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Edição n.º 1113
07/11 a 10/11/2014
 
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28/11/14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 07/11: 311.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1492, o Meteorito Ensisheim, o meteorito mais antigo com uma data de impacto conhecida, atinge a Terra por volta do meio-dia, num campo de trigo nos arredores da vila de Ensisheim, Alsácia, França.
Em 1867 nascia Marie Curie, física e química polaca, naturalizada francesa, que levou a cabo estudos pioneiros sobre a radioactividade. Foi a primeira mulher a ganhar o Prémio Nobel e a primeira pessoa a ganhá-lo duas vezes.
Em 1996 era lançada a sonda Mars Global Surveyor.

Observações: Trânsito da sombra de Europa, entre as 01:48 e as 04:45.
Trânsito de Europa, entre as 04:22 e as 07:20.
A Lua, já depois de Cheia, nasce a Este ao lusco-fusco. Assim que esteja alta, procure a alaranjada Aldebarã para baixo e para a esquerda e as Plêiades para a cima e para a esquerda.

Dia 08/11: 312.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1656 nascia Edmond Halley (no calendário juliano corresponde a 29 de Outubro).

Halley foi um cientista inglês que usou a sua teoria das órbitas cometárias para calcular que o cometa de 1682 (Cometa Halley) era periódico e encorajou Isaac Newton a publicar a sua famosa obra de cálculo, gravidade, e das leis da gravidade. Também descobriu em 1718 que algumas das estrelas "fixas" (Sirius, AldebarãBetelgeuse e Arcturo) na realidade tinham o que se chama de "movimento próprio", o que significa que não estão estacionárias ("fixas"). Pensava-se que as estrelas estavam fixas no céu desde a compilação da obra "Almagest" de Ptolomeu.
Em 1895, enquanto fazia experiências com electricidade, Wilhelm Röntgen descobre os raios-X.
Em 1984, lançamento da missão STS-51-A, do vaivém Discovery.

Em 2011, o asteróide potencialmente perigoso 2005 YU55 passa a 0,85 distâncias lunares da Terra (cerca de 324.600 km), a maior aproximação conhecida de um asteróide do seu brilho desde 2010 XC15 em 1976. 
Observações: Eclipse de Io, entre as 04:57 e as 07:18.
A Lua Minguante nasce depois do anoitecer. Procure Aldebarã bem perto para a sua direita. Mais para cima estão as Plêiades.

Dia 09/11: 313.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1934 nascia Carl Sagan.

Carl Sagan começou a sua carreira na ciência da vida no Universo como assistente do prémio Nobel da medicina H. J. Muller nos anos 50. Conhecedor, tanto de Astronomia como de Biologia, as suas contribuições para o estudo da ciência planetária são a fundação da pesquisa actual. "Cosmos", a série televisiva, ganhou vários prémios Emmy e Peabody. O livro, foi o livro científico mais vendido de sempre. O seu romance "Contacto" foi trazido para o cinema através da Warner Bros. Teve um papel fundamental nas sondas MarinerViking e Voyager, pelas quais recebeu a medalha de Feito Científico Excepcional da NASA (duas vezes) e a medalha de Notável Seviço Público. Co-fundador da Sociedade Planetária. Dr. Sagan recebeu o prémio Pulitzer, a medalha Oersted e muitos outros prémios - incluindo dezoito graduações de colégios e Universidades americanas - pelas suas contribuições à Ciência, literatura, educação e conservação do ambiente. Sagan teve o título de Professor David Duncan de Astronomia e Ciências Espaciais e foi director do Laboratório de Estudos Planetários na Universidade de Cornell. O prémio Masursky da Sociedade Astronómica Americana cita "as suas extraordinárias contribuições no desenvolvimento da ciência planetária". Morreu a 20 de Dezembro de 1996. Hoje faria 80 anos.
Em 1967, a NASA lança a nave não-tripulada Apollo 4, no topo do primeiro foguetão Saturno V.
Em 2005, lançamento da missão europeia Venus Express
Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 02:16 e as 04:35.
Trânsito de Io, entre as 03:31 e as 05:53.
Esta noite a Lua encontra-se para a direita da "moca" de Orionte.

Dia 10/11: 314.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1695, nascia John Bevis, médico e astrónomo inglês, conhecido por ter descoberto a Nebulosa do Caranguejo em 1731.
Em 1970 era lançada a sonda lunar Lunokhod 1.

Em 2008, após mais de cinco meses em Marte, a NASA declara a missão Phoenix como terminada depois da perda de comunicações com o "lander".
Observações: Ocultação de Io, entre as 00:41 e as 03:02.
Ocultação de Calisto, entre as 04:51 e as 09:53.
Uma hora antes da meia-noite é já possível observar a Lua perto do horizonte a Este. As duas estrelas brilhantes para a sua esquerda, que formam uma linha inclinada, são Castor e Pollux, da constelação de Gémeos.

 
CURIOSIDADES


Esta semana, não perca o filme "Interstellar" nas salas de cinema!

 
IMAGEM REVOLUCIONÁRIA OBTIDA PELO ALMA REVELA GÉNESIS PLANETÁRIA
Esta é a imagem mais nítida alguma vez obtida pelo ALMA - mais nítida ainda que as imagens no visível obtidas de forma rotineira pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. A imagem mostra o disco protoplanetário que rodeia a estrela jovem HL Tauri. Estas novas observações ALMA revelam subestruturas no seio do disco que nunca tinham sido observadas até hoje, mostrando as possíveis posições de planetas a formarem-se nas regiões escuras do sistema.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para ver versão anotada)
 

Esta nova imagem obtida com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), revela um detalhe extraordinário, nunca observado até hoje, de um disco de formação planetária em torno de uma estrela jovem. Estas são as primeiras observações do ALMA feitas com a sua configuração quase final e as imagens mais nítidas obtidas até à data no submilimétrico. Os novos resultados constituem um enorme passo em frente no estudo do desenvolvimento de discos protoplanetários e formação de planetas.

Para as primeiras observações do ALMA no seu novo modo mais poderoso, os investigadores apontaram as antenas a HL Tauri - uma estrela jovem, a cerca de 450 anos-luz de distância, que se encontra rodeada por um disco de poeira. A imagem resultante excedeu todas as expectativas, já que revela um detalhe inesperado no disco de material que sobrou da formação da estrela, mostrando uma série de anéis brilhantes concêntricos separados por espaços.

"Estas estruturas são quase de certeza o resultado de jovens corpos do tipo planetário a formarem-se no disco. Este facto é algo surpreendente já que não se espera que tais estrelas jovens possuam na sua órbita corpos planetários suficientemente grandes, capazes de produzir as estruturas observadas na imagem," disse Stuartt Corder, Director Adjunto do ALMA.

"Assim que vimos esta imagem ficámos estupefactos, sem palavras, com o nível de detalhe espectacular. HL Tauri não tem mais do que um milhão de anos e, no entanto, parece que o seu disco está já repleto de planetas em formação. Só esta imagem já é suficiente para revolucionar as teorias de formação planetária," explica Catherine Vlahakis, Cientista Adjunta do Programa do ALMA e Cientista de Programa para a Campanha de Linha de Base Longa do ALMA.

O disco de HL Tauri parece estar muito mais desenvolvido do que seria de esperar de um sistema com esta idade. Ou seja, a imagem ALMA sugere igualmente que o processo de formação planetária deve ser muito mais rápido do que o que supúnhamos até agora.

Esta imagem, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, mostra a região tumultuosa em torno de HL Tauri, uma estrela jovem rodeada por um disco protoplanetário.
Crédito: ESA/Hubble e NASA; reconhecimento: Judy Schmidt
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma tal resolução apenas pode ser atingida com as capacidades de linha de base longa do ALMA, dando aos astrónomos informação que seria impossível obter com qualquer outra infra-estrutura existente, incluindo o Telescópio Espacial Hubble. "A logística e infra-estruturas necessárias para colocar as antenas a tais distâncias requereu um trabalho de coordenação sem precedentes por parte de uma equipa internacional de engenheiros e cientistas," disse o Director do ALMA, Pierre Cox. "Estas linhas de base muito longas fazem com que o ALMA atinja um dos seus principais objectivos e assinalam um impressionante marco tecnológico, científico e de engenharia."

Estrelas jovens como HL Tauri nascem em nuvens de gás e poeira fina, em regiões que colapsaram devido ao efeito da gravidade e formaram núcleos densos e quentes, que eventualmente incendiar-se-ão dando origem a jovens estrelas. Estas estrelas estão inicialmente embebidas num casulo de gás e poeira que restou da sua formação. É este material que dá origem ao chamado disco protoplanetário.

É devido às muitas colisões que sofrem, que as partículas de poeira vão-se juntando, crescendo em nodos do tamanho de grãos de areia e pedrinhas. Finalmente, asteróides, cometas e até planetas formar-se-ão no disco. Os jovens planetas quebram o disco, dando origem a anéis, espaços e buracos vazios, tais como os que observámos agora nas estruturas vistas pelo ALMA.

A investigação destes discos protoplanetários é crucial no sentido de percebermos como é que a Terra se formou no Sistema Solar. Observar os primeiros estádios de formação planetária em torno de HL Tauri pode mostrar-nos como é que o nosso próprio sistema planetário seria há mais de quatro mil milhões de anos atrás, aquando da sua formação.

"A maior parte do que sabemos hoje acerca da formação planetária baseia-se na teoria. Imagens com este nível de detalhe têm sido, até agora, relegadas para simulações de computador e impressões artísticas. Esta imagem de alta resolução de HL Tauri mostra-nos até onde o ALMA pode chegar quando estiver a operar com a sua maior configuração e dá início a uma nova era na exploração da formação de estrelas e planetas," diz Tim de Zeeuw, Director Geral do ESO.

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Discos protoplanetários:
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ESO:
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ROVER CURIOSITY ENCONTRA CORRESPONDÊNCIA DE MINERAIS
Esta imagem mostra os primeiros buracos perfurados pelo rover Curiosity no Monte Sharp. O material solto perto dos buracos é material rejeitado e uma acumulação de poeira que deslizou pela rocha durante a perfuração.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Pó de rocha avermelhada, da primeira perfuração numa montanha marciana pelo rover Curiosity da NASA, forneceu a primeira confirmação da missão de um mineral mapeado a partir de órbita.

"Isto liga-nos às identificações minerais a partir de órbita, que agora podem ajudar a guiar as nossas investigações enquanto subimos a encosta e testamos hipóteses derivadas do mapeamento orbital," afirma John Grotzinger, cientista do projecto Curiosity e do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.

O Curiosity recolheu o pó através da perfuração de um afloramento rochoso na base do Monte Sharp no final de Setembro. O braço robótico entregou uma pitada da amostra ao instrumento CheMin (Chemistry and Mineralogy) dentro do rover. Esta amostra, de um alvo chamado "Confidence Hills" dentro do afloramento "Pahrump Hills", continha muito mais hematita do que qualquer outra amostra de rocha ou solo analisada pelo CheMin durante os dois anos da missão. A hematita, ou hematite, é um mineral de óxido de ferro que nos dá pistas sobre as antigas condições ambientais de quando se formou.

Esta imagem do rover Curiosity mostra uma amostra de pó extraído pela broca do rover no alvo "Confidence Hills" - a primeira rocha perfurada após o Curiosity ter alcançado a base do Monte Sharp em Setembro de 2014.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Em observações relatadas em 2010, antes da selecção do local de aterragem do Curiosity, um instrumento de mapeamento mineral a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA forneceu evidências de hematita na unidade geológica que inclui o afloramento Pahrump Hills. O local de aterragem encontra-se dentro da Cratera Gale, uma bacia de impacto com cerca de 154 km de diâmetro, e o Monte Sharp (repleto de camadas) atinge cerca de cinco quilómetros de altura no centro.

"Chegámos à zona da cratera onde temos informações mineralógicas que foram importantes na escolha da Cratera Gale como o local de aterragem," afirma Ralph Millken da Universidade de Brown, em Providence, no estado americano de Rhode Island. Ele faz parte da equipa científica do Curiosity e foi o autor principal do relatório de 2010, publicado na revista Geophysical Research Letters, que identificava os minerais com base em observações da zona inferior do Monte Sharp pelo instrumento CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars) da MRO. "Estamos agora num caminho onde os dados orbitais podem ajudar-nos a prever que minerais vamos encontrar e a fazer boas escolhas sobre onde perfurar. Análises como estas vão ajudar-nos a colocar as observações à escala do rover na história geológica mais ampla de Gale que vemos nos dados orbitais."

Grande parte do primeiro ano do Curiosity em Marte foi passado a investigar afloramentos numa área baixa da Cratera Gale chamada "Yellowknife Bay", perto do local onde o rover aterrou. O rover encontrou um antigo leito de um lago. As rochas aí presentes continham evidências de condições ambientais molhadas há milhares de milhões de anos atrás que ofereciam ingredientes e uma fonte de energia favorável à vida microbiana. Os minerais argilosos de interesse nessas rochas de Yellowknife Bay não foram detectados a partir de órbita, possivelmente devido aos revestimentos de poeira que interferem com as observações do CRISM.

Esta comparação lado-a-lado mostra os padrões de difracção em raios-X de duas amostras diferentes recolhidas em rochas marcianas pelo rover Curiosity. As imagens apresentam dados obtidos pelo instrumento CheMin (Chemistry and Mineralogy) do Curiosity.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O rover passou grande parte do seu segundo ano a viajar desde Yellowknife Bay até à base do Monte Sharp. A hematita descoberta na primeira amostra da montanha demonstra condições ambientais diferentes daquelas registadas nas rochas de Yellowknife Bay. O material rochoso interagiu com a água e a atmosfera para se tornar mais oxidado.

As rochas analisadas anteriormente contêm minerais de óxido de ferro, principalmente magnetita. Uma maneira de formar hematita é colocar magnetita em condições oxidantes. A amostra mais recente contém cerca de 8% de hematita e 4% de magnetita. As rochas perfuradas em Yellowknife Bay e no caminho para o Monte Sharp contêm, no máximo, cerca de 1% de hematita e quantidades muito maiores de magnetita.

"Há mais oxidação envolvida na nova amostra," afirma David Vaniman, vice-investigador principal do CheMin e do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, Arizona.

A amostra está apenas parcialmente oxidada, e a preservação da magnetita e da olivina indica um gradiente de níveis de oxidação. Esse gradiente poderia ter fornecido uma fonte de energia química para os micróbios.

Esta imagem mostra o percurso e alguns locais importantes no afloramento "Pahrump Hills" pelo rover Curiosity no Outono de 2014. O afloramento encontra-se na base do Monte Sharp, dentro da Cratera Gale.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O afloramento Pahrump Hills contém múltiplas camadas acima da camada onde a amostra de Confidence Hills foi recolhida. As camadas variam em textura e também podem variar em concentrações de hematita e outros minerais. A equipa do rover está agora usando o Curiosity para o levantamento do afloramento e avaliação de possíveis alvos para uma inspecção mais detalhada e perfuração.

A missão poderá passar semanas ou até meses em Pahrump Hills antes de prosseguir para cima até uma "pilha" de camadas geológicas que formam o Monte Sharp. Essas camadas superiores incluem uma banda resistente à erosão, mais alta no Monte Sharp, com uma assinatura de hematita tão forte que os cientistas a apelidaram de "Hematite Ridge". O alvo perfurado em Pahrump Hulls é muito mais suave e sofreu mais erosão do que Hematite Ridge.

Outro rover da NASA, o Opportunity, fez uma descoberta importante de esférulas ricas em hematita numa outra zona de Marte em 2004. Essa conclusão serviu como prova de uma história rica em água que produziu essas concreções minerais. A forma da hematita em Pahrump Hills é diferente e é muito importante como pista das condições de oxidação. Muitas outras evidências na Cratera Gale servem como testemunha da presença passada de água.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo CCVAlg:
12/09/2014 - Rover Curiosity chega ao Monte Sharp
24/06/2014 - Curiosity celebra primeiro ano marciano com sucessos da missão
24/12/2013 - Equipa do Curiosity verifica desgaste das rodas, actualiza software
10/12/2013 - Resultados do Curiosity incluem primeira medição de idade em Marte e ajudam à exploração humana
27/09/2013 - Resultados científicos do local de aterragem do Curiosity
27/09/2013 - Curiosity analisa rochas em ponto de paragem
20/09/2013 - Curiosity não detecta metano em Marte
06/08/2013 - Primeiro aniversário do Curiosity em Marte
23/07/2013 - Artigos relatam pistas do passado atmosférico de Marte
09/07/2013 - Rover Curiosity começa viagem até Monte Sharp
07/06/2013 - Cientistas calculam exposição à radiação durante viagem a Marte
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
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Rover Curiosity (MSL):
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Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
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ADEUS "J", OLÁ AGILKIA
O local de aterragem do Philae - capturado a 30 de Outubro de 2014.
Crédito: ESA/Rosetta/NAVCAM - CC BY-SA IGO 3.0
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O local onde o módulo Philae da Rosetta tem aterragem prevista no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, no próximo dia 12 de Novembro, agora tem um nome: Agilkia.

O local de pouso, conhecido anteriormente como "Local J", tem o nome da Ilha de Agilkia, uma ilha no Rio Nilo no sul do Egipto. Muitos edifícios egípcios antigos, incluindo o famoso Templo de Isis, foram transferidos para Agilkia desde a ilha de Philae, quando esta última foi inundada durante a construção das barragens Aswan no século passado.

O nome foi seleccionado por um júri composto por membros do Comité de Navegação do Lander Philae como parte de um concurso público que decorreu entre os dias 16 e 22 de Outubro pela ESA e pelas agências espaciais alemã, francesa e italiana.

Agilkia foi uma das escolhas mais populares - foi proposta por mais de 150 participantes. O comité seleccionou Alexandre Brouste da França como o grande vencedor. Como prémio, o sr. Brouste será convidado a visitar o Centro de Controle de Operações Espaciais da ESA em Darmstadt, Alemanha, para acompanhar a aterragem ao vivo.

Embora talvez não tão complicada como navegar a Rosetta e o Philae em direcção ao cometa, a tarefa de escolher um nome não foi simples. Foram recebidas em apenas uma semana mais de 8000 inscrições de 135 países, demonstrando grande criatividade e diversidade cultural.

"A decisão foi muito difícil," afirma o prof. Felix Huber do Centro Aeroespacial DLR alemão, presidente do Comité de Navegação.

"Recebemos muitas sugestões boas para o nome do Local J e ficámos encantados com uma resposta tão entusiástica de todo o mundo. Queremos agradecer a todos os participantes que partilharam as suas grandes ideias connosco."

Os participantes propuseram nomes numa variedade de línguas, tanto antigas como modernas. Havia também algumas siglas interessantes, sequências curiosas de dígitos e palavras onomatopeicas.

As entradas abrangeram uma gama enorme de temas, desde conceitos abstractos até nomes de lugares na Terra. Tal como o nome vencedor, muitas sugestões ecoaram as origens egípcias da Rosetta e Philae, nomeadas em reconhecimento dos marcos de descodificação hieroglífica, o sistema de escrita sagrada do antigo Egipto.

Muitos nomes marcaram a história da exploração do nosso planeta, pois aquelas viagens para o desconhecido são os antepassados naturais da Rosetta e do Philae. Também foram propostos nomes mitológicos de todo o mundo, incluindo deuses e deusas da água, fertilidade, vida e criação, relacionados intimamente com os temas fundamentais investigados pela missão.

Outros nomes foram inspirados pela história antiga e pela pré-história, enquanto outros recordam marcos na história da ciência, particularmente a história da nossa compreensão dos cometas.

O progresso da Era Espacial foi também homenageado por muitas entradas. Havia muitas referências à ficção científica, celebrando as obras de Júlio Verne, Arthur C. Clarke e Douglas Adams, entre outros.

Também foram propostos personagens imaginários de filmes, séries de televisão, de obras literárias e musicais. Alguns até se referiram aos astronautas virtuais do Kerbal Space Program, um popular videojogo de exploração espacial.

Várias entradas reconheceram a missão Rosetta como um esforço alcançado através da cooperação de muitos países europeus, enquanto outras assinalavam as suas inovadoras conquistas técnicas e científicas.

E, claro, não houve escassez de entradas mais humorísticas, muitas referindo-se à semelhança do núcleo do cometa com um pato de borracha, uma batata ou até mesmo ao cão dos desenhos animados, Snoopy.

Mas a escolha final é Agilkia, que é como o local de aterragem será designado doravante pela ESA e pelos parceiros da missão.

"E não podia ser um nome mais apropriado," comenta Fred Jansen, gerente da missão Rosetta da ESA. "A mudança dos templos da Ilha de Philae para a Ilha de Agilkia foi um esforço técnico ambicioso realizado nas décadas de 1960 e 1970 para preservar um registo arqueológico da nossa história."

"Daqui a poucos dias, o Philae será libertado da sonda até Agilkia. No dia 12 de Novembro, vamos tentar uma aterragem num cometa, um empreendimento ainda mais ambicioso para desvendar os segredos das nossas origens mais remotas."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
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Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
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Sonda Rosetta:
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Philae (Wikipedia)

Ilha de Agilkia:
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Ilha de Philae:
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  Satélite europeu pode descobrir milhares de planetas na Via Láctea (via PHYSORG)
De acordo com um estudo publicado ontem, o recém-lançado satélite Gaia pode revelar dezenas de milhares de planetas novos dentro dos próximos anos, e fornecer aos cientistas um conhecimento bastante melhor do número, variedade e distribuição dos planetas na nossa Galáxia. Ler fonte
     
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Quando a sonda MAVEN chegou ao Planeta Vermelho no passado dia 21 de Setembro, marcou a continuação da exploração de um dos vizinhos celestes mais próximos da Terra, que começou há 50 anos atrás. Em 1964, a Mariner 4 tornou-se na primeira a passar com sucesso por Marte, abrindo o caminho para a exploração humana futura. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 4762: Uma Galáxia de Lado
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA/Hubble e NASA
 
Porque é que existe uma linha brilhante no céu? O que está na foto acima é na verdade uma galáxia de disco vista quase perfeitamente de lado. A imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble é uma lembrança visual e espectacular de quão finas as galáxias de disco podem ser. NGC 4762, uma galáxia no vizinho enxame galáctico de Virgem, é tão fina que é realmente difícil de determinar que tipo de galáxia de disco é. A falta de uma faixa de poeira visível indica que é uma galáxia lenticular com um baixo teor de poeira, embora ainda seja possível que a vista de topo revelasse uma estrutura espiral. A linha estelar invulgar estende-se por cerca de 100.000 anos-luz de ponta a ponta. Perto do centro de NGC 4762 está um pequeno bojo de estrelas, enquanto muitas outras galáxias de fundo são visíveis ao longe. As galáxias que parecem assim tão finas são raras principalmente porque a nossa Terra tem que residir (quase) nos planos extrapolados dos seus finos discos galácticos. Galáxias com esta espessura são relativamente comuns - por exemplo, pensa-se que a nossa própria Via Láctea seja também muito fina.
 

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