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Edição n.º 1395
21/07 a 24/07/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 21/07: 202.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1620, nascia Jean Picard, astrónomo francês, o primeiro a medir o raio da Terra com um grau de precisão razoável (6328,9 km, 0,44% mais pequeno que o valor moderno).
Em 1961, Gus Grissom, pilotando a cápsula Liberty Bell 7 da Mercury 4, torna-se o segundo americano a entrar em órbita à volta da Terra.
Em 1969, Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin tornam-se nos primeiros humanos a andar na Lua, durante a missão Apollo 11 (20 de julho na América do Norte).

No mesmo dia, a sonda soviética Luna 15 colide com a superfície da Lua ao tentar aterrar. 
Em 1973 era lançada a sonda soviética Mars 4. Alcança Marte em fevereiro de 1974. No entanto, a sonda falha a entrada em órbita. Mesmo assim, consegue enviar alguns dados e imagens.
Em 1998, morria o astronauta Alan Shepard.
Em 2011, termina o programa do Vaivém Espacial da NASA, com a aterragem do vaivém Atlantis durante a missão STS-135.
Observações: Úrano na sua quadratura oeste, pelas 01:08.
Ao longo das próximas noites, a ISS fará umas boas e brilhantes passagens pelo céu (tendo como local de observação a cidade de Faro). Consulte aqui a lista.
Trânsito da sombra de Io, entre as 22:04 e as 00:16 (já de dia 22).

Dia 22/07: 203.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1784, nascia Friedrich Bessel, astrónomo e matemático alemão, o primeiro a determinar a distância do Sol até outra estrela usando o método da paralaxe.

Em 1962, a Mariner 1 voa erraticamente durante vários minutos após o lançamento, acabando por ter que ser destruída.
Observações: Eclipse de Io, entre as 19:21 e as 21:38.
Por estas noites a ISS faz umas boas e brilhantes passagens pelo céu (tendo como local de observação a cidade de Faro). Consulte aqui a lista.
O verão ainda vai a um-terço e já a constelação em forma de "W", Cassiopeia, mais conhecida por aparecer nas noites de outono e inverno, sobe a norte-nordeste com o passar da noite. E o Grande Quadrado de Pégaso, emblema de outono, surge para ficar apoiado num canto mesmo para cima do horizonte a este.

Dia 23/07: 204.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1928, nascia Vera Rubin, astrónoma americana que fez trabalho pioneiro sobre a velocidade de rotação das galáxias. Descobriu a discrepância entre o movimento angular previsto das galáxias e o movimento observado, ao estudar as curvas de rotação de galáxias. Este fenómeno veio a ser conhecido como o problema de rotação das galáxias.
Em 1972, os Estados Unidos lançavam o satélite Landsat 1.

Em 1995, é descoberto o Cometa Hale-Bopp e torna-se visível a olho nu quase um ano depois.
Em 1999, lançamento da STS-93, do vaivém Columbia, com o Observatório de raios-X Chandra a bordo.
Em 2015, a NASA anuncia a descoberta de Kepler-452b, a primeira super-Terra na zona habitável de uma estrela parecida com o Sol. 
Observações: Por estas noites a ISS faz umas boas e brilhantes passagens pelo céu (tendo como local de observação a cidade de Faro). Consulte aqui a lista.
Lua Nova, pelas 10:46.
Eclipse de Io, entre as 21:09 e as 23:41.

Dia 24/07: 205.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a Apollo 11regressava à Terra em segurança. A cápsula com os astronautas cai no Oceano Pacífico. 

Observações: Por estas noites a ISS faz umas boas e brilhantes passagens pelo céu (tendo como local de observação a cidade de Faro). Consulte aqui a lista.
Escorpião é por vezes chamada de "Orionte de verão" devido ao seu brilho e à sua proeminente supergigante vermelha (Antares no caso de Escorpião, Betelgeuse para Orionte). Mas Escorpião está bastante mais baixa a sul do que Orionte para nós que vivemos a latitudes médias norte. Isto significa que Escorpião só tem um mês realmente bom de observação noturna: julho. Aviste Escorpião a sul logo após o cair da noite agora, antes que comece a inclinar-se mais baixo para sudoeste. Está recheada de objetos de céu profundo para binóculos ou telescópios - se possuir um atlas estelar detalhado que ajude a encontrá-los.

 
CURIOSIDADES


A maioria dos quasares não podem ser vistos com telescópios pequenos, mas 3C 273, com uma magnitude aparente de 12,9, é a exceção à regra. A 2,44 mil milhões de anos-luz, é um dos objetos mais distantes diretamente observáveis com equipamento amador.

 
EQUIPA DA NEW HORIZONS DA NASA ALCANÇA OURO NA ARGENTINA
Um telescópio da campanha de observação da ocultação estelar de 2014 MU69 apontado para o céu.
Crédito: NASA
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Um objeto do Sistema Solar primitivo, a mais de 6,5 mil milhões de quilómetros de distância, passou em frente de uma estrela distante a partir do ponto de vista da Terra. Por volta das 00:50 (hora local) de dia 17 de julho, vários telescópios montados pela equipa da New Horizons, numa zona remota da Argentina, estavam exatamente no lugar certo e no momento certo para avistar a sua sombra fugaz - um evento conhecido como ocultação.

Em questão de segundos, a equipa da New Horizons da NASA captou novos dados sobre o seu objeto evasivo, um antigo objeto da Cintura de Kuiper conhecido como 2014 MU69. Os membros da equipa, cansados, mas excitados, conseguiram detetar o próximo destino da nave espacial, no que foi apelidado da mais ambiciosa e desafiante campanha de observação terrestre de uma ocultação de sempre.

"Agora vê, agora não": a equipa da New Horizons apontou vários telescópios para uma estrela sem nome (centro) a partir da Argentina no dia 17 de julho de 2017. 2014 MU69, a mais de 6,5 mil milhões de quilómetros de distância, bloqueou por breves momentos a luz da estrela de fundo, evento que chamamos de ocultação. As imagens estão separadas por 200 milissegundos, ou 0,2 segundos. Estes dados ajudam os cientistas a melhor medir a forma, o tamanho e o ambiente em torno do objeto; a New Horizons vai passar por esta relíquia antiga da formação do Sistema Solar no dia 1 de janeiro de 2019.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
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"Até agora temos cinco ocultações confirmadas," comenta Marc Buie do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado, colocando cinco dedos no ar enquanto os cientistas examinavam os estimulantes dados iniciais. Buie liderou uma equipa de mais de 60 observadores que enfrentaram ventos fortes e frios para construir uma "vedação" de 24 telescópios móveis numa região remota de Chubut e Santa Cruz, Argentina. O seu objetivo: avistar a sombra do misterioso objeto da Cintura de Kuiper, por onde a New Horizons vai passar no dia de Ano Novo de 2019 - para melhor compreender o seu tamanho, forma, órbita e ambiente. Antes destas observações, só o Telescópio Espacial Hubble tinha conseguido detetar com sucesso MU69, e até mesmo ele não tinha sido capaz de determinar o tamanho ou a forma do objeto.

"Foi a ocultação mais histórica de sempre," comenta Jim Green, diretor de ciência planetária da NASA num telefonema de felicitações à equipa. "Conseguiram torná-la realidade."

O primeiro cientista da campanha de ocultação de MU69 a ver a assinatura reveladora do objeto foi Amanda Zangari, coinvestigadora da New Horizons no SwRI.

Marc Buie, líder da campanha de ocultação da New Horizons, levanta cinco dedos para representar o número de telescópios móveis na Argentina que inicialmente se pensava terem detetado a veloz sombra de 2014 MU69. A sonda New Horizons vai passar pelo antigo objeto da Cintura de Kuiper no dia 1 de janeiro de 2019.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI/Adriana Ocampo
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A equipa da New Horizons recebeu um forte apoio dos cientistas argentinos, do governo e dos locais, que deram o máximo para garantir o sucesso da missão. Uma importante estrada nacional foi fechada durante duas horas para manter os faróis dos carros afastados. As luzes das ruas foram desligadas para garantir uma escuridão absoluta. Estacionaram camiões para impedir grandes perturbações do vento.

"O planeamento desta complexa campanha astronómica começou há poucos meses e embora as hipóteses parecessem assustadoras - como encontrar uma agulha num palheiro - a equipa foi bem-sucedida graças à ajuda de instituições e do povo argentino. É outro exemplo de como a exploração espacial traz ao de cima o melhor de todos nós," comenta Adriana Ocampo, Executiva do Programa New Horizons.

Esta foi a última de três ambiciosas observações para a New Horizons e todas contribuíram para o sucesso da campanha. No dia 3 de junho, equipas na Argentina e na África do Sul tentaram observar MU69. No dia 10 de julho, investigadores usaram o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) da NASA para estudar o ambiente em redor de MU69, enquanto este voava por cima do Oceano Pacífico a partir de Christchurch, Nova Zelândia.

Amanda Zangari, coinvestigadora da New Horizons, foi a primeira cientista da campanha de ocultação a avistar a assinatura reveladora de MU69 enquanto analisava dados de dia 17 de julho.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI/Adriana Ocampo
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Quando a New Horizons por lá passar, MU69 tornar-se-á no objeto mais distante já explorado por uma sonda espacial, mais de 1,6 mil milhões de quilómetros mais distante que Plutão do Sol. Este antigo objeto da Cintura de Kuiper não é bem entendido, porque é muito ténue (tem provavelmente 22-40 quilómetros de tamanho) e está muito longe. Para estudar este distante objeto a partir da Terra, a equipa da New Horizons usou o Telescópio Espacial Hubble e dados do satélite Gaia para calcular onde MU69 lançaria uma sombra à superfície da Terra. Ambos os satélites foram cruciais para a campanha de ocultação.

Ainda levará algumas semanas para os cientistas analisarem os muitos conjuntos de dados da campanha multifacetada. Esta observação avançada é um passo crítico no planeamento de voo antes da nave New Horizons alcançar MU69 no dia 1 de janeiro de 2019.

"Este esforço, que abrange seis meses, três naves, 24 telescópios terrestres portáteis e o observatório aéreo SOFIA da NASA, foi a ocultação estelar mais complexa da história da astronomia, mas conseguimos!" acrescenta Alan Stern, investigador principal da New Horizons, no SwRI: "Nós espiámos pela primeira vez a forma e o tamanho de 2014 MU69, um tesouro científico da Cintura de Kuiper que vamos explorar daqui a pouco mais de 17 meses. Graças a este sucesso podemos agora planear o nosso próximo 'flyby' com muito mais confiança."

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
11/07/2017 - Novos mistérios em redor do próximo alvo da New Horizons
16/06/2017 - Equipa da New Horizons examina novos dados do próximo alvo da sonda
30/05/2017 - New Horizons com equipa global para raro olhar do seu próximo alvo
03/02/2017 - New Horizons refina trajetória para próximo "flyby"
27/09/2016 - "Coração" de Plutão lança luz sobre possível oceano subterrâneo
16/09/2016 - Plutão emite raios-X; pinta Caronte de vermelho
05/07/2016 - New Horizons recebe prolongamento da missão, Dawn permanecerá em Ceres
24/06/2016 - Investigação reforça caso para um oceano subsuperficial em Plutão
03/06/2016 - O coração de Plutão: como uma lâmpada de lava cósmica
31/05/2016 - As melhores imagens da superfície de Plutão pela New Horizons
20/05/2016 - Ocultações estelares pela atmosfera de Plutão; primeiros dados científicos de objeto pós-Plutão
10/05/2016 - Hidra, a lua gelada de Plutão
06/05/2016 - Estudo descobre que a interação de Plutão com o vento solar é única
08/04/2016 - New Horizons preenche lacuna nas observações do ambiente espacial
18/03/2016 - Artigos científicos revelam novos aspetos de Plutão e das suas luas
04/03/2016 - Neva metano nos picos de Plutão
01/03/2016 - Os desfiladeiros gelados do polo norte de Plutão
23/02/2016 - Caronte, a Lua "Hulk" de Plutão: um possível antigo oceano?
09/02/2016 - As misteriosas colinas flutuantes de Plutão
22/12/2015 - Novas descobertas da New Horizons moldam o conhecimento de Plutão e das suas luas
08/12/2015 - New Horizons transmite as primeiras das melhores imagens de Plutão
10/11/2015 - Quatro meses depois da passagem por Plutão, continuam as descobertas da New Horizons
20/10/2015 - Novas imagens de Plutão e Caronte
09/10/2015 - New Horizons encontra céus azuis e água gelada em Plutão
02/10/2015 - Caronte, a grande lua de Plutão, revela uma história colorida mas violenta
25/09/2015 - Plutão continua a impressionar
18/09/2015 - Plutão deslumbra em espetacular novo panorama retroiluminado
11/09/2015 - Novas imagens de Plutão pela New Horizons: é complicado
08/09/2015 - New Horizons começou fase intensiva de envio dos dados
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"
28/07/2015 - New Horizons encontra neblina, "glaciares" em Plutão
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema Solar lonqínguo

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
COSMOS
Popular Science

2014 MU69:
Wikipedia 
NASA

New Horizons:
Página oficial
NASA
Twitter
Wikipedia

Gaia:
ESA
ESA - 2
Arquivo de dados do Gaia
SPACEFLIGHT101
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

SOFIA:
NASA
USRA
DLR
Wikipedia

 
EQUIPA REVELA EVIDÊNCIAS DE IMPACTOS QUE ESTRUTURARAM A VIA LÁCTEA
Usando observações do telescópios SDSS (Sloan Digital Sky Survey), a equipa analisou a distribuição espacial de 3,6 milhões de estrelas e descobriu ondulações que suportam evidências de impactos antigos na Via Láctea.
Crédito: Universidade do Kentucky
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma equipa do Departamento de Física e Astronomia da Universidade do Kentucky observou evidências de impactos antigos que se pensa terem moldado e estruturado a nossa Galáxia, a Via Láctea.

Deborah Ferguson, licenciada em 2016 no Reino Unido, é a autora principal de um artigo publicado esta semana na revista The Astrophysical Journal. Ferguson realizou a investigação como estudante juntamente com os coautores Susan Gardner, professora de física e astronomia na Faculdade de Ciências e Artes do Reino Unido, e Brian Yanny, cientista da equipa e astrofísico do Centro Fermilab para Astrofísica de Partículas.

O seu artigo apresenta evidências observacionais de ondulações assimétricas no disco estelar da nossa Galáxia, que há muito se pensava que era suave. Usando observações do telescópio SDSS (Sloan Digital Sky Survey) no estado norte-americano do Novo México, Ferguson, Gardner e Yanny analisaram a distribuição espacial de 3,6 milhões de estrelas e encontraram ondulações que confirmam os trabalhos anteriores dos coautores seniores. Estes resultados podem ser interpretados como evidências de impactos antigos da Via Láctea, que podem incluir um impacto com a enorme galáxia anã de Sagitário há cerca de 0,85 mil milhões de anos atrás.

"Pensa-se que esses impactos tenham sido os 'arquitetos' da barra central e dos braços espirais da Via Láctea," comenta Gardner. "Assim como ondulações à superfície de um lago liso sugerem a passagem de um barco distante, procuramos desvios das simetrias que esperamos ver nas distribuições das estrelas a fim de encontrar evidências de impactos antigos. Nós encontrámos evidências extensas da quebra de todas estas simetrias e, portanto, cresce o caso do papel dos impactos antigos na formação da estrutura da nossa Via Láctea."

Este novo artigo continua os trabalhos anteriores de Gardner com Yanny e outros da quebra da simetria norte/sul no disco estelar da Via Láctea. O seu trabalho anterior revelou uma assimetria que aparece como uma "ondulação" vertical nas contagens dos números de estrelas como uma amostra na distância vertical do centro do disco galáctico. No novo artigo, a equipa analisou a maior amostra até agora e confirmou a sua interpretação anterior da assimetria norte/sul e também encontrou evidências da quebra de simetria no plano do disco galáctico.

"O acesso a milhões de estrelas com o SDSS permitiu-nos estudar a estrutura galáctica de uma maneira totalmente nova, dividindo o céu em regiões mais pequenas sem a perda de estatísticas," explica Ferguson, que reproduziu pela primeira vez os resultados da assimetria vertical que Gardner e Yanny encontraram nas suas análises anteriores. "Foi incrível assistir à evolução deste projeto e à determinação dos resultados à medida que traçávamos as densidades estelares e víamos padrões intrigantes. À medida que são feitos mais estudos neste campo, estou ansiosa para ver o que podemos aprender sobre a estrutura da nossa Galáxia e sobre as forças que ajudaram a moldá-la."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade do Kentucky (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal
PHYSORG
UPI

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS

Anã de Sagitário:
SolStation.com
Wikipedia

SDSS:
Página oficial
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
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O novo planeta gigante foi descoberto pela colaboração WASP/KELT. WASP-167b/KELT-13b tem várias vezes a massa de Júpiter e orbita a sua estrela hospedeira a cada dois dias. A estrela, WASP-176/KELT-13, é uma das estrelas mais quentes e com um período de rotação mais rápido, conhecida, a albergar um planeta deste tipo. Ler fonte
     
  Projeto científico da NASA, orientado para o cidadão comum, descobre anã castanha (via NASA)
Uma noite há três meses atrás, Rosa Castro acabava o seu jantar, abria o seu portátil e descobria um novo objeto que não era nem um planeta nem uma estrela. Terapeuta durante o dia e astrónoma amadora à noite, Castro juntou-se ao projeto Backyard Worlds: Planet 9 da NASA quando este começou em fevereiro - sem saber que ia ser uma das quatro pessoas a ajudar a identificar a primeira anã castanha do projeto, conhecida como WISEA J110125.95+540052.8 Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - IC 1396: Nebulosa de Emissão em Cefeu
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: César Blanco González
 
A espetacular nebulosa de emissão IC 1396 mistura gás cósmico brilhante e nuvens de poeira escura na longínqua constelação de Cefeu. Excitada pela estrela brilhante azulada no centro, esta região de formação estelar prolonga-se por centenas de anos-luz, mais de três graus no céu a quase 3000 anos-luz de distância da Terra. Por entre as formas escuras de IC 1396, está a nebulosa da Tromba de Elefante mesmo por baixo do centro. Ainda podem estar a formar-se estrelas, no interior das formas escuras, através de colapso gravitacional. Mas à medida que as nuvens mais densas sofrem erosão devido aos poderosos ventos estelares e à radiação, quaisquer estrelas em formação, em última instância, serão cortadas de aceder aos reservatórios de material estelar. Esta esplêndida fotografia a cores é uma composição de dados de imagem obtidos com filtros de banda estreita, mapeando a emissão do oxigénio, hidrogénio e enxofre da nebulosa em tons de azul, verde e vermelho, respetivamente.
 

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