes de observar características tectónicas à superfície de Plutão, de atualizar o nosso modelo de evolução térmica com novos dados e inferir que Plutão tem, provavelmente, um oceano subsuperficial," afirma Noah Hammond, estudante do Departamento de Ciências Planetárias, Ambientais e Terrestres da Universidade Brown, autor principal do estudo.

A investigação, cujos coautores são os orientadores Amy Barr do Instituto de Ciência Planetária no Arizona e o geólogo Marc Parmentier da Universidade Brown, foi publicada na revista Geophysical Research Letters.

As imagens que a New Horizons enviou do seu encontro próximo com o objeto mais famoso da Cintura de Kuiper mostram que Plutão é muito mais do que uma simples bola de neve no espaço. Tem uma superfície exótica constituída por vários tipos diferentes de gelos - água, azoto e metano. Tem montanhas com centenas de metros de altura e uma vasta planície em forma de coração. Tem também características tectónicas gigantes - falhas sinuosas com centenas de quilómetros de comprimento e profundidades que atingem os 4 quilómetros. Foram essas características tectónicas que fizeram com que os cientistas pensassem num oceano subsuperficial como uma possibilidade real em Plutão.

"O que a New Horizons revelou foi que existem características tectónicas extensionais, que indicam que Plutão passou por um período de expansão global," comenta Hammond. "Um oceano subsuperficial, que foi lentamente congelando, pode provocar este tipo de expansão."

Os cientistas pensam que podem ter havido elementos radioativos suficientes - elementos que produzem calor - dentro do núcleo sólido de Plutão para derreter parte do seu invólucro gelado. Ao longo do tempo na fria Cintura de Kuiper, essa parte derretida acabou por voltar a congelar. O gelo é menos denso do que a água, por isso, quando congela, expande-se. Se Plutão já teve um oceano gelado ou um oceano que ainda está no processo de congelamento, um tal subproduto seriam as características tectónicas extensionais à superfície, que foi o que a New Horizons viu.

Não existem muitas outras maneiras para Plutão obter estas características. Pode ter sido através de um puxo gravitacional com a sua lua, Caronte. Mas a dinâmica gravitacional ativa entre os dois há muito que aligeirou, e algumas das características parecem bastante frescas (em termos de escalas geológicas de tempo). Assim que muitos cientistas pensam que o um oceano subsuperficial é o cenário mais forte.

Mas, se Plutão já teve um oceano, qual é o seu destino hoje em dia? Será que o processo de solidificação ainda decorre, ou será que o oceano congelou há mil milhões de anos atrás?

É aí que entra o modelo de evolução térmica de Hammond e colegas. O modelo inclui dados atualizados do diâmetro e densidade de Plutão, obtidos pela New Horizons, parâmetros importantes para entender a dinâmica no interior de Plutão. O modelo mostra que por causa das baixas temperaturas e alta pressão dentro de Plutão, um oceano completamente congelado rapidamente converter-se-ia do gelo normal que todos nós conhecemos para uma fase diferente chamada gelo II. O gelo II tem uma estrutura cristalina mais compacta do que o gelo normal, de modo que um oceano de gelo II ocuparia um volume menor e levaria a uma contração global de Plutão, em vez de uma expansão.

"À superfície, não vemos sinais de uma contração global," comenta Hammond. "Por isso, concluímos a não formação de gelo II e, portanto, que o oceano não está completamente congelado."

No entanto, os investigadores salientam que existem algumas ressalvas. A formação do gelo II está dependente da espessura da camada gelada de Plutão. O gelo II só se forma se a concha tiver mais de 260 km de espessura. Se for mais fina do que isso, o oceano poderá ter ficado congelado sem a formação de gelo II. E, caso seja este o caso, o oceano pode estar totalmente congelado sem causar contração.

No entanto, os cientistas dizem que há boas razões para concluir que a concha gelada tem mais de 260 km de espessura. O seu modelo atualizado sugere que a camada gelada de Plutão é provavelmente superior a 300 km de espessura. Além disso, o azoto e metano gelados que a New Horizons encontrou à superfície reforçam o caso de uma camada espessa de gelo.

"Estes gelos exóticos são na realidade bons isolantes," explica Hammond. "Podem estar a impedir com que Plutão perca mais do seu calor para o espaço."

Como um todo, o novo modelo reforça o argumento de um ambiente oceânico nos confins do Sistema Solar.

"Isto é incrível para mim," exclama Hammond. "A possibilidade de existência de vastos habitats de água líquida, tão longe do Sol, em Plutão - e que o mesmo também poderá ser possível noutros objetos da Cintura de Kuiper - é absolutamente incrível."

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
03/06/2016 - O coração de Plutão: como uma lâmpada de lava cósmica
31/05/2016 - As melhores imagens da superfície de Plutão pela New Horizons
20/05/2016 - Ocultações estelares pela atmosfera de Plutão; primeiros dados científicos de objeto pós-Plutão
10/05/2016 - Hidra, a lua gelada de Plutão
06/05/2016 - Estudo descobre que a interação de Plutão com o vento solar é única
08/04/2016 - New Horizons preenche lacuna nas observações do ambiente espacial
18/03/2016 - Artigos científicos revelam novos aspetos de Plutão e das suas luas
04/03/2016 - Neva metano nos picos de Plutão
01/03/2016 - Os desfiladeiros gelados do polo norte de Plutão
23/02/2016 - Caronte, a Lua "Hulk" de Plutão: um possível antigo oceano?
09/02/2016 - As misteriosas colinas flutuantes de Plutão
22/12/2015 - Novas descobertas da New Horizons moldam o conhecimento de Plutão e das suas luas
08/12/2015 - New Horizons transmite as primeiras das melhores imagens de Plutão
10/11/2015 - Quatro meses depois da passagem por Plutão, continuam as descobertas da New Horizons
20/10/2015 - Novas imagens de Plutão e Caronte
09/10/2015 - New Horizons encontra céus azuis e água gelada em Plutão
02/10/2015 - Caronte, a grande lua de Plutão, revela uma história colorida mas violenta
25/09/2015 - Plutão continua a impressionar
18/09/2015 - Plutão deslumbra em espetacular novo panorama retroiluminado
11/09/2015 - Novas imagens de Plutão pela New Horizons: é complicado
08/09/2015 - New Horizons começou fase intensiva de envio dos dados
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"
28/07/2015 - New Horizons encontra neblina, "glaciares" em Plutão
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema

Notícias relacionadas:
Universidade Brown (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Geophysical Research letters
Astronomy
SPACE.com
New Scientist
Space Daily
POPULAR SCIENCE
Science alert
gizmodo

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

New Horizons:
Página oficial
NASA
Twitter
Wikipedia

 
MISSÃO K2 DESCOBRE EXOPLANETA RECÉM-NASCIDO EM TORNO DE ESTRELA JOVEM

Astrónomos descobriram o mais novo exoplaneta totalmente formado já detetado. A descoberta foi feita usando o Telescópio Espacial Kepler da NASA durante a sua missão estendida K2, bem como o Observatório W. M. Keck em Mauna Kea, Hawaii. Os exoplanetas são planetas que orbitam estrelas para lá do Sol.

O recém-descoberto planeta, K2-33b, é um pouco maior que Neptuno e completa uma órbita em torno da sua estrela-mãe a cada cinco dias. Tem apenas entre 5 e 10 milhões de anos, o que o torna um dos poucos planetas recém-nascidos encontrados até à data.

"A nossa Terra tem aproximadamente 4,5 mil milhões de anos," afirma Trevor David do Caltech em Pasadena, autor principal de um novo estudo publicado na edição de 20 de junho de 2016 da revista Nature. "Em comparação, o planeta K2-33b é muito jovem. Podemos pensar nele como uma criança." David é um estudante que trabalha com a astrónoma Lynne Hillenbrand, também de Caltech.

K2-33b, visto aqui nesta impressão de artista, é um dos mais jovens exoplanetas já detetados até à data. Completa uma órbita em torno da sua estrela a cada cinco dias.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A formação planetária é um processo complexo e tumultuoso que permanece ainda envolto em mistério. Os astrónomos já descobriram e confirmaram, até agora, cerca de 3000 exoplanetas; no entanto, quase todos orbitam estrelas de meia-idade, com idades de mil milhões de anos ou mais. Para os astrónomos, a tentativa de compreender os ciclos de vida dos sistemas planetários usando exemplos existentes é como tentar aprender como é que as pessoas crescem, de bebés, para crianças, e depois para adolescentes, estudando apenas adultos.

"O planeta recém-nascido ajuda-nos a melhor entender como é que os planetas se formam, o que é importante para a compreensão dos processos que levaram à formação da Terra," afirma o coautor Erik Petigura, também de Caltech.

Os primeiros sinais da existência do planeta foram obtidos pelo K2. A câmara a bordo do telescópio detetou um escurecimento periódico na luz emitida pela estrela hospedeira do planeta, um sinal de que um planeta em órbita poderia estar a passar regularmente em frente da estrela e a bloquear parte da sua luz. Os dados do Observatório Keck validaram que a diminuição de luz era provocada por um planeta e também ajudaram a confirmar a sua jovem idade.

As medições infravermelhas do Telescópio Espacial Spitzer da NASA mostraram que a estrela do sistema está cercada por um disco fino de detritos planetários, indicando que a sua fase de formação planetária está a terminar. Os planetas formam-se a partir de discos espessos de gás e poeira, chamados discos protoplanetários, que rodeiam estrelas jovens.

"Inicialmente, este material pode obscurecer quaisquer planetas em formação, mas após alguns milhões de anos, a poeira começa a dissipar-se," afirma a coautora Anne Marie Cody, pós-doutorada no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, no estado americano da Califórnia. "É durante esta janela de tempo que podemos começar a detetar as assinaturas de planetas jovens com o K2."

Esta imagem mostra o sistema K2-33, e o seu planeta K2-33b, em comparação com o nosso Sistema Solar. O planeta tem uma órbita com a duração de cinco dias, em comparação com Mercúrio, que orbita o Sol a cada 88 dias. O planeta está também quase dez vezes mais perto da sua estrela que Mercúrio está do Sol.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma característica surpreendente na descoberta de K2-33b, é quão perto está o recém-nascido planeta da sua estrela. O planeta está quase 10 vezes mais perto da sua estrela que Mercúrio está do nosso Sol, o que o torna bastante quente. Apesar de já terem sido descobertos vários planetas em órbitas tão íntimas, os astrónomos há muito que tentam compreender como é que estes gigantes gasosos assentam em órbitas tão pequenas. Algumas teorias propõem que são necessários centenas de milhões de anos para trazer um planeta de uma órbita mais distante para uma órbita mais pequena - e, portanto, não podem explicar K2-33b, que é bastante mais jovem.

A equipa científica diz que existem duas principais teorias que podem explicar como K2-33b acabou tão perto da sua estrela. Podia ter migrado para lá num processo chamado migração de disco, um processo que que leva centenas de milhares de anos. Ou, que o planeta se formou "in situ" - exatamente onde está. A descoberta de K2-33b, portanto, dá aos teóricos um novo ponto de dados para ponderar.

"Após as primeiras descobertas de exoplanetas massivos em órbitas íntimas há cerca de 20 anos atrás, foi imediatamente sugerido que não podiam, absolutamente, ter-se formado aí, mas ao longo dos últimos anos, cresceu algum impulso para as teorias de formação "in situ", pelo que a ideia não é tão selvagem quanto uma vez parecia," afirma David.

"A questão que estamos a responder é: será que esses planetas levam muito tempo a assentar nestas órbitas quentes, ou será que podem aí estar desde muito cedo? E estamos a responder que, pelo menos neste caso, sim, podem realmente estar aí num estágio muito inicial," conclui.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório Keck (comunicado de imprensa)
Caltech (comunicado de imprensa)
Estrela jovem e o seu planeta recém-nascido (JPL via YouTube)
Artigo científico (arXiv.org)
Nature
Science
SPACE.com
Space Daily
spaceref
Astronomy Now
redOrbit
Space Daily
Popular Mechanics
Scientific American
EarthSky
PHYSORG
UPI
The Verge
engadget
AstroPT

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Ecos de raios-X oriundos de uma estrela despedaçada fornecem pistas de buracos negro "assassino" (via NASA)
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 6814
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA/Hubble & NASA; Reconhecimento: Judy Schmidt (Geckzilla)
 
No centro deste redemoinho estelar sereno está provavelmente um buraco negro monstruoso. O redemoinho em seu torno varre milhares de milhões de estrelas, que aqui podem ser vistas como as partes mais brilhantes e azuis. A amplitude e beleza da cena dá ao rodopio a designação de galáxia espiral. O monstro central mostra evidências de ser um buraco negro supermassivo com aproximadamente 10 milhões de vezes a massa do nosso Sol. Esta criatura feroz devora estrelas e gás e está rodeada por um fosso de plasma quente que emite raios-X. A violenta atividade central dá-lhe também a designação de galáxia Seyfert. Em conjunto, a bela e o monstro têm o nome de catálogo NGC 6814 e podem ser vistos na direção de constelação de Águia há já aproximadamente mil milhões de anos.
 

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