Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1380
30/05 a 01/06/2017
 
Siga-nos:      
 
EFEMÉRIDES

Dia 30/05: 150.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, lançamento da Surveyor 1, a primeira sonda sonda americana a aterrar em segurança noutro corpo planetário (neste caso, a Lua). 

Em 1971 era lançada a Mariner 9. A 13 de novembro alcança a órbita de Marte. Envia 6.900 imagens, que corresponderam a 70% da superfície do planeta. Estudou também as mudanças temporais na atmosfera e à superfície.
Observações: Cassiopeia geralmente significa "Frio!" A última metade do outono e o inverno são as épocas em que esta famosa constelação se situa bem alta (vista a partir de latitudes médias norte). Mas ainda pode ser observada mesmo até nas últimas noites amenas da primavera, mas baixa. Ao anoitecer, procure-a perto do horizonte a norte: um W largo e na horizontal. Quanto mais para norte o observador estiver, mais alta parecerá.

Dia 31/05: 151.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2001, a sonda Cassini completa o veu voo rasante por Júpiter e dirige-se para Saturno.

Imagens de despedida de um eclipse de Io mostram atividade auroral na atmosfera ioniana.
Em 2013, o asteroide 1998 QE2 e a sua lua fazem a maior aproximação da Terra dos próximos dois séculos.
Observações: Assim que as estrelas se tornem visíveis, a poucos graus para a direita da Lua encontra-se Régulo. Quando ficar escuro, aperceber-se-á de que o nosso satélite natural está por baixo da barriga da figura de Leão.

Dia 01/06: 152.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633 nascia Geminiano Montanari, astrónomo italiano, fabricante de lentes e proponente da abordagem experimental na Ciência.

É mais conhecido pela sua observação, por volta de 1667, de que a segunda estrela mais brilhante de Perseu, Algol, variava em brilho.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 13:42.
Maior elongação oeste de Vénus, pelas 17:30.

 
CURIOSIDADES


A estrela mais próxima do Sol é Proxima Centauri, do sistema triplo de Alpha Centauri, a aproximadamente 4,25 anos-luz de distância. Sabemos que tem um planeta na zona habitável com 1,3 vezes a massa da Terra

 
NEW HORIZONS COM EQUIPA GLOBAL PARA RARO OLHAR DO SEU PRÓXIMO ALVO
Impressão de artista do encontro da sonda New Horizons com um objeto da Cintura de Kuiper.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI/Steve Gribben
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No dia de Ano Novo de 2019, a mais de 6,4 mil milhões de quilómetros de casa, a sonda New Horizons da NASA passará por um pequeno objeto da Cintura de Kuiper conhecido como 2014 MU69 - tornando este remanescente rochoso da formação planetária o objeto mais distante já visitado por um veículo espacial.

Mas ao longo das próximas seis semanas, a equipa da missão New Horizons vai obter uma espécie de antevisão do encontro com MU69 - e uma oportunidade para reunir algumas informações críticas para o planeamento do "flyby" - com um raro olhar ao seu alvo a partir da Terra.

No dia 3 de junho, e depois novamente nos dias 10 e 17 de julho, MU69 vai ocultar - ou bloquear a luz - de três estrelas diferentes, uma em cada data. Para observar a "ocultação estelar" de dia 3 de junho, mais de 50 membros e colaboradores da equipa vão implantar-se ao longo de caminhos de visualização projetada na Argentina e na África do Sul. Vão acoplar câmaras a telescópios portáteis durante a ocultação estelar e observar mudanças na sua luz que lhes poderão dizer muito sobre o próprio MU69.

"O nosso objetivo principal é determinar se existem perigos perto de MU69 - anéis, poeira ou até satélites - que podem afetar o planeamento do voo," comenta Alan Stern, investigador principal da New Horizons, do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado. "Mas também esperamos aprender mais sobre a sua órbita e possivelmente determinar o seu tamanho e forma. Tudo isto vai ajudar a alimentar o nosso esforço de planeamento do encontro."

Para o que estarão a olhar?

Em termos mais simples, uma ocultação astronómica é quando algo se move em frente de, ou oculta, outro objeto mais distante. "Quando a Lua passa em frente do Sol e temos um eclipse solar, esse é um tipo de ocultação," afirma Joel Parker, coinvestigador da New Horizons e do SwRI. "Se estamos no percurso de um eclipse, isso significa que estamos no caminho que a sombra faz quando projetada na Terra, produzida pela Lua quando passa entre nós e o Sol. Se estivermos no local ideal à hora ideal, o eclipse solar pode durar até vários minutos."

A equipa não terá este luxo com as ocultações de MU69. Marc Buie, coinvestigador da New Horizons no SwRI, que lidera as observações das ocultações, diz que MU69 é tão pequeno - pensa-se ter aproximadamente 40 km de comprimento - que as ocultações só devem durar cerca de dois segundos. Mas os cientistas podem aprender muito só com isso e as observações com vários telescópios que observam partes diferentes da sombra podem revelar informações sobre a forma de um objeto bem como o seu brilho.

Um desafio espacial

A missão tem 22 novos telescópios portáteis de 16 polegadas (40 centímetros) prontos, juntamente com outros três portáteis e mais de duas dúzias de telescópios fixos localizados ao longo do percurso da ocultação na Argentina e na África do Sul. Mas decidir exatamente onde colocá-los foi um desafio. Este objeto da Cintura de Kuiper, em particular, foi descoberto há apenas 3 anos atrás, assim que a sua órbita é ainda, em grande parte, desconhecida. Sem uma localização precisa da posição do objeto - ou o caminho exato que a sua estreita sombra poderá ter na Terra - a equipa está a espaçar as equipas dos telescópios ao longo de "linhas de vedação", uma a cada 10 ou 25 quilómetros, para aumentar a probabilidade de que pelo menos um ou mais dos telescópios portáteis aviste o centro do evento e ajude a determinar o tamanho de MU69.

Os membros da equipa da New Horizons preparam um dos novos telescópios de 16 polegadas para as ocultações na Argentina e na África do Sul.
Crédito: Kerri Beisser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os outros telescópios fornecerão estudos múltiplos dos detritos que poderão constituir um perigo para a nave espacial New Horizons quando passar por MU69 a cerca de 56.000 quilómetros por hora no dia 1 de janeiro de 2019.

"A observação, em dois continentes diferentes, também maximiza as nossas chances de ter bom tempo," realça Cathy Olkin, cientista adjunta do projeto New Horizons, também do SwRI. "Prevê-se que a sombra atravesse ambos os locais e nós queremos observadores nos dois, porque não iríamos querer que uma grande tempestade chegasse e nos impedisse de observar - o evento é demasiado importante e efémero para perder."

A equipa vai receber ajuda aérea para a ocultação de 10 de julho, acrescentando o poderoso telescópio de 100 polegadas (2,5 metros) do SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) da NASA. Graças ao recrutamento do SOFIA, com o seu ponto de vantagem acima das nuvens, o mau tempo sai fora dos planos. O avião também deverá ser capaz de melhorar as suas medições manobrando-se ao longo do próprio centro da sombra da ocultação. Isto continua uma história de coordenação entre o SOFIA e as missões New Horizons. Os investigadores usaram o SOFIA para fazer observações similares de Plutão enquanto este passava em frente de uma estrela de fundo, mesmo antes da New Horizons voar por Plutão em 2015.

Informações para o planeamento do encontro

Qualquer informação sobre MU69, recolhido nos céus ou no chão, é bem-vinda. Carly Howett, vice investigadora principal do instrumento Ralph da New Horizons, também do SwRI, acrescenta que sabemos tão pouco sobre MU69 que a equipa está a planear observações de um alvo que não compreende totalmente - e o tempo para aprender mais sobre o objeto é curto. "Só pudemos começar a planear o encontro com MU69 depois do voo por Plutão em 2015," comenta. "Isso dá-nos dois anos, em vez dos quase sete que tivemos para planear o encontro com Plutão. Portanto, é um "flyby" muito diferente e, em muitos aspetos, mais complexo de planear."

Caso o tempo coopere e a previsão da ocultação esteja correta, as observações podem fornecer a primeira medição precisa do tamanho e da refletividade de MU69. Estes valores serão fundamentais para o planeamento do próprio "flyby" - com o tamanho do objeto e a refletividade da sua superfície, por exemplo, a equipa pode definir tempos de exposição nas câmaras e espectrómetros da nave espacial.

"Os voos rasantes são implacáveis," comenta Stern. "Não há segundas chances. As ocultações são uma oportunidade única para aprender mais sobre MU69 antes do nosso encontro e vão ajudar-nos a planear um 'flyby' singular por uma relíquia cientificamente importante da era da formação do Sistema Solar."

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
03/02/2017 - New Horizons refina trajetória para próximo "flyby"
27/09/2016 - "Coração" de Plutão lança luz sobre possível oceano subterrâneo
16/09/2016 - Plutão emite raios-X; pinta Caronte de vermelho
05/07/2016 - New Horizons recebe prolongamento da missão, Dawn permanecerá em Ceres
24/06/2016 - Investigação reforça caso para um oceano subsuperficial em Plutão
03/06/2016 - O coração de Plutão: como uma lâmpada de lava cósmica
31/05/2016 - As melhores imagens da superfície de Plutão pela New Horizons
20/05/2016 - Ocultações estelares pela atmosfera de Plutão; primeiros dados científicos de objeto pós-Plutão
10/05/2016 - Hidra, a lua gelada de Plutão
06/05/2016 - Estudo descobre que a interação de Plutão com o vento solar é única
08/04/2016 - New Horizons preenche lacuna nas observações do ambiente espacial
18/03/2016 - Artigos científicos revelam novos aspetos de Plutão e das suas luas
04/03/2016 - Neva metano nos picos de Plutão
01/03/2016 - Os desfiladeiros gelados do polo norte de Plutão
23/02/2016 - Caronte, a Lua "Hulk" de Plutão: um possível antigo oceano?
09/02/2016 - As misteriosas colinas flutuantes de Plutão
22/12/2015 - Novas descobertas da New Horizons moldam o conhecimento de Plutão e das suas luas
08/12/2015 - New Horizons transmite as primeiras das melhores imagens de Plutão
10/11/2015 - Quatro meses depois da passagem por Plutão, continuam as descobertas da New Horizons
20/10/2015 - Novas imagens de Plutão e Caronte
09/10/2015 - New Horizons encontra céus azuis e água gelada em Plutão
02/10/2015 - Caronte, a grande lua de Plutão, revela uma história colorida mas violenta
25/09/2015 - Plutão continua a impressionar
18/09/2015 - Plutão deslumbra em espetacular novo panorama retroiluminado
11/09/2015 - Novas imagens de Plutão pela New Horizons: é complicado
08/09/2015 - New Horizons começou fase intensiva de envio dos dados
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"
28/07/2015 - New Horizons encontra neblina, "glaciares" em Plutão
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema Solar lonqínguo

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
PHYSORG

2014 MU69:
Wikipedia 
NASA

New Horizons:
Página oficial
NASA
Twitter
Wikipedia

SOFIA:
NASA
USRA
DLR
Wikipedia

 
DESCOBERTA DE SUPER-TERRA NA ZONA HABITÁVEL DE ESTRELA FRIA

Uma equipa internacional liderada por investigadores do IAC (Instituto de Astrofísica das Canárias), usando o método de velocidade radial, descobriu um possível planeta rochoso na orla da zona habitável de uma estrela anã vermelha. Apenas são conhecidas algumas dezenas de planetas desse tipo e a sua deteção foi possível graças ao espectrógrafo HARPS-N acoplado ao TNG (Telescópio Nazionale Galileo) no Observatório Roque de Los Muchachos, em La Palma.

Há apenas 25 anos atrás, não sabíamos de nenhum planeta para lá do Sistema Solar. Hoje temos uma lista com mais de 3500 exoplanetas confirmados em torno de outras estrelas. Existem várias técnicas de deteção e uma das mais usadas é a técnica de velocidade radial. Esta envolve a medição de mudanças na posição e velocidade de uma estrela quando uma estrela e um planeta em órbita rodam em torno do seu centro de gravidade comum. Dependendo das massas relativas dos dois objetos, a gravidade determinará a magnitude da mudança na velocidade da estrela, que pode ser medida usando o seu espectro observado.

Impressão de artista da super-Terra GJ625b e da sua estrela-mãe.
Crédito: Gabriel Pérez, SMM (IAC)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Com este método, um estudo conduzido pelos investigadores Alejandro Suárez Mascareño do IAC-Observatório de Genebra, Jonay González Hernández (IAC) e Rafael Rebolo(IAC) levou à descoberta de um planeta com uma massa entre duas e três vezes a da Terra, planeta este que poderá ser rochoso. Esta é a sexta super-Terra mais próxima do nosso Sistema Solar na zona habitável da sua estrela, uma anã vermelha que está entre as 100 estrelas mais próximas do Sol. Os resultados deste trabalho, que contou também com a participação do INAF (Instituto Nazionale di Astrofísica), do IEEC (Institut d'Estudis Espaciais de Catalunya) e o TNG (Telescopio Nazionale Galileo) foram aceites para publicação na revista Astronomy & Astrophysics.

Este planeta é particularmente interessante devido à sua proximidade. Está a apenas 21 anos-luz de distância, na nossa vizinhança cósmica, e é um dos menos massivos das "super-Terras" conhecidas que, em adição, está situado na zona habitável da estrela GJ625 (Gliese 625), uma anã vermelha. Apesar de serem o tipo mais comum de estrelas no Universo e também hospedarem planetas, só conhecemos apenas algumas centenas de exoplanetas em seu redor. A maioria foi descoberta em órbita de estrelas muito mais distantes, usando o método de trânsito, no qual um planeta provoca um pequeno "eclipse" quando passa em frente da estrela. Em contraste, apenas alguns planetas rochosos foram descobertos em torno de estrelas próximas com a técnica de velocidade radial e muito poucos encontrados nas zonas habitáveis.

Um dos projetos que esta equipa científica está a realizar, a fim de estudar exoplanetas em redor de anãs vermelhas próximas do Sol, é HADES, um programa no qual o espectrógrafo de alta resolução HARPS-N detetou esta super-Terra. Este instrumento, acoplado ao Telescópio Nazional Galileo de 3,6 metros no Observatório Roque de Los Muchachos (Garafía, La Palma), observou a anã vermelha durante três anos e mediu as pequenas variações na sua velocidade radial provocadas pela gravidade do planeta.

Os planetas da vizinhança solar.
Crédito: A. Suárez Mascareño
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Com os 151 espectros que obtiveram, inferiram que o planeta demora cerca de 14 dias a completar uma órbita em torno da sua estrela. "Tendo em conta que GJ625 é uma estrela relativamente fria", explica Alejandro Suárez Mascareño, "o planeta está situado à beira da sua zona habitável, na qual a água líquida pode existir à superfície. Na verdade, dependendo da cobertura de nuvens da atmosfera e da sua rotação, poderá ser potencialmente habitável."

"No futuro," comenta Jonay González Hernández, "serão essenciais novas campanhas de observação fotométrica para tentar detetar o trânsito deste planeta em torno da sua estrela, dada a proximidade ao Sol. É provável que existem outros planetas rochosos em torno de GJ625, mais próximos e mais afastados da estrela, e dentro da zona habitável, que vamos continuar a tentar encontrar."

"A deteção de um trânsito permitir-nos-á determinar o seu raio e a sua densidade, e permitir-nos-á caracterizar a sua atmosfera graças à luz transmitida observada usando espectrógrafos de alta resolução e estabilidade no GTC ou em telescópios de próxima geração no hemisfério norte, como TMT (Thirty Meter Telescope)," conclui Rafael Rebolo.

Links:

Notícias relacionadas:
Instituto de Astrofísica das Canárias (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
PHYSORG

GJ625b:
Exoplanet.eu
GJ625 (Simbad)

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

GTC (Gran Telescópio CANARIAS):
Página principal
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Colapso em Hebes Chasma em Marte
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)
 
O que é que aconteceu a Hebes Chasma em Marte? Hebes Chasma é uma depressão para norte do enorme desfiladeiro Valle Marineris. Uma vez que a depressão não está ligada a outras características à superfície, não está claro para onde o material interno foi. Dentro de Hebes Chasma está Hebes Mensa, uma mesa com 5 km de altura que parece ter sofrido um invulgar colapso parcial - um colapso que poderá fornecer pistas. A imagem em destaque, obtida pela sonda Mars Express da ESA atualmente em órbita de Marte, mostra grandes detalhes do abismo e da sua indentação em forma de ferradura de cavalo na mesa central. O material da mesa parece ter fluido para o chão do precipício, enquanto uma possível camada escura parece ter-se reunido como tinta num declive. Uma hipótese recente sustenta que o sal da rocha, rocha esta que compõe várias das camadas mais baixas de Hebes Chasma, dissolveu-se em fluxos de gelo derretido drenado através de buracos até um aquífero subterrâneo.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2017 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.