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Edição n.º 1466
27/03 a 29/03/2018
 
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29/03/18 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + PALESTRA
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 27/03: 86.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1845, nascia Wilhelm Röntgen, físico alemão que produziu e detetou radiação eletromagnética num comprimento de onda que hoje chamamos de raios-X, um feito que lhe valeu o Prémio Nobel da Física em 1901.
Em 1969, era lançada a Mariner 7

Em 1972, lançamento da soviética Venera 8, um veículo de aterragem que alcançou o planeta Vénus no dia 22 de julho do mesmo ano e transmitiu dados durante 50 minutos.
Observações: Régulo brilha esta noite para baixo e para a esquerda da Lua. Régulo é a estrela mais brilhante da constelação de Leão e a parte de baixo da "Foice": um ponto de interrogação invertido com aproximadamente a altura de um punho à distância do braço esticado.
Trânsito de Europa, entre as 22:38 e as 00:58 (já de dia 28).

Dia 28/03: 87.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1802, Heinrich Wilhem Matthäus Olbers descobre 2 Pallas, o segundo asteroide conhecido.

Em 1993 é descoberto um remanescente de supernova na galáxia M81 (Ursa Maior), pelo astrónomo amador espanhol Francisco Garcia Diaz.
Observações: Régulo brilha hoje para cima e para a direita da Lua.

Dia 29/03: 88.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1807, Vesta, o asteroide mais brilhante e o único que por vezes pode ser visto a olho nu, é descoberto por Heinrich Wilhem Olbers.
Em 1941 nascia Joseph Hooton Taylor, Jr., astrofísico americano.

Foi laureado com o Prémio Nobel da Física pela sua descoberta, em conjunto com Russell Alan Hulse, de um novo tipo de pulsar num sistema binário, que usou para demonstrar a existência da radiação gravitacional, prevista por Einstein. 
Em 1974, a sonda Mariner 10 torna-se a primeira a passar por Mercúrio.
Observações: Cerca de 90 minutos antes do nascer-do-Sol, aviste Marte e Saturno brilhando a apenas 2º um do outro a sul-sudeste. Encontram-se por cima do "Bule de Chá" de Sagitário. Mesmo para baixo dos dois planetas, formando um triângulo quase equilátero com eles, um par de binóculos mostra o grande enxame globular M22, "M13 do sul".
Saturno na sua quadratura oeste, pelas 15:02.

 
CURIOSIDADES

Desde Leonardo da Vinci que se sabe que o brilho da Terra ilumina a Lua com um brilho 50 vezes superior ao da Lua Cheia. Isso explica porque é que nos dias logo após a Lua Nova a parte escura da Lua apresenta um brilho acinzentado.
 
KEPLER PARA LÁ DOS PLANETAS: DESCOBRINDO ESTRELAS EXPLOSIVAS

O astrónomo Ed Shaya encontrava-se no seu escritório a olhar para dados do Telescópio Espacial Kepler da NASA em 2012 quando notou algo invulgar: a luz de uma galáxia havia subido rapidamente 10% de brilho. Shaya ficou instantaneamente emocionado com este aumento súbito de luz, mas também nervoso. O efeito pode ser explicado pela enorme explosão de uma estrela - uma supernova! - ou, mais perturbadoramente, um erro de computador.

"Lembro-me que naquele dia não sabia se devia acreditar ou não," recorda-se. Em vez de celebrar, pensou: "Será que cometi um erro? Estou a fazer tudo errado?"

As explosões estelares produzem e distribuem materiais que compõem o mundo em que vivemos, e também contêm pistas sobre a rapidez com que o Universo se expande. Ao compreender as supernovas, os cientistas podem desvendar mistérios que são fundamentais para o que somos feitos e para o destino do nosso Universo. Mas, para obter a imagem completa, os cientistas devem observar as supernovas a partir de várias perspetivas, especialmente nos primeiros momentos da explosão. O que é realmente difícil - ninguém sabe quando ou onde uma supernova pode ter lugar.

Um pequeno grupo de astrónomos, incluindo Shaya, percebeu que o Kepler podia fornecer uma nova técnica para caçar supernovas. Lançado em 2009, o Kepler é mais conhecido por ter descoberto milhares de exoplanetas. Mas, como um telescópio que olha fixamente para trechos isolados do espaço durante longos períodos de tempo, pode capturar um vasto repositório de outros tesouros cósmicos - especialmente o tipo que muda rapidamente ou aparece e desaparece de vista, como as supernovas.

"O Kepler criou uma nova maneira de olhar para o céu," comenta Jessie Dotson, cientista do projeto Kepler no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, no estado norte-americano da Califórnia. "Foi projetado para fazer uma coisa muito bem, encontrar planetas em torno de outras estrelas. Para tal, tem de fornecer dados contínuos e de alta precisão, que têm sido valiosos para outras áreas da astronomia."

Originalmente, Shaya e colegas estavam à procura de núcleos galácticos ativos nos seus dados do Kepler. Um núcleo galáctico ativo é uma área extremamente brilhante no centro de uma galáxia onde um buraco negro voraz é rodeado por um disco de gás quente. Pensaram em procurar supernovas, mas dado que as supernovas são eventos tão raros, não mencionaram tal objetivo na sua proposta. "Era demasiado incerto," acrescenta Shaya.

Não tendo a certeza se o sinal de supernova que encontrou era real, Shaya e o seu colega Robert Olling da Universidade de Maryland passaram meses a desenvolver um software para melhor calibrar os dados do Kepler, levando em conta variações de temperatura e no apontamento do instrumento. Ainda assim, o sinal da supernova persistia. De facto, encontraram mais cinco supernovas na sua amostra do Kepler de mais de 400 galáxias. Quando Olling mostrou um dos sinais a Armin Rest, agora astrónomo do STScI (Space Science Institute) em Baltimore, EUA, "comecei a babar-me," comentou. Tinha-se aberto a porta para uma nova maneira de rastrear e entender as explosões estelares.

Hoje, estes astrónomos fazem parte do Levantamento Extra-Galáctico do Kepler, uma colaboração entre sete cientistas nos Estados Unidos, Austrália e Chile que procuram supernovas e núcleos galácticos ativos para explorar a física do nosso Universo. Até à data, encontraram mais de 20 supernovas usando dados da nave Kepler, incluindo um tipo exótico relatado por Rest num novo estudo publicado na Nature Astronomy.

"Possuímos algumas das supernovas mais bem compreendidas," realça Brad Tucker, astrónomo do Observatório do Monte Stromlo da Universidade Nacional da Austrália, que faz parte do Levantamento Extra-Galáctico do Kepler.

Um guia para as supernovas: quatro tipos de explosões estelares.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Porque nos preocupamos com as supernovas?

Um antigo mistério da astrofísica é como e porque razão as estrelas explodem de maneiras diferentes. Um tipo de supernova ocorre quando uma densa estrela moribunda chamada anã branca explode. Um segundo tipo ocorre quando uma única estrela gigantesca chega ao fim da sua vida e o seu núcleo não pode mais suportar as forças gravitacionais que agem sobre ele. Os detalhes destas categorias gerais ainda estão a ser trabalhados.

O primeiro tipo, chamado "tipo Ia" (pronunciado "um a") é especial porque o brilho intrínseco de cada uma destas supernovas é quase o mesmo. Os astrónomos usam esta propriedade padrão para medir a expansão do Universo e descobriram que as supernovas mais distantes eram menos brilhantes do que o esperado. Isso indica que estavam mais distantes do que os cientistas pensavam, já que a luz é esticada ao longo do espaço em expansão. Isto provou que o Universo está em expansão a um ritmo acelerado e rendeu a esses investigadores o Prémio Nobel em 2011. A teoria principal é que uma força misteriosa chamada "energia escura" está a empurrar tudo no Universo para longe, cada vez mais depressa.

Mas à medida que os astrónomos encontram cada vez mais exemplos de explosões do tipo Ia, incluindo com o Kepler, percebem que nem todas são criadas iguais. Enquanto algumas destas supernovas acontecem quando uma anã branca rouba demasiada matéria da sua companheira, outras são o resultado da fusão de duas anãs brancas. De facto, as fusões de anãs brancas podem ser mais comuns. Mais investigações sobre supernovas com o Kepler ajudarão os astrónomos na sua missão de descobrir se mecanismos diferentes do tipo Ia resultam em algumas supernovas mais brilhantes do que outras - o que afetaria a forma como são usadas para medir a expansão do Universo.

"Para se ter uma melhor ideia da energia escura, temos que melhor compreender como é que estas supernovas do tipo Ia são formadas," explica Rest.

Outro tipo de supernova, a variedade do "colapso central", ocorre quando uma estrela massiva termina a sua vida numa explosão. Isto inclui as supernovas do "tipo II". Estas supernovas têm uma onda de choque característica, que foi capturada pela primeira vez no ótico pelo Kepler. A equipa do Levantamento Extra-Galáctico do Kepler, liderada pelo membro Peter Garnavich, professor de astrofísica da Universidade de Notre Dame em Indiana, EUA, avistou esta frente de choque em dados de 2011 do Kepler de uma supernova chamada KSN 2011d, uma explosão de uma estrela com aproximadamente 500 vezes o tamanho do nosso Sol. Surpreendentemente, a equipa não encontrou uma onda de choque numa supernova do tipo II mais pequena de nome KSN 2011a, cuja estrela tinha 300 vezes o tamanho do Sol - mas ao invés encontrou a supernova aninhada numa camada de poeira, sugerindo que havia igualmente diversidade nas explosões estelares do tipo II.

Os dados do Kepler revelaram outros mistérios sobre as supernovas. O novo estudo liderado por Rest na Nature Astronomy descreve uma supernova a partir de dados captados pela missão estendida do Kepler, chamada K2, que atinge o seu pico de brilho em pouco mais de dois dias, cerca de dez vezes menos do que as outras demoram. É o exemplo mais extremo conhecido de uma supernova "transitória luminosa em rápida evolução" (em inglês, "fast-evolving luminous transient" ou FELT). As supernovas FELT são tão brilhantes quanto a variedade do tipo Ia, mas aumentam de brilho em menos de 10 dias e desvanecem em aproximadamente 30. É possível que a estrela tenha expelido uma densa camada de gás cerca de um ano antes da explosão e, quando a supernova ocorreu, ejetou material que atingiu a camada de poeira. A energia libertada nessa colisão explicaria o rápido aumento de brilho.

Esta ilustração mostra um modelo proposto para o misterioso evento chamado FELT (Fast-Evolving Luminous Transient). No painel da esquerda, uma velha gigante vermelha perde massa via vento estelar. Isto cria uma gigantesca concha de gás e poeira em redor da estrela. No painel do centro, o núcleo da estrela massiva implode para despoletar uma explosão de supernova. No painel da direita, a onda de choque da supernova colide com a concha externa, convertendo a energia cinética da explosão num brilhante surto de luz. O flash de radiação dura apenas alguns dias - um-décimo da duração de uma explosão de supernova típica.
Crédito: NASA, ESA e A. Feild (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Porquê o Kepler?

Os telescópios na Terra fornecem muitas informações sobre a explosão de estrelas, mas apenas em curtos períodos de tempo - e só quando o Sol se põe e o céu está limpo - de modo que é difícil documentar os efeitos "antes" e "depois" destas explosões. O Kepler, por outro lado, fornece aos astrónomos a rara oportunidade de monitorizar continuamente zonas do céu, durante meses, como uma câmara num carro que está sempre a gravar. De facto, a missão principal do Kepler, que decorreu de 2009 a 2013, forneceu quatro anos de observações do mesmo campo de visão, tirando uma fotografia a cada 30 minutos. Na missão estendida K2, o telescópio mantém o seu olhar fixo até três meses.

Com telescópios terrestres, os astrónomos podem determinar a cor de uma supernova e como muda com o tempo, o que permite descobrir quais os elementos químicos presentes na explosão. A composição da supernova ajuda a determinar o tipo de estrela que explodiu. O Kepler, por outro lado, revela o como e o porquê da estrela ter explodido, e os detalhes de como a explosão progride. Usando os dois conjuntos de dados, os astrónomos podem obter as imagens mais completas de sempre do comportamento das supernovas.

Os planeadores da missão Kepler reavivaram o telescópio em 2013, após o mau funcionamento do segundo dos seus quatro giroscópios - dispositivos que ajudam a controlar a orientação da nave. Na configuração chamada K2, precisa de girar mais ou menos a cada três meses - marcando assim as "campanhas" de observação. Os membros do Levantamento Extra-Galáctico do Kepler argumentaram que, na missão K2, o Kepler podia ainda monitorizar supernovas e outros objetos astrofísicos distantes, além de exoplanetas.

As possibilidades eram tão empolgantes que a equipa do Kepler criou duas campanhas de observação K2 especialmente úteis para coordenar estudos de supernovas com telescópios terrestres. A Campanha 16, que teve início no dia 7 de dezembro de 2017 e terminou no dia 25 de fevereiro de 2018, incluía 9000 galáxias. Existem cerca de 14.000 na Campanha 17, que está agora a começar. Em ambas as campanhas, o Kepler aponta na direção da Terra para que os observadores no solo possam ver a mesma zona do céu que a nave. As campanhas animaram uma comunidade de investigadores que podem aproveitar esta rara coordenação entre o Kepler e os telescópios terrestres.

Uma possível observação recente entusiasmou os astrónomos no domingo em que ocorria a famosa Super Bowl (4 de fevereiro). Naquele "super"-dia, o levantamento ASASSN (All Sky Automated Survey for SuperNovae) relatou uma supernova na mesma galáxia vizinha que o Kepler estava a monitorizar. Este é apenas um dos muitos eventos candidatos que os cientistas estão ansiosos por acompanhar e talvez usar para melhor compreender os segredos do Universo.

Mais algumas supernovas podem surgir graças ao satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, com lançamento previsto para o dia 16 de abril. Entretanto, os cientistas terão muito trabalho pela frente assim que receberem o conjunto de dados completo das campanhas do K2 focadas nas supernovas.

"Será, durante anos, um tesouro de informações sobre supernovas," conclui Tucker.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
UC Berkeley (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
Supernova FELT (JPLraw via YouTube)
Supernova do Tipo Ia Quando uma Anã Branca Rouba Material da Companheira (JPLraw via YouTube)
Supernova do Tipo Ia de uma Fusão Entre Anãs Brancas (JPLraw via YouTube)
Supernova do Colapso do Núcleo (JPLraw via YouTube)
Hubblesite
SPACE.com
COSMOS
New Scientist
Science alert
PHYSORG

Supernovas:
Wikipedia 
Tipo Ia (Wikipedia)
Tipo II (Wikipedia)
NASA

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA)
Arquivo de dados do Kepler
Arquivo de dados da missão K2

 
ROVER CURIOSITY CELEBRA 2000 SOLS
Este mosaico obtido pelo rover Curiosity da NASA olha até ao Monte Sharp, que tem vindo a subir desde 2014. Realçado em branco, uma área com rochas argilosas que os cientistas anseiam explorar; pode fornecer mais informações sobre o papel da água na formação do Monte Sharp. O mosaico foi montado a partir de dúzias de imagens obtidas pela Mastcam do Curiosity. Foi captado no Sol 1931, em janeiro.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para a versão sem o realce branco)
 

O rover Curiosity da NASA acaba de atingir um novo marco: o seu 2000.º dia marciano, ou sol, no Planeta Vermelho. Um mosaico de imagens obtidas pelo rover em janeiro oferece uma prévia do que está por vir.

Pairando sobre a imagem está o Monte Sharp, que o Curiosity tem vindo a subir desde setembro de 2014. No centro da imagem está o próximo grande alvo científico do rover: uma área que os cientistas estudaram a partir de órbita e determinaram conter minerais argilosos.

A formação de minerais de argila requer água. Os cientistas já determinaram que as camadas inferiores do Monte Sharp se formaram dentro de lagos que outrora abarcavam o piso da Cratera Gale. A área em frente pode fornecer informações adicionais sobre a presença da água, quanto tempo persistiu e se o ambiente antigo pode ter sido adequado para a vida.

A equipa científica do Curiosity está ansiosa por analisar amostras retiradas das rochas argilosas vistas no centro da imagem. O rover recentemente começou a testar novamente a sua broca pela primeira vez desde dezembro de 2016. Um novo processo para perfurar amostras rochosas e entregá-las aos laboratórios a bordo do rover ainda está sendo aperfeiçoado em preparação para alvos científicos como a área com minerais argilosos.

O Curiosity aterrou em agosto de 2012 e já percorreu 18,7 quilómetros. Em 2013, a missão encontrou evidências de um antigo ambiente de um lago que fornecia todos os ingredientes químicos básicos para a vida microbiana. Desde alcançar o Monte Sharp em 2014, o Curiosity examinou ambientes onde tanto a água como o vento deixaram as suas marcas. Tendo estudado mais de 180 metros verticais de rocha com sinais de lagos e águas subterrâneas, a equipa científica internacional do Curiosity concluiu que as condições habitáveis duraram pelo menos milhões de anos.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
09/05/2017 - Rover Curiosity recolhe amostras de dunas marcianas
07/02/2017 - Rover Curiosity intensifica paradoxo do passado de Marte 
07/10/2016 - Curiosity começa próximo capítulo marciano 
30/09/2016 - Curiosity descobre que crosta de Marte contribui para a sua atmosfera 
28/06/2016 - Descobertas do rover Curiosity apontam para passado marciano mais parecido com a Terra
13/10/2015 - Equipa do rover Curiosity confirma lagos antigos em Marte 
26/05/2015 - Rover Curiosity ajusta percurso montanha acima
17/04/2015 - Dados meteorológicos do Curiosity reforçam existência de salmoura
19/12/2014 - Rover Curiosity encontra química orgânica, passada e presente, em Marte
12/12/2014 - Rover Curiosity encontra pistas de como a água ajudou a moldar a paisagem marciana
07/11/2014 - Rover Curiosity encontra correspondência de minerais
12/09/2014 - Rover Curiosity chega ao Monte Sharp
24/06/2014 - Curiosity celebra primeiro ano marciano com sucessos da missão
24/12/2013 - Equipa do Curiosity verifica desgaste das rodas, actualiza software
10/12/2013 - Resultados do Curiosity incluem primeira medição de idade em Marte e ajudam à exploração humana
27/09/2013 - Resultados científicos do local de aterragem do Curiosity
27/09/2013 - Curiosity analisa rochas em ponto de paragem
20/09/2013 - Curiosity não detecta metano em Marte
06/08/2013 - Primeiro aniversário do Curiosity em Marte
23/07/2013 - Artigos relatam pistas do passado atmosférico de Marte
09/07/2013 - Rover Curiosity começa viagem até Monte Sharp
07/06/2013 - Cientistas calculam exposição à radiação durante viagem a Marte
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
spaceref
PHYSORG
Smithsonian.com
Inverse
Popular Mechanics
BBC News
AstroPT

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NASA
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Marte:
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EXPLORE O COSMOS COM ESASKY
O par de galáxias em interação M51 (baixo) e NGC 5194 (topo), visto no ESASky, o portal interativo da ESA para aceder a dados astronómicos recolhidos por missões científicas espaciais. Os retângulos e quadrados verdes são "pegadas" no céu dos diferentes instrumentos a bordo do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.
O ESASky é um portal de descoberta que fornece acesso total a todo o céu. A aplicação de ciência aberta contém mais de meio milhão de imagens, 300.000 espectros e mais de mil milhões de fontes de catálogos.
O ESASky possui uma interface fácil de explorar, visualizar e de transferir dados científicos de qualquer posição no céu.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Conheça o ESASky, um portal de descoberta que fornece acesso total a todo o céu. Esta aplicação de ciência aberta permite que usuários de computadores, tablets e dispositivos móveis visualizem objetos cósmicos próximos e distantes ao longo do espectro eletromagnético.

Um inovador atlas celestial, a aplicação ESASky, baseada na Internet, oferece aos astrónomos - profissionais e amadores - uma maneira fácil de aceder a dados científicos de alta qualidade. Contém mais de meio milhão de imagens, 300.000 espectros e mais de mil milhões de fontes de catálogos.

Dos raios-gama aos comprimentos de onda de rádio, a aplicação científica permite aos utilizadores explorar o cosmos com dados de uma dúzia de missões espaciais dos arquivos astronómicos das missões da frota espacial da ESA, bem como de algumas missões da NASA e da JAXA. ESASky não requer conhecimento prévio de cada missão em particular.

"Queremos ampliar o acesso a dados astronómicos das sofisticadas naves espaciais e telescópios espaciais da ESA, e oferecer aos usuários os melhores produtos científicos disponíveis de cada missão", disse Bruno Merín, Diretor do Centro de Dados Científicos da ESA no Centro Europeu de Astronomia Espacial da ESA (ESAC), perto de Madrid, Espanha.

"Os especialistas optaram por simplificar as suas vidas, e o ESASky está aqui para ajudá-los".

Todos os céus no seu navegador

O conteúdo total do ESASky, o portal interativo da ESA para aceder a dados astronómicos recolhidos por missões científicas espaciais.
Ao fazer "zoom out" para ver metade do céu e mostrar as pegadas de todas as missões (os diferentes quadrados coloridos), os utilizadores obtêm um mapa de cobertura de todas as observações já feitas desde os raios-X até ao infravermelho longínquo num único mapa.
O ESASky é um portal de descoberta que fornece acesso total a todo o céu. A aplicação de ciência aberta contém mais de meio milhão de imagens, 300.000 espectros e mais de mil milhões de fontes de catálogos.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

ESASky possui uma interface de exploração de todo o céu. Os utilizadores podem facilmente focar qualquer lugar do céu para visualizar a estrela, a galáxia ou outro objeto cósmico do seu interesse e recuperar os dados relevantes capturados naquela área do céu, com apenas alguns cliques. Além disso, podem comparar observações da mesma fonte realizada em diferentes comprimentos de onda com diferentes missões espaciais. Por exemplo, os dados de infravermelho distante do Observatório Espacial Herschel podem ser combinados com observações do observatório de raios-X XMM-Newton.

A ferramenta também pode ser usada para ajudar a preparar futuras observações com o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, comparando a porção relevante do céu como observada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA ou por qualquer uma das outras missões incluídas no ESASky.

Existem muitas opções para visualizar e aceder aos dados astronómicos com o ESASky. Pegadas interativas do campo de visão de cada instrumento no céu, fontes de catálogo, informações adicionais sobre cada observação e trajetórias de objetos do Sistema Solar podem ser combinadas e exibidas.

A plataforma promove colaborações entre cientistas, já que os utilizadores podem inspecionar uma região do céu, partilhá-la com colegas e descarregar todos os dados sem ter de fazer login ou se registar, simplificando ainda mais o acesso aos arquivos de dados.

O que se pode encontrar?

A galáxia espiral M101 vista no ESASky, o portal interativo da ESA para aceder a dados astronómicos recolhidos por missões científicas espaciais.
Os círculos amarelos e vermelhos são ícones clicáveis que se referem a publicações científicas relacionadas com as fontes individuais nesta galáxia, mostrando os detalhes dessas publicações no painel em baixo. Estes incluem hiperligações diretas no Sistema de Dados Astrofísicos da NASA.
O ESASky é um portal de descoberta que fornece acesso total a todo o céu. A aplicação de ciência aberta contém mais de meio milhão de imagens, 300.000 espectros e mais de mil milhões de fontes de catálogos.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O ESASky contém dados de mais de um milhão de observações astronómicas recolhidas desde 1978. As fontes cósmicas variam de planetas, satélites e cometas a estrelas, o meio interestelar que permeia a nossa Via Láctea e outras galáxias além da nossa.

A partir de março de 2018, a plataforma incorpora dados de missões anteriores e atuais da ESA, como EXOSAT, Gaia, Herschel, Hipparcos, Telescópio Espacial Hubble, Explorador Ultravioleta Internacional, INTEGRAL, Observatório Espacial de Infravermelho (ISO), Planck, e XMM- Newton. Também inclui dados dos telescópios espaciais Chandra da NASA e Suzaku da NASA/JAXA.

A versão mais recente do ESASky, lançada no mês passado, inclui acesso a publicações científicas.

"Os utilizadores podem destacar no céu todos os objetos astronómicos que são apresentados em publicações científicas", explica Deborah Baines, Líder Científica do Arquivo de Astronomia do ESAC.

"Ao clicar num ícone específico, é possível abrir a lista de publicações disponíveis para cada objeto, dirigindo-se diretamente à publicação no Sistema de Dados Astrofísicos da NASA", acrescenta.

"Esta é uma maneira útil de procurar e relacionar visualmente publicações científicas com fontes astronómicas. "

ESASky está em desenvolvimento contínuo. Novas funcionalidades e conjuntos de dados serão adicionados em versões futuras para tornar a aplicação mais robusta e completa. As próximas versões fornecerão uma melhor usabilidade para telemóveis e a possibilidade de procurar mudanças ao longo do tempo em qualquer área do céu que tenha sido observado mais de uma vez.

"Encorajamos todos a experimentar o ESASky e a mergulhar no cosmos com a ponta dos dedos", conclui Merín.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)

ESASky:
Página principal

Observatório Espacial Herschel:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
NASA
Caltech
Wikipedia

Observatório XMM-Newton:
ESA
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Gaia:
ESA
ESA - 2
Arquivo de dados do Gaia
SPACEFLIGHT101
Wikipedia

Satélite Hipparcos:
ESA
Wikipedia

IUE (International Ultraviolet Explorer):
ESA
Wikipedia

INTEGRAL:
ESA
Wikipedia

ISO:
ESA (página oficial)

Wikipedia

Observatório Planck:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
NASA
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 602 e Além
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: raios-X: Chandra: NASA/CXC/Univ.Potsdam/L.Oskinova et al; 
Ótico: Hubble: NASA/STScI; Infravermelho: Spitzer: NASA/JPL-Caltech
 
Perto dos arredores da Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite a cerca de 200 mil anos-luz de distância, está situado o jovem enxame estelar NGC 602. Rodeado por gás e poeira natal, NGC 602 é apresentado nesta impressionante imagem obtida pelo Hubble, melhorada com imagens em raios-X pelo Chandra e infravermelhas pelo Spitzer. Cristas fantásticas e formas "penteadas para trás" sugerem fortemente que a radiação energética e ondas de choque das massivas e jovens estrelas de NGC 602 provocaram a erosão do material poeirento e despoletaram uma progressão da formação estelar que se move para fora do centro do enxame. À distância estimada da Pequena Nuvem de Magalhães, a imagem cobre cerca de 200 anos-luz, mas também são aqui visíveis muitas outras galáxias de fundo. Estas galáxias estão centenas de milhões de anos-luz, ou mais, para trás de NGC 602.
 

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