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Edição n.º 1348
07/02 a 09/02/2017
 
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24/02/17 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 07/02: 38.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1979, Plutão movia-se para dentro da órbita de Neptuno pela primeira vez desde a sua descoberta. Sai de dentro da órbita de Neptuno no dia 11 de fevereiro de 1999.
Em 1984, durante a missão STS-41-B do programa do vaivém espacial, os astronautas Bruce McCandless II e Robert L. Stewart fazem o pimeiro passeio espacial sem ligação ao vaivém usando a Unidade de Manobra Tripulada.
Em 1991, a nave Salyut 7 despenha-se na atmosfera sobre a Argentina.
Em 1999, lançamento da sonda Stardust da NASA. Foi a primeira missão a recolher amostras de poeira cometária (Wild 2) e poeira cósmica.
Em 2001, lançamento da missão STS-98, do vaivém Atlantis, com o módulo "Destiny" da Estação Espacial Internacional. O lançamento ao pôr-do-Sol é descrito por muitos observadores experientes como dos lançamentos mais bonitos que alguma vez viram.

Em 2016, a Coreia do Norte lança o satélite Kwangmyŏngsŏng-4 para o espaço.
Observações: Após o cair da noite, olhe para este, não muito alto, em busca da estrela Régulo. Estendo-se para cima e para a sua esquerda, a "Foice de Leão", um ponto de interrogação invertido. "Leão anuncia a primavera", diz o ditado. Na realidade, o aparecimento de Leão anuncia a 2.ª metade da fria constelação de inverno. Com o chegar da primavera, já Leão está bem alto.

Dia 08/02: 39.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, o meteorito Allende cai perto de Pueblito de Allende, Chihuahua, México.

Em 1974, após 84 dias no espaço, a última tripulação da primeira estação espacial americana, a Skylab, regressa à Terra.
Em 1992, a sonda espacial Ulysses usa a gravidade de Júpiter para poder explorar os pólos do Sol.
Observações: Eclipse de Io, entre as 03:57 e as 06:14.
Ocultação de Io, entre as 05:05 e as 07:21.
Esta noite, a Lua brilha no segmento do Hexágono de Inverno entre Pollux e Procyon.

Dia 09/02: 40.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1913, é visível ao longo da costa este do continente americano um grupo de meteoros, levando os astrónomos a concluir que a fonte foi um satélite natural da Terra, pequeno e de curta vida.
Em 1971, o módulo lunar da missão Apollo 14 faz a sua aterragem após ter colocado homens na Lua pela 3ª vez.
Em 1975, a Soyuz 17 regressa à Terra.
Em 1986 regressava o cometa Halley.

Em 1995, os astronautas do vaivém espacial Bernard A. Harris, Jr. e Michael Foale tornam-se no primeiro africano-americano e primeiro inglês, respetivamente, a fazer passeios espaciais.
Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 01:20 e as 03:36.
Trânsito de Io, entre as 02:24 e as 04:51.
A Lua está agora para cima de Pollux e Castor (Pollux é a mais baixa e brilhante das duas estrelas, com tons alaranjados). À mesma distância, mas para a direita, está Procyon.
Eclipse de Io, entre as 22:27 e as 00:43 (já de dia 10).

 
CURIOSIDADES


Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, é uma anã vermelha, assim como 20 das 30 estrelas seguintes.

 
ROVER CURIOSITY INTENSIFICA PARADOXO DO PASSADO DE MARTE
Os leitos rochosos deste local somam a um puzzle sobre o passado de Marte indicando que um lago aí esteve presente, mas que pouco dióxido de carbono estava na atmosfera para ajduar a manter o lago líquido.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas que estudam Marte estão a lidar com um problema. As amplas evidências dizem que, no passado, Marte esteve por vezes molhado, e que a água corria e acumulava-se à superfície do planeta. No entanto, nessa altura o Sol era cerca de um-terço menos quente e os modeladores climáticos trabalham arduamente para produzir cenários que tornam a superfície de Marte quente o suficiente para manter a água líquida.

A teoria dominante é a da existência de uma atmosfera de dióxido de carbono mais espessa que formou um manto de efeito de estufa, ajudando a aquecer a superfície do jovem Marte. No entanto, de acordo com uma nova análise de dados do rover Curiosity da NASA, Marte teve muito pouco dióxido de carbono, há cerca de 3,5 mil milhões de anos atrás, para fornecer aquecimento suficiente para o efeito de estufa descongelar a água gelada.

O mesmo leito rochoso em que o Curiosity encontrou sedimentos de um antigo lago onde micróbios poderiam ter prosperado é a fonte das evidências que acrescentam tantos dilemas ao puzzle de como poderá ter existido tal lago. O Curiosity não detetou minerais de carbonatos nas amostras rochosos que analisou. A nova análise conclui que a escassez de carbonatos naquele leito rochoso significa que a atmosfera de Marte, à altura da existência do lago - cerca de 3,5 mil milhões anos atrás - não poderia ter mantido muito dióxido de carbono.

"Ficámos particularmente impressionados com a ausência de minerais de carbonato nas rochas sedimentares que o rover examinou," comenta Thomas Bristow do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, no estado norte-americano da Califórnia. "Seria realmente difícil obter água líquida mesmo se existisse cem vezes mais dióxido de carbono na atmosfera do que as evidências minerais na rocha nos dizem." Bristow é o investigador principal do instrumento CheMin (Chemistry and Mineralogy) do Curiosity e autor principal do estudo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Science.

O Curiosity não fez nenhuma deteção definitiva de carbonatos em qualquer leito rochoso que estudou desde que aterrou na Cratera Gale em 2011. O CheMin pode identificar carbonatos caso correspondam a uma pequena percentagem da rocha. A nova análise de Bristow e dos 13 coautores calculou a quantidade máxima de dióxido de carbono que poderia ter estado presente, consistente com essa escassez de carbonatos.

Na água, o dióxido de carbono combina com iões carregados positivamente como o magnésio e ferro para formar minerais de carbonato. Outros minerais nas mesmas rochas indicam que esses iões estavam prontamente disponíveis. Os outros minerais, como magnetite e minerais argilosos, também fornecem evidências de que as circunstâncias subsequentes nunca se tornaram ácidas o suficiente para que os carbonatos se tivessem dissolvido, como pode acontecer em águas subterrâneas ácidas.

O dilema tem vindo a acumular-se há anos: as evidências dos fatores que afetam as temperaturas superficiais - principalmente a energia recebida do jovem Sol e a cobertura proporcionada pela atmosfera do planeta - somam uma incompatibilidade com evidências difundidas para redes de rios e lagos no passado de Marte. As pistas, como rácios isotópicos na atmosfera atual de Marte, indicam que o planeta já teve uma atmosfera muito mais densa do que tem hoje. No entanto, os modelos teóricos do clima passado de Marte lutam para produzir condições que permitem água líquida à superfície marciana durante muitos milhões de anos. Um modelo bem-sucedido propõe uma espessa atmosfera de dióxido de carbono que também contém hidrogénio molecular. No entanto, existe controvérsia sobre como essa atmosfera seria produzida e sustentada.

O novo estudo liga o puzzle a um lugar e a uma época em particular, com uma verificação no solo por carbonatos exatamente nos mesmos sedimentos que mantêm o registo de um lago cerca de mil milhões de anos após a formação do planeta.

Durante as últimas duas décadas, os investigadores usaram espectrómetros a bordo de orbitadores marcianos para procurar carbonatos que poderiam ter resultado de uma era antiga de dióxido de carbono mais abundante. Encontraram muito menos do que o previsto.

"O porquê da pouca quantidade de carbonatos, vistos a partir de órbita, tem sido um mistério," salienta Bristow. "Podíamos resolver o dilema dizendo que os carbonatos ainda devem estar presentes, mas simplesmente não os conseguimos ver de órbita porque estão cobertos por poeira, ou enterrados, ou não estamos a observar no lugar certo. Os resultados do Curiosity levam o paradoxo a um foco. Esta é a primeira vez que verificámos a existência de carbonatos à superfície numa rocha que sabemos ter sido formada por sedimentos depositados sob água."

A nova análise conclui que não mais do que algumas dezenas de milibares de dióxido de carbono podem ter estado presentes quando o lago existia, caso contrário teriam sido produzidos carbonatos suficientes para o CheMin do Curiosity os detetar. Um milibar é um-milésimo da pressão do ar ao nível do mar na Terra. A atmosfera atual de Marte é inferior a 10 milibares e tem cerca de 95% de dióxido de carbono.

"Esta análise encaixa-se com muitos estudos teóricos de que a superfície de Marte, mesmo que há muito tempo, não era quente o suficiente para a água permanecer no estado líquido," comenta Robert Haberle, cientista do clima marciano no Centro Ames da NASA e coautor do artigo. "É realmente um grande enigma."

Os investigadores estão a avaliar várias ideias sobre como conciliar o dilema.

"Alguns pensam que o lago não era um corpo aberto de água líquida. Talvez fosse líquido coberto por gelo," observa Haberle. "Ainda conseguíamos com que alguns sedimentos se acumulassem no leito rochoso caso o gelo não fosse muito espesso."

Uma desvantagem dessa explicação é que a equipa do rover procurou, mas não encontrou, na Cratera Gale, evidências que seriam esperadas para lagos cobertos por gelo, como fissuras grandes e profundas chamadas "cunhas de gelo", ou "dropstones", rochas que ficam embutidas em leitos mais macios quando penetram no gelo.

Se os lagos não estivessem gelados, o enigma torna-se ainda mais complexo graças ao que a nova análise da escassez de uma deteção de carbonatos pelo Curiosity significa para a antiga atmosfera marciana.

"A travessia do Curiosity por leitos, deltas e centenas de pés verticais de lamas depositadas em lagos antigos exige um sistema hidrológico vigoroso que abasteça água e sedimentos para formar as rochas que encontramos," comenta Aswhin Vasavada, cientista do projeto Curiosity no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "O dióxido de carbono, misturado com outros gases como hidrogénio, tem sido o candidato principal para a influência do aquecimento necessário para um sistema desse tipo. Este resultado surpreendente parece tirá-lo da corrida."

Quando duas linhas de evidência científica soam irreconciliáveis, estão criadas as condições para um avanço na compreensão do porquê de não parecerem. A missão do Curiosity continua a investigar as antigas condições ambientais de Marte.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
07/10/2016 - Curiosity começa próximo capítulo marciano
30/09/2016 - Curiosity descobre que crosta de Marte contribui para a sua atmosfera 
28/06/2016 - Descobertas do rover Curiosity apontam para passado marciano mais parecido com a Terra
13/10/2015 - Equipa do rover Curiosity confirma lagos antigos em Marte 
26/05/2015 - Rover Curiosity ajusta percurso montanha acima
17/04/2015 - Dados meteorológicos do Curiosity reforçam existência de salmoura
19/12/2014 - Rover Curiosity encontra química orgânica, passada e presente, em Marte
12/12/2014 - Rover Curiosity encontra pistas de como a água ajudou a moldar a paisagem marciana
07/11/2014 - Rover Curiosity encontra correspondência de minerais
12/09/2014 - Rover Curiosity chega ao Monte Sharp
24/06/2014 - Curiosity celebra primeiro ano marciano com sucessos da missão
24/12/2013 - Equipa do Curiosity verifica desgaste das rodas, actualiza software
10/12/2013 - Resultados do Curiosity incluem primeira medição de idade em Marte e ajudam à exploração humana
27/09/2013 - Resultados científicos do local de aterragem do Curiosity
27/09/2013 - Curiosity analisa rochas em ponto de paragem
20/09/2013 - Curiosity não detecta metano em Marte
06/08/2013 - Primeiro aniversário do Curiosity em Marte
23/07/2013 - Artigos relatam pistas do passado atmosférico de Marte
09/07/2013 - Rover Curiosity começa viagem até Monte Sharp
07/06/2013 - Cientistas calculam exposição à radiação durante viagem a Marte
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Proceedings of the National Academy of Science
Cornell Chronicle
PHYSORG

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Cunhas de gelo (Wikipedia)
"Dropstones" (Wikipedia)

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
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Wikipedia

 
"REFEIÇÃO" DE BURACO NEGRO QUEBRA RECORDE DE DURAÇÃO E TAMANHO
Impressão de artista ilustra o que os astrónomos chamam de "evento de rutura de maré".
Crédito: ilustração - CXC/M. Weiss; raios-X - NASA/CXC/UNH/D. Lin et al, óptico - CFHT
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Segundo os astrónomos, um buraco negro gigante rasgou uma estrela e depois engoliu os seus restos durante aproximadamente uma década. Esta duração é mais de dez vezes superior a qualquer episódio observado da morte de uma estrela por um buraco negro.

Os investigadores fizeram esta descoberta usando dados do Observatórios de raios-X Chandra da NASA e o satélite Swift bem como o XMM-Newton da ESA.

O trio de telescópios de raios-X em órbita encontrou evidências de um "evento de rutura de maré", onde as forças de maré, devido à intensa gravidade do buraco negro, podem destruir um objeto - como uma estrela - que vagueia demasiado perto. Durante um evento de rutura de maré, alguns dos detritos estelares são lançados para fora a altas velocidades, enquanto o resto cai na direção do buraco negro. À medida que viaja para dentro, para ser ingerido pelo buraco negro, o material aquece até milhões de graus e gera um brilho distinto em raios-X.

"Nós testemunhámos a morte espetacular e prolongada de uma estrela," comenta Dacheng Lin da Universidade de New Hampshire em Durham, New Hampshire, EUA, que liderou o estudo. "Desde a década de 1990 que foram detetados dúzias de eventos de rutura de maré, mas nenhum que tivesse permanecido brilhante tanto tempo quanto este."

A extraordinariamente longa fase de brilho do evento, mais de dez anos, significa que entre os eventos de rutura de maré estudados, este ou contou com a estrela mais massiva destruída completamente durante o evento, ou foi o primeiro onde uma estrela pequena foi completamente despedaçada.

A fonte de raios-X que contém este buraco negro alimentado à força, conhecida pelo nome abreviado de XJ1500+0154, está localizada numa pequena galáxia a cerca de 1,8 mil milhões de anos-luz da Terra.

A fonte não foi detetada numa observação do Chandra de 2 de abril de 2005, mas foi detetada numa observação do XMM-Newton no dia 23 de julho de 2005 e atingiu o pico de brilho numa observação do Chandra de 5 de junho de 2008. Estas observações mostram que a fonte se tornou, pelo menos, 100 vezes mais brilhante em raios-X. Desde então, o Chandra, Swift e XMM-Newton observaram-na várias vezes.

A visão nítida, em raios-X, dos dados do Chandra, mostra que XJ1500+0154 está localizada no centro da sua galáxia hospedeira, o local esperado de um buraco negro supermassivo.

Os dados de raios-X também indicam que a radiação do material que rodeia este buraco negro tem superado, consistentemente, o chamado limite de Eddington, definido por um equilíbrio entre a pressão de saída da radiação do gás quente e o puxo da gravidade do buraco negro.

"Durante a maior parte do tempo que observámos este objeto, este tem crescido rapidamente," afirma o coautor James Guillochon do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts. "Isto diz-nos algo invulgar: uma estrela com o dobro da massa do nosso Sol está a alimentar o buraco negro."

A conclusão de que os buracos negros supermassivos podem crescer graças a eventos de rutura de maré e, quem sabe, por outros meios, a velocidades acima das correspondentes ao limite de Eddington, tem implicações importantes. Este rápido crescimento pode ajudar a explicar como os buracos negros supermassivos foram capazes de atingir massas cerca de mil milhões vezes superiores à do Sol quando o Universo tinha apenas mil milhões de anos.

"Este evento mostra que os buracos negros podem, realmente, crescer a ritmos extraordinariamente altos," salienta a coautora Stefanie Komossa da Universidade Normal QianNan para Nacionalidades em Duyun, China. "Isto pode ajudar a entender a formação dos buracos negros precoces."

Com base nos modelos dos cientistas, a fonte de alimentação do buraco negro deverá reduzir significativamente na próxima década. Isto resultará no desvanecimento de XJ1500+0154, em raios-X, ao longo dos próximos anos.

O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de 6 de fevereiro da revista Nature Astronomy e está disponível online.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório de raios-X Chandra (comunicado de imprensa)
Um rápido olhar sobre XJ1500+0154 (Observatório de raios-X Chandra via YouTube)
Artigo científico (arXiv.org)
Nature Astronomy
Astronomy
Sky & Telescope
Universe Today
Astronomy Now
PHYSORG
Science alert
UPI
Forbes

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia
Limite de Eddington (Wikipedia)

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

Telescópio Swift:
NASA
Wikipedia

Observatório XMM-Newton:
ESA
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Investigação descobre evidências de atividade vulcânica marciana com 2 mil milhões de anos (via Universidade de Houston)
A análise de um meteorito marciano, descoberto em África em 2012, desvendou evidências de pelo menos 2 mil milhões de anos de atividade vulcânica em Marte. Isto confirma que alguns dos mais duradouros vulcões do Sistema Solar podem ser encontrados no Planeta Vermelho. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 6357: A Nebulosa da Lagosta
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESOVLT Survey Telescope
 
Porque é que a Nebulosa da Lagosta está a formar algumas das estrelas mais massivas conhecidas? Ninguém tem a certeza. Perto da mais óbvia Nebulosa da Pata de Gato para cima e à direita, a Nebulosa da Lagosta, em baixo à esquerda e catalogada como NGC 6357, contém o enxame aberto Pismis 24, o lar destas estrelas azuis tremendamente brilhantes. O brilho avermelhado total perto da região de formação estelar interna é resultado da emissão de hidrogénio gasoso ionizado. A nebulosa circundante, aqui apresentada, contém uma complexa tapeçaria de gás, poeira escura, estrelas em formação e estrelas recém-nascidas. Os padrões intricados são provocados por interações complexas entre os ventos interestelares, pressões de radiação, campos magnéticos e gravidade. A versão de mais alta resolução desta imagem contém cerca de 2 mil milhões de pixéis, o que a torna numa das maiores imagens do espaço jamais divulgadas. NGC 6357 mede cerca de 400 anos-luz e fica a mais ou menos 8000 anos-luz de distância na direção da constelação de Escorpião.
 

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