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  Astroboletim #1809  
  09/07 a 12/07/2021  
     
 
Efemérides

Dia 09/07: 190.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1911, nascia John Archibald Wheeler, físico teórico americano que popularizou o termo "buraco negro" e "buraco de minhoca".
Em 1979, a sonda Voyager 2 efetuava o seu "flyby" por Júpiter.

A descoberta de atividade vulcânica no satélite Io foi provavelmente a maior descoberta desta passagem.
Observações: Tem observado, por estes dias, os planetas Vénus e Marte pouco depois do pôr-do-Sol? Tem notado que estão cada vez mais perto um do outro a partir do ponto de vista da Terra? Estarão em conjunção nos dias 12 e 13 de julho.
Ao anoitecer, poderá encontrar as duas estrelas mais brilhantes do verão: Vega e Arcturo, igualmente perto do zénite: Vega para este, Arcturo para sudoeste. A um-terço do caminho entre Arcturo e Vega, procure o semicírculo de Coroa Boreal e a sua estrela Alphecca, de magnitude 2, a única moderadamente brilhante.
A dois-terços entre Arcturo e Vega está a constelação de Hércules.

Dia 10/07: 191.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita.

Observações: Lua Nova, pelas 02:17.
Se tiver um céu escuro o suficiente nestas noites sem Lua, a Via Láctea forma agora um arco magnífico no céu a este. Vai desde Cassiopeia a norte-nordeste, passando por Cisne e pelo Triângulo de Verão a este, e descendo pelo "bule de chá" de Sagitário a sul.

Dia 11/07: 192.º dia do calendário gregoriano.
História: Cálculos matemáticos sugerem que neste dia, em 1735, Plutão moveu-se para dentro da órbita de Neptuno pela última vez antes de 1979. Plutão esteve mais perto do Sol do que Neptuno entre 1979 e 1999.
Em 1801, o astrónomo francês Jean-Louis Pons faz a sua primeira descoberta cometária. Durante os 27 anos seguintes, descobre outros 36 cometas, mais do que qualquer outra pessoa na História. 
Em 1962 o cosmonauta Micolaev fica em órbita quatro dias, um recorde naquela época. No mesmo ano, é feita a primeira transmissão transatlântica de televisão por satélite.
Em 1979, a Skylab regressa à Terra.

A área de detritos situa-se entre o Oceano Índico Sudeste e uma secção pouco populada do oeste da Austrália.
Em 2012, astrónomos anunciam a descoberta de Estige, a quinta lua de Plutão.
Observações: Continue a observar os planetas Vénus e Marte assim que visíveis. Consegue ver que estão ainda mais perto um do outro? É uma observação complexa, dado que fica mesmo muito baixos antes de ficar completamente noite.

Dia 12/07: 193.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1988 era lançada a sonda soviética Phobos 2.

Após o envio de dados da sonda, esta perdeu-se em janeiro de 1989.
Em 1999, maior aproximação do cometa Tempel 2 pela Terra (0,654 UA).
Em 2000, o módulo de serviço Zvezda, o terceiro componente e centro funcional da porção russa da ISS, é lançado a bordo de um foguetão Proton.
Observações: Conjunção entre Marte e Vénus, separação de 0,5º, hoje e amanhã.

 
 
   
Metano nas plumas de Encélado: possíveis sinais de vida?

Um novo estudo publicado na revista Nature Astronomy, por cientistas da Universidade do Arizona e da Université Paris Sciences & Lettres, sugere que está provavelmente em funcionamento, no oceano oculto sob a concha gelada da lua de Saturno, Encélado, um processo desconhecido de produção de metano.

As gigantescas plumas de água em erupção de Encélado há muito que fascinam os cientistas e o público, inspirando investigações e especulações sobre o vasto oceano que se pensa estar "espremido" entre o núcleo rochoso da lua e a sua concha gelada. Voando através das plumas e amostrando a sua composição química, a nave espacial Cassini detetou uma concentração relativamente alta de certas moléculas associadas a fontes hidrotermais no fundo dos oceanos da Terra, especificamente di-hidrogénio, metano e dióxido de carbono. A quantidade de metano encontrado nas plumas foi particularmente inesperada.

 

Plumas dramáticas, tanto grandes como pequenas, expelem água gelada a partir de muitos locais ao longo das "listas de tigre" perto do pólo sul de Encélado.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
 

"Queríamos saber: será que micróbios semelhantes aos da Terra, que 'comem' di-hidrogénio e produzem metano, explicam a quantidade surpreendentemente grande de metano detetada pela Cassini?" disse Régis Ferrière, professor associado do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade do Arizona e um dos dois autores principais do estudo. "A busca por tais micróbios, conhecidos como metanógenos, no fundo do mar de Encélado, exigiria missões de mergulho profundo extremamente desafiadoras que não estão nem nos planos das próximas décadas."

Ferrière e a sua equipa seguiram um caminho diferente e mais fácil: construíram modelos matemáticos para calcular a probabilidade de que diferentes processos, incluindo a metanogénese biológica, pudessem explicar os dados da Cassini.

Os autores aplicaram novos modelos matemáticos que combinam geoquímica e ecologia microbiana para analisar os dados das plumas obtidos pela Cassini e modelar os possíveis processos que melhor explicariam as observações. Eles concluem que os dados da Cassini são consistentes com atividade microbiana de fontes hidrotermais, ou com processos que não envolvem formas de vida, mas são diferentes dos que ocorrem na Terra.

Na Terra, a atividade hidrotermal ocorre quando a água fria do mar penetra no fundo do oceano, circula pela rocha subjacente e passa perto de uma fonte de calor, como uma câmara de magma, antes de expelir novamente essa água por meio de fontes hidrotermais. Na Terra, o metano pode ser produzido através de atividade hidrotermal, mas a um ritmo lento. A maior parte da produção deve-se a microrganismos que aproveitam o desequilíbrio químico do di-hidrogénio produzido hidrotermalmente como fonte de energia e produzem metano a partir do dióxido de carbono num processo chamado de metanogénese.

A equipa analisou a composição das plumas de Encélado como o resultado final de vários processos químicos e físicos que ocorrem no interior da lua. Primeiro, os cientistas avaliaram qual a produção hidrotermal de di-hidrogénio que melhor se ajustaria às observações da Cassini e se esta produção podia fornecer "alimento" suficiente para sustentar uma população de metanógenos hidrogenotróficos semelhantes aos da Terra. Para tal, desenvolveram um modelo para a dinâmica populacional de um hipotético metanógeno hidrogenotrófico, cujo nicho termal e energético foi modelado a partir de estirpes conhecidas da Terra.

Os autores então executaram o modelo para ver se um determinado conjunto de condições químicas, como a concentração de di-hidrogénio no fluido hidrotermal e a temperatura forneceriam um ambiente adequado para o crescimento destes micróbios. Também analisaram o efeito que uma população hipotética de micróbios teria no seu ambiente - por exemplo, nas taxas de escape do hidrogénio e do metano na pluma.

 
Esta imagem de Encélado é uma impressão de artista que ilustra a possível atividade hidrotermal no fundo oceânico - e por baixo - subterrâneo, com base em resultados publicados da missão Cassini.
Crédito: NASA/JPL
 

"Em resumo, não apenas pudemos avaliar se as observações da Cassini são compatíveis com um ambiente habitável, mas também pudemos fazer previsões quantitativas sobre as observações esperadas, caso realmente exista metanogénese no fundo do mar de Encélado," explicou Ferrière.

Os resultados sugerem que mesmo a estimativa mais alta possível da produção abiótica de metano - ou produção de metano sem ajuda biológica - com base na química hidrotermal conhecida está longe de ser suficiente para explicar a concentração de metano medida nas plumas. No entanto, ao acrescentar a metanogénese biológica à mistura, podia produzir metano suficiente para coincidir com as observações da Cassini.

"Obviamente, não estamos a concluir que existe vida no oceano de Encélado," disse Ferrière. "Ao invés, queríamos entender a probabilidade de que as fontes hidrotermais de Encélado pudessem ser habitáveis para microrganismos semelhantes aos da Terra. Muito provável, dizem-nos os dados da Cassini, de acordo com os nossos modelos.

"E a metanogénese biológica parece ser compatível com os dados. Por outras palavras, não podemos descartar a 'hipótese de vida' como altamente improvável. Para rejeitar a hipótese de vida, precisamos de mais dados de missões futuras," acrescentou.

Os autores esperam que o seu artigo forneça orientação para estudos que visem melhor compreender as observações feitas pela Cassini e que incentive investigações para elucidar os processos abióticos que podem produzir metano suficiente para explicar os dados.

Por exemplo, o metano pode vir da decomposição de matéria orgânica primordial que pode estar presente no núcleo de Encélado e que pode ser parcialmente transformada em di-hidrogénio, metano e dióxido de carbono por meio do processo hidrotermal. Esta hipótese é muito plausível se se descobrir que Encélado foi formado por meio da acreção de material orgânico fornecido por cometas, explicou Ferrière.

"Em parte, resume-se a quão prováveis pensamos ser as diferentes hipóteses," disse. "Por exemplo, se considerarmos que a probabilidade de vida em Encélado é extremamente baixa, então tais mecanismos abióticos alternativos tornam-se muito mais prováveis, mesmo se forem muito estranhos em comparação com o que conhecemos aqui na Terra."

Segundo os autores, um avanço muito promissor do artigo está na sua metodologia, pois não se limita a sistemas específicos como oceanos interiores de luas geladas e abre caminho para lidar com dados químicos de planetas para lá do Sistema Solar à medida que estes tornarem disponíveis nas próximas décadas.

// Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
// Nature Astronomy (artigo científico)

 


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Notícias relacionadas:
EurekAlert!
SPACE.com
ScienceDaily
PHYSORG
science alert

Encélado:
Solarviews
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Cassini:
NASA
Wikipedia

 
   
Telescópio Kepler vislumbra população de planetas interestelares

Foram descobertas evidências tentadoras de uma população misteriosa de planetas interestelares, planetas que podem viajar sozinhos pelo espaço profundo, não ligados a qualquer estrela hospedeira. Os resultados incluem quatro novas descobertas que são consistentes com planetas de massas semelhantes à da Terra, publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O estudo, liderado por Iain McDonald da Universidade de Manchester, Reino Unido (agora da Open University), usou dados obtidos em 2016 durante a fase K2 da missão do Telescópio Espacial Kepler da NASA. Durante esta campanha de dois meses, o Kepler monitorizou um campo lotado com milhões de estrelas perto do centro da nossa Galáxia a cada 30 minutos para encontrar eventos de microlentes gravitacionais.

 
Impressão de artista de um planeta flutuante.
Crédito: A. Stelter/Wikimedia Commons
 

A equipa de estudo encontrou 27 sinais candidatos a microlente, de curta duração, que variaram em escalas de tempo uma hora e 10 dias. Muitos deles haviam sido vistos anteriormente em dados obtidos simultaneamente a partir do solo. No entanto, os quatro eventos mais curtos são novas descobertas que são consistentes com planetas de massas semelhantes à da Terra.

Estes novos eventos não mostram um sinal mais longo que pode ser esperado de uma estrela hospedeira, sugerindo que estes novos eventos podem ser planetas fugitivos. Estes planetas podem ter sido formados originalmente em torno de uma estrela-mãe antes de serem ejetados pelo puxão gravitacional de outros planetas mais massivos no sistema.

Previstas por Albert Einstein há 85 anos atrás como consequência da sua Teoria da Relatividade Geral, as microlentes descrevem como a luz de uma estrela de fundo pode ser temporariamente ampliada pela presença de outras estrelas em primeiro plano. Isto produz uma pequena explosão de brilho que pode durar de horas a alguns dias. Aproximadamente uma em cada milhão de estrelas na nossa Galáxia é visivelmente afetada por microlentes a qualquer momento, mas espera-se que apenas uma pequena percentagem delas seja provocada por planetas.

O Kepler não foi projetado para encontrar planetas usando microlentes, nem para estudar os campos estelares extremamente densos do interior da Galáxia. Isto significa que tiveram que ser desenvolvidas novas técnicas de redução de dados para procurar sinais dentro do conjunto de dados do Kepler.

Iain explica: "Estes sinais são extremamente difíceis de encontrar. As nossas observações apontaram um telescópio idoso, enfermo e com visão turva para uma das partes mais densamente povoadas do céu, onde já existem milhares de estrelas brilhantes que variam em brilho, e milhares de asteroides que deslizam pelo nosso campo. A partir desta cacofonia, tentámos extrair minúsculos aumentos de brilho, característicos de planetas, e só temos uma chance de ver um sinal antes que este desapareça. É tão fácil quanto olhar para o piscar de um pirilampo no meio de uma autoestrada, usando apenas um telemóvel."

O coautor Eamonn Kerins da Universidade de Manchester, também comenta: "O Kepler alcançou o que nunca tinha sido desenhado para fazer, ao fornecer mais evidências tentadoras para a existência de uma população de planetas flutuantes de massa parecida à da Terra. Agora, passou o bastão para outras missões que serão projetadas para encontrar tais sinais, sinais tão elusivos que o próprio Einstein pensou que provavelmente nunca seriam observados. Estou muito empolgado que a próxima missão Euclid da ESA também se possa juntar a este esforço como uma atividade científica adicional à sua missão principal."

A confirmação da existência e natureza dos planetas fugitivos será um foco importante para as próximas missões, como o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA, e possivelmente a missão Euclid da ESA, ambas otimizadas para procurar sinais de microlentes.

// Sociedade Astronómica Real (comunicado de imprensa)
// The Open University (comunicado de imprensa)
// Universidade de Manchester (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Animação de um sinal de microlente visto da Terra (Sociedade Astronómica Real via YouTube)

 


Saiba mais

Planetas interestelares (ou "fugitivos"):
Wikipedia

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Microlentes gravitacionais:
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA
NASA - 2
Wikipedia

Euclid:
ESA
Wikipedia

RST ([Nancy Grace] Roman Space Telescope, anteriormente WFIRST):
NASA
Wikipedia
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Descoberta uma grande população de buracos negros no enxame Palomar 5

Palomar 5 é um enxame de estrelas único. Em primeiro lugar, porque é um dos enxames menos densos no halo da nossa Galáxia, com a distância média entre as estrelas sendo alguns anos-luz, comparável à distância entre o Sol e a sua estrela mais próxima. Em segundo lugar, possui um fluxo estelar a ele associado que se estende por mais de 20 graus no céu. Num artigo publicado na revista Nature Astronomy, uma equipa internacional de astrónomos e astrofísicos liderados pela Universidade de Barcelona mostra que ambas as características distintivas de Palomar 5 são provavelmente o resultado de uma grande população de buracos negros - mais de 100 destes objetos no centro do enxame.

"O número de buracos negros é aproximadamente três vezes maior do que o esperado para o número de estrelas no enxame, e isso significa que mais de 20% da massa total do enxame é composta por buracos negros. Cada um tem uma massa de aproximadamente 20 sóis, e formaram-se em explosões de supernova no final da vida de estrelas massivas, quando o enxame ainda era muito jovem," diz o professor Mark Gieles, do Instituto de Ciências do Cosmos da Universidade de Barcelona e autor principal do artigo científico.

 
Mapa do plano da Via Láctea obtido a partir de dados do catálogo eDR3 do Gaia. Na parte superior mostra-se uma região que contém o enxame globular Palomar 5 e as suas correntes de maré (dados obtidos graças ao DECaLS (Dark Energy Camera Legacy Survey) do DESI).
Crédito: M. Gieles et al.(2021)/ Gaia eDR3/ DECaLS-DESI
 

As correntes de maré são fluxos de estrelas que foram ejetadas por enxames estelares ou por galáxias anãs perturbadoras. Nos últimos anos, foram descobertos no halo da Via Láctea quase trinta destes finos fluxos estelares. "Nós não sabemos como é que estas correntes se formam, mas uma ideia é que são enxames estelares perturbados. No entanto, nenhuma das correntes recentemente descobertas possui um enxame estelar a elas associado, portanto não podemos ter a certeza. De modo que para entender como é que estes fluxos se formam, precisamos de estudar um com um sistema estelar a ele associado. Palomar 5 é o único caso, o que o torna numa espécie de Pedra de Roseta para a compreensão da formação de correntes e por isso é que o estudamos detalhadamente," explica Gieles.

Os autores simulam as órbitas e a evolução de cada estrela desde a formação do enxame até à sua dissolução final. Variaram as propriedades iniciais do enxame até que fosse encontrada uma boa correspondência com as observações do fluxo e do enxame. A equipa descobriu que Palomar 5 foi formado com uma proporção mais baixa de buracos negros, mas as estrelas escaparam com mais facilidade do que os buracos negros, de modo que esta proporção aumentou gradualmente. Os buracos negros "inflaram" o enxame em interações de assistência gravitacional com estrelas, o que levou à fuga de ainda mais estrelas e à formação da corrente. Antes de se dissolver completamente - daqui a cerca de mil milhões de anos - o enxame consistirá inteiramente de buracos negros.

Gieles destaca que neste artigo científico "mostrámos que a presença de uma grande população de buracos negros pode ter sido comum em todos os enxames que formaram correntes". Isto é importante para a nossa compreensão da formação dos enxames globulares, das massas iniciais das estrelas e da evolução das estrelas massivas. Este trabalho também tem implicações importantes para as ondas gravitacionais.

Palomar 5 é um enxame globular descoberto em 1950 por Walter Baade. Está situado na direção da constelação de Serpente, a uma distância de mais ou menos 65.000 anos-luz, e é um dos cerca de 150 enxames globulares que orbitam em torno da Via Láctea. Tem mais de 10 mil milhões de anos, como a maioria dos outros enxames globulares, o que significa que se formou nas fases iniciais da formação galáctica. É cerca de 10 vezes menos massivo e 5 vezes mais extenso do que um enxame globular típico e encontra-se nos estágios finais da sua dissolução.

// Universidade de Barcelona (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Simulação do enxame Palomar 5 e da sua corrente estelar (Mark Gieles via YouTube)

 


Saiba mais

Palomar 5:
Wikipedia

Enxames globulares:
CCVAlg - Astronomia
SEDS
Wikipedia

Via Láctea:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
SEDS

 
   
Também em destaque
  Galáxias satélite podem continuar a formar estrelas quando passam perto das suas galáxias parentes (via IAC)
Historicamente, a maioria dos cientistas pensava que assim que uma galáxia satélite passasse perto de uma galáxia maior, a sua formação estelar pararia porque essa grande galáxia iria remover gás, deixando privada de material para formar novas estrelas. No entanto, pela primeira vez, uma equipa mostrou, usando simulações numéricas, que tal nem é sempre o caso. Os resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - Periélio a Afélio
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Richard Jaworski
 
O afélio de 2021 ocorreu no dia 5 de julho. Este é o ponto na órbita elíptica da Terra em que está mais distante do Sol. Claro, a distância do Sol não determina as estações. Essas são governadas pela inclinação do eixo de rotação da Terra, de modo que julho ainda é verão no hemisfério norte e inverno no hemisfério sul. Mas, no entanto, significa que no dia 5 de julho o Sol estava no seu menor tamanho aparente quando visto do planeta Terra. Esta composição compara perfeitamente duas fotos do Sol, ambas tiradas com o mesmo telescópio e câmara. A metade esquerda foi capturada perto da data do periélio (2 de janeiro), o ponto mais próximo orbital da Terra mais perto do Sol. A metade direita foi registada pouco antes do afélio em 2021. De outra forma difícil de notar, a mudança no diâmetro aparente do Sol entre o periélio e o afélio chega a pouco mais de 3 por cento.
 
   
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