Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1024
31/12 a 02/01/2014
 
Siga-nos:      
 
O NÚCLEO DE ASTRONOMIA DO CENTRO CIÊNCIA VIVA DO ALGARVE DESEJA A TODOS UM FELIZ ANO DE 2014!
 
ACTIVIDADES

31.01.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

01.02.14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 31/12: 365.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2011, a NASA consegue colocar em órbita lunar a primeira das duas sondas GRAIL.

Observações: Após os últimos raios de Sol do ano, observe a constelação de Andrómeda passar pelo zénite. Deite-se de costas e olhe para cima com binóculos em busca da forma ténue e elongada da galáxia (M31), por entre as suas estrelas-guia.

Dia 01/01: 1.º dia do calendário gregoriano.
História: No ano 45 AC, começa o calendário Juliano.
Em 1801, Giuseppe Piazzi, monge italiano, descobre Ceres, o primeiro asteróide observado entre Marte e Júpiter, agora planeta-anão.
Em 1925, numa reunião da Sociedade Astronómica Americana e da Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência em Washington, D.C., Edwin Hubble reporta que encontrou cefeidas nas "nebulosas espirais", o que levaria ao declínio da hipótese que dizia que a nossa Via Láctea seria o todo do Universo.

A descoberta de Hubble levaria à descoberta que vivemos numa de muitas galáxias. 
Em 2012, a NASA consegue colocar em órbita lunar a segunda das duas sondas GRAIL.
Observações: Depois da celebração de Ano Novo, observe o escuro da noite. Sirius brilha quase a Sul. Júpiter, ainda mais brilhante, encontra-se perto do zénite. Orionte encontra-se um pouco para cima e para a direita de Sirius. Procyon brilha para cima e para a esquerda de Sirius, e Leão sobe no céu a Este.
Lua Nova, pelas 11:14.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 21:18 e as 00:05 (de dia 2).
Trânsito de Europa, entre as 21:31 e as 00:18 (de dia 2).

Dia 02/01: 2.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1860 é anunciada a descoberta teórica do planeta Vulcan, numa reunião da Academia de Ciências em Paris.
Em 1959, é lançada a sonda soviética Luna 1, a primeira a alcançar a vizinhança da Lua e a orbitar o Sol.

Em 2004, a Stardust passa com sucesso pelo Cometa Wild 2, recolhendo amostras que são posteriormente enviadas para a Terra.
Observações: Marte na Quadratura Oeste.
Nesta altura fria do ano, a ténue Ursa Menor pendura-se desde a Polar após a hora de jantar, como se fosse um prego na parede fria do céu a Norte.

 
CURIOSIDADES


Devido à velocidade a que o Sol e a Lua se movem, a totalidade dos eclipses solares dura no máximo 7 minutos e 32 segundos. Este valor muda com o passar dos milénios e está actualmente diminuindo. O eclipse solar total de 16 de Julho de 2186 terá uma totalidade com a duração máxima de 7 minutos e 29 segundos, a maior duração entre 4000 AC e 8000 DC.

 
RETROSPECTIVA ASTRONÓMICA DE 2013

A explosão de um meteoro, mundos de água, a sonda marciana da Índia e o primeiro viajante interestelar. Estes são alguns dos destaques do ano no mundo da Astronomia.


Grande meteoro explode nos céus da Rússia

O planeta Terra foi apanhado de surpresa em Fevereiro, quando um meteoro explodiu sobre a região russa de Chelyabinsk, criando uma onda de choque que feriu centenas de pessoas e danificando edifícios próximos. Apesar de não termos previsto a sua chegada, a ardente descida da rocha espacial pode ter sido um dos eventos mais bem registados do género, graças ao amplo uso de câmaras montadas nos painéis dos carros na Rússia.

Esta fotografia da nuvem do meteoro que explodiu por cima dos céus de Chelyabinsk, no dia 15 de Fevereiro de 2013, foi obtida por um cidadão local, M. Ahmetvaleev. O pequeno asteróide media cerca de 20 metros de diâmetro.
Crédito: M. Ahmetvaleev
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Com 20 metros de diâmetro, o meteorito que caiu em Chelyabinsk é considerado o maior dos últimos 100 anos. O evento demonstrou os efeitos da entrada de asteróides - por exemplo, os meteoros podem provocar queimaduras solares - e desencadeou um interesse renovado nos esforços de detecção e de desvio de asteróides. Mas também proporcionou uma oportunidade para melhorar a nossa compreensão da composição do Sistema Solar. Fragmentos de rocha, incluindo um pedaço com 1,5 metros retirado de um lago gelado, revelaram que o meteorito é de um tipo raro conhecido como condrito LL.

Notícias relacionadas:
08/11/2013 - NASA e investigadores internacionais obtêm dados cruciais a partir de impacto de meteoróide
06/08/2013 - Asteróide apontado como provável fonte do meteoro russo 
08/03/2013 - Actualização do meteoro russo
26/02/2013 - Cientistas calculam órbita e origens de bola de fogo russa 
19/02/2013 - Impacto de asteróide na Rússia: actualização e avaliação
15/02/2013 - Explosão de meteoro nos céus da Rússia


Cometa ISON "ferve", depois desvanece

Era para ser o cometa do século, com um halo tão brilhante que podia ofuscar a Lua Cheia. À medida que se aproximava do Sol, o astro verde acendeu-se, tornando-se visível a olho nu. Mas quando o Cometa ISON fez a sua maior aproximação da superfície solar no final de Novembro, desapareceu sem dar o espectáculo de luzes que havia sido prometido.

O Cometa C/2012 S1 (ISON) em imagens da sonda STEREO (Ahead) da NASA.
Crédito: NRL/NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Não se sabe exactamente o que resta do cometa após a sua visita pelo Sol. Ou o núcleo assemelha-se agora a uma crosta queimada de gelo - ou, mais provavelmente, quebrou-se. Mesmo assim, o legado científico do ISON viverá para sempre. É o cometa mais bem observado da era espacial, foi visto por dezenas de sondas e satélites, centenas de astrónomos profissionais e amadores. Isso deverá dizer-nos mais sobre estas misteriosas bolas de gelo e quem sabe ajudar a Agência Espacial Europeia a pousar a sua sonda Rosetta num cometa diferente durante o ano que aí vem.

Notícias relacionadas:
03/12/2013 - Cometa ISON enfraquece após "ressurreição"
29/11/2013 - Cometa ISON volta à vida
26/11/2013 - Será que o ISON sobrevive à passagem pelo Sol?
22/11/2013 - Cometa ISON desenvolve "asas"
15/11/2013 - Cometas ao longo da História
12/11/2013 - Vem aí o Cometa ISON


Rover encontra lago favorável à vida

Os micróbios podem ter vivido em Marte. Embora ainda não saibamos se realmente o fizeram, os cientistas disseram em Março que o rover Curiosity da NASA descobriu a primeira evidência definitiva de que o Planeta Vermelho já foi adequado para a vida. A determinação de habitabilidade em Marte era o objectivo principal do robô quando aterrou na Cratera Gale em Agosto de 2012. Esperava-se que o Curiosity fizesse as suas observações mais emocionantes cerca de um ano depois, quando alcançasse um monte de sedimentos com 5 km de altura situado no centro da cratera.

Em vez disso, uma das descobertas mais excitantes surge da primeira amostra do rover, recolhida das entranhas perfuradas de uma rocha marciana, encontrada perto de um antigo leito. As investigações do Curiosity sugerem fortemente a ideia de que a cratera Gale foi no passado um lago cheio de água potável, e que as rochas só passaram 80 milhões de anos expostas à radiação cósmica. Isso reforça a esperança em encontrar brevemente vestígios preservados de vida marciana.

Notícias relacionadas:
24/12/2013 - Equipa do Curiosity verifica desgaste das rodas, actualiza software
10/12/2013 - Resultados do Curiosity incluem primeira medição de idade em Marte e ajudam à exploração humana
27/09/2013 - Resultados científicos do local de aterragem do Curiosity
27/09/2013 - Curiosity analisa rochas em ponto de paragem
20/09/2013 - Curiosity não detecta metano em Marte
06/08/2013 - Primeiro aniversário do Curiosity em Marte
23/07/2013 - Artigos relatam pistas do passado atmosférico de Marte
09/07/2013 - Rover Curiosity começa viagem até Monte Sharp
07/06/2013 - Cientistas calculam exposição à radiação durante viagem a Marte
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana


Gémeo da Terra (quase)

No final de Outubro, os cientistas anunciaram a descoberta do gémeo exoplanetário mais próximo da Terra, em termos de tamanho e composição. O planeta, chamado Kepler-78b, é apenas 20% maior e 80% mais massivo que a Terra, com uma densidade semelhante. Mas não tem um ambiente idêntico; orbita a sua estrela a cada 8,5 horas, a uma distância de 1,5 milhões de quilómetros, com temperaturas superficiais superiores a 2000 graus Celsius.

Esta descoberta surgiu pouco depois da contagem de planetas extra-solares confirmados ter excedido um milhar, um marco importante desde que o primeiro planeta para lá do Sistema Solar foi descoberto há 20 anos atrás. O número de planetas continuará a subir. Mas os astrónomos não se contentam em aumentar o número de descobertas exoplanetárias, querem saber mais sobre estes corpos: no início de Outubro, os cientistas anunciaram a produção do primeiro mapa de nuvens num exoplaneta. Usaram o telescópio Kepler e o telescópio espacial Spitzer para estudar Kepler-7b, um planeta do tamanho de Júpiter numa órbita íntima em torno da sua estrela hospedeira.

Notícias relacionadas (Kepler-78b):
01/11/2013 - Cientistas descobrem primeiro planeta rochoso do tamanho da Terra
20/08/2013 - Acordando para um ano novo

Notícias relacionadas (Kepler-7b):
01/10/2013 - Telescópios espaciais encontram nuvens em mundos exóticos

Notícias relacionadas (planetas extra-solares):
24/12/2013 - Nova técnica para medir massa de exoplanetas
20/12/2013 - Primeira detecção de um planeta "invisível" com base em previsões teóricas
20/12/2013 - Pode ter sido descoberta a primeira exolua
10/12/2013 - Astrónomos descobrem planetas onde não devia estar
06/12/2013 - Hubble descobre sinais subtis de água em mundos nublados
06/12/2013 - Gliese 581g: planeta potencialmente habitável - se existir
08/11/2013 - 22% das estrelas tipo-Sol têm planetas tipo-Terra na zona habitável
29/10/2013 - Estudo descobre que mundos de carbono podem não ter água
22/10/2013 - Desalinhamento gigante em sistema multiplanetário
18/10/2013 - A caminho dos mil exoplanetas
15/10/2013 - Asteróide em redor de estrela moribunda aponta para exoplanetas habitáveis
06/09/2013 - Observações apontam para atmosfera rica em água de super-Terra
23/07/2013 - Neve num sistema planetário bebé
16/07/2013 - Hubble descobre um planeta realmente azul
28/06/2013 - Primeiros planetas em trânsito descobertos num enxame estelar
28/06/2013 - Três planetas na zona habitável de uma estrela próxima
18/06/2013 - Hubble descobre evidências de formação planetária mais longínqua de qualquer estrela
04/06/2013 - Obtida imagem do exoplaneta mais leve encontrado até à data?
17/05/2013 - Novo método de caça planetária faz primeira descoberta
10/05/2013 - Spitzer da NASA coloca planetas numa placa de Petri
15/03/2013 - Planetas tipo-Terra em zonas habitáveis são mais comuns do que pensava
12/03/2013 - Descoberto sistema estelar mais próximo desde 1916
12/03/2013 - Astrónomos levam a cabo primeiro reconhecimento remoto de sistema estelar
01/03/2013 - O nascimento de um planeta gigante?
08/02/2013 - Planetas tipo-Terra na "porta ao lado"
22/02/2013 - Kepler descobre sistema planetário minúsculo
01/02/2013 - Cientistas desenvolvem modelo para identificar zonas habitáveis em torno das estrelas
08/01/2013 - Milhares de milhões de planetas


Mundos de água que partilham uma estrela

Será que as civilizações extraterrestres conversam com os seus vizinhos alienígenas? Se existir vida inteligente em dois mundos de água encontrados em torno de uma estrela chamada Kepler 62, talvez. Em Abril, o telescópio espacial Kepler da NASA revelou o primeiro par conhecido de planetas do tamanho da Terra que orbitam ambos na zona habitável da sua estrela-mãe - a região onde as temperaturas são ideais para a existência de água líquida. Apesar disso, o Kepler não conseguiu distinguir detalhes - a impressão de artista é o nosso melhor palpite da sua aparência.

Impressão de artista do planeta mais pequeno na zona habitável de uma estrela conhecida, Kepler-62f.
Crédito: NASA Ames/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

De facto, o tamanho desses mundos sugere que são bolas de rocha cobertas por oceanos líquidos, que podem estar repletos de vida. Os planetas também são suficientemente grandes para conseguirem segurar atmosferas espessas, de modo que qualquer vida marinha pode até preferir levantar voo. A descoberta levanta algumas possibilidades fascinantes - incluindo a ideia de que os potenciais extraterrestres dos dois planetas podem já ter comunicado, ou até ter-se encontrado.

Notícias relacionadas:
13/09/2013 - Novo modelo pode identificar planetas potencialmente habitáveis
19/04/2013 - Kepler descobre planetas mais pequenos, até à data, na 'zona habitável'


Primeira missão da Índia a Marte

Até para as agências espaciais dos países, alcançar Marte não é tarefa fácil. Mais de metade de todas as missões marcianas falharam, e até agora só os EUA, a Rússia e a Europa conseguiram enviar sondas robóticas. Em Novembro, a Índia propôs juntar-se a este clube exclusivo, com o lançamento da missão MOM (Mars Orbiter Mission) a partir da costa leste do país.

O principal objectivo da missão de 73 milhões de dólares é provar que a Índia tem capacidade para colocar uma sonda em órbita de Marte. A MOM deverá também ajudar a desvendar alguns dos mistérios do planeta. Transporta cinco instrumentos científicos, incluindo um sensor de metano para detectar o gás na atmosfera. Na Terra, o metano é produzido principalmente por vida, por isso encontrá-lo na atmosfera marciana poderá ser um indício de actividade biológica. A MOM também pode ajudar a revelar como Marte deixou de ser quente e húmido e passou a ser o planeta frio e seco que vemos hoje em dia, um objectivo partilhado pela sonda MAVEN da NASA que foi lançada cerca de uma semana depois da nave indiana.

Notícias relacionadas (MOM):
05/11/2013 - Lançamento da sonda indiana MOM

Notícias relacionadas (MAVEN):
19/11/2013 - Lançamento da MAVEN
15/11/2013 - MAVEN vai investigar o que aconteceu em Marte
01/11/2013 - NASA prepara lançamento da 1.ª missão de exploração da atmosfera marciana


China alcança a Lua

A Ásia tem cada vez mais um papel de relevo no espaço. Em 2013, a China quebrou a "fome" de 4 décadas ao lançar e colocar na superfície da Lua o "lander " Chang 'e 3 e o rover Yutu, tornando-se na terceira nação a fazê-lo, depois da ex-União Soviética e dos EUA. Ambos aterraram em meados de Dezembro na região Sinus Iridum (latim para Baía do Arco-íris), uma área da parte norte de Mare Imbrium (Mar das Chuvas) no hemisfério norte da Lua.

O rover lunar chinês, Yutu, embarca na sua emocionante aventura. A foto foi capturada pelo Chang'e 3.
Crédito: CNSA/CCTV
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O "lander" está equipado com uma câmara ultravioleta que pode monitorizar a Terra e estudar a formação da plasmasfera do planeta, ou magnetosfera interior, e a sua mudança de densidade. O Chang 'e 3 também transporta um telescópio óptico para estudos astronómicos. O Yutu transporta instrumentos científicos para estudar o solo, subsolo e as crateras de impacto. Está construído para hibernar durante a noite e pode sobreviver três noites lunares ultrafrias, o equivalente a três meses terrestres.

Notícias relacionadas:
27/12/2013 - Rover Yutu parte em busca de novas aventuras
17/12/2013 - China aterra na Lua
03/12/2013 - Lançamento do primeiro rover lunar chinês


Morte de um caçador de planetas

Lançado em 2009, o telescópio espacial Kepler da NASA descobriu 167 planetas extra-solares e identificou cerca de 3000 candidatos a planeta, incluindo um punhado de mundos potencialmente rochosos que podem ser capazes de abrigar vida. Mas a sua missão parou abruptamente em Maio, quando a NASA anunciou que o observatório estava gravemente danificado. O Kepler já não pode orientar-se com extrema precisão e por isso é-lhe impossível ver as ténues diminuições de luz estelar que revelam a presença de mundos alienígenas. Em Agosto, a NASA declarou oficialmente o fim da missão.

Uma proposta missão estendida, apelidada K2, poderá usar a pressão da luz solar para manter o telescópio estável por dois ou três meses de cada vez. Isso daria ao Kepler uma capacidade limitada para continuar a sua caça planetária. Entretanto, os astrónomos vão analisando o tesouro de dados já recolhidos pelo telescópio.

Notícias relacionadas:
29/11/2013 - Proposta "segunda luz" do Kepler
16/08/2013 - NASA termina tentativas de recuperar totalmente telescópio Kepler, considera novas missões
17/05/2013 - Missão Kepler em risco


Voyager 1 alcança o espaço interestelar

A relação intermitente entre a Voyager 1 e o Sistema Solar daria que falar em qualquer revista cor-de-rosa. Mas em Setembro a equipa encarregada da sonda da NASA ficou finalmente pronta para dizer adeus à Voyager 1. Apoiando-se em múltiplas linhas de evidência, a equipa pensa que a sonda ultrapassou de facto a bolha protectora de radiação do Sol.

"Você está aqui": impressão de artista que coloca as impressionantes distâncias do Sistema Solar em perspectiva. A escala é medida em Unidades Astronómicas (UA), com cada distância para lá de 1 UA representando 10 vezes a distância anterior. Cada UA é igual à distância entre a Terra e o Sol.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

De acordo com os seus cálculos, a Voyager 1 entrou oficialmente no espaço interestelar a 25 de Agosto de 2012. A sonda vai continuar a enviar leituras que ajudarão a refinar a nossa compreensão desta zona fronteiriça. Mas o tempo está esgotando-se: a Voyager 1 está ficando sem energia, e em 2020 vai começar a alternar os seus vários instrumentos para poupar electricidade. Por volta de 2025, a Voyager 1 esgotará as suas reservas e ficará silenciosa para todo o sempre.

Notícias relacionadas:
17/09/2013 - Como é que sabemos que a Voyager alcançou o espaço interestelar?
13/09/2013 - É oficial: Voyager 1 deixa Sistema Solar e entra no espaço interestelar
16/08/2013 - Novo estudo argumenta que Voyager 1 já saiu do Sistema Solar
02/07/2013 - Voyager 1 explora fronteira final da nossa "bolha solar"

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Melotte 15 no Coração
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jimmy Walker
 
Nuvens cósmicas parecem formar formas fantásticas nas regiões centrais da nebulosa de emissão IC 1805. Claro, as nuvens são esculpidas por ventos estelares e radiação de estrelas massivas e quentes no enxame estelar recém-nascido da nebulosa, Melotte 15. Com uma idade que ronda um milhão e meio de anos, as estrelas do aglomerado encontram-se perto do centro desta colorida paisagem celeste, juntamente com nuvens escuras de poeira em silhueta. Dominada pela emissão do hidrogénio atómico, esta vista telescópica abrange mais ou menos 30 anos-luz. Mas imagens mais amplas revelam que a estrutura geral de IC 1805 sugere o seu nome popular - a Nebulosa do Coração. IC 1805 está localizada na secção Norte da Via Láctea, a cerca de 7500 anos-luz de distância na direcção da constelação de Cassiopeia.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2013 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.