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Edição n.º 1270
10/05 a 12/05/2016
 
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10/05/16 a 01/06/16 - ROSETTA NO RASTO DO COMETA
Nesta exposição temporária, poderá ficar a saber mais sobre os cometas, acompanhando a viagem da sonda Rosetta e do módulo Philae desde o seu lançamento em 2004 até à aproximação ao cometa em 2014, com o objetivo de investigar in loco o cometa 67 P Churyumov-Gerasimenko. A exposição aborda ainda conceitos relativos a outros astros como meteoros, asteroides e a sua importância no Sistema Solar. A exposição é composta por painéis interativos, um jogo multimédia e um modelo do cometa impresso em 3D a partir de dados reais adquiridos pela sonda desde a sua aproximação a 6 de Agosto de 2014. Esta exposição foi produzida pela Cité de l´espace, membro do grupo para o Espaço do Ecsite, a que o Centro Ciência Viva do Algarve também pertence.
Local: CCVAlg
Preço: Gratuito com a compra da entrada no centro
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 

27/05/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema - “O tamanho do Sistema Solar”, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 10/05: 131.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 28 AC, era observada uma mancha solar por astrónomos da Dinastia Han, durante o reinado do Imperador Cheng de Han, uma das mais antigas observações de manchas solares na China.
Em 1900 nascia Cecilia Helena Payne-Gaposchkin

Descobriu a composição química das estrelas e que o hidrogénio e hélio são os seus elementos mais abundantes, e, por isso, também do Universo. Em 1976 recebeu o prestigiado Prémio Henry Norris Russell da Sociedade Astronómica Americana.
Em 1930, nascia George E. Smith, físico americano, coinventor da CCD
Em 1946, primeiro lançamento bem sucedido de um foguetão V-2 nos EUA. 
Em 1971 era lançada a Kosmos 419 (USSR). Não conseguiu sair da órbita da Terra.
Observações: Júpiter estacionário, pelas 00:00.
Trânsito de Europa, entre as 21:17 e as 00:09 (já de dia 11).
Trânsito da sombra de Europa, entre as 23:39 e as 02:31 (já de dia 11).

Dia 11/05: 132.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1918 nascia Richard Feynman que, em conjunto com Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga, ganhou o prémio Nobel da Física pelo seu trabalho sobre electrodinâmica quântica. Também trabalhou na investigação do desastre do vaivém Challenger.
Em 1916 morria Karl Schwarzschild.

Usando a teoria da gravitação de Einstein, que descreve a forma como o espaço-tempo é curvado pela matéria, explica que quando uma estrela se contrai, existe um ponto em que a sua gravidade é tão forte que nem a luz pode escapar, o agora famoso buraco negro. Este ponto é conhecido como o raio de Schwarzchild e é igual à massa do objecto multiplicada pelo dobro da constante da gravidade e dividida pela velocidade da luz ao quadrado.
Observações: Três estrelas de magnitude zero brilham após o anoitecer durante o mês de maio: Arcturo, alta a sudeste, Vega, muito mais baixa a nordeste e Capella a noroeste. São tão brilhantes porque cada uma é pelo menos 60 vezes mais luminosa que o Sol, e porque estão relativamente próximas: 37, 25 e 42 anos-luz, respetivamente.
Ainda mais brilhantes são os planetas Júpiter e Marte, alto a sudoeste e baixo a sudeste. Estão hoje a 41 e 5 minutos-luz da Terra, respetivamente.

Dia 12/05: 133.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, a sonda soviética Luna 5 colide com a Lua.

Observações: Trânsito de Ganimedes, entre as 23:46 e as 03:17 (já de dia 13).

 
CURIOSIDADES


Devido ao efeito de precessão, a estrela Vega tornar-se-á na nossa nova Estrela Polar daqui a quase 12 mil anos. Já o foi no passado, por volta do ano 12.000 AC.

 
JATOS DE ENCÉLADO: SURPRESAS NA LUZ DE UMA ESTRELA
A atração gravitacional de Saturno muda a quantidade de partículas expelidas a partir do polo sul da lua Encélado em diferentes pontos da sua órbita. Mais partículas tornam a pluma mais brilhante na imagem infravermelha à esquerda.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona/Cornell/SSI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Durante uma recente sessão de observação, a sonda Cassini da NASA viu uma estrela brilhante a passar por trás da pluma de gás e poeira expelida da lua gelada de Saturno, Encélado. Ao início, os dados dessa observação puseram os cientistas a coçar as suas cabeças. O que viram não encaixava nas suas previsões.

A observação levou a uma nova pista surpreendente sobre a incrível atividade geológica de Encélado: parece que pelo menos alguns dos jatos estreitos libertados a partir da superfície da lua são expelidos com mais fúria quando esta está mais longe de Saturno.

Exatamente como ou porque é que isto acontece está ainda longe de se saber com certeza, mas a observação dá aos teóricos novas possibilidades para refletir sobre as voltas e reviravoltas da "canalização" que existe por baixo da superfície gelada da lua. Os cientistas estão ansiosos por descobrir tais pistas porque, por baixo da concha gelada de gelo, Encélado é um mundo oceânico que poderá albergar ingredientes propícios à vida.

Durante os seus primeiros anos depois de chegar a Saturno em 2004, a Cassini descobriu que Encélado "vomita" continuamente uma grande pluma de gás e grãos de gelo a partir da região em torno do seu polo sul. Esta pluma estende-se por várias centenas de quilómetros para o espaço e tem várias vezes a largura da própria lua. Dezenas de jatos estreitos irrompem da superfície ao longo de grandes fraturas conhecidas como "listras de tigre" e contribuem para a pluma. A atividade é originária do oceano de água líquida e salgada por baixo da superfície, que está a sair para o espaço.

A pluma de Encélado por cima do polo sul da lua gelada, que alcança várias centenas de quilómetros no espaço. Os cientistas queriam saber se os grandes aumentos observados no "output" de partículas geladas na pluma eram alimentados por um aumento similar no vapor de água. Os resultados mais recentes dizem-nos que não.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
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A Cassini mostrou que mais de 90% do material na pluma é vapor de água. Este gás empurra grãos de poeira para o espaço, onde a luz solar os espalha, tornando-os visíveis às câmaras da sonda. A Cassini até recolheu algumas destas partículas expelidas de Encélado e analisou a sua composição.

Observações anteriores da Cassini mostraram que as erupções pulverizavam três vezes mais poeira gelada para o espaço quando Encélado estava no seu ponto mais distante da órbita elíptica em torno de Saturno. Mas, até agora, os cientistas não tinham tido oportunidade de ver se a parte gasosa das erupções - que constitui a maioria da massa da pluma - também aumentava neste ponto.

Por isso, no dia 11 de março de 2016, durante uma sessão de observação cuidadosamente planeada, a Cassini focou-se na estrela Epsilon Orionis, a estrela central da Cintura de Orionte. Na hora marcada, a pluma de Encélado passou em frente da estrela. O instrumento UVIS, o espectrómetro ultravioleta de imagem da Cassini, mediu o modo como o vapor de água na pluma enfraqueceu a luz ultravioleta da estrela, revelando a quantidade de gás contida na pluma. Tendo em conta que uma quantidade adicional de poeira aparece neste ponto orbital da lua, os cientistas esperavam medir muito mais gás na pluma, empurrando a poeira para o espaço.

Mas em vez do enorme aumento esperado na produção de vapor de água, o instrumento apenas viu um aumento ligeiro - na ordem dos 20% no valor total de gás.

Jatos estreitos de gás e partículas geladas que entram em erupção na região polar sul de Encélado, contribuindo para a pluma gigante da lua. Um ciclo de atividade nestes jatos de pequena escala podem estar a empurrar, periodicamente, partículas extra para o espaço, provocando um aumento dramático no brilho da pluma.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
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Candy Hansen, cientista da Cassini, começou logo a tentar descobrir o que se passava. Hansen, que faz parte da equipa científica do UVIS no Instituto de Ciência Planetária em Tucson, Arizona, EUA, liderou o planeamento da observação. "Nós seguimos primeiro a explicação mais óbvia, mas os dados disseram-nos que era necessário um olhar mais profundo," comenta. Ao que parece, olhar mais profundamente significa prestar atenção ao que acontece mais perto da superfície da lua.

Hansen e colegas focaram-se num jato conhecido informalmente como "Baghdad I". Os investigadores descobriram que, ao passo que a quantidade de gás na pluma geral não muda muito, este jato em particular era quatro vezes mais ativo do que em outros momentos na órbita de Encélado. Em vez de fornecer apenas 2% do vapor de água total da pluma, tal como a Cassini tinha observado anteriormente, fornecia agora 8% do gás da pluma.

Segundo Larry Esposito, líder da equipa UVIS na Universidade do Colorado em Boulder, EUA, esta informação revelou algo subtil, mas importante. "Nós pensávamos que a quantidade de vapor de água na pluma em geral, em toda a área polar sul, era fortemente afetada pelas forças de maré de Saturno. Ao invés, descobrimos que o que muda são os jatos de pequena escala". Este aumento na atividade dos jatos é o que faz com que existam mais grãos de água gelada, onde as câmaras da Cassini os podem ver.

As novas observações fornecem restrições úteis sobre o que poderá estar a acontecer com a "canalização" subterrânea - fendas e fissuras através das quais a água do oceano subsuperficial potencialmente habitável da lua está a fazer o seu caminho para o espaço.

Com os novos dados da Cassini, Hansen está pronta para passar a vez aos teóricos. "Dado que nós só conseguimos ver o que está acima da superfície, cabe aos modeladores pegar nestes dados e descobrir o que está a acontecer no subsolo."

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
20/10/2015 - Imagens mais próximas do norte de Encélado
18/09/2015 - Cassini descobre oceano global em Encélado
13/03/2015 - Cassini sugere atividade hidrotermal no oceano de Encélado
04/04/2014 - Encélado tem um mar subterrâneo
24/06/2011 - Cassini captura spray oceânico em lua de Saturno
08/03/2011 - Cassini descobre que Encélado é um verdadeiro poço de energia
26/02/2010 - Cassini descobre pletora de plumas e zonas quentes em Encélado
26/06/2009 - Descoberta de sais pela Cassini aponta para oceano por baixo de Encélado
24/07/2009 - Lua de Saturno mostra evidências de amónia
29/11/2008 - Jactos de Encélado - molhados ou apenas selvagens?
26/08/2008 - Cassini observa fonte dos jactos em Encélado
13/08/2008 - Cassini revisita lua gelada de Saturno
09/08/2008 - Cassini prepara-se para passar novamente por Encélado
29/03/2008 - Cassini prova material orgânico de Encélado
15/03/2008 - Cassini voa pelas plumas de Encélado
14/03/2007 - Um começo quente pode explicar os geysers de Encélado
10/03/2006 - Cassini encontra sinais de água líquida em lua de Saturno
02/12/2005 - Vulcões de gelo em Encélado

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Astronomy
Universe Today
COSMOS
PHYSORG
gizmag

Encélado:
Solarviews
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
HIDRA, A LUA GELADA DE PLUTÃO
Novos dados de composição obtidos pela sonda New Horizons revelam uma distinta assinatura da água gelada à superfície da lua mais exterior de Plutão, Hidra. Caronte, a maior lua de Plutão, mede 1210 km de diâmetro, enquanto Hidra tem aproximadamente 50.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda New Horizons da NASA enviou os primeiros dados de composição de quatro dos satélites de Plutão. Os novos dados mostram que a superfície de Hidra, a lua mais exterior de Plutão, é dominada por água gelada quase pura - confirmando indícios que os cientistas descobriram em imagens da New Horizons que mostravam a superfície altamente refletiva de Hidra.

Os novos dados de composição, recentemente recebidos na Terra, foram recolhidos pelo instrumento LEISA (Ralph/Linear Etalon Imaging Spectral Array) no dia 14 de julho de 2015, a uma distância de 240.000 quilómetros.

Hidra, a lua mais exterior de Plutão.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os novos dados - espectro infravermelho - mostram a assinatura inconfundível de água gelada cristalina: uma absorção ampla entre os 1,50 e os 1,60 micrómetros e uma característica espectral mais estreita de gelo a 1,65 micrómetros. O espectro de Hidra é parecido com o da maior lua de Plutão, Caronte, que é também dominada por água gelada cristalina. Mas as bandas de absorção do gelo de Hidra são ainda mais profundas do que as de Caronte, sugerindo que os grãos de gelo à superfície de Hidra ou são maiores ou refletem ainda mais luz em determinados ângulos do que os grãos em Caronte. Pensa-se que Hidra tenha sido formada num disco de detritos gelados, produzido quando os mantos ricos em água foram removidos dos dois corpos que colidiram para formar o binário Plutão-Caronte há cerca de 4 mil milhões de anos atrás. As profundas bandas da água e a alta reflectância implicam relativamente pouca contaminação por material mais escuro que se acumulou à superfície de Caronte com o passar do tempo.

Os cientistas da missão estão a investigar porque é que o gelo de Hidra parece ser mais limpo do que o de Caronte. "Talvez impactos de micrometeoritos 'refresquem' continuamente a superfície de Hidra," afirma Simon Porter, membro da equipa científica da New Horizons e do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado americano do Colorado. "Este processo pode ser ineficaz na muito maior lua Caronte, cuja gravidade retém todos os detritos criados por esses impactos."

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
06/05/2016 - Estudo descobre que a interação de Plutão com o vento solar é única
08/04/2016 - New Horizons preenche lacuna nas observações do ambiente espacial
18/03/2016 - Artigos científicos revelam novos aspetos de Plutão e das suas luas
04/03/2016 - Neva metano nos picos de Plutão
01/03/2016 - Os desfiladeiros gelados do polo norte de Plutão
23/02/2016 - Caronte, a Lua "Hulk" de Plutão: um possível antigo oceano?
09/02/2016 - As misteriosas colinas flutuantes de Plutão
22/12/2015 - Novas descobertas da New Horizons moldam o conhecimento de Plutão e das suas luas
08/12/2015 - New Horizons transmite as primeiras das melhores imagens de Plutão
10/11/2015 - Quatro meses depois da passagem por Plutão, continuam as descobertas da New Horizons
20/10/2015 - Novas imagens de Plutão e Caronte
09/10/2015 - New Horizons encontra céus azuis e água gelada em Plutão
02/10/2015 - Caronte, a grande lua de Plutão, revela uma história colorida mas violenta
25/09/2015 - Plutão continua a impressionar
18/09/2015 - Plutão deslumbra em espetacular novo panorama retroiluminado
11/09/2015 - Novas imagens de Plutão pela New Horizons: é complicado
08/09/2015 - New Horizons começou fase intensiva de envio dos dados
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"
28/07/2015 - New Horizons encontra neblina, "glaciares" em Plutão
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema Solar longínquo

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Space Daily
COSMOS
Discovery News

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

New Horizons:
Página oficial
NASA
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Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Trânsito de Mercúrio: Uma Mancha Invulgar no Sol
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Roger Hutchinson
 
O que é aquele ponto no Sol? Se prestarmos atenção, é quase perfeitamente redondo. O ponto é o resultado de um tipo invulgar de eclipse solar que ocorreu ontem. Normalmente é a Lua da Terra que eclipsa o Sol. Desta vez, foi o planeta Mercúrio. Tal como a abordagem de uma Lua Nova antes de um eclipse solar, a fase de Mercúrio tornou-se um crescente cada vez mais fino à medida que o planeta progredia em direção a um alinhamento com o Sol. Eventualmente, a fase de Mercúrio caiu para zero e a mancha escura de Mercúrio atravessou a nossa estrela-mãe. A situação pode, tecnicamente, ser rotulada de eclipse anular com um anel de fogo extraordinariamente grande. Das planícies crateradas do lado noturno de Mercúrio, a Terra estava no seu brilho máximo. Horas depois, enquanto Mercúrio continuava na sua órbita, um ligeiro crescente apareceu novamente.
 

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