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Edição n.º 1313
07/10 a 10/10/2016
 
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07/10/16 - DETEÇÃO REMOTA DE SATÉLITES ARTIFICAIS ORBITAND A TERRA
19:30 - Esta iniciativa está integrada na Semana Mundial do Espaço 2016, dedicada à Deteção Remota levada a cabo pelos satélites artificiais orbitando a Terra. Nesta atividade iremos ficar à espera e observar (à vista desarmada, ou binóculos) alguns destes satélites, tentando prever a sua passagem e identificá-los.
Local: CCVAlg
Preço: atividade gratuita mas sujeita a inscrições
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

28/10/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + OBSERVAÇÃO COM TELESCÓPIO
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema a determinar, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável). Este mês iremos tratar da mudança de hora sob o pont de vista astronómico.
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 

CAFÉ COM CIÊNCIA - PORTUGAL E O ESPAÇO
8 Out | 21H00 | Clube de Tavira

No próximo dia 8 de outubro, pelas 21:00, o Centro Ciência Viva de Tavira em colaboração com o Clube de Tavira, organiza um Café com Ciência com a presença do Prof. Manuel Paiva que apresentará o seu mais recente livro intitulado "Portugal e o Espaço" publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Neste café será também abordado o processo da Missão Rosetta que terminou a 30 de Setembro e envolveu a aterragem histórica do módulo Philae na superfície de um cometa (Novembro de 2014), assim como o programa espacial "ExoMars" cuja primeira missão de exploração deverá chegar a Marte em outubro deste ano. Este evento é organizado no âmbito da Semana Mundial do Espaço (4-10 de Outubro) que tem como tema principal a Deteção Remota e as suas implicações para o futuro na Terra e da Exposição "No rasto do cometa” que estará patente no Centro até dia 15 de outubro e que pretende dar a conhecer um pouco mais sobre cometas, acompanhando a viagem da sonda espacial Rosetta, construída pela Agência Espacial Europeia (ESA).
A entrada é livre.
Participe!

 
EFEMÉRIDES

Dia 07/10: 281.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, nascia Niels Bohr, físico que fez contribuições fundamentais na compreensão da estrutura atómica e da mecânica quântica, pela qual ganhou o prémio Nobel da Física.

Em 1958, o programa de voo espacial tripulado dos EUA muda de nome, para Projeto Mercury
Em 1959 o sistema televisivo a bordo da Luna 3 obtém uma série de 29 fotografias ao longo de 40 minutos, cobrindo 70% da superfície da Lua.
Em 2008, o asteroide 2008 TC3 colide com a Terra, por cima do Sudão.
Observações: Olhe para sudoeste ao anoitecer. Marte brilha para baixo e para a esquerda da Lua. O Planeta Vermelho ainda está perto de Lambda Sagittarii.
Plutão na sua quadratura este, pelas 20:33.

Dia 08/10: 282.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1873, nascia Ejnar Hertzsprung, astrónomo e químico dinamarquês que, na primeira década do século XX, provou pela primeira vez a existência de estrelas gigantes e estrelas anãs.

Juntamente com Henry Norris Russell, desenvolveu o diagrama Hertzsprung-Russell.
Observações: Esta noite a Lua, quase em Quarto Crescente, está situada em Sagitário. Está bem para baixo de Altair, e para cima de Marte e do "Bule de Chá" de Sagitário.

Dia 09/10: 283.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1604 ocorre a supernova 1604, a supernova mais recente observada à vista desarmada na Via Láctea.

Em 1873, nascia Karl Schwarzschild, físico e astrónomo alemão que, entre outras descobertas, determinou o raio de Schwarzschild, o tamanho do horizonte de eventos de um buraco negro
Em 1992, um fragmento de 13 kg do meteorito Peekskill aterra na entrada da garagem da residência Knapp em Peekskill, Nova Iorque, destruindo o Chebrolet Malibu de 1980 da família.
Em 2008. uma "mensagem da Terra" é enviada até Gliese 581c, um planeta parecido com a Terra a cerca de 30 anos-luz de distância. A Agência Espacial Ucraniana entregou o pacote de 500 mensagens, que se espera alcance o exoplaneta no início de 2029.
Em 2009, primeiro impacto lunar das naves Centauro e LCROSS, como parte do Programa Robótico Lunar da NASA.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 05:33.

Dia 10/10: 284.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1731 nascia Henry Cavendish, cientista britânico famoso pela sua descoberta do hidrogénio e pela sua medição da densidade da Terra.
Em 1846, Tritão, a maior lua de Neptuno, é descoberta pelo astrónomo inglês William Lassell.
Em 1967 entra em ação o Tratado Espacial, assinado a 27 de janeiro desse ano por mais de sessenta nações.

Observações: Agora que outubro vai quase a meio, Deneb substitui Vega como a estrela no zénite depois do anoitecer (para observadores a latitudes médias norte). Consequentemente, Capricórnio substitui Sagitário como a constelação mais a sul.

 
CURIOSIDADES


O deserto do Atacama, no Chile, é o mais seco do mundo. Devido à sua alta altitude, à quase inexistente presença de nuvens, ar seco e ausência de poluição luminosa de grandes cidades, o ESO tem aí três dos maiores observatórios, o Observatório La Silla, o Observatório Paranal e o ALMA.

 
TELESCÓPIOS DE RAIOS-X ENCONTRAM EVIDÊNCIAS DE BURACO NEGRO ERRANTE
Imagem de campo largo que mostra, parcialmente, a região conhecida como Faixa Estendida de Groth. Uma das galáxias aí presente, GJ1417+52, parece albergar na sua periferia o buraco negro de uma galáxia mais pequena, que colidiu e se fundiu com a galáxia maior. A inserção da esquerda mostra uma ampliação da galáxia e a inserção da direita mostra uma imagem obtida pelo Chandra em raios-X da mesma área ampliada.
Crédito: raios-X - NASA/CXC/UNH/D. Lin et al; ótico - NASA/STScI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Astrónomos usaram o Observatório de raios-X Chandra da NASA e o observatório de raios-X XMM-Newton da ESA para descobrir uma fonte de raios-X extremamente luminosa e variável localizada fora do centro da sua galáxia hospedeira. Este objeto peculiar pode ser um buraco negro errante oriundo de uma pequena galáxia que caiu para uma galáxia maior.

Os astrónomos pensam que os buracos negros supermassivos, alguns com cerca de 100.000 a 10 mil milhões de vezes a massa do Sol, estão nos centros da maioria das galáxias. Existem também evidências para a existência dos chamados buracos negros de massa intermédia, que têm massas inferiores que variam entre cerca de 100 até 100.00 vezes a massa do Sol.

Ambos estes tipos de objetos podem ser encontrados longe do centro de uma galáxia, após uma colisão ou fusão com outra galáxia que contém um buraco negro massivo. À medida que as estrelas, gás e poeira da segunda galáxia movem-se através da primeira, o seu buraco negro move-se com ela.

Um novo estudo relata a descoberta de um destes buracos negros "errantes" na direção da orla da galáxia lenticular SDSS J141711.07+522540.8 (ou GJ1417+52 para abreviar), localizada a aproximadamente 4,5 mil milhões de anos-luz da Terra. Este objeto, conhecido como XJ1417+52, foi descoberto durante longas observações de uma região especial, chamada Faixa Estendida de Groth, com dados do XMM-Newton e do Chandra obtidos entre 2000 e 2002. O seu brilho extremo faz com que seja provavelmente um buraco negro com uma massa estimada em cerca de 100.000 vezes a massa do Sol, assumindo que a força de radiação na matéria em redor é igual à força gravitacional.

O painel principal mostra uma imagem visível de campo largo obtida com o Telescópio Espacial Hubble. O buraco negro e a sua galáxia hospedeira estão localizados dentro da caixa no canto superior esquerdo. A inserção da esquerda contém uma ampliação de GJ1417+52 pelo Hubble. Dentro desta inserção, o círculo mostra uma fonte pontual na periferia norte da galáxia que poderá estar associada com XJ1417+52.

A inserção da direita é uma imagem de raios-X de XJ1417+52 obtida com o Chandra, cobrindo a mesma região que a ampliação do Hubble. Esta é uma fonte pontual, sem evidências vistas de uma emissão prolongada de raios-X.

As observações do Chandra e do XMM-Newton mostram que o "output" de raios-X de XJ1417+52 é tão alto que os astrónomos classificam este objeto como uma "fonte de raios-X hiper-luminosa". Estes são objetos 10.000 a 100.000 vezes mais luminosos em raios-X do que os buracos negros estelares e 10 a 100 vezes mais poderosos do que as fontes de raios-X ultraluminosas.

No seu pico, XJ1417+52 é cerca de 10 vez mais luminoso do que a fonte de raios-X mais brilhante já avistada para um buraco negro errante. Também está cerca de 10 vezes mais distante do que o detentor anterior do recorde para buraco negro errante.

A brilhante emissão de raios-X deste tipo de buraco negro vem do material que cai em direção a ele. Os raios-X de XJ1417+52 atingiram um brilho máximo entre 2000 e 2002. A fonte não foi detetada em observações posteriores pelo Chandra e pelo XMM-Newton obtidas em 2005, 2014 e 2015. No geral, o brilho de raios-X da fonte diminuiu, pelo menos, por um factor de 14 entre 2000 e 2015.

Os autores teorizam que a explosão de raios-X vista em 2000 e 2002 ocorreu quando uma estrela passava demasiado perto do buraco negro e foi dilacerada por forças de maré. Alguns dos escombros gasosos teriam sido aquecidos e tornados brilhantes em raios-X enquanto caiam na direção do buraco negro, provocando o pico de emissões.

A localização e brilho da fonte ótica na imagem do Hubble, que poderá estar associada com XJ1417+52, sugere que o buraco negro poderá ter, originalmente, pertencido a uma galáxia pequena que chocou com a maior galáxia GJ1417+52, despojando a maioria das estrelas da galáxia, mas deixando para trás o buraco negro e as suas estrelas vizinhas no centro da pequena galáxia. Caso esta ideia esteja correta, o que é vemos na imagem do Hubble são as estrelas circundantes.

O artigo, escrito por Dachend Lin (Universidade de New Hampshire) e colegas, que descreve este resultado, foi publicado na revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório de raios-X Chandra
Artigo científico (arXiv.org)
AstronomyNow
Space Daily
PHYSORG
Science alert
UPI
Gizmodo

Buracos negros:
Wikipedia

Faixa Estendida de Groth:
Wikipedia

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

Observatório XMM-Newton:
ESA
Wikipedia

 
OS PERIGOS DE ATERRAR EM MARTE
Visão geral da entrada, descida e sequência de pouso da Schiaparelli em Marte, com o tempo, altitude e velocidade aproximadas dos principais eventos indicados.
Crédito: ESA/ATG medialab
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Marte tem sido uma fonte de admiração durante muitos séculos, inspirando tanto especulação científica como imaginação literária.

Desde o alvorecer da Era Espacial, nações exploradoras líderes têm tentado utilizar tecnologia moderna para desvendar os mistérios de Marte através da pesquisa do planeta por cima e envio de exploradores robóticos para o seu terreno poeirento.

Mais de 40 missões foram enviadas para o Planeta Vermelho desde o início da década de 1960. Seguindo a habitual sequência de investigações cada vez mais complexas, as primeiras tentativas para caracterizar Marte envolveram passagens relativamente simples e de curta duração. Estas foram logo seguidas por sondas, que levavam instrumentos cada vez mais sofisticados para mapear todo o planeta e caracterizar as suas diversas paisagens.

A primeira tentativa de levar uma sonda para a atmosfera de Marte teve lugar em novembro de 1962, mas a sonda espacial da União Soviética, designada de Sputnik 24, não conseguiu deixar a órbita da Terra. Se tivesse chegado a Marte, a sonda teria atingido a superfície a alta velocidade: o seu modelo tinha assumido que a atmosfera era mais espessa do que mais tarde foi determinado na realidade.

Tentativas posteriores de aterragem por parte dos Soviéticos em 1971 e 1973, também terminaram em fracasso (ou apenas com sucesso parcial): a sonda Mars 2 colidiu com a superfície de Marte, após uma entrada na atmosfera num ângulo muito íngreme, enquanto a sonda Mars 3 retornou 20 segundos de dados a partir da superfície antes de concluir.

A sonda Mars 6 enviou alguns dados úteis na entrada e descida da sonda na atmosfera aquando da chegada a Marte em 1974, mas o sinal foi perdido pouco antes da aterragem. A sonda Mars 7 falhou o planeta por 1300 km devido a problemas eletrónicos, impedindo-a de adquirir a trajetória correta.

As primeiras aterragens em Marte totalmente bem-sucedidas tiveram de esperar até à chegada do módulo de aterragem americano Viking 1 a 20 de julho de 1976, seguido pela sonda Viking 2 a 3 de setembro. Desde então, houve mais cinco aterragens bem-sucedidas no Planeta Vermelho - todas por sondas americanas -, bem como uma série de tentativas fracassadas. Com o lançamento da ExoMars 2016, a ESA está agora a tentar juntar-se à NASA e tornar-se a segunda potência espacial a levar uma sonda e completar uma missão bem-sucedida na superfície marciana.

Modelo do módulo de aterragem Viking.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
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Descida e Aterragem

A fim de minimizar a probabilidade de uma falha catastrófica, os engenheiros espaciais passam uma grande parte do tempo de trabalho a definir uma estratégia para assegurar que o seu veículo de alta tecnologia completa uma entrada na atmosfera e descida seguras, culminando numa aterragem segura.

O primeiro problema a ser superado é uma navegação precisa. Espaços de lançamento adequados ocorrem a cada 26 meses ou mais, quando a Terra e Marte estão relativamente próximos nas suas órbitas. Uma vez que a sonda com destino Marte esteja a caminho, a viagem dura geralmente cerca de 6 meses.

Assumindo que a sua trajetória cruza a órbita de Marte no tempo correto, a sonda será capaz de começar a sua fase de entrada e descida atmosférica. A maioria das sondas de Marte - incluindo a entrada da Schiaparelli e do módulo de descida da missão ExoMars 2016 - fazem uma entrada balística a alta velocidade na atmosfera.

Normalmente são libertadas da sua nave espacial transportadora nos dias finais da viagem interplanetária. As exceções foram os módulos de aterragem Viking, que foram colocados em órbita marciana e só depois libertados das suas sondas orbitais após identificação de locais de aterragem adequados.

O ângulo de entrada é importante - muito íngreme e a sonda pode superaquecer e queimar-se, muito raso e pode saltar para fora da atmosfera, falhando o planeta completamente.

A sequência inteira de entrada e controle de descida atmosférica é pré-programada no computador da sonda espacial, uma vez que não há tempo para enviar os comandos uma vez que a fase final de voo comece. No entanto, a sequência nem sempre corre de acordo com o plano. No caso da missão "Mars Polar Lander" da NASA, os retrofoguetes parecem ter começado prematuramente, fazendo com que a sonda espacial colidisse com o solo.

A trajetória de descida é modificada pela variação da densidade atmosférica, por turbulência e velocidade do vento, bem como pequenas incertezas na trajetória de chegada, por isso, o local de aterragem é relativamente impreciso e tipicamente definido por uma grande elipse. No caso da Schiaparelli, a elipse de aterragem mede 100 km por 15 km. A possibilidade de tempestades regionais ou poeiras globais antes da chegada também podem afetar as condições atmosféricas e levar a incertezas na trajetória de descida.

Local de aterragem da ExoMars 2016 Schiaparelli.
Crédito: IRSPS/TAS-I
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Entrar na atmosfera superior a uma velocidade de quase de 21.600 km/h (6 km/s), uma sonda espacial demora normalmente 6 a 7 minutos a chegar à superfície. Em primeiro lugar, tem de suportar dois a três minutos de aquecimento extremo, causado pela fricção atmosférica. Protegido por um escudo térmico, a sonda é capaz de sobreviver a uma temperatura que atinja vários milhares de graus Celsius e embates pelas ondas de choque atmosféricas.

A sonda espacial desacelera rapidamente e quando a velocidade diminui para cerca de 1700 km/h (0,47 km/s), a uma altitude de cerca de 10 km, é capaz de abrir um para-quedas supersónico. Pouco tempo depois, a velocidade abrandou o suficiente para permitir que o escudo de calor seja descartado.

Na maioria das missões é usado um radar para medir a altura (e, por vezes, acelerar em relação à superfície) e decidir quando e como comandar os propulsores ou retrofoguetes para encaminhar a velocidade de descida para alguns metros por segundo; a fina atmosfera marciana faz com que seja muito difícil com que isso seja alcançado apenas com um para-quedas.

O procedimento adotado durante a fase final da descida varia de acordo com o tamanho e complexidade do módulo de aterragem. As bem-sucedidas sondas Viking, cada uma pesando cerca de 600 kg, dispararam três motores de impulso variável durante os 1200 m finais da sua descida. Schiaparelli também irá disparar propulsores para retardar a sua descida final, seguida de uma breve queda livre para a superfície assim que os motores parem de funcionar.

Uma sonda espacial mais pequena, a "Mars Pathfinder" de 360 kg, introduziu um novo sistema de descida que envolveu baixar o módulo de aterragem no final de um longo cabo de 20 m (conhecido como um "freio"). Cerca de 10 segundos antes da aterragem, os airbags enchem-se de ar para formar uma "bola" de proteção em torno da sonda. Quatro segundos depois, a uma altitude de 98 m, três foguetes sólidos, montados na parte posterior, disparam para desacelerar a descida, e cerca de 2 segundos mais tarde o freio é cortado a 21,5 m acima do solo, libertando o módulo de aterragem. O veículo Pathfinder embateu no chão a uma velocidade de 14 m/s e saltou cerca de 12 m para o ar, ressaltando pelo menos mais 15 vezes antes de parar cerca de 2,5 minutos após o impacto e a cerca de 1 km do local de impacto inicial.

Um sistema similar de para-quedas, retrofoguetes e airbags foi utilizado nos grandes "Mars Exploration Rovers", que chegaram à superfície em 2004. O Beagle 2 da Grã-Bretanha, também equipado com airbags, mas sem propulsores, parece ter desembarcado, mas foi incapaz de comunicar de volta depois de algumas das suas "pétalas" falharem ao abrir.

O maior módulo de aterragem de Marte construído até agora é o Laboratório de Ciência de Marte (MSL), que levou o rover Curiosity para a cratera Gale em Agosto de 2012. O MSL pesava cerca de 900 kg e media três metros de comprimento, de modo que o sistema de airbag não era viável e um novo "guindaste" foi desenvolvido. Embora a equipa da missão tenha sido incapaz de testar a tecnologia inovadora antes do lançamento como um sistema integrado, o MSL operou perfeitamente.

A sonda foi capaz de orientar-se durante a entrada na atmosfera de Marte com uma série de manobras em "S", semelhantes às usadas pelos astronautas que pilotam naves espaciais da NASA. Durante os três minutos antes da aterragem, a nave desacelerou a sua descida com um para-quedas, depois dispararam os retrofoguetes montados ao redor da borda do seu estrado superior. Nos segundos finais, o estrado superior agiu como um guindaste, baixando o módulo na posição vertical sobre uma corda, a fim de este pousar nas suas rodas.

Aterragem do rover Curiosity, sob o estrado de descida que operou como um guindaste.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
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Atmosfera Esparsa e Terreno Acidentado

Como são selecionados os locais de aterragem em Marte? Em 1960 e 1970, mapas de Marte detalhados e precisos não estavam disponíveis, de modo que a natureza da superfície de Marte era pouco conhecida. Como resultado, a equipa Viking decidiu jogar pelo seguro, obtendo imagens de potenciais locais de aterragem com as duas sondas antes de fazer uma seleção final de onde direcionar as suas preciosas máquinas.

Desde então, numerosas sondas em órbita mapearam o Planeta Vermelho em grande detalhe, por isso a ênfase agora é tanto sobre o interesse científico do local como sobre a natureza e segurança relativa do terreno. O Mars Pathfinder, por exemplo, tinha como alvo um antigo leito de rio, enquanto os Exploration Rovers e MSL dirigiram-se para locais onde se acreditava ter existido água à superfície e ambientes potencialmente habitáveis.

Contudo, um mapa dos locais de aterragem em Marte mostra que cerca de metade do planeta, até agora, tem sido evitado. Não é por acaso que todas as aterragens de sucesso em Marte ocorreram numa região dominada por terras baixas, em vez de áreas mais acidentadas, como as terras altas com muitas crateras encontradas a sul do equador. Embora as planícies quase equatoriais e do Norte sejam frequentemente marcadas por pequenas crateras de impacto, pedras de vários tamanhos e dunas empoeiradas, as probabilidades de danos à chegada são muito pequenas.

A maioria das aterragens foram a baixas latitudes, sendo a única exceção até à data o módulo Phoenix, uma sonda estacionária que sobreviveu durante cinco meses no ártico marciano antes de concluir como resultado do extremo frio e falta de luz solar.

Outro factor que influencia a escolha do local de aterragem é a espessura da atmosfera marciana. Na Terra, a sonda pode abrir o para-quedas ou deslizar de volta através da manta densa de ar na conclusão da sua missão orbital. No entanto, a atmosfera marciana é 150 vezes mais fina que a da Terra e a pressão do ar sofre alterações de 20% de estação para estação. A pressão à superfície é mais espessa ao longo dos desfiladeiros profundos e mais fina acima dos vulcões gigantes.

Não surpreendentemente, os planificadores da missão têm optado por direcionar a sua sonda para as áreas de planície onde a maior profundidade e espessura da atmosfera permitem que a fricção atmosférica e a abertura dos para-quedas reduzam a velocidade de descida da sonda espacial em toda a sua extensão.

As missões ExoMars da ESA não são exceção. Schiaparelli tem como alvo Meridiani Planum, uma região relativamente plana e lisa perto do equador marciano e bastante perto da atual localização do rover Opportunity da NASA. Três locais perto do equador estão atualmente a ser investigados para a missão ExoMars de 2020, que vai levar primeiro o rover planetário da ESA.

Locais de aterragem em Marte.
Crédito: imagem de fundo - Equipa Científica MOLA; mapa - ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Fornecimento de Energia

Quase todas as sondas e veículos levados para Marte, desde o Pathfinder em 1997, foram alimentadas por painéis solares. Schiaparelli é incomum por apenas levar pilhas não-recarregáveis, pelo que a sua vida ativa será limitada a apenas alguns dias Marcianos. Isto porque o seu principal objetivo é demonstrar tecnologias de entrada, descida e aterragem. A outra exceção é o MSL movido a energia nuclear, o qual é capaz de operar independentemente da quantidade de luz solar.

O sucesso e a duração das missões de superfície com energia solar dependem da disponibilidade da luz solar para iluminar as células solares.

Uma vez que Marte tem estações e períodos de luz do dia semelhantes aos da Terra, os orçamentos de energia dos módulos de aterragem têm de ser geridos cuidadosamente para que eles possam sobreviver aos dias mais curtos de inverno - uma outra razão para o desembarque perto do equador. Os veículos itinerantes móveis têm a vantagem de serem capazes de estacionar num local relativamente ensolarado para que as baterias possam ser recarregadas.

A acumulação de depósitos de poeira nos painéis solares também pode reduzir a produção elétrica do veículo - embora rajadas ocasionais de vento possam varrer grande parte do revestimento acastanhado. Embora a ExoMars 2020 vá chegar fora da principal época de tempestades de poeira, a equipa da missão está ciente de que a sonda e o rover movidos a energia solar poderem ocasionalmente ter que encerrar as operações devido à poeira escurecer o céu.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Sputnik 24:
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Mars 2:
Wikipedia

Mars 3:
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Mars 6:
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Viking 1:
NASA
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Viking 2:
NASA
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Rover Curiosity (MSL):
NASA
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Mars Polar Lander:
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Mars Pathfinder:
NASA
Pathfinder e Sojourner (Wikipedia)

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NASA
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Beagle-2:
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Rover Curiosity (MSL):
NASA
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Phoenix:
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ExoMars TGO:
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"Lander" Schiaparelli:
ESA
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CURIOSITY COMEÇA PRÓXIMO CAPÍTULO MARCIANO
Este autorretrato do Curiosity, obtido em setembro de 2016, mostra o veículo na área "Quela", local da sua 14.ª perfuração situado na área "Murray Buttes" no Monte Sharp. O panorama foi construído com várias imagens obtidas pela câmara MAHLI no fim do braço robótico.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
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Depois de recolher pó de rocha perfurada no que será, indiscutivelmente, a paisagem mais bela já visitada por um rover marciano, o laboratório móvel Curiosity da NASA está subindo em direção a outros destinos como parte da sua missão estendida que teve início no dia 1 de outubro.

Os destinos incluem um cume coberto com hematita, um mineral rico em óxido de ferro, a cerca de 2,5 km de distância, e uma exposição rochosa rica em argilas mais adiante.

Estes são locais de exploração fundamentais na secção inferior do Monte Sharp, um grande monte em camadas que o Curiosity está a investigar à procura de evidências de ambientes antigos e ricos em água que contrastam com as áridas e secas condições à superfície de Marte hoje.

Este panorama com 360º foi obtido no dia 4 de setembro de 2016 pela câmara no mastro do Curiosity, enquanto o rover estava num local chamado "Murray Buttes" no Monte Sharp. A formação rasa perto do centro da cena sobe 12 metros acima da planície em redor.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
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"Nós continuamos a atingir camadas mais altas e mais jovens do Monte Sharp," afirma Ashwin Vasavada, cientista do projeto Curiosity no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. "Mesmo depois de quatro anos a explorar a montanha e seus arredores, ainda tem o potencial para nos surpreender completamente."

As centenas de fotos que o Curiosity captou ao longo das últimas semanas, por entre um aglomerado de formações sedimentares de diversas formas, são destaques frescos das mais de 180.000 imagens que o rover já obteve desde a sua aterragem em Marte no mês de agosto de 2012. As vistas recém-divulgadas incluem o mais novo autorretrato do rover obtido com a câmara a cores acoplada no seu braço robótico e um panorama com a câmara a cores na parte superior do mastro.

Duas formações proeminentes numa imagem de dia 18 de agosto de 2016 na região "Murray Buttes" de Marte, obtida pelo Mastcam do Curiosity, separadas por aproximadamente 80 metros. A formação à direita mede cerca de 10 metros de altura e está a 82 metros da posição do rover aquando da captura das imagens.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Dizendo adeus a 'Murray Buttes,' a tarefa do Curiosity é continuar o estudo da habitabilidade passada e do potencial para vida," explica Michael Meyer, cientista do programa Curiosity na sede da NASA em Washington. "Esta missão, à medida que explora a sucessão de camadas rochosas, está a ler as 'páginas' da história de Marte - mudando a nossa compreensão de Marte e da evolução do planeta. O Curiosity tem sido e será um marco nos nossos planos para missões futuras."

As imagens que compõem o autorretrato foram captadas perto da base de uma das formações de Murray Buttes, no mesmo local onde o rover usou a sua broca no dia 18 de setembro para obter uma amostra de pó de rocha. Uma tentativa anterior, neste local, quatro dias antes, foi prematuramente parada devido a um problema de curto-circuito que o Curiosity sofreu, mas a segunda tentativa alcançou com sucesso a profundidade desejada e recolheu amostras. Depois de sair desta área, o Curiosity entregou um pouco da amostra rochosa ao seu laboratório interno para análise.

O topo desta formação, na imagem obtida dia 1 de setembro de 2016 com a Mastcam do Curiosity, está cerca de 4,9 metros acima do rover e mais ou menos 25 metros para este-sudeste do veículo. Encontra-se na região "Murray Buttes" do Monte Sharp, e esta formação particular foi apelidada "M9a".
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Este último local de perfuração - o 14.º do Curiosity - está numa camada geológica com cerca de 180 metros de espessura, denominada formação Murray. Até ao momento, o Curiosity subiu quase a metade da espessura desta formação e descobriu que consiste principalmente de lama seca, formada a partir de lama acumulada no fundo de lagos antigos. Os resultados indicam que o ambiente do lago era duradouro, não fugaz. Durante aproximadamente a primeira metade da nova extensão da missão com a duração de dois anos, a equipa do rover antecipa investigar a metade superior da formação Murray.

"Vamos ver se esse registo de lagos continua para cima," comenta Vasavada. "Quanto mais espessuras verticais vermos, mais tempo os lagos estiveram presentes, e mais tempo as condições habitáveis aqui permaneceram. Será que este ambiente antigo mudou ao longo do tempo? Será que o tipo de evidências encontradas até agora transita para outra coisa?"

Este gráfico mostra as posições dos locais onde o rover Curiosity perfurou as primeiras 18 rochas ou amostras de solo para análise no seu laboratório interno. Também mostra imagens das perfurações onde foram obtidas 14 amostras, a mais recente em "Quela", no dia 18 de setembro de 2016.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/Universidade do Arizona
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A "Unidade de Hematita" e a "Unidade de Argila" acima da formação Murray foram identificadas com observações orbitais antes da aterragem do Curiosity. A informação da composição, obtida com o instrumento CRIS (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer) a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), tornou estes locais uma prioridade para a missão do rover. Tanto a hematita como a argila normalmente formam-se em ambientes molhados.

Vasavada comenta: "As unidades de Hematita e de Argila provavelmente indicam ambientes diferentes das condições registadas em rochas mais velhas por baixo e diferentes uma da outra. Será interessante ver se uma ou ambas eram ambientes habitáveis."

Este mapa mostra o percurso do rover Curiosity desde o seu local de aterragem, em agosto de 2012, até setembro de 2016 em "Murray Buttes", e o percurso planeado até atingir destinos na "Unidade de Hematita" e na "Unidade de Argila" no Monte Sharp.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/Universidade do Arizona
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A NASA aprovou a segunda missão prolongada do Curiosity este verão com base em planos apresentados pela equipa do rover. Poderão ser consideradas, no futuro, extensões adicionais para explorar Monte Sharp acima. A missão do Curiosity já atingiu o seu objetivo principal de determinar se a região de pouso já ofereceu condições ambientais favoráveis à vida microbiana, caso Marte alguma vez tenha tido vida. A missão descobriu evidências de antigos rios e lagos, com uma fonte de energia química e todos os ingredientes químicos necessários para a vida como a conhecemos.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
30/09/2016 - Curiosity descobre que crosta de Marte contribui para a sua atmosfera
28/06/2016 - Descobertas do rover Curiosity apontam para passado marciano mais parecido com a Terra
13/10/2015 - Equipa do rover Curiosity confirma lagos antigos em Marte 
26/05/2015 - Rover Curiosity ajusta percurso montanha acima
17/04/2015 - Dados meteorológicos do Curiosity reforçam existência de salmoura
19/12/2014 - Rover Curiosity encontra química orgânica, passada e presente, em Marte
12/12/2014 - Rover Curiosity encontra pistas de como a água ajudou a moldar a paisagem marciana
07/11/2014 - Rover Curiosity encontra correspondência de minerais
12/09/2014 - Rover Curiosity chega ao Monte Sharp
24/06/2014 - Curiosity celebra primeiro ano marciano com sucessos da missão
24/12/2013 - Equipa do Curiosity verifica desgaste das rodas, actualiza software
10/12/2013 - Resultados do Curiosity incluem primeira medição de idade em Marte e ajudam à exploração humana
27/09/2013 - Resultados científicos do local de aterragem do Curiosity
27/09/2013 - Curiosity analisa rochas em ponto de paragem
20/09/2013 - Curiosity não detecta metano em Marte
06/08/2013 - Primeiro aniversário do Curiosity em Marte
23/07/2013 - Artigos relatam pistas do passado atmosférico de Marte
09/07/2013 - Rover Curiosity começa viagem até Monte Sharp
07/06/2013 - Cientistas calculam exposição à radiação durante viagem a Marte
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
21/05/2013 - Rover Curiosity da NASA perfura segundo alvo
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
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31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
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Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
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NASA
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Trífida, Lagoa e Marte
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Mohammad Nouroozi
 
As nebulosas e enxames brilhantes presentes neste campo de visão com 5º são paragens populares das excursões telescópicas da constelação de Sagitário e dos campos estelares movimentados da Via Láctea central. Catalogadas pelo astrónomo francês do século XVIII, Charles Messier, M20, a colorida Nebulosa Trífida, e M8, a grande Nebulosa da Lagoa, estão perto do canto superior esquerdo e no centro da imagem, respetivamente. Ambas são regiões de formação estelar bem conhecidas a aproximadamente 5000 anos-luz de distância. Passando pelo campo de visão no dia 29 de setembro, a "estrela" amarelada alinhada com M8 e M20, em baixo e à direita, é na realidade Marte, àquela data perto dos 8,8 minutos-luz da Terra. Essa distância é quase equivalente a 1 Unidade Astronómica ou a distância da Terra ao Sol. Marte está sobreposto na imagem, tem picos de difração visíveis criados pelos suportes do espelho do telescópio. Claro, há muito que se sabe que Marte "vagueia" através dos céus noturnos do planeta Terra.
 

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