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Edição n.º 1123
12/12 a 15/12/2014
 
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26/12/14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 12/12: 346.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1901, Marconi envia o primeiro sinal transatlântico de rádio (a letra "S" em código Morse), percursor da telecomunicações que hoje se utilizam no espaço.
Em 2012, a Coreia do Norte lança com sucesso o seu primeiro satélite, a Unidade 2 do Kwangmyŏngsŏng-3, usando um foguetão Unha-3.

Observações: Esta é a altura do ano em que a constelação de Cassiopeia está situada a Norte pelas 20-21 horas, muito alta, com a forma de um "M" achatado. A que horas consegue ver a "letra" perfeitamente alinhada?
A partir das 23:19, Europa eclipsa Io parcialmente, a partir da perspectiva da Terra. O evento termina pelas 02:15, já de dia 13.

Dia 13/12: 347.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1867, nascia Kristian Birkeland, cientista norueguês, conhecido por ter sido o primeiro a elucidar a natureza da Aurora Boreal.
Em 1920, era medido o primeiro diâmetro estelar (Betelgeuse), por Francis Pease com um interferómetro no Mt. Wilson.
Em 1962, lançamento do Relay 1 da NASA, primeiro satélite de comunicações em órbita.
Em 1972, Eugene Cernan e Harrison Schmitt fazem o seu terceiro e último passeio lunar com o rover, da Apollo 17.

Observações: Eclipse de Calisto, entre as 04:41 e as 09:51.
A chuva de meteoros das Geminídeas deverá atingir o máximo de actividade hoje e amanhã à noite.

Dia 14/12: 348.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1546 nascia Tycho Brahe.

Nascido em Knudstrup, o astrónomo dinamarquês estabeleceu o primeiro observatório moderno e alterou muitas teorias Copernianas. Deu a Kepler o seu primeiro trabalho de campo.
Em 1782, o primeiro balão dos irmãos Montgolfier levanta voo no seu primeiro teste. 
Em 1911, Roald Amundsen escreve no seu diário o estranho comportamento do Sol no céu ao chegar ao Pólo Sul (possivelmente o primeiro grupo a alcançar qualquer um dos pólos). 
Em 1962, a sonda americana Mariner 2 encontra Vénus e torna-se na primeira sonda interplanetária bem-sucedida.
Em 1972, Eugene Cernan torna-se na última pessoa a pisar a Lua, após ele e Harrison Schmidt completarem o terceiro e último EVA (actividade extra-veicular) da missão Apollo 17.
Observações: Esta noite, é a vez de Ganimedes eclipsar Io quase totalmente, entre as 01:07 e as 01:16.
Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 05:19 e as 09:58.
Lua em Quarto Minguante, pelas 12:51.

Dia 15/12: 349.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965 as Gemini 6 e 7 realizam o seu primeiro encontro entre duas naves em órbita da Terra.

Os astronautas da Gemini 6 eram Walter Schirra e Thomas Stafford, e os da Gemini 7 Frank Borman e James A. Lovell Jr
Em 1970, a sonda soviética Venera 7 aterra em Vénus e torna-se na primeira sonda a transmitir dados da superfície de outro planeta. Embora esta transmissão tivesse durado apenas 23 minutos, possivelmente devido à sonda ter aterrado de lado por causa de uma avaria no seu pára-quedas, os sensores de temperatura e pressão confirmaram que a pressão à superfície do planeta era noventa vezes maior que na Terra e a temperatura era de mais de 475 graus centígrados. 
Em 1984 era lançada a Vega 1 (missão para o planeta Vénus e Cometa Halley).
Observações: A gelada constelação de Orionte está alta a Este-Sudeste após a hora de jantar, e ainda mais alta a Sudeste com o decorrer da noite. Apresente-a a alguém! O canto esquerdo de Orionte contém Betelgeuse, uma estrela vermelha supergigante. A estrela que constitui o seu canto direito é a esbranquiçada Rigel. Entre as duas está a cintura de Orionte, três estrelas quase na vertical.

 
CURIOSIDADES


Sismos e vulcões são a consequência da actividade geológica de um planeta.

 
ROSETTA ALIMENTA DEBATE SOBRE ORIGEM DOS OCEANOS DA TERRA
A medição do rácio deutério/hidrogénio pela Rosetta no vapor de água em redor do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. O gráfico mostra os diferentes valores do rácio, observados em vários corpos do Sistema Solar. Os pontos de dados estão agrupados por cor para planetas e luas (azul), meteoritos condritos da cintura de asteróides (cinzento), cometas originários da nuvem de Oort (roxo) e cometas da família de Júpiter (rosa). O ponto de dados do cometa 67P/C-G, medido pela Rosetta, está a amarelo. O símbolo diamante representa dados obtidos "in situ", os círculos representam dados obtidos por métodos astronómicos. A parte inferior do gráfico mostra o valor do rácio deutério/hidrogénio medido no hidrogénio molecular na atmosfera dos gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno) e uma estimativa do valor típico no hidrogénio molecular da nebulosa protosolar, a partir da qual todos os objectos do Sistema Solar se formaram. O rácio para os oceanos da Terra é 1,56x10^-4 (linha horizontal no gráfico). O valor para o cometa da Rosetta é 5,3x10^-4, mais de três vezes superior.
Crédito: sonda: ESA/ATG medialab; cometa: ESA/Rosetta/NavCam; dados: Altwegg et al. 2014 e referências presentes
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda Rosetta da ESA descobriu que o vapor de água do seu alvo cometário é significativamente diferente daquele presente cá na Terra. A descoberta alimenta o debate sobre a origem dos oceanos do nosso planeta.

As medições foram feitas no mês que se seguiu à chegada da sonda ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, no dia 6 de Agosto. É um dos primeiros resultados e dos mais esperados da missão, porque a origem da água da Terra ainda é uma questão em aberto.

Uma das principais hipóteses sobre a formação da Terra é que estava tão quente quando se formou há 4,6 mil milhões de anos atrás, que o teor original de água deve ter evaporado para o espaço. Mas, hoje, dois-terços da superfície está coberta por água. Então, de onde veio?

Neste cenário, deve ter sido entregue após o nosso planeta ter arrefecido, provavelmente por colisões de cometas e asteróides. A contribuição relativa de cada classe de objecto para o abastecimento de água do nosso planeta é, no entanto, ainda debatida.

A chave para determinar de onde a água veio está no seu "sabor", neste caso a proporção de deutério - uma forma de hidrogénio com um neutrão adicional - em relação ao hidrogénio normal.

Esta proporção é um indicador importante da formação e evolução inicial do Sistema Solar, e as simulações teóricas mostram que deve mudar com a distância ao Sol e com o tempo nos primeiros milhões de anos.

Um dos objectivos principais é comparar o valor de diferentes tipos de objectos com aquele medido nos oceanos da Terra, a fim de quantificar a influência de cada das classes na água da Terra.

Os cometas em particular são ferramentas únicas para estudar o início do Sistema Solar: eles contêm material deixado para trás após a formação do disco protoplanetário a partir do qual os planetas nasceram, devendo por isso reflectir a composição primordial dos seus locais de origem.

Mas graças à dinâmica do Sistema Solar jovem, este não é um processo simples. Os cometas de longo período, que são oriundos da distante nuvem de Oort, formaram-se originalmente na região de Úrano-Neptuno, suficientemente longe do Sol para a água gelada sobreviver.

Mais tarde, foram espalhados para os distantes confins do Sistema Solar como resultado de interacções gravitacionais com os gigantes gasosos à medida que estes se estabeleciam nas suas órbitas.

Por outro lado, pensa-se que os cometas da família de Júpiter, como o cometa da Roseta, formaram-se mais longe, na Cintura de Kuiper para lá de Neptuno. Ocasionalmente estes corpos são perturbados e enviados para o Sistema Solar interior, onde as suas órbitas tornam-se controladas pela influência gravitacional de Júpiter.

De facto, o cometa da Rosetta viaja agora em torno do Sol entre as órbitas da Terra e de Marte, no seu ponto mais próximo, e um pouco além da de Júpiter no seu ponto orbital mais distante, com um período de aproximadamente 6,5 anos.

As medições anteriores do rácio de deutério/hidrogénio noutros cometas mostraram uma gama vasta de valores. Dos 11 cometas cujas medições foram levadas a cabo, apenas o Cometa 103P/Hartley 2, da família de Júpiter (em observações feitas pela missão Herschel da ESA em 2011), coincide com a composição da água da Terra.

Ilustração que mostra os dois reservatórios principais de cometas no Sistema Solar: a Cintura de Kuiper, a uma distância de 30-50 UA (UA: unidade astronómica, a distância entre a Terra e o Sol) do Sol, e a Nuvem de Oort, que poderá estar a 50.000-100.000 UA do Sol. Pensa-se que o Cometa Halley seja originário da Nuvem de Oort, enquanto o 67P/C-G, o foco da missão Rosetta, é originário da Cintura de Kuiper. Está agora numa órbita com a duração de 6,5 anos em redor do Sol, entre as órbitas da Terra e Marte no periélio e mesmo para lá de Júpiter no afélio.
Crédito: ESA
 

Por outro lado, certos meteoritos, vindos originalmente de asteróides da cintura principal, também correspondem à composição da água da Terra. Assim sendo, apesar do facto dos asteróides terem um teor de água em geral muito menor, um grande número de impactos pode ainda ter resultado nos oceanos da Terra.

É contra este pano de fundo que as investigações da Rosetta são importantes. Curiosamente, a relação entre o deutério e o hidrogénio, medida pelo instrumento ROSINA (Rosetta Orbiter Spectrometer for Ion and Neutral Analysis) da Rosetta, é mais de três vezes superior à dos oceanos da Terra e do seu companheiro da família de Júpiter, o Cometa Hartley 2. De facto, é ainda maior do que a de qualquer outro cometa da nuvem de Oort [já medida].

"Esta descoberta surpreendente pode indicar uma origem diversa para os cometas da família de Júpiter - formaram-se talvez numa maior gama de distâncias no jovem Sistema Solar," afirma Kathrin Altwegg, investigadora principal para o ROSINA e autora principal do artigo que relata os resultados, publicado esta semana na revista Science.

"A nossa descoberta também exclui a ideia de que os cometas da família de Júpiter contêm apenas água parecida à dos oceanos da Terra, e dá mais peso aos modelos que colocam mais ênfase nos asteróides como o principal mecanismo de entrega para os oceanos da Terra."

"Nós sabíamos que a análise 'in situ' da Rosetta traria surpresas para o grande quadro da ciência do Sistema Solar, e esta notável observação certamente acrescenta combustível no debate acerca da origem da água da Terra," afirma Matt Taylor, cientista do projecto Rosetta da ESA.

"À medida que a Rosetta continua a seguir o cometa na sua órbita em redor do Sol ao longo do próximo ano, estaremos mantendo uma vigilância apertada sobre como evoluiu e se comporta, o que nos dará uma visão única sobre o mundo misterioso dos cometas e sobre a sua contribuição para o nosso conhecimento da evolução do Sistema Solar."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
28/11/2014 - Onde diabos pousou o Philae?
21/11/2014 - Primeiros resultados científicos do Philae
18/11/2014 - Philae completa missão principal antes de hibernar
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Blog da Rosetta
Artigo científico (Science)
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Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
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ROVER CURIOSITY ENCONTRA PISTAS DE COMO A ÁGUA AJUDOU A MOLDAR A PAISAGEM MARCIANA
Esta ilustração mostra um lago que preenche parcialmente a Cratera Gale em Marte, recebendo água de neve que derrete na orla norte da cratera.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/ESA/DLR/FU Berlin/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Observações do rover Curiosity da NASA indicam que o Monte Sharp de Marte foi construído por sedimentos depositados num grande lago ao longo de dezenas de milhões de anos.

Esta interpretação dos achados do Curiosity na Cratera Gale sugere que no passado Marte terá mantido um clima que poderá ter produzido lagos de longa duração em muitos locais do Planeta Vermelho.

"Se a nossa hipótese para o Monte Sharp se mantiver, desafia a noção de que as condições quentes e húmidas foram transitórias, locais ou apenas subterrâneas em Marte," afirma Ashwin Vasavada, cientista adjunto do projecto Curiosity no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Uma explicação mais radical é que a antiga e mais espessa atmosfera de Marte elevou as temperaturas acima de zero globalmente, mas até agora não sabemos como fez isso."

Esta rocha sedimentar fotografada pela Mastcam do Curiosity no dia 7 de Agosto de 2014 mostra um padrão típico de um depósito lacustre não muito longe de onde a água provavelmente entrava num lago.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A razão por que esta montanha em camadas está situada numa cratera tem sido uma questão difícil para os investigadores. O Monte Sharp mede cerca de 5 km de altura e os seus flancos inferiores expõem centenas de camadas de rocha. As camadas de rocha - que alternam entre depósitos lacustres, fluviais e eólicos - testemunham o preenchimento repetido e a evaporação de um lago marciano muito maior e mais duradouro do que qualquer outra evidência previamente examinada.

"Estamos a fazer progressos para resolver o mistério do Monte Sharp," afirma John Grotzinger, cientista do projecto Curiosity no Instituto de Tecnologia da Califórnia, também em Pasadena. "Onde existe hoje uma montanha, pode ter existido uma série de lagos."

O Curiosity está actualmente a investigar as camadas sedimentares mais baixas do Monte Sharp, uma secção de rocha com 150 metros de altura apelidada de formação Murray. Os rios transportaram areia e sedimentos para o lago, depositando-os na foz para formar deltas semelhantes àqueles encontrados na foz dos rios cá na Terra. Este ciclo ocorreu repetidamente.

Esta imagem da Mastcam mostra camadas inclinadas de arenito, que se pensa serem depósitos de pequenos deltas alimentados por rios que desaguavam na Cratera Gale, formando um lago. Foi obtida no dia 13 de Março de 2014, a norte do ponto de passagem "Kimberley".
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A coisa mais espectacular acerca de um lago que ocorre repetidamente, uma e outra vez, é que cada vez que retorna torna-se numa nova experiência que nos diz como é que o ambiente funciona," afirma Grotzinger. "À medida que o Curiosity sobe o Monte Sharp, teremos uma série de experiências que mostram padrões de como a atmosfera e a água e os sedimentos interagem. Podemos ver como é que a química mudou nos lagos com o passar do tempo. Esta é uma hipótese apoiada pelo que temos observado até agora, fornecendo uma estrutura para testes durante o ano que vem."

Após o lago da cratera ter alcançado uma profundidade de pelo menos algumas centenas de metros e os sedimentos terem solidificado em rocha, as camadas acumuladas de sedimentos foram esculpidas ao longo do tempo numa forma montanhosa pela erosão do vento, entre o perímetro da cratera e o que é hoje a extremidade da montanha.

Durante a viagem de 8 km desde o local de pouso do Curiosity em 2012 até ao seu local actual na base do Monte Sharp, o rover descobriu pistas acerca da mudança da forma do chão da cratera durante a era dos lagos.

Esta imagem capturada no dia 25 de Março de 2014 pela Mastcam olha para sul no ponto de passagem Kimberley. No pano da frente, várias camas de arenito mostra uma inclinação sistemática para sul sugerindo um aumento progressivo de sedimentos de deltas nessa direcção (em direcção ao Monte Sharp).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Encontrámos rochas sedimentares que sugerem deltas antigos e pequenos empilhados uns sobre os outros," afirma Sanjeev Gupta, membro da equipa científica do Curiosity do Imperial College em Londres. "O Curiosity atravessou a fonteira de um ambiente dominado por rios para um ambiente dominado por lagos."

Apesar de evidências anteriores, obtidas por várias missões marcianas, apontarem para ambientes molhados no passado de Marte, a modelagem do clima antigo do planeta ainda tem que identificar as condições que podem ter produzido períodos longos e quentes o suficiente para a existência de água estável à superfície.

O projecto MSL (Mars Science Laboratory) da NASA usa o Curiosity para avaliar ambientes antigos e potencialmente habitáveis e as mudanças do ambiente marciano ao longo de milhões de anos. Este projecto é um elemento da investigação marciana em curso e em preparação para uma missão humana ao planeta na década de 2030.

"O conhecimento que estamos a ganhar acerca da evolução ambiental de Marte ao decifrar a formação do Monte Sharp vai ajudar a guiar os planos para missões futuras em busca de sinais de vida marciana," afirma Michael Meyer, cientista-chefe do Programa de Exploração de Marte da NASA, na sede da agência em Washington.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
07/11/2014 - Rover Curiosity encontra correspondência de minerais
12/09/2014 - Rover Curiosity chega ao Monte Sharp
24/06/2014 - Curiosity celebra primeiro ano marciano com sucessos da missão
24/12/2013 - Equipa do Curiosity verifica desgaste das rodas, actualiza software
10/12/2013 - Resultados do Curiosity incluem primeira medição de idade em Marte e ajudam à exploração humana
27/09/2013 - Resultados científicos do local de aterragem do Curiosity
27/09/2013 - Curiosity analisa rochas em ponto de paragem
20/09/2013 - Curiosity não detecta metano em Marte
06/08/2013 - Primeiro aniversário do Curiosity em Marte
23/07/2013 - Artigos relatam pistas do passado atmosférico de Marte
09/07/2013 - Rover Curiosity começa viagem até Monte Sharp
07/06/2013 - Cientistas calculam exposição à radiação durante viagem a Marte
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
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10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
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03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Vermelhidão de M71
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Agora conhecido por ser um enxame globular com a tenra idade de 10 mil milhões de anos, M71 está a apenas a uns meros 13.000 anos-luz de distância na ténue constelação de Seta (ou Flecha). Perto do plano da Via Láctea a partir do ponto de vista do céu da Terra, as suas cerca de 10.000 estrelas estão reunidas numa região com aproximadamente 27 anos-luz de diâmetro perto do centro desta composição a cores. De facto, a linha de visão até M71 passa pelo plano galáctico e por poeira interestelar difusa. A poeira escurece a luz estelar e dispersa luz azul de forma mais eficiente, mascarando o brilho das estrelas de M71 e alterando as suas cores verdadeiras em direcção ao vermelho. Qual é o grau desta alteração de cores (também chamada extinção galáctica)? Clique aqui para ver uma estimativa da cor verdadeira do enxame. As correcções de cor e do brilho das estrelas de M71 são necessárias para medir a distância e idade do enxame usando um diagrama de cor-magnitude.
 

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