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Edição n.º 1374
09/05 a 11/05/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 09/05: 129.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1971, lançamento da Mariner 8.

Tinha como objetivo entrar em órbita de Marte e enviar imagens e dados, mas o veículo de lançamento falhou e nem conseguiu alcançar órbita terrestre.
Observações: Ao anoitecer, a Lua forma um triângulo quase equilátero, com 30º de lado, em que Arcturo está para a esquerda e para cima e Júpiter para cima e para a direita. Observe o triângulo a "rodar" no sentido dos ponteiros do relógio ao longo da noite.
Ocultação de Ganimedes, entre as 22:29 e as 01:10.

Dia 10/05: 130.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 28 AC, era observada uma mancha solar por astrónomos da Dinastia Han, durante o reinado do Imperador Cheng de Han, uma das mais antigas observações de manchas solares na China.
Em 1900 nascia Cecilia Helena Payne-Gaposchkin

Descobriu a composição química das estrelas e que o hidrogénio e hélio são os seus elementos mais abundantes e, por isso, também do Universo. Em 1976 recebeu o prestigiado Prémio Henry Norris Russell da Sociedade Astronómica Americana.
Em 1930, nascia George E. Smith, físico americano, coinventor da CCD
Em 1946, primeiro lançamento bem sucedido de um foguetão V-2 nos EUA. 
Em 1971 era lançada a Kosmos 419 (USSR). Não conseguiu sair da órbita da Terra.
Observações: Eclipse de Ganimedes, entre as 01:21 e as 04:10.
Ocultação de Europa, entre as 04:41 e as 07:16.
Lua Cheia, pelas 22:42. A Lua nasce ao pôr-do-Sol e brilha em Balança toda a noite. Quase 40º para cima encontra-se Arcturo, da constelação de Boieiro.

Dia 11/05: 131.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1918 nascia Richard Feynman que, em conjunto com Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga, ganhou o prémio Nobel da Física pelo seu trabalho sobre electrodinâmica quântica. Também trabalhou na investigação do desastre do vaivém Challenger.
Em 1916 morria Karl Schwarzschild.

Usando a teoria da gravitação de Einstein, que descreve a forma como o espaço-tempo é curvado pela matéria, explica que quando uma estrela se contrai, existe um ponto em que a sua gravidade é tão forte que nem a luz pode escapar, o agora famoso buraco negro. Este ponto é conhecido como o raio de Schwarzchild e é igual à massa do objecto multiplicada pelo dobro da constante da gravidade e dividida pela velocidade da luz ao quadrado.
Observações: Ocultação de Io, entre as 04:55 e as 07:12.
Trânsito de Europa, entre as 23:00 e as 01:38 (já de dia 12).

 
CURIOSIDADES


Alguns pássaros utilizam as estrelas para se orientarem durante a sua migração. E uma espécie de escaravelho africano usa a Via Láctea e grupos de estrelas brilhantes como método de orientação.

 
ROVER CURIOSITY RECOLHE AMOSTRAS DE DUNAS MARCIANAS

À medida que sobe monte acima, oriundo de uma faixa de dunas onduladas, o rover Curiosity da NASA transporta um punhado de areia escura para análise que irá completar a investigação dessas mesmas dunas.

Desde o início de fevereiro até ao início de abril que o rover examinou quatro locais perto de uma duna linear para comparar com o que encontrou no final de 2015 e início de 2016 durante a sua investigação de dunas em forma de crescente. Esta campanha de duas fases é o primeiro estudo, de perto, de dunas ativas em qualquer outro lugar que não a Terra.

Entre as questões que esta campanha de dunas marcianas aborda está o modo como os ventos dão formas diferentes às dunas que estão relativamente perto umas das outras, no mesmo lado da mesma montanha. Outras perguntas incluem determinar se os ventos marcianos separam grãos de areia de formas que afetam a distribuição de composições minerais, o que teria implicações para estudos de arenitos marcianos.

Esta imagem da Mastcam do Curiosity mostra duas escalas de ondulações, além de outras texturas, numa área onde a missão examinou uma duna linear no campo Bagnold, na parte inferior do Monte Sharp, em março e abril de 2017.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nestas dunas lineares, o regime do vento é mais complicado do que nas dunas crescentes que estudámos anteriormente," comenta Mathieu Lapotre do Caltech, Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, que ajudou a liderar o planeamento da equipa científica do Curiosity para a campanha das dunas. "Parece aqui haver mais contribuição do vento vindo montanha abaixo em comparação com as dunas em forma de crescente mais para norte."

Estas dunas lineares situam-se numa encosta cerca de 1,6 km para sul das dunas crescentes. Ambos os locais fazem parte de uma faixa de areia escura chamada Dunas Bagnold, com vários quilómetros de comprimento. Este campo de dunas encontra-se no flanco noroeste do Monte Sharp, a montanha em camadas que o Curiosity está a subir.

"Havia outra diferença entre a primeira e a segunda fase da nossa campanha de dunas, além da forma das dunas," afirma Lapotre. "Encontrávamo-nos nas dunas crescentes durante a estação de vento fraco do ano marciano e nas dunas lineares durante a estação do vento forte. Conseguimos ver muito mais movimento de grãos e ondulações nas dunas lineares."

Para avaliar a força e a direção do vento, a equipa do rover usa agora pares de imagens de deteção de alterações, obtidas em momentos diferentes, para verificar o movimento das areias. A capacidade de deteção do vento, pelo instrumento REMS (Rover Environmental Monitoring Station) do Curiosity, já não está disponível, embora esse instrumento ainda retorne diariamente outros dados meteorológicos sobre Marte, como temperaturas, humidade e pressão. Descobriu-se que dois dos seus sensores de vento, no mastro do rover, estavam inoperáveis aquando da chegada do rover a Marte em 2012. O restante forneceu informação sobre o vento durante a missão principal do veículo e durante os primeiros dois anos da missão prolongada.

Uma amostra de areia que o Curiosity escavou de uma duna linear encontra-se no dispositivo de manipulação de amostras no fim do braço robótico do rover. Uma porção foi analisada no instrumento SAM (Sample Analysis at Mars), dentro do rover. A equipa científica planeia fornecer porções adicionais da amostra ao SAM e ao instrumento CheMin (Chemistry and Mineralogy) do rover.

Esta vista panorâmica obtida pelo Mastcam do rover Curiosity inclui parte de uma duna linear que o veículo examinou no início de 2017 para comparar com o que encontrou nas dunas em forma de crescente. A imagem mostra ondulações escuras na duna ativa, perto do leito rochoso sedimentar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um fator na escolha de subir ainda mais monte acima antes de completar a análise da areia recolhida é o estado da broca do Curiosity, que não tem sido usada em rochas desde que surgiu um problema com o mecanismo de alimentação de amostras há cinco meses atrás. Os engenheiros estão a avaliar as vibrações como método de fornecimento de amostras e como podem afetar o mecanismo de alimentação, que é usado para mover a broca para a frente e para trás. Além disso, os ventos fortes na região das dunas lineares complicaram o processo de despejo de material nas portas de entrada dos instrumentos laboratoriais.

"Um freio atordoante parece estar a afetar a performance do mecanismo de alimentação de amostras," explica o vice-gerente do Projecto Curiosity, Steven Lee, do JPL da NASA. "Em alguns casos, observou-se que a vibração alterava a eficácia do mecanismo de alimentação, de modo que estamos a proceder com cautela até que melhor possamos compreender este comportamento. Entretanto, a equipa de engenharia está a desenvolver vários métodos para melhorar a confiabilidade do fornecimento de amostras."

O Curiosity aterrou perto do Monte Sharp em agosto de 2012. Chegou à base da montanha em 2014 depois de encontrar, com sucesso, evidências nas planícies circundantes de que antigos lagos marcianos teriam sido favoráveis para o desenvolvimento de micróbios, caso Marte já tenha tido vida no passado. As camadas rochosas que formam a base do Monte Sharp acumularam-se como sedimentos de antigos lagos há milhares de milhões de anos atrás.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
07/02/2017 - Rover Curiosity intensifica paradoxo do passado de Marte
07/10/2016 - Curiosity começa próximo capítulo marciano 
30/09/2016 - Curiosity descobre que crosta de Marte contribui para a sua atmosfera 
28/06/2016 - Descobertas do rover Curiosity apontam para passado marciano mais parecido com a Terra
13/10/2015 - Equipa do rover Curiosity confirma lagos antigos em Marte 
26/05/2015 - Rover Curiosity ajusta percurso montanha acima
17/04/2015 - Dados meteorológicos do Curiosity reforçam existência de salmoura
19/12/2014 - Rover Curiosity encontra química orgânica, passada e presente, em Marte
12/12/2014 - Rover Curiosity encontra pistas de como a água ajudou a moldar a paisagem marciana
07/11/2014 - Rover Curiosity encontra correspondência de minerais
12/09/2014 - Rover Curiosity chega ao Monte Sharp
24/06/2014 - Curiosity celebra primeiro ano marciano com sucessos da missão
24/12/2013 - Equipa do Curiosity verifica desgaste das rodas, actualiza software
10/12/2013 - Resultados do Curiosity incluem primeira medição de idade em Marte e ajudam à exploração humana
27/09/2013 - Resultados científicos do local de aterragem do Curiosity
27/09/2013 - Curiosity analisa rochas em ponto de paragem
20/09/2013 - Curiosity não detecta metano em Marte
06/08/2013 - Primeiro aniversário do Curiosity em Marte
23/07/2013 - Artigos relatam pistas do passado atmosférico de Marte
09/07/2013 - Rover Curiosity começa viagem até Monte Sharp
07/06/2013 - Cientistas calculam exposição à radiação durante viagem a Marte
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Astrobiology Magazine
Nature World News
PHYSORG

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
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Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Modelo de meteorologia espacial simula tempestades solares "vindas do nada" (via NASA)
O nosso Sol, sempre em mudança, dispara continuamente material solar para o espaço. O maior destes eventos liberta nuvens massivas que entram em erupção no Sol - ejeções de massa coronal. Estas tempestades solares surgem, normalmente, com uma espécie de aviso. Mas existe outro tipo de tempestade que confunde os cientistas devido à sua falta de sinais de aviso: parecem vir do nada. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Para Lá do Enxame Galáctico Abell 370
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, Jennifer Lotz e Equipa HFF (STScI)
 
A cerca de 4 mil milhões de anos-luz de distância, o enorme aglomerado de galáxias Abell 370 parece, nesta imagem do Hubble, dominado por apenas duas galáxias elípticas gigantes e infestado de arcos ténues. Os arcos azulados fracos e dispersos, juntamente com o dramático arco em forma de dragão para baixo e para a esquerda do centro, são imagens de galáxias que se situam muito além de Abell 370. A mais ou menos o dobro da distância, a sua luz, de outra forma não detetável, é ampliada e distorcida pela enorme massa gravitacional do enxame, dominada por matéria escura invisível. Proporcionando um vislumbre tentador de galáxias no início do Universo, o efeito é conhecido como lente gravitacional. Uma consequência da distorção do espaço-tempo, foi prevista pela primeira vez por Einstein há um século atrás. Muito além da estrela "pontiaguda" da Via Láctea em baixo e à direita, Abell 370 pode ser visto na direção da constelação de Baleia. É o último de seis enxames galácticos fotografados no recém-concluído projeto Frontier Fields.
 

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